{"id":129661,"date":"2025-10-28T10:53:17","date_gmt":"2025-10-28T10:53:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/129661\/"},"modified":"2025-10-28T10:53:17","modified_gmt":"2025-10-28T10:53:17","slug":"jack-dejohnette-1942-2025-um-baterista-que-coloria-a-musica-obituario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/129661\/","title":{"rendered":"Jack DeJohnette (1942-2025), um baterista que coloria a m\u00fasica | Obitu\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Influente m\u00fasico de jazz, Jack DeJohnette tocou, desde os anos 1960, com alguns dos maiores nomes do g\u00e9nero. O baterista morreu este domingo aos 83 anos, de insufici\u00eancia card\u00edaca, not\u00edcia que foi confirmada pela fam\u00edlia ao di\u00e1rio norte-americano <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2025\/10\/27\/arts\/music\/jack-dejohnette-dead.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">The <\/a><a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2025\/10\/27\/arts\/music\/jack-dejohnette-dead.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">N<\/a><a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2025\/10\/27\/arts\/music\/jack-dejohnette-dead.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">ew<\/a><a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2025\/10\/27\/arts\/music\/jack-dejohnette-dead.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> York Times<\/a>. Muito vers\u00e1til, capaz de ir a v\u00e1rias correntes do jazz, incluindo as mais explorat\u00f3rias, e outras m\u00fasicas, como o rock e o r&amp;b, olhava para o seu lugar na m\u00fasica n\u00e3o s\u00f3 como algu\u00e9m que marcava o tempo para os outros m\u00fasicos tocarem, mas como um pintor que coloria a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Nascido na zona sul de Chicago em 1942, come\u00e7ou a aprender piano muito novo e no liceu cantou doo-wop, tocando tamb\u00e9m rock&#8217;n&#8217;roll. Virou-se para a bateria quando ouviu um disco de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/04\/17\/culturaipsilon\/noticia\/ahmad-jamal-pianistas-importantes-jazz-morre-92-anos-2046333\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ahmad Jamal <\/a>e reparou naquele instrumento. Por uns tempos, tocou os dois, at\u00e9 o saxofonista Eddie Harris, com quem colaborou, o ter recomendado a optar, como <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2010\/08\/05\/culturaipsilon\/noticia\/um-gigante-da-bateria-no-jazz-em-agosto-262868\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">confessou ao \u00cdpsilon em 2010<\/a>, antes de uma vinda ao Festival Jazz em Agosto. Mas a liga\u00e7\u00e3o ao piano manteve-se na abordagem \u00e0 bateria, vendo os dois como os instrumentos de percuss\u00e3o, que tecnicamente o s\u00e3o. Al\u00e9m de acompanhante, era tamb\u00e9m compositor, l\u00edder da sua pr\u00f3pria banda. DeJohnette \u200btem discos a tocar piano, a solo ou acompanhado, e outros teclados, como sintetizadores, e disso s\u00e3o exemplos\u200b The Jack DeJohnette Piano Album, de 1985 (acompanhado) e Return, de 2016 (solo).<\/p>\n<p>DeJohnette come\u00e7ou a tocar aos 14 anos. Ainda em Chicago, tocou com <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/05\/23\/culturaipsilon\/noticia\/sun-ra-arkestra-rodrigo-brandao-constelacao-portuguesa-vivo-setembro-2007063\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sun Ra<\/a> e acompanhou, durante tr\u00eas temas, John Coltrane num concerto. Em 1966, mudou-se para Nova Iorque e acabou por fazer parte do popular quarteto do saxofonista Charles Lloyd, o grupo que gravou Forest Flower e que passou por Cascais, no bar Luisiana, nesse mesmo ano. Fez parte do trio de Bill Evans e foi chamado para integrar a forma\u00e7\u00e3o el\u00e9ctrica de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/miles-davis\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Miles Davis<\/a>, que, influenciado pelo trabalho psicad\u00e9lico de gente como Jimi Hendrix ou Sly Stone, assinou discos como o inigual\u00e1vel <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2010\/08\/26\/culturaipsilon\/noticia\/uma-fonte-inesgotavel-264014\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Bitches Brew<\/a> ou Jack Johnson, Live-Evil ou On the Corner, cl\u00e1ssicos do g\u00e9nero.<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n             <a class=\"embedly-card\" data-card-controls=\"0\" href=\"https:\/\/youtu.be\/XYaVbTVMZtA?si=n5ZpaXiHrB-BNz15\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p>Com Keith Jarrett, que tinha estado ao seu lado no trabalho com Lloyd e Davis, estabeleceu uma parceria que durou d\u00e9cadas, primeiro num disco como duo, Ruta and Daitya, e depois, entre o in\u00edcio dos anos 1980 e as tr\u00eas d\u00e9cadas que se seguiram, no Standards Trio, com o contrabaixista Gary Peacock, que olhava para standards do cancioneiro americano. Existiram entre 1983 e 2014, e <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2006\/11\/14\/jornal\/jarrett-de-corpo-e-alma-107204\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">passaram por Portugal em 2006<\/a>, no Centro Cultural de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>A lista de outras colabora\u00e7\u00f5es, em est\u00fadios e em palcos, \u00e9 infind\u00e1vel. Da pianista e harpista Alice Coltrane aos saxofonistas Stan Getz, Sonny Rollins, Paul Desmond, Cannonball Adderley, Benny Golson e Michael Brecker, passando pelos pianistas Herbie Hancock, Kenny Barron e McCoy Tyner, os trompetistas Chet Baker, Lester Bowie, Freddie Hubbard ou os guitarristas John Scofield, Pat Metheny, Bill Frisell ou John McLaughlin, ou mesmo uma can\u00e7\u00e3o de Sting.<\/p>\n<p>Liderou forma\u00e7\u00f5es como Compost, Directions, New Directions e Special Edition. Gravou em nome pr\u00f3prio pela primeira vez em 1968, um disco chamado The DeJohnette Complex, tendo, nas quase seis d\u00e9cadas que se seguiram, editado, como l\u00edder, quase quatro dezenas de \u00e1lbuns por selos prestigiados como Prestige, ECM, Blue Note, MCA\/Impulse!. Foi nomeado para seis Grammy e ganhou dois: um em 2008, com Peace Time, melhor \u00e1lbum new age; e depois em 2022, com Skyline, melhor \u00e1lbum de jazz instrumental que gravou com o contrabaixista Ron Carter e o pianista Gonzalo Rubalcaba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Influente m\u00fasico de jazz, Jack DeJohnette tocou, desde os anos 1960, com alguns dos maiores nomes do g\u00e9nero.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":129662,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[315,1413,114,115,8663,150,1535,32,33],"class_list":{"0":"post-129661","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-entretenimento","8":"tag-cultura","9":"tag-cultura-ipsilon","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-jazz","13":"tag-musica","14":"tag-obituario","15":"tag-portugal","16":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115451422721854640","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}