{"id":128605,"date":"2025-10-27T16:44:38","date_gmt":"2025-10-27T16:44:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/128605\/"},"modified":"2025-10-27T16:44:38","modified_gmt":"2025-10-27T16:44:38","slug":"quanto-mais-barato-melhor-para-o-bolso-e-mito-a-descida-dos-precos-pode-ser-muito-mau-sinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/128605\/","title":{"rendered":"&#8220;Quanto mais barato melhor para o bolso&#8221; \u00e9 mito: a descida dos pre\u00e7os pode ser muito mau sinal"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/editorial\/latina-woman-distracted-while-writing-notebook-accounts-her-grocery-store-543363668.html\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"exclude\" target=\"_blank\">maurotoro\/DepositPhotos<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-707847 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/76fc952bde95b25c38e049a71c6dba77-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>A curto prazo, os consumidores ficam satisfeitos, pois aumenta o poder de compra. Mas a m\u00e9dio prazo, \u201ca defla\u00e7\u00e3o pode prejudicar o crescimento econ\u00f3mico e a capacidade das fam\u00edlias para gerar mais rendimento\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/inflacao\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">infla\u00e7\u00e3o<\/a> representou, durante d\u00e9cadas, uma amea\u00e7a persistente para a Am\u00e9rica Latina. Mas h\u00e1 agora dois pa\u00edses no continente que apresentam <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/deflacao\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">defla\u00e7\u00e3o<\/a> \u2014 ou seja, um n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o negativo.<\/p>\n<p>A <strong>Costa Rica<\/strong> (-1%) e o <strong>Panam\u00e1<\/strong> (-0,3%) terminaram o m\u00eas de setembro com o seu \u00cdndice de Pre\u00e7os no Consumidor (IPC) em terreno negativo, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>As principais raz\u00f5es diferem de pa\u00eds para pa\u00eds, embora existam tamb\u00e9m algumas causas comuns.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-executivo do Conselho Monet\u00e1rio Centro-Americano, Odalis Marte, explica que a descida dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, a par da redu\u00e7\u00e3o do valor de certos alimentos no mercado internacional, contribuiu para que alguns pa\u00edses da regi\u00e3o registassem uma <strong>infla\u00e7\u00e3o muito baixa, ou mesmo negativa<\/strong>, nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>El Salvador, depois de cinco meses em defla\u00e7\u00e3o, regressou recentemente ao \u00edndice positivo, ainda que com apenas 0,3% de infla\u00e7\u00e3o. Neste caso, entre outros fatores, tamb\u00e9m pesou a redu\u00e7\u00e3o de impostos sobre a importa\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Costa Rica, o fator determinante foi a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda local face ao d\u00f3lar.<\/p>\n<p>O ex-presidente do Banco Central de Reserva de El Salvador, Carlos Acevedo, trabalha atualmente como consultor independente. Para ele, a defla\u00e7\u00e3o que se observa neste momento tamb\u00e9m se explica pelo \u201cefeito p\u00f3s-pandemia\u201d \u2014 ou seja, o custo de vida atingiu n\u00edveis t\u00e3o elevados que as atuais descidas n\u00e3o refletem uma crise, como sucedeu noutros pa\u00edses que enfrentaram situa\u00e7\u00f5es deflacionistas.<\/p>\n<p>Na verdade, como a base de compara\u00e7\u00e3o \u00e9 alta, a defla\u00e7\u00e3o n\u00e3o constitui um sintoma preocupante.<\/p>\n<p>\u201cConsidero isto uma estabiliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, uma corre\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os\u201d, comenta Acevedo \u00e0 BBC News Mundo, o servi\u00e7o em espanhol da BBC.<\/p>\n<p>A Costa Rica soma j\u00e1 cinco meses consecutivos de queda dos pre\u00e7os. O Panam\u00e1, por sua vez, completa um ano de IPC negativo.<\/p>\n<p>O investigador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, explica que a defla\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o constitui um objetivo da pol\u00edtica econ\u00f3mica, especialmente se ocorrer em consequ\u00eancia da estagna\u00e7\u00e3o da economia\u201d.<\/p>\n<p>O senso comum poderia levar-nos a pensar que quanto mais os pre\u00e7os baixam, melhor para o nosso bolso. Mas, na realidade, n\u00e3o \u00e9 bem assim.<\/p>\n<p>E o bolso dos consumidores?<\/p>\n<p>Marte sublinha que, a curto prazo, os consumidores ficam satisfeitos, pois a defla\u00e7\u00e3o aumenta o seu poder de compra. Mas, <strong>a m\u00e9dio prazo, \u201ca defla\u00e7\u00e3o pode prejudicar o crescimento econ\u00f3mico e a capacidade das fam\u00edlias para gerar mais rendimento\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante ter em conta que, \u201cem muitos pa\u00edses, quando a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 muito baixa ou negativa, n\u00e3o h\u00e1 aumentos salariais\u201d, o consumo diminui, a produ\u00e7\u00e3o reduz-se e a economia cresce menos. Pode formar-se uma esp\u00e9cie de <strong>ciclo negativo<\/strong>, em que, embora os pre\u00e7os estejam mais baixos do que h\u00e1 um ano, o poder de compra dos consumidores continua reduzido. E, evidentemente, sem emprego ou com sal\u00e1rios congelados, a defla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fica para as finan\u00e7as pessoais.<\/p>\n<p>A defla\u00e7\u00e3o no Panam\u00e1 e na Costa Rica \u201cn\u00e3o \u00e9 preocupante\u201d, segundo Marte, porque a economia de ambos os pa\u00edses est\u00e1 a crescer. Ao contr\u00e1rio de outros casos, trata-se de uma defla\u00e7\u00e3o alinhada com o crescimento econ\u00f3mico. Em ambos, se a defla\u00e7\u00e3o se prolongar por alguns trimestres, \u201cnada acontece\u201d, explica, pois faz parte de um processo de ajustamento.<\/p>\n<p>Segundo Marte, ao observar estes pa\u00edses, verifica-se que a defla\u00e7\u00e3o n\u00e3o resulta de uma recess\u00e3o, mas sim de um <strong>fen\u00f3meno associado \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o de fatores externos e internos<\/strong>.<\/p>\n<p>Para compreender como esta defla\u00e7\u00e3o influencia o contexto internacional, \u00e9 importante considerar que a estrutura dos gastos familiares varia de pa\u00eds para pa\u00eds, conforme o peso de cada produto na cesta utilizada para medir o IPC.<\/p>\n<p>Na Costa Rica, no Panam\u00e1 e em El Salvador \u2014 que acaba de sair da defla\u00e7\u00e3o, mas cujo IPC ainda ronda 0% \u2014, Marte destaca que os pre\u00e7os dos combust\u00edveis e dos alimentos t\u00eam grande peso na avalia\u00e7\u00e3o geral do custo de vida. Isto n\u00e3o sucede noutros pa\u00edses, onde a import\u00e2ncia de certos produtos importados n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o preponderante. E, em termos mais locais, a decis\u00e3o de um determinado governo em subsidiar certos produtos tamb\u00e9m tem impacto. Em El Salvador, por exemplo, o pre\u00e7o dos combust\u00edveis \u00e9 subsidiado. Esta pol\u00edtica permite compensar a alta dos pre\u00e7os no mercado externo.<\/p>\n<p>De um ponto de vista mais amplo, se a defla\u00e7\u00e3o persistir durante muito tempo na economia de um pa\u00eds, a sua situa\u00e7\u00e3o pode tornar-se mais complexa, \u00e0 medida que o fen\u00f3meno afeta a atividade econ\u00f3mica. Mas, por enquanto, n\u00e3o parece ser esse o caso da Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o acredito que a descida dos pre\u00e7os nestes tr\u00eas pa\u00edses seja permanente\u201d, afirma o economista.<\/p>\n<p>Carlos Acevedo tamb\u00e9m n\u00e3o acredita que esta defla\u00e7\u00e3o venha a tornar-se um problema.<\/p>\n<p>No entanto, ap\u00f3s a forte subida dos pre\u00e7os no p\u00f3s-pandemia, <strong>muitas fam\u00edlias n\u00e3o sentem que os pre\u00e7os tenham realmente baixado. <\/strong>O IPC pode estar comparativamente baixo, ou at\u00e9 negativo, mas <strong>\u201ca vida continua cara\u201d<\/strong>, considerando os pre\u00e7os anteriores \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>O melhor exemplo \u00e9 o da Costa Rica, \u201cum pa\u00eds caro, porque a redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os \u00e9 marginal\u201d face ao elevado custo de vida, explica Acevedo.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas n\u00e3o o sentem no bolso\u201d, afirma. E, de facto, ao falar com costa-riquenhos, a primeira coisa que se ouve \u00e9 que a vida est\u00e1 car\u00edssima.<\/p>\n<p>O que acontece quando a defla\u00e7\u00e3o se torna permanente?<\/p>\n<p>Um dos exemplos mais marcantes de defla\u00e7\u00e3o prolongada \u00e9 o caso japon\u00eas, conhecido como <strong>\u201ca d\u00e9cada perdida\u201d<\/strong> do pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Nos anos 1990, o Jap\u00e3o sofreu uma profunda crise econ\u00f3mica, com a queda da procura interna, baixas taxas de juro, fragilidade do iene, elevados n\u00edveis de d\u00edvida e falta de investimento empresarial.<\/p>\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o muito envelhecida e mais preocupada em poupar do que em consumir, as empresas reduziram os pre\u00e7os sem conseguir reativar o consumo, num contexto de <strong>estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, fal\u00eancias e aumento dos cr\u00e9ditos malparados. <\/strong>A defla\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica sofrida pelo Jap\u00e3o constituiu um grave problema econ\u00f3mico durante muitos anos.<\/p>\n<p>O que costuma acontecer \u00e9 que, num processo deflacionista, as pessoas adiam o consumo, esperando que os pre\u00e7os continuem a cair. Isso, por sua vez, torna ainda mais dif\u00edcil a recupera\u00e7\u00e3o da economia. O processo cria um <strong>c\u00edrculo vicioso<\/strong>, em que a redu\u00e7\u00e3o do consumo agrava a queda dos pre\u00e7os e a falta de investimento.<\/p>\n<p>N\u00edveis de infla\u00e7\u00e3o demasiado altos ou demasiado baixos n\u00e3o s\u00e3o boas not\u00edcias. E, embora cada pa\u00eds defina a sua meta inflacionista (o n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o considerado adequado para a sua economia), a regra geral \u00e9 que o intervalo ideal de varia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os se situe entre 2% e 4%, segundo os economistas. \u00c9 o que se considera um <strong>\u201cn\u00edvel saud\u00e1vel\u201d de infla\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>De qualquer forma, os economistas continuam a acompanhar o que acontece atualmente na Costa Rica, em El Salvador e no Panam\u00e1 como um fen\u00f3meno transit\u00f3rio, tendo em conta que as suas economias crescem a um ritmo at\u00e9 superior ao de outros pa\u00edses da regi\u00e3o. Claramente, est\u00e3o a seguir o caminho oposto ao da recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Historicamente, a Am\u00e9rica Latina ganhou fama pela sua luta contra a infla\u00e7\u00e3o. As \u201cexperi\u00eancias dolorosas\u201d do passado impulsionaram reformas em muitos pa\u00edses, garantindo a independ\u00eancia dos bancos centrais e uma pol\u00edtica monet\u00e1ria respons\u00e1vel, segundo Benjamin Gedan.<\/p>\n<p>E, embora continue a ser um enorme desafio alcan\u00e7ar o n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o ideal em cada pa\u00eds, os economistas concordam que as li\u00e7\u00f5es aprendidas nas \u00faltimas d\u00e9cadas deixaram uma marca positiva no continente.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_971_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_512_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862235_242_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"maurotoro\/DepositPhotos A curto prazo, os consumidores ficam satisfeitos, pois aumenta o poder de compra. 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