{"id":130925,"date":"2025-10-29T09:11:10","date_gmt":"2025-10-29T09:11:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130925\/"},"modified":"2025-10-29T09:11:10","modified_gmt":"2025-10-29T09:11:10","slug":"nao-existe-aumento-de-tdah-nem-de-autismo-na-populacao-diz-1o-brasileiro-a-receber-o-oscar-da-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130925\/","title":{"rendered":"\u2018N\u00e3o existe aumento de TDAH nem de autismo na popula\u00e7\u00e3o\u2019, diz 1\u00ba brasileiro a receber o \u2018Oscar da sa\u00fade mental\u2019"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Na \u00faltima sexta-feira, o psiquiatra brasileiro Luis Augusto Rohde recebeu, em Nova York, o Pr\u00eamio Ruane por realiza\u00e7\u00e3o excepcional em pesquisa psiqui\u00e1trica infantil e de adolescentes. A l\u00e1urea, organizada pela Brain &amp; Behavior Research Foundation (BBRF), dos Estados Unidos, \u00e9 considerada o \u201cOscar da sa\u00fade mental\u201d e reconhece os pesquisadores mais importantes do mundo em quatro \u00e1reas. \u00c9 a primeira vez que o pr\u00eamio \u00e9 concedido a um nome da Am\u00e9rica Latina. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Rohde \u00e9 professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde dirige o Programa de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o\/Hiperatividade do Hospital de Cl\u00ednicas, e atua como vice-coordenador do Centro de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Mental (CISM). Al\u00e9m disso, j\u00e1 liderou a Federa\u00e7\u00e3o Mundial de <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/assunto\/tdah\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">TDAH<\/a> e \u00e9 o atual presidente da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Psiquiatria da Crian\u00e7a e do Adolescente e Profiss\u00f5es Afins (IACAPAP, da sigla em ingl\u00eas). <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Em nenhuma das quatro categorias do pr\u00eamio, que existem h\u00e1 mais de 25 anos, algum pesquisador trabalhando na Am\u00e9rica Latina tinha sido nomeado. A import\u00e2ncia \u00e9 come\u00e7ar a reconhecer a qualidade do que \u00e9 feito aqui em termos de pesquisa. A olhar para o Sul Global e ver que existe pesquisa de qualidade que \u00e9 competitiva no mesmo n\u00edvel em diversas \u00e1reas \u2014 celebra. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Ao GLOBO, o psiquiatra responde se vivemos de fato um aumento de TDAH, transtorno para o qual dedicou a sua carreira, fala sobre o crescimento dos diagn\u00f3sticos formais de <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/assunto\/autismo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">autismo<\/a>, alerta sobre os riscos da desinforma\u00e7\u00e3o nas redes sociais e explica o que deve servir de sinal de alerta para os pais de crian\u00e7as e adolescentes. <\/p>\n<p>      <img decoding=\"async\" class=\"content-media__image\"  src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/arte-33-.png\" alt=\"Psiquiatra Luis Augusto Rohde \u00e9 1\u00ba brasileiro a ganhar o 'Oscar da sa\u00fade mental'. \u2014 Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"2000\" height=\"1194\" loading=\"lazy\"\/>  Psiquiatra Luis Augusto Rohde \u00e9 1\u00ba brasileiro a ganhar o &#8216;Oscar da sa\u00fade mental&#8217;. \u2014 Foto: Arquivo Pessoal       <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>O pr\u00eamio reconhece sua trajet\u00f3ria principalmente na pesquisa sobre o transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade (TDAH), que aborda muito a epidemiologia do diagn\u00f3stico. Estamos vivendo um aumento de casos?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Quando olhamos a frequ\u00eancia de TDAH na popula\u00e7\u00e3o e controlamos os aspectos metodol\u00f3gicos dos estudos, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre a preval\u00eancia nos diferentes pa\u00edses. N\u00f3s avaliamos mais de 102 estudos em todo o mundo e vimos que o transtorno afeta cerca de 5% das crian\u00e7as e adolescentes. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Depois, analisamos as mudan\u00e7as nos \u00faltimos 30 anos e vimos claramente que, quando novamente se ajustam as quest\u00f5es metodol\u00f3gicas, n\u00e3o houve aumento do que chamamos de preval\u00eancia populacional. J\u00e1 quando se avalia a preval\u00eancia administrativa, que \u00e9 a procura por servi\u00e7os de sa\u00fade, temos um aumento em diversos locais do mundo. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Por que isso acontece? Porque estamos tendo uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o diagn\u00f3stico e come\u00e7amos a reconhecer mais o TDAH em meninas e em adultos. At\u00e9 pouco tempo, o transtorno era visto como algo restrito ao sexo masculino, porque era muito associado apenas \u00e0 hiperatividade. Mas podemos ter uma apresenta\u00e7\u00e3o com predom\u00ednio de desaten\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a mais comum em meninas e n\u00e3o era reconhecida por escolas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>E em rela\u00e7\u00e3o ao transtorno do espectro autista (TEA)?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A quest\u00e3o \u00e9 um pouco mais complexa. Se olharmos qualquer livro de sa\u00fade mental de crian\u00e7as e adolescentes h\u00e1 20 anos, ele diria que a preval\u00eancia era de 1 a 4 casos para cada 10 mil nascimentos. No \u00faltimo levantamento do CDC, dos Estados Unidos, esse n\u00famero chegou a 1 para cada 36 nascimentos. Mas n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o tivemos em 20 anos um aumento de autismo na popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Acontece que hoje n\u00e3o trabalhamos mais com aquela vis\u00e3o muito restrita, que considera somente a aus\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o verbal. Expandimos para uma no\u00e7\u00e3o de espectro, com uma flexibiliza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos. Com isso, algumas coisas que antes eram chamadas de tra\u00e7os de autismo ou de apenas caracter\u00edsticas pessoais, hoje s\u00e3o vistas como parte do TEA. Essa flexibiliza\u00e7\u00e3o muito grande em termos do que \u00e9 o diagn\u00f3stico levou ao aumento da preval\u00eancia. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Hoje muitas pessoas buscam uma explica\u00e7\u00e3o simples que responda a causa do autismo ou de outros diagn\u00f3sticos psiqui\u00e1tricos, como v\u00ea esse cen\u00e1rio?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u00c9 uma tend\u00eancia nossa, da natureza humana, buscar explica\u00e7\u00f5es para determinados fen\u00f4menos. Mas o cuidado que precisamos ter \u00e9 entre o que \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. Existe toda uma preocupa\u00e7\u00e3o, por exemplo, se o tempo de tela exagerado n\u00e3o leva as crian\u00e7as a terem mais TDAH e, nos estudos, vemos que h\u00e1 uma associa\u00e7\u00e3o muito clara entre os dois. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Mas acompanhamos 2,5 mil pessoas num estudo de coorte em S\u00e3o Paulo e Porto Alegre desde que eram crian\u00e7as e vimos que a dire\u00e7\u00e3o parece ser inversa. Na verdade, quem tem mais TDAH acaba usando mais telas. \u00c0s vezes porque, como o TDAH tem um componente gen\u00e9tico, s\u00e3o indiv\u00edduos que t\u00eam pais que tamb\u00e9m s\u00e3o mais impulsivos, com menos rotinas, comportamentos que propiciam o uso de telas pelos filhos. Ent\u00e3o existem fatores que est\u00e3o associados, mas a rela\u00e7\u00e3o entre elas nem sempre \u00e9 causal, e \u00e0s vezes \u00e9 o inverso. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o nas redes sociais?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Um estudo muito interessante avaliou os 100 v\u00eddeos mais vistos no TikTok sobre TDAH, que representavam meio bilh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es. Especialistas na \u00e1rea avaliaram a qualidade do que era colocado neles. A pergunta era a seguinte: o que est\u00e1 sendo apresentado como sintoma ou caracter\u00edstica de TDAH faz mesmo parte do que \u00e9 TDAH? Mais de 50% das supostas manifesta\u00e7\u00f5es descritas nesses v\u00eddeos n\u00e3o correspondiam ao transtorno. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Esse \u00e9 um problema importante hoje. \u00c9 natural que as pessoas busquem informa\u00e7\u00e3o nas redes sociais, mas, muitas vezes, a qualidade da informa\u00e7\u00e3o encontrada n\u00e3o \u00e9 cientificamente adequada. H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o em qualificar essa informa\u00e7\u00e3o melhor. Na IACAPAP, temos desenvolvido um trabalho, junto com o Child Mind Institute, em Nova Iorque, de treinamento de influenciadores em aspectos de sa\u00fade mental de crian\u00e7as e adolescentes. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>O que sabemos hoje sobre o TDAH?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Sabemos que \u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o do neurodesenvolvimento, ou seja, da matura\u00e7\u00e3o de determinadas \u00e1reas cerebrais, e que isso leva aos sintomas de desaten\u00e7\u00e3o, hiperatividade e impulsividade. Principalmente de uma regi\u00e3o que fica na frente do nosso c\u00e9rebro, chamada c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, respons\u00e1vel pelo controle inibit\u00f3rio. Se ela est\u00e1 mais imatura, a pessoa fica mais agitada, impulsiva. E isso afeta a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m porque, quando focamos em algo, precisamos isolar o barulho do ambiente, os pensamentos que v\u00e3o surgindo, dezenas de est\u00edmulos que s\u00e3o inibidos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Essas altera\u00e7\u00f5es t\u00eam uma forte participa\u00e7\u00e3o da gen\u00e9tica. Quando come\u00e7amos a avaliar uma crian\u00e7a, \u00e9 comum que os pais logo digam \u201cisso que voc\u00ea est\u00e1 perguntando eu tamb\u00e9m era quando crian\u00e7a\u201d ou \u201ctamb\u00e9m sou assim\u201d. Ent\u00e3o temos hist\u00f3ria familiar e sabemos por estudos de g\u00eameos que essa transmiss\u00e3o ocorre muito atrav\u00e9s da gen\u00e9tica. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Mas o TDAH n\u00e3o \u00e9 um diagn\u00f3stico categ\u00f3rico em medicina, como uma infec\u00e7\u00e3o, em que voc\u00ea tem ou n\u00e3o. A capacidade atencional, o controle inibit\u00f3rio, a impulsividade e a hiperatividade s\u00e3o fatores que se distribuem dimensionalmente na popula\u00e7\u00e3o, como a altura, em que temos diferentes n\u00edveis do mais baixo ao mais alto. Precisamos ter muito cuidado porque em situa\u00e7\u00f5es de estresse, em que estou sob uma demanda maior, \u00e9 natural que a pessoa fique mais hiperativa, mais desatenta. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Qual o sinal de alerta aos pais?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Os pais t\u00eam de prestar aten\u00e7\u00e3o quando esses sintomas de desaten\u00e7\u00e3o, hiperatividade, impulsividade v\u00eam acontecendo de forma marcada, com muita frequ\u00eancia, e de uma maneira que causa preju\u00edzo social, seja em termos de aprendizagem, seja em termos das rela\u00e7\u00f5es com os pares sociais, com os familiares. O sinal de alerta \u00e9 a frequ\u00eancia intensa dos sintomas e o preju\u00edzo funcional associado a eles. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>O quanto a agressividade \u00e9 algo comum do processo de crescimento, uma birra normal, e o quanto isso pode ser um dos sinais de alerta?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A raiva, a agressividade, fazem parte do desenvolvimento. A crian\u00e7a poder express\u00e1-las de uma forma adequada, como por esportes ou outras vias, \u00e9 algo extremamente importante. Come\u00e7amos a nos preocupar tamb\u00e9m quando aquilo come\u00e7a a ser uma conduta frequente. Em vez de ser um epis\u00f3dio de birra uma vez a cada 15, 20 dias, come\u00e7a a ter um padr\u00e3o de duas, tr\u00eas vezes por semana. A intensidade deles e a dura\u00e7\u00e3o, quando passa de meia hora, por exemplo, s\u00e3o fatores importantes de se avaliar, junto a quanto aquilo est\u00e1 afetando a crian\u00e7a e a vida familiar. Isso pode ser um reflexo de uma disfuncionalidade familiar, mas tamb\u00e9m de uma caracter\u00edstica biol\u00f3gica da crian\u00e7a. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Outros diagn\u00f3sticos psiqui\u00e1tricos s\u00e3o categ\u00f3ricos?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> N\u00e3o. N\u00e3o temos nenhum com um marcador biol\u00f3gico. Todos, como autismo, depress\u00e3o, ansiedade, s\u00e3o cl\u00ednicos. Hoje compreendemos eles dentro desse aspecto dimensional, por isso precisamos avaliar a frequ\u00eancia e o preju\u00edzo associado. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Fala-se muito sobre ansiedade e depress\u00e3o, com grupos orientando inclusive triagem j\u00e1 de crian\u00e7as para os transtornos. Qual o impacto desses diagn\u00f3sticos entre os mais jovens?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Um estudo que participei avaliou a preval\u00eancia de transtornos mentais em crian\u00e7as e adolescentes e, mais do que isso, a carga da doen\u00e7a, que s\u00e3o os anos vividos com ela associado a mais mortalidade. Vemos claramente que, em jovens de 5 a 24 anos, a principal carga \u00e9 dos transtornos mentais. E dentre eles, de ansiedade e depress\u00e3o. Ent\u00e3o temos colocado uma \u00eanfase em programas de reconhecimento e de interven\u00e7\u00e3o para trabalharmos aspectos desses dois diagn\u00f3sticos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>O que sabemos hoje sobre a melhor forma de tratamento?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u00c9 importante, na sa\u00fade mental, que pensemos sempre em tratamento multimodal. Combinar interven\u00e7\u00f5es psicoter\u00e1picas baseadas em evid\u00eancia cient\u00edfica com interven\u00e7\u00f5es de psicoeduca\u00e7\u00e3o e, nos casos em que se faz necess\u00e1rio, o uso de medica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A psicoeduca\u00e7\u00e3o \u00e9 importante pois precisamos tirar estigmas relacionados aos transtornos mentais, muitas crian\u00e7as com TDAH s\u00e3o vistas como mal criadas, pregui\u00e7osas, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. E estarmos abertos \u00e0s novas evid\u00eancias. Hoje, temos uma literatura cient\u00edfica muito clara mostrando a import\u00e2ncia do exerc\u00edcio f\u00edsico aer\u00f3bico tanto para a melhora de fun\u00e7\u00e3o executiva e da aten\u00e7\u00e3o, como de depress\u00e3o em crian\u00e7as e adolescentes. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na \u00faltima sexta-feira, o psiquiatra brasileiro Luis Augusto Rohde recebeu, em Nova York, o Pr\u00eamio Ruane por realiza\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":130926,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[3987,29730,116,29733,29729,8385,29732,32,33,29731,117,3985],"class_list":{"0":"post-130925","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-autismo","9":"tag-de-causa-genetica","10":"tag-health","11":"tag-inquietude-e-impulsividade-ele-e-chamado-as-vezes-de-dda-disturbio-do-deficit-de-atencao-onde-o-tratamento-inclui-medicamentos-e-psicoterapia","12":"tag-o-transtorno-do-deficit-de-atencao-com-hiperatividade-tdah-e-um-transtorno-neurobiologico","13":"tag-ping-pong","14":"tag-pode-se-caracterizar-por-desatencao","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-que-comeca-na-infancia-e-permanece-ao-longo-da-vida-os-sintomas-incluem-falta-de-atencao-e-hiperatividade-caudado-por-questoes-geneticas","18":"tag-saude","19":"tag-tdah"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130925","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130925"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130925\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}