{"id":130399,"date":"2025-10-28T21:42:13","date_gmt":"2025-10-28T21:42:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130399\/"},"modified":"2025-10-28T21:42:13","modified_gmt":"2025-10-28T21:42:13","slug":"ansiedade-lidera-casos-de-dor-no-peito-no-pronto-atendimento-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130399\/","title":{"rendered":"Ansiedade lidera casos de dor no peito no pronto-atendimento, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">A dor no peito \u00e9 um dos principais sintomas por tr\u00e1s de atendimentos de emerg\u00eancia no pronto-socorro, mas muitos casos podem n\u00e3o estar relacionados a problemas card\u00edacos. Um estudo realizado nos Estados Unidos e <strong><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/acem.70113\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">publicado em agosto na revista &#8220;Academic Emergency Medicine&#8221;<\/a><\/strong> indica que muitos desses epis\u00f3dios est\u00e3o ligados \u00e0 ansiedade. <\/p>\n<p class=\"texto\">A pesquisa analisou 375 pacientes com dor tor\u00e1cica de baixo risco e descobriu que 42% deles apresentavam ansiedade grave. A maioria tinha outras comorbidades psicol\u00f3gicas trat\u00e1veis, incluindo:<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Depress\u00e3o<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Domatiza\u00e7\u00e3o (manifesta\u00e7\u00e3o de sofrimento psicol\u00f3gico por meio de sintomas f\u00edsicos)<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Transtorno do p\u00e2nico<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Baixa autoefic\u00e1cia (condi\u00e7\u00e3o em que a pessoa n\u00e3o acredita ser capaz de lidar com situa\u00e7\u00f5es desafiadoras, o que pode agravar a ansiedade)<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/08\/6921664-transtorno-de-estresse-pos-traumatico-acidentes-aereos-afetam-saude-mental.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico<\/a><\/strong><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Incapacidade funcional, ou seja, dificuldade para trabalhar, cuidar da fam\u00edlia e manter a vida social<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">Segundo os autores, ao identificar e tratar adequadamente essas condi\u00e7\u00f5es, podem ser desenvolvidas estrat\u00e9gias de acompanhamento mais direcionadas, capazes de reduzir retornos desnecess\u00e1rios ao pronto-atendimento.<\/p>\n<p class=\"texto\">Na percep\u00e7\u00e3o da cardiologista Juliana Soares, do Einstein Hospital Israelita, esses dados refletem a realidade da pr\u00e1tica cl\u00ednica. \u201cAt\u00e9 cerca de um ter\u00e7o dos pacientes que d\u00e3o entrada na sala de emerg\u00eancia com dor de baixo risco tem um quadro de ansiedade associado\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cA ansiedade \u00e9 uma das principais causas de dor tor\u00e1cica de origem n\u00e3o card\u00edaca e, muitas vezes, um dos diagn\u00f3sticos mais frequentes ap\u00f3s a exclus\u00e3o de problemas card\u00edacos.\u201d<\/p>\n<p>Sintomas parecidos<\/p>\n<p class=\"texto\">Um quadro de ansiedade ou uma crise de p\u00e2nico desencadeiam uma s\u00e9rie de mecanismos no organismo que liberam <strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/08\/6921933-como-os-hormonios-afetam-nossas-emocoes.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">adrenalina e cortisona<\/a><\/strong>. Isso leva a sintomas como taquicardia, sensa\u00e7\u00e3o de dor no peito (a adrenalina aumenta a tens\u00e3o na parede do t\u00f3rax) e at\u00e9 espasmos e pequenas contra\u00e7\u00f5es musculares. <\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cA libera\u00e7\u00e3o de adrenalina tamb\u00e9m faz com que nossa respira\u00e7\u00e3o fique mais r\u00e1pida e isso causa uma sensa\u00e7\u00e3o de desconforto e falta de ar. A ansiedade gera sintomas f\u00edsicos que s\u00e3o reais e intensos, por isso eles podem simular e parecer muito com um quadro de origem cardiol\u00f3gica\u201d, explica Juliana.<\/p>\n<p class=\"texto\">Apesar da alta preval\u00eancia, o reconhecimento da ansiedade no pronto-socorro ainda \u00e9 limitado. \u201cFerramentas para identifica\u00e7\u00e3o de quadros de ansiedade s\u00e3o pouco utilizadas em salas de emerg\u00eancia\u201d, avalia a cardiologista.<\/p>\n<p class=\"texto\">A primeira medida sempre \u00e9 descartar condi\u00e7\u00f5es card\u00edacas com risco de vida, por meio de avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, exames laboratoriais e eletrocardiograma. Somente ap\u00f3s a exclus\u00e3o delas \u00e9 poss\u00edvel considerar a ansiedade como origem da dor.<\/p>\n<p class=\"texto\">Embora os sintomas sejam semelhantes, diversos sinais e sintomas podem ajudar a diferenciar dor de origem card\u00edaca da dor relacionada \u00e0 ansiedade. Caracter\u00edsticas como dor em aperto, em press\u00e3o ou em peso costumam indicar problemas no cora\u00e7\u00e3o; j\u00e1 a dor em pontada, difusa e de localiza\u00e7\u00e3o vaga tende a estar mais associada \u00e0 ansiedade. <\/p>\n<p class=\"texto\">Al\u00e9m disso, a <strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/05\/6860864-fisgada-no-peito-conheca-a-sindrome-do-coracao-partido.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">dor de origem card\u00edaca<\/a><\/strong> geralmente se concentra na regi\u00e3o retroesternal do t\u00f3rax (atr\u00e1s do osso do peito), enquanto a dor relacionada \u00e0 ansiedade costuma aparecer mais no meio do peito. \u201cA dor cardiol\u00f3gica costuma ser desencadeada por esfor\u00e7o f\u00edsico e estresse emocional; a dor associada \u00e0 ansiedade n\u00e3o tem uma correla\u00e7\u00e3o definida com o fator desencadeante\u201d, afirma Juliana Soares.<\/p>\n<p>Epis\u00f3dios recorrentes<\/p>\n<p class=\"texto\">O estudo constatou que, muitas vezes, os casos de pacientes com dor no peito de baixo risco e ansiedade n\u00e3o se limitam a um epis\u00f3dio isolado. Dois ter\u00e7os dos indiv\u00edduos avaliados relataram epis\u00f3dios semanais ou di\u00e1rios de dor tor\u00e1cica, o que sugere que apenas garantir que a dor n\u00e3o tem origem card\u00edaca n\u00e3o \u00e9 suficiente. <\/p>\n<p class=\"texto\">O acompanhamento ambulatorial, o tratamento psicol\u00f3gico e, quando indicado, o uso de medicamentos <strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/saude-e-bem-viver\/2023\/08\/29\/interna_bem_viver,1553392\/depressao-e-ansiedade-o-que-ocorre-se-parar-de-repente-de-tomar-remedios.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">ansiol\u00edticos e antidepressivos<\/a><\/strong> s\u00e3o estrat\u00e9gias para reduzir sofrimento e prevenir complica\u00e7\u00f5es emocionais. <\/p>\n<p class=\"texto\">\u201c\u00c9 fundamental fazermos o encaminhamento ativo, ou seja, que o paciente seja orientado ainda no atendimento de emerg\u00eancia e encaminhado para um profissional habilitado a conduzir tratamento psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico\u201d, observa.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cO importante \u00e9 avaliar o paciente todo. Aqueles com m\u00faltiplas condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas precisam de avalia\u00e7\u00e3o hol\u00edstica, pois esses fatores est\u00e3o interligados e influenciam diretamente a recorr\u00eancia da dor e na qualidade de vida.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A dor no peito \u00e9 um dos principais sintomas por tr\u00e1s de atendimentos de emerg\u00eancia no pronto-socorro, mas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":130400,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[4843,29562,29559,116,32,29561,29560,33,117],"class_list":{"0":"post-130399","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ansiedade","9":"tag-crises-de-panico","10":"tag-dores-no-peito","11":"tag-health","12":"tag-portugal","13":"tag-problemas-cardiacos","14":"tag-pronto-atendimento","15":"tag-pt","16":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115453974579509037","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130399\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}