{"id":129161,"date":"2025-10-28T00:10:11","date_gmt":"2025-10-28T00:10:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/129161\/"},"modified":"2025-10-28T00:10:11","modified_gmt":"2025-10-28T00:10:11","slug":"espanha-partido-de-puidgemont-confirma-rutura-com-sanchez-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/129161\/","title":{"rendered":"Espanha. Partido de Puidgemont confirma rutura com S\u00e1nchez \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O partido do espanhol <strong>Carles Puigdemont<\/strong>, que lidera o Junts, confirmou que ir\u00e1 <strong>romper com o Governo de Pedro S\u00e1nchez<\/strong>, ap\u00f3s semanas de tens\u00f5es e falta de avan\u00e7os no cumprimento do chamado \u201cacordo de Bruxelas\u201d, assinado no final de 2023. Fontes pr\u00f3ximas do ex-presidente da Generalitat catal\u00e3 tinham dito, nas \u00faltimas horas, que a <strong>decis\u00e3o estava \u201cpraticamente tomada\u201d<\/strong> e seria submetida a referendo interno entre os militantes \u2013 <strong>algo que j\u00e1 aconteceu, pelo que a decis\u00e3o \u00e9 oficial<\/strong>.<\/p>\n<p>Na cidade francesa de Perpinh\u00e3, muito perto da fronteira com a Catalunha, Puigdemont reuniu o seu n\u00facleo duro antes da reuni\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o alargada desta segunda-feira \u2013 e o ambiente \u00e9 de rutura, segundo fontes citadas pela publica\u00e7\u00e3o espanhola ABC. Perpinh\u00e3 \u00e9 o ponto mais pr\u00f3ximo que Puigdemont admite para se reunir com os seus aliados sem arriscar ser preso em Espanha, j\u00e1 que continua fugitivo da justi\u00e7a espanhola desde 2017.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira, fontes citadas pelo El Confidencial confirmam que a rutura vai acontecer \u2013 embora <strong>n\u00e3o se v\u00e1 avan\u00e7ar, pelo menos para j\u00e1, para uma mo\u00e7\u00e3o de censura<\/strong>.<\/p>\n<p>Um dirigente do partido, citado pelo mesmo \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o social, tinha afirmado: \u201c<strong>O tempo do di\u00e1logo acabou. E se estamos nesta situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 culpa do PSOE<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>O principal motivo do descontentamento \u00e9 a falta de progressos na oficializa\u00e7\u00e3o do <strong>catal\u00e3o<\/strong> na Uni\u00e3o Europeia, ap\u00f3s um comunicado conjunto com a Alemanha ter sido desmentido por Berlim. Apesar das tentativas do ex-primeiro-ministro Jos\u00e9 Luis Rodr\u00edguez Zapatero e de Pedro S\u00e1nchez de mostrar empenho \u2014 incluindo contactos diretos com o chanceler alem\u00e3o \u2014, <strong>o Junts considera que n\u00e3o h\u00e1 sinais concretos de mudan\u00e7a<\/strong> antes da pr\u00f3xima vota\u00e7\u00e3o europeia, marcada para 17 de novembro.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em causa \u00e9 que quando o PSOE e o Junts assinaram o \u201cacordo de Bruxelas\u201d, em 2023, um dos compromissos assumidos por Pedro S\u00e1nchez foi promover o reconhecimento do catal\u00e3o, do basco e do galego como l\u00ednguas oficiais da UE. Essa medida tinha grande valor simb\u00f3lico e pol\u00edtico para os independentistas, pois representava <strong>o reconhecimento europeu da identidade catal\u00e3<\/strong> \u2014 algo que o Junts considera essencial para dar legitimidade internacional \u00e0 causa.<\/p>\n<p>Contudo, um ano depois, quase nada parece ter mudado. A proposta espanhola foi apresentada em Bruxelas, mas enfrentou resist\u00eancia de v\u00e1rios pa\u00edses, nomeadamente Alemanha, Fran\u00e7a e Su\u00e9cia, que consideram o processo complexo e dispendioso. O governo alem\u00e3o, por exemplo, desmentiu recentemente qualquer avan\u00e7o concreto, contrariando o que Moncloa [o Governo central espanhol] sugerira.<\/p>\n<p>Para Puigdemont e o seu c\u00edrculo, essa estagna\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como uma promessa n\u00e3o cumprida e um <strong>sinal de falta de vontade pol\u00edtica<\/strong> por parte do governo de S\u00e1nchez. O Junts esperava que o Executivo espanhol conseguisse, pelo menos, garantir um compromisso formal de algum Estado-membro antes da pr\u00f3xima vota\u00e7\u00e3o no Conselho da UE, o que ainda n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>Outros pontos do pacto, como o saldo or\u00e7amental e a lei da amnistia, tamb\u00e9m est\u00e3o no centro de um impasse. O Junts acusa a ministra das Finan\u00e7as, Mar\u00eda Jes\u00fas Montero, de \u201cgozar com o partido\u201d, ao minimizar o d\u00e9fice fiscal catal\u00e3o e recusar divulgar dados detalhados. Mesmo com promessas adicionais do PSOE, como tentar convencer o Podemos a apoiar a transfer\u00eancia de compet\u00eancias em mat\u00e9ria de imigra\u00e7\u00e3o, os dirigentes do Junts acreditam que S\u00e1nchez s\u00f3 age sob press\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto isso, cresce a press\u00e3o interna sobre Puigdemont, com o avan\u00e7o da forma\u00e7\u00e3o independentista Alian\u00e7a Catal\u00e3, liderada por S\u00edlvia Orriols, nas sondagens. E a t\u00e3o esperada foto entre S\u00e1nchez e Puigdemont \u2014 prometida h\u00e1 mais de um ano \u2014 parece agora ainda mais distante: \u201c<strong>\u00c9 ele quem j\u00e1 n\u00e3o a quer<\/strong>\u201d, dizem fontes pr\u00f3ximas do ex-presidente catal\u00e3o.<\/p>\n<p>A confirmar-se a quebra do apoio do Junts, o governo de S\u00e1nchez pode ficar com a maioria muito fr\u00e1gil no Congresso dos Deputados em risco. O chefe do Governo s\u00f3 conseguiu ser reeleito gra\u00e7as ao apoio de partidos nacionalistas e independentistas, entre os quais o Junts per Catalunya (os sete deputados de Puigdemont).<\/p>\n<p>Se o Junts retirar esse apoio, o PSOE e o Sumar (a coliga\u00e7\u00e3o governante) perdem a maioria absoluta e deixam de conseguir aprovar leis-chave, como o Or\u00e7amento do Estado ou reformas legislativas.<\/p>\n<p>Sem os votos do Junts, cada vota\u00e7\u00e3o passaria a depender de acordos pontuais com partidos de direita ou com outros grupos regionais \u2014 algo muito dif\u00edcil num clima pol\u00edtico t\u00e3o polarizado. O que poder\u00e1 criar\u00a0um bloqueio parlamentar, dificultando a governa\u00e7\u00e3o e travando a execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>                    <strong>Tem um minuto?<\/strong><br \/>O Observador est\u00e1 a realizar junto dos seus leitores um curto estudo de apenas quatro perguntas. <a href=\"https:\/\/observador.typeform.com\/to\/DnJJ0FZQ\" target=\"_blank\" style=\"text-decoration: underline; color:#262626;\" rel=\"nofollow noopener\">Responda aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O partido do espanhol Carles Puigdemont, que lidera o Junts, confirmou que ir\u00e1 romper com o Governo de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":129162,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,8629,640,445,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,8543,23,24,17,18,29,30,31,554,63,64,65],"class_list":{"0":"post-129161","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-catalunha","11":"tag-espanha","12":"tag-europa","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-pedro-su00e1nchez","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-uniu00e3o-europeia","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115448894180307232","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129161"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129161\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}