{"id":129615,"date":"2025-10-28T10:05:09","date_gmt":"2025-10-28T10:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/129615\/"},"modified":"2025-10-28T10:05:09","modified_gmt":"2025-10-28T10:05:09","slug":"estes-sao-os-gripen-os-cacas-que-a-suecia-quer-vender-a-portugal-e-que-os-ucranianos-escolheram-para-combater-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/129615\/","title":{"rendered":"Estes s\u00e3o os Gripen, os ca\u00e7as que a Su\u00e9cia quer vender a Portugal e que os ucranianos escolheram para combater a R\u00fassia"},"content":{"rendered":"<p>\t                A escolha de um ca\u00e7a para defender um pa\u00eds j\u00e1 n\u00e3o se faz apenas em tempo de paz. A Ucr\u00e2nia, sob o fogo russo, optou pelo Gripen sueco, um avi\u00e3o desenhado para sobreviver ao caos e operar a partir de uma simples autoestrada. Esta decis\u00e3o pragm\u00e1tica for\u00e7a agora Portugal a questionar as suas pr\u00f3prias certezas para substituir os F-16<\/p>\n<p>Aterram e levantam voo de autoestradas, t\u00eam um dos radares mais avan\u00e7ados do mundo e foram concebidos precisamente para combater um advers\u00e1rio como a R\u00fassia. Estas caracter\u00edsticas foram importantes para &#8220;seduzir&#8221; o governo ucraniano, que assinou uma carta de inten\u00e7\u00e3o com a Su\u00e9cia para a aquisi\u00e7\u00e3o de at\u00e9 150 ca\u00e7as JAS Gripen E, a mais recente e poderosa vers\u00e3o do avi\u00e3o de combate da Saab. Mas os motivos que levaram os ucranianos a optar pela escolha desta aeronave v\u00e3o al\u00e9m disso e enviam uma forte mensagem a pa\u00edses como Portugal, que continuam por avan\u00e7ar com a escolha de um avi\u00e3o para substituir a frota envelhecida dos ca\u00e7as F-16.<\/p>\n<p>&#8220;A versatilidade destas aeronaves \u00e9 muito \u00fatil para a Ucr\u00e2nia. O Gripen \u00e9 uma aeronave muito robusta e com uma simplicidade de manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o associada. Para um pa\u00eds em guerra como a Ucr\u00e2nia, onde vemos a R\u00fassia bombardear qualquer ponto do seu territ\u00f3rio, esta capacidade de dispers\u00e3o \u00e9 fundamental&#8221;, explica \u00e0 CNN Portugal o tenente-general Rafael Martins, antigo comandante da For\u00e7a A\u00e9rea.\u00a0<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, a Su\u00e9cia, um pa\u00eds neutro na fronteira com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, desenvolveu as suas For\u00e7as Armadas a pensar num \u00fanico cen\u00e1rio: uma invas\u00e3o por parte de um inimigo numericamente superior, com radares, sat\u00e9lites e m\u00edsseis capazes de destruir os seus aeroportos e aer\u00f3dromos militares nas primeiras horas do conflito. A resposta sueca foi criar um ca\u00e7a capaz de operar de qualquer lado, em qualquer momento. Um avi\u00e3o que pudesse ser rearmado e reabastecido numa faixa de autoestrada por uma pequena equipa de militares, e voltar ao combate em minutos. O Gripen foi feito para uma guerra assim\u00e9trica contra um inimigo muito maior. \u00c9 precisamente a situa\u00e7\u00e3o em que Kiev se encontra.<\/p>\n<p>O Gripen E que a Ucr\u00e2nia pretende comprar tem pouco que ver com a primeira vers\u00e3o da aeronave lan\u00e7ada no final dos anos 80. Esta variante topo de gama, que s\u00f3 este m\u00eas chegou \u00e0s m\u00e3os dos pilotos da for\u00e7a a\u00e9rea sueca, introduz um novo patamar tecnol\u00f3gico na aeronave. Apesar de n\u00e3o ser um avi\u00e3o &#8220;invis\u00edvel&#8221; com o foco em guerra eletr\u00f3nica, o seu novo sistema cria uma &#8220;bolha eletr\u00f3nica de 360 graus&#8221; em torno da aeronave, permitindo-lhe detetar, bloquear e enganar os radares inimigos.\u00a0<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a Saab equipa estes avi\u00f5es com os avan\u00e7ados radares AESA, que garantem ao piloto uma &#8220;consci\u00eancia situacional&#8221; de topo, capaz de detetar aeronaves inimigas a longas dist\u00e2ncias e rastrear v\u00e1rios alvos em simult\u00e2neo, seja em terra, no ar ou no mar. Com 10 pontos de fixa\u00e7\u00e3o nas asas, pode transportar uma vasta gama de armamento, desde o tem\u00edvel m\u00edssil Meteor, capaz de atingir alvos a\u00e9reos a 200 quil\u00f3metros, a bombas guiadas de precis\u00e3o e m\u00edsseis antinavio.<\/p>\n<p>&#8220;Isto traduz-se numa grande evolu\u00e7\u00e3o de poder a\u00e9reo para a Ucr\u00e2nia, que passa a ter uma aeronave de combate que n\u00e3o s\u00f3 faz ataque, mas que tamb\u00e9m acrescenta capacidades de defesa a\u00e9rea. Al\u00e9m disso, \u00e9 uma aeronave predominantemente europeia, apenas o motor \u00e9 feito nos Estados Unidos&#8221;, explica o tenente-general Rafael Martins.\u00a0<\/p>\n<p>Portugal numa encruzilhada <\/p>\n<p>A escolha ucraniana de uma aeronave europeia n\u00e3o \u00e9 inocente. Numa altura em que a sua for\u00e7a a\u00e9rea j\u00e1 opera uma frota diversificada que inclui os F-16 americanos e os Mirage-2000 franceses, a aposta nos Gripen envia uma mensagem geopol\u00edtica clara. Kiev quer entrar no padr\u00e3o NATO, mas sem ficar ref\u00e9m de poss\u00edveis mudan\u00e7as geopol\u00edticas da administra\u00e7\u00e3o americana, que no passado n\u00e3o hesitou em travar a entrega de armamento ou de informa\u00e7\u00f5es de natureza militar, para n\u00e3o prejudicar o esfor\u00e7o diplom\u00e1tico com Moscovo.<\/p>\n<p>Esta depend\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 questionada em Lisboa, onde a decis\u00e3o de substituir a frota de F-16 paira sobre o Governo que supervisiona o maior aumento de or\u00e7amento de Defesa das \u00faltimas d\u00e9cadas. A For\u00e7a A\u00e9rea Portuguesa (FAP) j\u00e1 estudou as possibilidades e escolheu o ca\u00e7a furtivo de 5.\u00aa gera\u00e7\u00e3o F-35, produzido pelos americanos da Lockheed Martin. Este avi\u00e3o \u00e9 tecnicamente mais evolu\u00eddo que o Gripen e \u00e9 aquele que foi escolhido por grande parte das for\u00e7as a\u00e9reas dos aliados europeus. Mas ap\u00f3s sucessivas amea\u00e7as de Donald Trump aos aliados da NATO,<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/03\/13\/politica\/entrevista\/nuno-melo-afasta-compra-f35-eua-causa-trump-mundo-ja-mudou-2125727\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> o ministro da Defesa<\/a>, Nuno Melo, admite que &#8220;o mundo mudou&#8221; e agora \u00e9 preciso &#8220;pensar nas melhores op\u00e7\u00f5es&#8221;, incluindo op\u00e7\u00f5es &#8220;de produ\u00e7\u00e3o europeia&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p>A CNN Portugal questionou o Minist\u00e9rio da Defesa acerca do ponto em que se encontra o processo de decis\u00e3o e se o F-35, escolhido pela FAP, continua a ser a \u00fanica op\u00e7\u00e3o em cima da mesa, mas n\u00e3o obteve qualquer resposta.\u00a0<\/p>\n<p>A escolha de um novo avi\u00e3o para a for\u00e7a a\u00e9rea n\u00e3o \u00e9 bin\u00e1ria e Portugal poder\u00e1, em teoria, optar por ter uma frota mista. O Canad\u00e1, que inicialmente encomendou 88 F-35 para modernizar a sua frota, est\u00e1 a pensar em reduzir o n\u00famero de aeronaves compradas, depois de o presidente norte-americano sugerir anexar o pa\u00eds. O primeiro-ministro Mark Carney est\u00e1 agora a equacionar a possibilidade de ter uma frota mista, com metade a ser composta por avi\u00f5es de quinta gera\u00e7\u00e3o americanos e a outra metade composta por Gripens. At\u00e9 ao momento, nenhuma decis\u00e3o importante foi tomada.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que este neg\u00f3cio vai muito al\u00e9m da pol\u00edtica de defesa. O neg\u00f3cio envolve muitos milhares de milh\u00f5es de euros e fabricantes e governos sabem disso. Por isso, tanto<a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/lockheed-martin\/aed-cluster\/fabricante-dos-f-35-esta-a-procura-de-empresas-portuguesas-para-ajudar-a-construir-o-caca-furtivo-mais-evoluido-do-mundo\/20250603\/683f1c5ad34e3f0bae9ef66b\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> americanos<\/a> como<a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/saab\/gripen\/saab-apresenta-a-portugal-o-caca-que-voa-dentro-de-uma-bolha-eletronica-de-360-graus\/20250925\/68d5a3f5d34ee0c2fed08e42\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> suecos<\/a> apressaram-se em assinar memorandos de entendimento com a ind\u00fastria aeron\u00e1utica portuguesa de forma a aliciar o executivo com postos de trabalho qualificados e com remunera\u00e7\u00f5es bem acima da m\u00e9dia nacional. Os norte-americanos assinaram um acordo com o AED Cluster, um agrupamento de empresas da ind\u00fastria da defesa e aeroespacial portuguesas, para envolver o tecido empresarial portugu\u00eas no processo de fabrico e manuten\u00e7\u00e3o dos F-35. Mas tudo depende da compra dos avi\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 os suecos da Saab assinaram dois memorandos de entendimento com empresas nacionais, a OGMA e a Critical Software, para apoiar o aumento da procura dos Gripen um pouco por todo o mundo. Aos jornalistas, Daniel Boestad, vice-presidente do neg\u00f3cio do Gripen, explica que este acordo n\u00e3o est\u00e1 dependente da escolha do Governo portugu\u00eas. A CNN Portugal tentou apurar junto do fabricante sueco se existiu algum contacto formal com o executivo portugu\u00eas ap\u00f3s a assinatura dos documentos, mas n\u00e3o obteve qualquer resposta.<\/p>\n<p>O ministro Nuno Melo defendeu publicamente a necessidade de uma grande integra\u00e7\u00e3o entre a pol\u00edtica de defesa e a economia. Um exemplo dessa integra\u00e7\u00e3o aconteceu com a Saab no Brasil, onde a empresa sueca abriu uma linha de produ\u00e7\u00e3o completa e um centro de desenvolvimento tecnol\u00f3gico, onde engenheiros suecos e brasileiros trabalham n\u00e3o apenas na produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na cria\u00e7\u00e3o de novas tecnologias para o ca\u00e7a. Hoje o Brasil n\u00e3o \u00e9 visto apenas como um cliente, mas sim como uma parte fundamental da cadeia de produ\u00e7\u00e3o mundial do Gripen. De tal forma que as f\u00e1bricas brasileiras poder\u00e3o ter de ser expandidas para fazer frente ao aumento de produ\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio ap\u00f3s a enorme encomenda ucraniana.\u00a0<\/p>\n<p>Um salto qu\u00e2ntico <\/p>\n<p>Mas para especialistas com muitas horas de voo em avi\u00f5es de combate como o tenente-general Rafael Martins, as capacidades t\u00e9cnicas do F-35 s\u00e3o um &#8220;salto qu\u00e2ntico&#8221; para a for\u00e7a a\u00e9rea que \u00e9 dif\u00edcil de ignorar. O avi\u00e3o americano, famoso pela sua furtividade, \u00e9 sin\u00f3nimo de supremacia tecnol\u00f3gica. &#8220;Quase invis\u00edvel ao radar&#8221;, \u00e9 capaz de atingir o inimigo sem que este alguma vez o tenha visto. Mas o que realmente o diferencia \u00e9 o software que faz dele um verdadeiro centro de comando e de recolha de informa\u00e7\u00f5es voador que funde dados de diferentes sensores, dando uma enorme vantagem aos seus pilotos.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 o capacete de um piloto de F-35 ronda os 400 mil euros. Porqu\u00ea? Porque permitem ao piloto, se olhar para baixo, n\u00e3o ver o ch\u00e3o do cockpit, mas sim o terreno por baixo do avi\u00e3o. Para operar uma frota de 5.\u00aa gera\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso toda uma cultura e uma infraestrutura que acompanhem o processo. \u00c9 quase uma metamorfose, um salto qu\u00e2ntico para a for\u00e7a a\u00e9rea que a vai operar&#8221;, explica Rafael Martins, acrescentando que o &#8220;fosso tecnol\u00f3gico&#8221; entre o F-35 e o Gripen \u00e9 grande.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a interoperabilidade com os restantes aliados da NATO \u00e9 um fator importante. A grande maioria dos pa\u00edses que operam o F-16 est\u00e3o a transitar para o F-35, o que facilitaria a transi\u00e7\u00e3o portuguesa. Mas a superioridade tecnol\u00f3gica tem um custo elevado. N\u00e3o s\u00f3 o pre\u00e7o por aeronave \u00e9 superior, como cada hora de voo e todas as pe\u00e7as sobressalentes representam um encargo financeiro de outra ordem de grandeza, que pode ser demasiado pesado para um pa\u00eds com um or\u00e7amento limitado como Portugal.<\/p>\n<p>A escolha final vai al\u00e9m de uma lista de especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas ou an\u00e1lise de custos de cada projeto e acaba por ser exclusivamente pol\u00edtica, com o Executivo a ter de escolher quais os argumentos com mais &#8220;peso&#8221; e para a vis\u00e3o que tem para o pa\u00eds. &#8220;O ponto fundamental \u00e9 este: qual \u00e9 a nossa inten\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica? Onde \u00e9 que queremos que a nossa compatibilidade principal resida? Na alian\u00e7a com os Estados Unidos ou no refor\u00e7o da Uni\u00e3o Europeia?&#8221;, afirma Diana Soller, especialista em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais.\u00a0<\/p>\n<p>Portugal encontra-se numa encruzilhada. A escolha de uma solu\u00e7\u00e3o como o Gripen, que \u00e9 a mais econ\u00f3mica, promete retorno industrial e refor\u00e7a a autonomia estrat\u00e9gica da Europa, pode ser uma escolha vi\u00e1vel, mas requer &#8220;coragem&#8221; pol\u00edtica. At\u00e9 porque a decis\u00e3o de colocar de parte a compra de um F-35 tecnologicamente superior poderia ter &#8220;consequ\u00eancias pol\u00edticas&#8221; na rela\u00e7\u00e3o portuguesa com Washington, com um poss\u00edvel &#8220;afastamento ou arrefecimento das rela\u00e7\u00f5es&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Eu penso que h\u00e1 uma s\u00e9rie de bons argumentos a favor dos Gripen. Agora, vamos ver se Portugal tem a vontade pol\u00edtica e, acima de tudo, a coragem pol\u00edtica para fazer essa escolha&#8221;, remata Diana Soller.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A escolha de um ca\u00e7a para defender um pa\u00eds j\u00e1 n\u00e3o se faz apenas em tempo de paz.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87242,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,29461,27,28,7030,607,608,333,832,604,135,610,476,9330,7526,15,16,301,2676,29460,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,22005,17,18,840,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-129615","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-avioes-de-combate","12":"tag-breaking-news","13":"tag-breakingnews","14":"tag-cacas","15":"tag-cnn","16":"tag-cnn-portugal","17":"tag-comentadores","18":"tag-costa","19":"tag-crime","20":"tag-desporto","21":"tag-direto","22":"tag-economia","23":"tag-f-16","24":"tag-f-35","25":"tag-featured-news","26":"tag-featurednews","27":"tag-governo","28":"tag-gripen","29":"tag-gripen-e","30":"tag-guerra","31":"tag-headlines","32":"tag-justica","33":"tag-latest-news","34":"tag-latestnews","35":"tag-live","36":"tag-main-news","37":"tag-mainnews","38":"tag-mais-vistas","39":"tag-marcelo","40":"tag-mundo","41":"tag-negocios","42":"tag-news","43":"tag-noticias","44":"tag-noticias-principais","45":"tag-noticiasprincipais","46":"tag-opiniao","47":"tag-pais","48":"tag-politica","49":"tag-portugal","50":"tag-principais-noticias","51":"tag-principaisnoticias","52":"tag-saab","53":"tag-top-stories","54":"tag-topstories","55":"tag-ucrania","56":"tag-ultimas","57":"tag-ultimas-noticias","58":"tag-ultimasnoticias","59":"tag-world","60":"tag-world-news","61":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129615\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}