{"id":12868,"date":"2025-08-02T12:11:07","date_gmt":"2025-08-02T12:11:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/12868\/"},"modified":"2025-08-02T12:11:07","modified_gmt":"2025-08-02T12:11:07","slug":"leia-o-posfacio-inedito-do-livro-de-abilio-diniz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/12868\/","title":{"rendered":"leia o posf\u00e1cio in\u00e9dito do livro de Ab\u00edlio Diniz"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAb\u00edlio: Determinado, ambicioso, pol\u00eamico\u201d foi relan\u00e7ado nesta semana. A nova edi\u00e7\u00e3o conta com um posf\u00e1cio in\u00e9dito da jornalista Cristiane Correa, que \u00e9 autora do livro e especializada na cobertura de neg\u00f3cios e gest\u00e3o. <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/perfil\/abilio-diniz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Abilio Diniz<\/a> construiu um dos maiores grupos varejistas do Brasil, o Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar (GPA), e foi um dos homens mais ricos do pa\u00eds, enfrentando crises econ\u00f4micas, disputas familiares, a chegada de concorrentes estrangeiros e at\u00e9 um sequestro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/business\/abilio-diniz-morre-aos-87-anos-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">O empres\u00e1rio morreu dia 18 de fevereiro de 2024, aos 87 anos<\/a>, em S\u00e3o Paulo. Abilio estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, com um quadro de pneumonia.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" class=\"w-full h-full object-cover\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/900-x-300-sem-texto-na-imagem-6.png\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p class=\"font-normal text-base text-wl-neutral-600 max-w-md mx-auto\">\n\t\t\t\t\t\t\tLeve seu neg\u00f3cio para o pr\u00f3ximo n\u00edvel com aux\u00edlio dos principais empreendedores do pa\u00eds!\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>O livro tra\u00e7a um retrato de um dos empres\u00e1rios mais emblem\u00e1ticos (e pol\u00eamicos) do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o atualizada, o leitor tem acesso a um posf\u00e1cio in\u00e9dito, escrito ap\u00f3s a morte do empres\u00e1rio, no qual Cristiane revisita o legado de Diniz. O livro j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 venda.  <\/p>\n<p><strong>Confira abaixo o posf\u00e1cio do livro <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/perfil\/abilio-diniz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">\u201cAb\u00edlio: Determinado, ambicioso, pol\u00eamico\u201d<\/a><\/strong>:<\/p>\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<p>\u201cEra final da noite de 18 de fevereiro de 2024 em Portugal, onde eu passava uma temporada, quando fui despertada pelo toque insistente do celular. Atendi j\u00e1 ressentindo m\u00e1s not\u00edcias e ouvi a mensagem que temia: \u2018O Abilio morreu\u2019. <\/p>\n<p>Eu sabia havia quase um m\u00eas que Abilio Diniz estava internado no hospital Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. E que seu estado n\u00e3o era bom. Mesmo assim, fiquei em choque. Havia encontrado com ele cerca de dois meses antes e o vira em \u00f3tima forma, sobretudo quando se leva em conta que j\u00e1 somava 87 anos de idade. Continuava magro e forte, mantinha aquela voz grave que silenciava o ambiente. \u00c9 verdade que j\u00e1 h\u00e1 algum tempo a audi\u00e7\u00e3o estava comprometida, mas um discreto aparelho nos ouvidos tratava de minimizar o problema. <\/p>\n<p>Nessa minha \u00faltima vis\u00e3o de Abilio, ele continuava a ser o \u201chomem de ferro\u201d, como foi descrito no pref\u00e1cio deste livro, uma esp\u00e9cie de super-her\u00f3i que \u201cn\u00e3o tem superpoderes presenteados pela natureza ou pelo acaso, mas que constr\u00f3i a si mesmo\u201d.<\/p>\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<p>Catat\u00f4nica, sentei-me em frente ao notebook para escrever. Era o que eu achava que podia \u2014 ou devia \u2014 fazer. Mas o que dizer sobre um empres\u00e1rio que j\u00e1 havia sido tema de infind\u00e1veis reportagens? Algu\u00e9m que entrevistei mais de trinta vezes desde o in\u00edcio d\u00e9cada de 2000 e cuja trajet\u00f3ria transformei em livro? Haveria algo diferente a falar? Tudo o que me vinha \u00e0 cabe\u00e7a estava distante do seu lado empreendedor, conhecido no Brasil inteiro h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es \u2014 e que eu j\u00e1 destrinchei nos vinte cap\u00edtulos desta obra. Decidi<br \/>ent\u00e3o me concentrar no homem, n\u00e3o no empreendedor. <\/p>\n<p>Nas camadas dele que n\u00e3o ficavam sob os holofotes. Nas suas vulnerabilidades. Na sua fome de vida e no modo como encarava a finitude. Por\u00e9m, antes, preciso voltar um pouco no tempo. <\/p>\n<p>Em setembro de 2013, quando decidi escrever um livro sobre o Abilio e o procurei, expliquei a ele que, assim como minha obra anterior, esta seria independente. Na pr\u00e1tica, isso significava que n\u00e3o ter\u00edamos qualquer v\u00ednculo e que ele n\u00e3o leria o livro previamente \u2014 muito menos teria a oportunidade de fazer qualquer pr\u00e9-aprova\u00e7\u00e3o. O que eu lhe pedia era que me concedesse entrevistas. <\/p>\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<p>N\u00e3o era o formato que o empres\u00e1rio esperava. Abilio estava habituado a se manter no controle de quase tudo, e o que eu propunha era o oposto disso. Ele pediu um tempo para pensar. Dias depois, em uma nova reuni\u00e3o, concordou com o projeto.<br \/>Durante mais de um ano, mergulhei em seu universo. <\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras da publica\u00e7\u00e3o da obra, ele estava ansioso e preocupado. Chegou a me perguntar se haveria partes do livro das quais ele n\u00e3o gostaria. Respondi que sim. Ele<br \/>ficou nitidamente contrariado e chegou a aumentar o tom de voz na conversa.<\/p>\n<p>Mesmo assim, manteve o nosso combinado. A primeira edi\u00e7\u00e3o deste livro saiu em julho de 2015 e, como eu previra, Abilio discordou de alguns pontos importantes. Um dos principais era como retratei a disputa dele com Jean-Charles Naouri, seu n\u00eamesis que o levou a sair do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar. <\/p>\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<p>A vers\u00e3o que Abilio contava a todos e a si mesmo era que ele fora enganado pelo s\u00f3cio franc\u00eas. Para mim, que tive acesso a in\u00fameros documentos e entrevistei dezenas de pessoas, estava claro que ele havia assinado um contrato e se arrependido anos depois. Abilio n\u00e3o me telefonou ou escreveu para reclamar de nada, mas se distanciou completamente. <\/p>\n<p>Ainda que eu o tenha encontrado em um ou outro evento depois da publica\u00e7\u00e3o, foi s\u00f3 quase seis anos depois que nos reaproximamos. <\/p>\n<p>\u00c0quela altura, entre diversas outras atividades, ele era a grande atra\u00e7\u00e3o de um curso de extens\u00e3o de Lideran\u00e7a e Gest\u00e3o na Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, sua alma mater, em S\u00e3o Paulo. Certo dia, o coordenador do curso me telefonou para perguntar se eu poderia participar de uma aula. <\/p>\n<p>A ideia era que eu conduzisse uma esp\u00e9cie de bate-papo com Abilio que teria dura\u00e7\u00e3o de uma hora e meia. \u201cO Abilio n\u00e3o fala mais comigo\u201d, retruquei de pronto. \u201cEle est\u00e1 sabendo desse convite?\u201d O professor, que desconhecia esse bastidor, respondeu que falaria com o empres\u00e1rio. Dias depois, me mandou uma mensagem avisando<br \/>que Abilio havia concordado. <\/p>\n<p>Quando o dia chegou, me peguei ansiosa, sem saber como seria o reencontro. Eu j\u00e1 tinha presenciado v\u00e1rias facetas de Abilio: do gentil ao arrogante, do tranquilo ao mercurial, do carrancudo ao carinhoso. Qual delas eu encontraria? <\/p>\n<p>Assim que ele entrou na sala e veio me dar um abra\u00e7o, me tranquilizei. N\u00e3o parecia existir qualquer ressentimento. Mas Abilio, sendo Abilio, n\u00e3o perdeu a oportunidade de me dar uma \u201ccutucada\u201d. A certa altura da conversa com os alunos, disse: \u201cA Cris escreveu no livro dela coisas que n\u00e3o aconteceram exatamente daquele jeito, mas tudo bem\u201d. Sorrimos e seguimos adiante. <\/p>\n<p>Outras aulas se sucederam \u00e0quela. Eu aproveitei cada uma das oportunidades para tentar fazer com que ele revelasse coisas mais \u00edntimas. Em uma ocasi\u00e3o, lhe perguntei se ele preferia ser ceo ou presidente de conselho. <\/p>\n<p>Sem titubear, ele respondeu: \u201cceo. Presidente de conselho n\u00e3o manda nada\u201d. Em outro encontro, admitiu que a caracter\u00edstica de que menos gostava em si mesmo era a arrog\u00e2ncia (a classe caiu na risada). Dois anos depois, quando repeti a pergunta, Abilio ficou em sil\u00eancio, pensativo. Eu o lembrei da resposta que havia dado antes. <\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 fui muito arrogante e voc\u00ea sabe disso, mas acho que deixei isso para tr\u00e1s\u201d, declarou. Em um dos bate-papos, ele confessou que seu sonho de juventude era ser um goleiro que defendesse um p\u00eanalti em um jogo no Maracan\u00e3 lotado. <\/p>\n<p>Para surpresa geral, certa vez confidenciou que adoraria ter um talento: tocar bateria. E que seus cantores favoritos eram Gilberto Gil (\u201cA m\u00fasica \u2018Super-homem \u00e9 sensacional\u201d),<br \/>Roberto Carlos (\u201cPodem achar cafona, mas eu gosto\u201d) e Marisa Monte (\u201cDos<br \/>mais novos que ela, eu n\u00e3o conhe\u00e7o nada\u201d). <\/p>\n<p>No entanto, a aula mais tocante aconteceu em setembro de 2022. Seu filho, Jo\u00e3o Paulo, havia falecido no m\u00eas anterior (aqui vale dizer que, dois dias ap\u00f3s a morte de Jo\u00e3o Paulo, os professores do curso receberam da coordena\u00e7\u00e3o um e-mail avisando que, segundo orienta\u00e7\u00e3o de Abilio, toda a programa\u00e7\u00e3o estava mantida). Era inevit\u00e1vel que eu tocasse no assunto. <\/p>\n<p>A recorda\u00e7\u00e3o do filho, que ele dizia ser seu melhor amigo, encheu seus olhos de l\u00e1grimas. Ao ver sua dor escancarada em frente aos alunos, lembrei que na l\u00edngua portuguesa um filho que perde o pai ou m\u00e3e \u00e9 chamado de \u00f3rf\u00e3o, mas que n\u00e3o existe palavra para classificar a situa\u00e7\u00e3o inversa. Como se um pai ou m\u00e3e que perdesse a cria fosse algo t\u00e3o dilacerante e antinatural que n\u00e3o pudesse ser descrito em uma palavra. Pela primeira vez, ao conduzir uma entrevista, chorei. <\/p>\n<p>Logo depois, perguntei a ele como lidava com a passagem do tempo, um recurso que ficava cada vez mais escasso. \u201cTem um texto que explica muito bem como me sinto em rela\u00e7\u00e3o a isso. Posso ler?\u201d, ele perguntou. <\/p>\n<p>Sacou o celular e leu \u201cO valioso tempo dos maduros\u201d, cuja autoria \u00e9 incerta:<\/p>\n<p class=\"has-text-align-left\">Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que j\u00e1 vivi at\u00e9 agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas, percebendo que faltam poucas, r\u00f3i o caro\u00e7o. J\u00e1 n\u00e3o tenho tempo para lidar com mediocridades. N\u00e3o quero estar em reuni\u00f5es onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobi\u00e7ando seus lugares, talentos e sorte. J\u00e1 n\u00e3o tenho tempo para conversas intermin\u00e1veis, para discutir assuntos in\u00fateis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. <\/p>\n<p class=\"has-text-align-left\">J\u00e1 n\u00e3o tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronol\u00f3gica, s\u00e3o imaturas. Meu tempo tornou-se escasso para debater r\u00f3tulos, quero a ess\u00eancia, minha alma tem pressa. Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana: que sabe rir de seus trope\u00e7os, n\u00e3o se encanta com triunfos, n\u00e3o se considera eleita antes da hora, n\u00e3o foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial! \u00c0 medida que ele lia, eu pensava como aquela demonstra\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade<br \/>seria impens\u00e1vel para o Abilio do passado. Os anos, o casamento com Geyze e as mudan\u00e7as da vida \u2014 inclusive os trope\u00e7os e as perdas \u2014 o haviam suavizado.<\/p>\n<p>Na \u00faltima aula que fizemos juntos, em novembro de 2023, Abilio continuava malhado, animado, curioso e cheio de planos. Disse que faria um curso sobre intelig\u00eancia artificial em Harvard no ano seguinte. Contou novidades sobre seu programa de entrevistas na cnn Brasil. Estava praticamente recuperado de uma cirurgia no joelho e passou a aula toda em p\u00e9 diante dos alunos (enquanto eu estava desesperada para sentar, ele seguia firme). <\/p>\n<p>Era um homem muito mais calmo do que aquele que eu conhecera mais de duas d\u00e9cadas antes. O Abilio dos \u00faltimos anos parecia um homem muito mais feliz e realizado do que o antigo todo-poderoso \u201cRei do Varejo\u201d. Brincando, ele disse que quando partisse poderiam escrever em sua l\u00e1pide: \u201cEstou aqui, mas contra a minha vontade\u201d. <\/p>\n<p>No final de 2024, visitei seu t\u00famulo, em um cemit\u00e9rio na Zona Oeste de S\u00e3o Paulo, mas, claro, a frase n\u00e3o est\u00e1 inscrita l\u00e1. Abilio detestava tr\u00eas coisas na vida: cebola, rel\u00f3gio e despedida. <\/p>\n<p>\u201cDespedida \u00e9 uma tristeza. Eu gosto \u00e9 do come\u00e7o. Eu gosto do nascer do sol e n\u00e3o do crep\u00fasculo\u201d, disse em uma de nossas aulas. Para tocar em sua despedida final escolheu a can\u00e7\u00e3o \u201cO que \u00e9, o que \u00e9\u201d, de Gonzaguinha, uma de suas favoritas, sobretudo pelo refr\u00e3o \u201cViver e n\u00e3o ter a vergonha de ser feliz\/ Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz\u2026\u201d. Abilio saiu de cena fiel a suas convic\u00e7\u00f5es: \u201cSer feliz, aprender, compartilhar.<br \/>Esse \u00e9 meu prop\u00f3sito\u201d, costumava dizer.<\/p>\n<p>Talvez esse seja seu maior legado.\u201d<\/p>\n<p>*Uma vers\u00e3o resumida desse posf\u00e1cio foi publicada no Brazil Journal em 19 de fevereiro de 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cAb\u00edlio: Determinado, ambicioso, pol\u00eamico\u201d foi relan\u00e7ado nesta semana. 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