{"id":128240,"date":"2025-10-27T11:35:09","date_gmt":"2025-10-27T11:35:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/128240\/"},"modified":"2025-10-27T11:35:09","modified_gmt":"2025-10-27T11:35:09","slug":"industria-automovel-esta-focada-na-defesa-garante-presidente-da-afia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/128240\/","title":{"rendered":"\u201cInd\u00fastria autom\u00f3vel est\u00e1 focada na defesa\u201d, garante presidente da AFIA"},"content":{"rendered":"<p>        H\u00e1 um novo neg\u00f3cio para a ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia que, do ponto de vista da ind\u00fastria dos componentes, \u00e9 de transi\u00e7\u00e3o ainda mais simples. A AFIA quer os empres\u00e1rios portugueses a pensarem no assunto. Enquanto esperam que o Governo fa\u00e7a o seu papel no apoio, nomeadamente fiscal, aos investimentos necess\u00e1rios.    <\/p>\n<p>O setor dos componentes autom\u00f3veis agrega cerca de 360 empresas, que faturam 14.4 mil milh\u00f5es de euros \u2013 que asseguram perto de 63 mil postos de trabalho \u2013 e que tem um peso nas exporta\u00e7\u00f5es totais de mais de 15%. No in\u00edcio de novembro (entre 4 e 6) voltar\u00e1 a realizar a Automotive Industry Week, na sua 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o, sob o tema \u2018Thinking Beyond the Transition\u2019, E o que est\u00e1 para l\u00e1 da transi\u00e7\u00e3o pode bem ser a ind\u00fastria de defesa, para onde querem convergir uma s\u00e9rie cada vez mais vasta de outras ind\u00fastrias. Por maioria de raz\u00e3o \u2013 uma pe\u00e7a de um autom\u00f3vel h\u00e1-de servir para equipar um tanque de guerra \u2013 a ind\u00fastria dos componentes est\u00e1 na linha da frente da transi\u00e7\u00e3o. E a entidade organizadora do encontro, a Associa\u00e7\u00e3o dos Fabricantes para a Ind\u00fastria Autom\u00f3vel (AFIA), colocou a quest\u00e3o no centro dos tr\u00eas dias de debate.<\/p>\n<p>Num contexto em que as tarifas do Donald Trump implicam uma diminui\u00e7\u00e3o (que ainda n\u00e3o est\u00e1 contabilizada) dos volumes de neg\u00f3cio e das exporta\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso encontrar alternativas. Em entrevista, Jos\u00e9 Couto, presidente da AFIA, fala do assunto, mas tamb\u00e9m do que espera da atua\u00e7\u00e3o do Governo: incentivos fiscais a fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es e ao investimento dos lucros nas pr\u00f3prias empresas seriam muito bem-vindos,<\/p>\n<p>O encontro reunir\u00e1 l\u00edderes da ind\u00fastria autom\u00f3vel, compradores internacionais, decisores pol\u00edticos e especialistas para discutir os desafios e oportunidades do setor autom\u00f3vel num momento de transforma\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>H\u00e1 mais de um m\u00eas que as tarifas dos Estados Unidos est\u00e3o no ativo e o setor j\u00e1 consegue ter alguma perce\u00e7\u00e3o daquilo que s\u00e3o estes novos tempos do com\u00e9rcio internacional.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, neste momento o que temos como certo \u00e9 que ca\u00edram as vendas para os Estados Unidos: houve uma diminui\u00e7\u00e3o com alguma relev\u00e2ncia, se bem que n\u00e3o tenho os n\u00fameros finais tendo em conta que as estat\u00edsticas em Portugal se fazerem com um atraso. Mas nas conversas que temos tido com os nossos associados, h\u00e1 de facto uma diminui\u00e7\u00e3o das vendas diretas. Mas tamb\u00e9m sabemos que do ponto de vista indireto h\u00e1 um mau ambiente: temos a Alemanha a cair tamb\u00e9m nas suas exporta\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos. E como n\u00f3s exportamos para muitos OEM e tier 1 [fabricantes autom\u00f3veis e fornecedores de primeira linha] que exportam para os Estados Unidos, a nossa produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 em queda por essa via. Podemos estar com uma queda das exporta\u00e7\u00f5es entre os 11% e 12%<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Provavelmente, at\u00e9 ao final do ano essa queda ir\u00e1 acentuar-se.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos o que \u00e9 que vai acontecer, uma vez que tem muito a ver tamb\u00e9m com a rea\u00e7\u00e3o dos mercados, desde logo do mercado dos Estados Unidos. Aquilo que podemos neste momento ter como certo \u00e9 que esta diminui\u00e7\u00e3o vai continuar at\u00e9 ao final do ano: realisticamente, julgamos que podemos ter uma queda entre os 11% e os 15% no final do ano.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Que medidas \u00e9 necess\u00e1rio tomar no setor para ultrapassar este problema? Uma das formas \u00e9 os empres\u00e1rios investirem diretamente nos Estados Unidos e portanto assim ultrapassarem a quest\u00e3o das tarifas. Mas para isso \u00e9 preciso grande quantidade de capital, que, eventualmente, as empresas portuguesas n\u00e3o est\u00e3o capazes de convocar.<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 o objetivo desde a primeira hora das autoridades norte-americanas: querem captar investimento europeu no seu territ\u00f3rio. Esse \u00e9 de facto o objetivo final. Contudo, quero lembrar que uma empresa que resolve investir nos Estados Unidos tem um per\u00edodo significativo, entre dois e tr\u00eas anos, para ter resultados desse investimento. Portanto, n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o, provavelmente no curto prazo n\u00e3o passar\u00e1 por a\u00ed. Enfim, esperemos que os nossos clientes europeus, se fizerem investimentos nos Estados Unidos, continuem a contar connosco e portanto que possam ser porta-avi\u00f5es para os investimentos que as empresas portuguesas possam tamb\u00e9m fazer nos Estados Unidos. \u00c9 com alguma dificuldade que uma empresa portuguesa de m\u00e9dia dimens\u00e3o, e mesmo de grande dimens\u00e3o, pode fazer esse trabalho sozinha \u2013 tendo uma OEM a estimular o investimento l\u00e1 e tendo desde logo alguns contratos, isso pode resolver parte do problema. E h\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o das vendas que s\u00e3o feitas por pa\u00edses \u00e0 volta, na \u00e1rea de influ\u00eancia dos Estados Unidos, no shopping mobile, que tamb\u00e9m baixaram a sua atividade e portanto\u2026<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma hip\u00f3tese seria diversificar para outros mercados, para a China.<\/strong><\/p>\n<p>As vendas da China tamb\u00e9m ca\u00edram. E temos algumas dificuldades nesse mercado. Esta narrativa de que temos que encontrar novos mercados n\u00e3o \u00e9\u2026 n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dizer que vamos diversificar mercados. Para al\u00e9m de que o mercado europeu \u00e9 aquele que est\u00e1 aqui ao lado. Trabalhar para o mercado chin\u00eas sup\u00f5e custos log\u00edsticos alt\u00edssimos, enfrentar advers\u00e1rios ou competidores. Tudo isto tem um tempo e um custo que \u00e9 preciso avaliar, n\u00e3o \u00e9 uma coisa que se possa fazer com ligeireza.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Outra hip\u00f3tese \u00e9 as empresas no seu territ\u00f3rio, em Portugal, contarem com um contexto que lhes seja mais favor\u00e1vel. Encontrou no Or\u00e7amento do Estado 2026 caracter\u00edsticas que permitam \u00e0s empresas na generalidade contar com mecanismos que lhes permitam percecionar uma vida mais f\u00e1cil em 2026?<\/strong><\/p>\n<p>Aquilo que n\u00f3s enfrentamos \u00e9 o mesmo que enfrentam as empresas europeias. N\u00f3s temos um problema de competitividade, isso \u00e9 um problema claro que a Europa tem neste momento \u2013 que est\u00e1 ligado ao processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o, das altera\u00e7\u00f5es daquilo que era a ind\u00fastria europeia h\u00e1 10 anos: em 10 anos perdemos relev\u00e2ncia neste contexto. A competitividade \u00e9 um problema, comparativamente com os Estados Unidos: \u00e9 \u00e0 volta de 20% mais baixa. E relativamente \u00e0 China n\u00e3o sabemos exatamente onde \u00e9 que estamos, porque as empresas s\u00e3o altamente intensivas em m\u00e3o de obra e outras s\u00e3o altamente intensivas em capital. Ora, a Europa preocupou-se com a situa\u00e7\u00e3o e o foco \u00e9 aumentar a competitividade tecnol\u00f3gica, da produtividade e portanto significa que t\u00eam que ser feitos investimentos para recuperar algum do tempo que se perdeu. Mas \u00e9 uma coisa que provavelmente n\u00e3o acontecer\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos. O que precisamos \u00e9 de aumentar a nossa capacidade de acolher novos investimentos, estimular os empres\u00e1rios nacionais a continuarem a investir nas suas empresas de forma a poderem aumentar a sua intensidade tecnol\u00f3gica, a investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, a produtividade, a forma\u00e7\u00e3o dos seus trabalhadores, a digitaliza\u00e7\u00e3o. E isto s\u00e3o custos significativos. Temos de premiar aqueles que continuam a investir e a criar condi\u00e7\u00f5es para que o dinheiro possa ficar dentro das empresas, para remunerar os investimentos e isso significa uma pol\u00edtica do ponto de vista do IRC. Mas \u00e9 tamb\u00e9m preciso que os trabalhadores sintam que os seus esfor\u00e7os valem a pena do ponto de vista da distribui\u00e7\u00e3o do rendimento. Outra das dificuldades que as empresas t\u00eam hoje na Europa \u00e9 a sua dimens\u00e3o: temos de encontrar programas que nos ajudem a juntar empresas, a juntar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o. Aquilo que est\u00e1 no Or\u00e7amento, as inten\u00e7\u00f5es em alguns aspetos s\u00e3o boas \u2013 resta perceber se essas inten\u00e7\u00f5es se concretizam em linhas program\u00e1ticas e capazes de fazer a diferen\u00e7a. Tamb\u00e9m a quest\u00e3o da log\u00edstica: temos de chegar aos mercados da Europa Central, que \u00e9 onde, de facto, est\u00e1 o consumo europeu, porque temos um esfor\u00e7o superior aos nossos concorrentes. \u00c9 evidente que h\u00e1 outras quest\u00f5es externas; por exemplo, esta quest\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o \u2013 a Europa \u00e9 altamente formatada e conformada que se traduz em dificuldades e barreiras em termos competitivos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Portanto faltam incentivos fiscais ao aumento da dimens\u00e3o e ao reinvestimento de lucros. Pergunto-lhe, mais especificamente, se as altera\u00e7\u00f5es previstas \u00e0s Leis do Trabalho v\u00e3o no sentido de uma flexibiliza\u00e7\u00e3o que \u00e9 importante para as empresas.<\/strong><\/p>\n<p>Hoje vivemos um quadro regulat\u00f3rio, do ponto de vista das Leis do Trabalho, que em alguns casos nos determina alguma perda de capacidade e de alguma flexibilidade. Podemos viver com elas, mas devemos analisar os pa\u00edses os nossos concorrentes. Neste momento t\u00eam como uma vantagem competitiva, que serve para atrair investimento. Flexibilidade dos hor\u00e1rios de trabalho, o processo de remunera\u00e7\u00e3o, a responsabilidade social \u2013 as empresas t\u00eam hoje preocupa\u00e7\u00f5es nos recursos humanos que muitas vezes est\u00e3o para l\u00e1 daquilo que est\u00e1 formatado no quadro das Leis do Trabalho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 a formata\u00e7\u00e3o de uma ideia segundo a qual a necessidade que a Europa encontrou de investir na defesa determina que h\u00e1 ali um novo nicho de neg\u00f3cio que os empres\u00e1rios portugueses podem tentar encontrar. Na \u00e1rea dos componentes, suponho que h\u00e1 pe\u00e7as que s\u00e3o para autom\u00f3veis, mas tamb\u00e9m podem servir para tanques e para avi\u00f5es de guerra. \u00c9 uma \u00e1rea para que a AFIA est\u00e1 a olhar? <\/strong><\/p>\n<p>A AFIA pertence \u00e0 CLEPA, a Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Fornecedores da Ind\u00fastria Autom\u00f3vel, que \u00e9 uma confedera\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es dos componentes autom\u00f3veis. E n\u00f3s h\u00e1 mais de um ano identific\u00e1mos este mercado como uma boa oportunidade para a ind\u00fastria. \u00c9 expect\u00e1vel que a ind\u00fastria autom\u00f3vel na Europa continue a cai e essa queda significa que vamos ficar com capacidade de produ\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. A ind\u00fastria autom\u00f3vel na Europa tem quase 13 milh\u00f5es de trabalhadores e assegura quase 7% do PIB do bloco \u2013 que contribui e alavanca, por exemplo, a \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. Ora, h\u00e1 aqui uma disponibilidade de meios, de infraestruturas, de conhecimento que est\u00e1 na ind\u00fastria autom\u00f3vel, mas que pode migrar para outras \u00e1reas, para outros setores de produ\u00e7\u00e3o. Mesmo para al\u00e9m daquilo que \u00e9 a ind\u00fastria da defesa. Na \u00e1rea da defesa, \u00e9 preciso perceber exatamente quais s\u00e3o os investimentos que \u00e9 necess\u00e1rio fazer, quais s\u00e3o os investimentos que j\u00e1 se est\u00e3o a fazer, para responder \u00e0s exig\u00eancias deste mercado. \u00c9 preciso fazer o link entre aquilo que s\u00e3o as necessidades da ind\u00fastria europeia da defesa e as compet\u00eancias das empresas, nomeadamente dos componentes. Portanto, temos de aprender rapidamente, saber o que \u00e9 que temos que fazer, se \u00e9 necess\u00e1rio fazer, acrescentar conhecimento e que investimentos s\u00e3o necess\u00e1rios. E a ind\u00fastria autom\u00f3vel est\u00e1 neste momento com esse objetivo, est\u00e1 focada nisso. Ali\u00e1s, na nossa 12\u00aa semana da ind\u00fastria em Portugal temos uma \u00e1rea, um workshop que ser\u00e1 especificamente para pensarmos e para ajudar os empres\u00e1rios a refletirem sobre isto: o que \u00e9 que t\u00eam de fazer, qual \u00e9 o esfor\u00e7o que t\u00eam de fazer. Temos de lidar com outros pa\u00edses que t\u00eam fort\u00edssimos investimento na produ\u00e7\u00e3o e que t\u00eam muitos anos \u00e0 nossa frente. Portanto, esta quest\u00e3o da ind\u00fastria da defesa \u00e9 crucial, \u00e9 muito importante, \u00e9 uma oportunidade de neg\u00f3cio para a ind\u00fastria de componentes e n\u00f3s gostar\u00edamos que n\u00e3o se perdesse esta oportunidade. E que os empres\u00e1rios nacionais estivessem atentos e fizessem, se quiserem, o esfor\u00e7o necess\u00e1rio para entrar neste segmento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 um novo neg\u00f3cio para a ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia que, do ponto de vista da ind\u00fastria dos componentes,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":128241,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[23533,88,89,90,4703,29229,29230,32,33,29231],"class_list":{"0":"post-128240","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-afia","9":"tag-business","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-industria-automovel","13":"tag-industria-da-defesa","14":"tag-jose-couto","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-setor-dos-componentes-automoveis"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115445925439845029","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128240\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}