{"id":130947,"date":"2025-10-29T09:29:08","date_gmt":"2025-10-29T09:29:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130947\/"},"modified":"2025-10-29T09:29:08","modified_gmt":"2025-10-29T09:29:08","slug":"apenas-dois-paises-da-zona-euro-esperam-maior-excedente-que-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130947\/","title":{"rendered":"Apenas dois pa\u00edses da zona euro esperam maior excedente que Portugal"},"content":{"rendered":"<p>        Os saldos positivos continuam a ser raros entre os pa\u00edses da moeda \u00fanica, com apenas tr\u00eas governos a anteciparem um excedente no pr\u00f3ximo ano. Portugal s\u00f3 fica atr\u00e1s de Chipre e Irlanda, que t\u00eam as metas mais ambiciosas. Na d\u00edvida, se tudo correr bem, supera Finl\u00e2ndia. E no crescimento econ\u00f3mico, fica em quinto lugar.    <\/p>\n<p>O excedente or\u00e7amental que o Governo espera para 2026, de 0,1%, coloca o pa\u00eds no top 3 das metas mais ambiciosas na zona euro, de acordo com os 16 projetos de Plano Or\u00e7amental que foram entregues em Bruxelas e que o Jornal Econ\u00f3mico consultou. Este ano, as estimativas n\u00e3o s\u00e3o muito diferentes, com quatro pa\u00edses a esperarem saldo positivo, incluindo Portugal na quarta posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas contas s\u00e3o feitas numa altura em que a Comiss\u00e3o Europeia ainda n\u00e3o recebeu o reporte de quatro pa\u00edses: Fran\u00e7a, Espanha e B\u00e9lgica \u2014 que n\u00e3o tiveram qualquer excedente na \u00faltima d\u00e9cada e que em 2024 tinham um d\u00e9fice superior a 3% \u2014, a que se junta a Cro\u00e1cia, cujo \u00faltimo saldo positivo foi alcan\u00e7ado em 2022 e que no ano passado viu o d\u00e9fice ficar em 1,9%. No caso franc\u00eas, o novo primeiro-ministro, S\u00e9bastien Lecornu, j\u00e1 apresentou uma proposta de or\u00e7amento h\u00e1 duas semanas, mas Bruxelas ainda n\u00e3o publicou o respetivo projeto de Plano Or\u00e7amental.<\/p>\n<p>O Chipre lidera a lista das metas or\u00e7amentais de forma destacada, tanto em 2025 (superavit de 3,4%) como no pr\u00f3ximo ano (3%). \u00c9 seguido pela Irlanda, que espera excedentes de 1,6% e 0,8%, respetivamente.<\/p>\n<p>Portugal surge ent\u00e3o na terceira posi\u00e7\u00e3o em 2026, com os pol\u00e9micos 0,1%, e em quarto lugar este ano, com 0,3%. Se o conseguir, ser\u00e3o quatro anos consecutivos de excedentes, num contexto europeu em que tem sido raro obter mais receitas do que despesas. Em 2023, Portugal alcan\u00e7ou um excedente de 1,3%, tendo sido acompanhado por apenas outros dois pa\u00edses da zona euro (Irlanda e Chipre) e a Dinamarca, que n\u00e3o tem a moeda \u00fanica. No ano seguinte, o excedente portugu\u00eas atingiu os 0,5% do PIB (ap\u00f3s revis\u00e3o do Instituto Nacional de Estat\u00edstica em setembro), juntando-se novamente a Irlanda, Chipre e Dinamarca, mas desta vez tendo ainda a companhia de Gr\u00e9cia e Luxemburgo. Para 2025, h\u00e1 ent\u00e3o quatro pa\u00edses, incluindo Portugal, a ter uma meta de saldo or\u00e7amental positiva. E para 2026 s\u00e3o, para j\u00e1, apenas tr\u00eas.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano, todos os restantes pa\u00edses da Zona Euro que j\u00e1 apresentaram os projetos de Plano Or\u00e7amental contam ter d\u00e9fice, incluindo a Gr\u00e9cia (-0,1%), que em 2025 ainda estima um excedente (0,6%), apontando mesmo para um resultado superior ao do saldo portugu\u00eas. O Luxemburgo, que tamb\u00e9m dever\u00e1 ter um ligeiro d\u00e9fice em 2026 (-0,4%), fecha o top 5.<\/p>\n<p>A partir daqui, as dist\u00e2ncias alargam-se. Ainda abaixo dos 3% contam ficar os governos de Litu\u00e2nia e Pa\u00edses Baixos (ambos com -2,7%), bem como It\u00e1lia, Malta e Eslov\u00e9nia (todos com -2,8%). Deste lote de cinco pa\u00edses, apenas Malta ainda estima este ano ficar acima dos 3%, limiar a partir do qual a Uni\u00e3o Europeia considera haver um d\u00e9fice excessivo.<\/p>\n<p>Let\u00f3nia (-3,3%), Finl\u00e2ndia (-3,6%), Eslov\u00e1quia (-4,1%), \u00c1ustria (-4,2%), Est\u00f3nia (-4,5%) e Alemanha (-4,75%) s\u00e3o os pa\u00edses que antecipam superar aquele limite em 2026. Deste grupo, apenas Est\u00f3nia e Let\u00f3nia esperam ficar abaixo dos 3% em 2025.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-1348651 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Artboard-1-copy.png\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\"  \/><\/p>\n<p>No caso alem\u00e3o, a verificar-se, ser\u00e1 o maior est\u00edmulo or\u00e7amental do pa\u00eds desde a d\u00e9cada de 70. Conhecido pelo rigor nas contas, o Estado germ\u00e2nico conta, para j\u00e1, ter o d\u00e9fice mais elevado da Zona Euro, superando ligeiramente a meta de Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o estar inclu\u00eddo nesta contagem, por n\u00e3o ter entregue ainda um projeto de Plano Or\u00e7amental em Bruxelas, o governo gaul\u00eas apresentou um or\u00e7amento a 14 de outubro, em que aponta para um saldo negativo de 4,7% do PIB em 2026 (muito pr\u00f3ximo do valor alem\u00e3o), ou seja, uma descida face aos 5,4% estimados para este ano. O pa\u00eds, que n\u00e3o tem conseguido cumprir as regras europeias do d\u00e9fice e da d\u00edvida, mergulhou numa crise pol\u00edtica precisamente devido \u00e0s finan\u00e7as p\u00fablicas e, apenas em 2029, se tudo correr bem, o d\u00e9fice ficar\u00e1 abaixo dos 3%.<\/p>\n<p><strong>Portugal troca com Finl\u00e2ndia e melhora uma posi\u00e7\u00e3o na d\u00edvida<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o apenas expectativas, mas, se tudo correr conforme o esperado pelos estados-membros, a d\u00edvida p\u00fablica portuguesa no pr\u00f3ximo ano (87,8% do PIB) ser\u00e1 mais baixa do que a da Finl\u00e2ndia (88,5%), que tem vindo a aumentar sucessivamente desde a pandemia (era 65,3% em 2019).<\/p>\n<p>Se tivermos em conta apenas os pa\u00edses que apresentaram o projeto de Plano Or\u00e7amental a Bruxelas, Portugal tem a quarta pior d\u00edvida, mas Fran\u00e7a, Espanha e B\u00e9lgica estavam acima dos 100% do PIB no ano passado e em 2026 ainda dever\u00e3o todos estar bem distantes dos 90%.<\/p>\n<p>No caso franc\u00eas, a proposta de or\u00e7amento apresentada por Lecornu aponta para 115,8% este ano e 117,6% no pr\u00f3ximo; na B\u00e9lgica, onde o Governo ainda n\u00e3o se conseguiu entender sobre a proposta de or\u00e7amento, a d\u00edvida chegou aos 103,9% no ano passado; e em Espanha ficou em 101,6%.<\/p>\n<p>Sem surpresas, a Gr\u00e9cia dever\u00e1 ter ainda a maior d\u00edvida em 2026 (137,6%), mas apenas com ligeira dist\u00e2ncia face a It\u00e1lia (137,4%). A redu\u00e7\u00e3o prevista por Atenas \u00e9 de 7,8 pontos percentuais face aos 145,4% que estima para este ano.\u00a0Acima do limiar dos 60% est\u00e3o ainda \u00c1ustria (86,2%), Alemanha (69,25%), Eslov\u00e1quia (64,7%) e Eslov\u00e9nia (62,8%).<\/p>\n<p>Por outro lado, o grupo das d\u00edvidas que cumprem as regras de Bruxelas \u00e9 composto por Chipre, Let\u00f3nia, Pa\u00edses Baixos, Malta, Litu\u00e2nia, Irlanda, Luxemburgo e Est\u00f3nia \u2014 nestes \u00faltimos tr\u00eas casos abaixo mesmo dos 40%.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-1348650 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Artboard-1-copy-2.png\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"641\"  \/><\/p>\n<p><strong>Quinto maior crescimento econ\u00f3mico<\/strong><\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses do Euro que apresentaram projeto de Plano Or\u00e7amental, apenas quatro superam a meta de 2,3% de crescimento portugu\u00eas no pr\u00f3ximo ano \u2014 Malta (4,1%), Chipre (3,1%), Est\u00f3nia (2,5%) e Gr\u00e9cia (2,4%) \u2014, sendo que a Litu\u00e2nia prev\u00ea a mesma subida que Joaquim Miranda Sarmento.<\/p>\n<p>No entanto, a Cro\u00e1cia, que ainda n\u00e3o apresentou o or\u00e7amento do Estado, j\u00e1 revelou o cen\u00e1rio macroecon\u00f3mico, cujo crescimento do PIB no pr\u00f3ximo ano a colocaria em terceiro lugar (mais 2,7%).<\/p>\n<p>Na casa dos 2% est\u00e3o ainda Let\u00f3nia, Eslov\u00e9nia e Luxemburgo, enquanto seis estados-membros esperam crescimentos do PIB entre 1% e 1,4% em 2026: Pa\u00edses Baixos (1,4%), Finl\u00e2ndia (1,4%), Eslov\u00e1quia (1,3%), \u00c1ustria (1,2%), Irlanda e Alemanha (ambos com 1%). Fran\u00e7a, que n\u00e3o entregou ainda o documento a Bruxelas, tamb\u00e9m espera um crescimento de 1%.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-1348652 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Artboard-1.png\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\"  \/><\/p>\n<p>Para este ano, o \u00fanico pa\u00eds a estimar uma recess\u00e3o \u00e9 a \u00c1ustria (-0,3%), enquanto a Alemanha espera total estagna\u00e7\u00e3o (0%).<\/p>\n<p>No espectro oposto, a Irlanda espera um crescimento econ\u00f3mico de 10,8% em 2025, deixando a milhas de dist\u00e2ncia a segunda maior estimativa, de Malta (4,1%).<\/p>\n<p>Dublin \u00e9, na verdade, um caso excecional na Zona Euro: consegue juntar uma situa\u00e7\u00e3o or\u00e7amental exemplar (caminhando para o quinto excedente consecutivo), uma d\u00edvida na casa dos 30% (redu\u00e7\u00e3o de 17 pontos percentuais desde o pr\u00e9-pandemia) e um crescimento at\u00edpico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os saldos positivos continuam a ser raros entre os pa\u00edses da moeda \u00fanica, com apenas tr\u00eas governos a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87423,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,24403,28207,6446,89,90,3658,32,33,1977],"class_list":{"0":"post-130947","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-crescimento","10":"tag-defice","11":"tag-divida","12":"tag-economy","13":"tag-empresas","14":"tag-pib","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-ue"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115456754782301230","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130947","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130947"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130947\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87423"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130947"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130947"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130947"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}