{"id":130958,"date":"2025-10-29T09:55:24","date_gmt":"2025-10-29T09:55:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130958\/"},"modified":"2025-10-29T09:55:24","modified_gmt":"2025-10-29T09:55:24","slug":"livre-permite-votos-noutros-candidatos-sem-os-por-no-boletim-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/130958\/","title":{"rendered":"Livre permite votos noutros candidatos sem os p\u00f4r no boletim \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O Livre optou por uma solu\u00e7\u00e3o h\u00edbrida para o referendo interno sobre presidenciais. O boletim de voto das prim\u00e1rias com membros e simpatizantes do partido cont\u00e9m <strong>quatro quest\u00f5es<\/strong>. A primeira \u00e9 se o Livre deve apoiar um qualquer candidato \u00e0s presidenciais. A segunda \u00e9 se esse candidato deve ser Jorge Pinto. A terceira \u00e9 se o Livre deve, ou n\u00e3o, apoiar \u201c<strong>outro candidato da sua \u00e1rea pol\u00edtica<\/strong>\u201d e a \u00faltima pede a\u00a0quem tiver respondido afirmativamente \u00e0 quest\u00e3o anterior para <strong>escreverem o nome<\/strong> do candidato que apoiam, com condi\u00e7\u00e3o de que este tenha apresentado publicamente a inten\u00e7\u00e3o de entrar na corrida a Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada esta segunda-feira pela Assembleia do Livre, o \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo entre congressos, que aceitou esta proposta da dire\u00e7\u00e3o para resolver o<a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/imbroglio-presidencial-no-livre-jorge-pinto-ainda-nao-e-oficial-referendo-interno-por-definir-e-sa-fernandes-vai-apoiar-seguro\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> imbr\u00f3glio eleitoral<\/a> do partido \u2014 al\u00e9m de ter decidido um n\u00e3o surpreendente voto contra\u00a0o OE na generalidade. Neste momento, o Livre \u00e9 o \u00fanico partido com um grupo parlamentar que ainda n\u00e3o escolheu quem apoiar\u00e1 nas presidenciais. Optou-se agora por replicar (quase na totalidade) o m\u00e9todo seguido nas \u00faltimas duas presidenciais: uma \u201cconsulta <strong>na\u0303o vinculativa<\/strong> a todos os membros e apoiantes do Livre e posterior decis\u00e3o pela Assembleia do Livre\u201d, como explica a proposta da dire\u00e7\u00e3o do partido a que o Observador teve acesso.<\/p>\n<p>Contudo, com esta proposta aprovada, nomes como Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro (PS), Catarina Martins (BE) e Ant\u00f3nio Filipe (PCP) n\u00e3o ir\u00e3o ser apresentados diretamente como alternativas aos membros e simpatizantes. Poder\u00e3o, ainda assim, surgir na vota\u00e7\u00e3o final, j\u00e1 que cada eleitor tem a liberdade de incluir esses ou outros nomes. Se a dire\u00e7\u00e3o do Livre prop\u00f5e perguntar \u00e0s bases se o partido deve apoiar \u201coutro candidato <strong>da sua<\/strong> [de quem vota] \u00e1rea pol\u00edtica\u201d, por outro lado, na proposta aceite para a metodologia das prim\u00e1rias, diz acreditar que \u201cas candidaturas apresentadas ate\u0301 ao momento e identificadas como do campo da esquerda <strong>na\u0303o representam a a\u0301rea poli\u0301tica<\/strong> do LIVRE\u201d.<\/p>\n<p>Neste mesmo documento, a dire\u00e7\u00e3o afirma que \u201c<strong>deve o LIVRE declarar apoio<\/strong> a\u0300 candidatura do camarada Jorge Pinto\u201d. Ainda assim, a proposta previa que pudessem ser inclu\u00eddos os nomes de outros membros do partido que entretanto anunciassem uma candidatura presidencial. Esse outro membro do Livre n\u00e3o apareceu e o deputado \u00e9 o \u00fanico que ir\u00e1 a votos com o seu nome no boletim.<\/p>\n<p>Os membros e simpatizantes do partido v\u00e3o poder votar durante 36 horas, entre as 00h desta quarta-feira e as 12h de quinta-feira. Os resultados ser\u00e3o conhecidos publicamente esta sexta-feira, mas apenas ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de uma nova Assembleia do Livre em que este \u00f3rg\u00e3o decide se o partido respeita, ou n\u00e3o, o resultado das prim\u00e1rias. Contudo, desde a funda\u00e7\u00e3o do partido, nunca foi contrariada uma decis\u00e3o que tenha resultado de um referendo interno, pelo que se projeta que a decis\u00e3o das bases seja respeitada.<\/p>\n<p><strong>[A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agress\u00e3o a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas.\u00a0<\/strong><strong>A\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-4-portugal-nao-e-moscovo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201cElei\u00e7\u00e3o Mais Louca de Sempre\u201d<\/a>\u00a0\u00e9 o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma s\u00e9rie narrada pelo ator Gon\u00e7alo Waddington, com banda sonora original de Samuel \u00daria. Pode ouvir\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-4-portugal-nao-e-moscovo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>, no\u00a0Observador, e tamb\u00e9m na\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasts.apple.com\/pt\/podcast\/epis%C3%B3dio-4-portugal-n%C3%A3o-%C3%A9-moscovo\/id1841273464?i=1000732704045\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Apple Podcasts<\/a>, no\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/2SQPr5qiggrruRId3AGmaa?si=4da7e55fbfa04153\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Spotify<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/watch?v=lwRI8iL_ZKI&amp;si=LeJjFBTc0_lsQ8FS\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Youtube Music<\/a>. E pode ouvir o primeiro epis\u00f3dio\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/estreia-a-eleicao-mais-louca-de-sempre-episodio-1-apostamos-no-cavalo-errado\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>, o segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-2-uma-traicao-inesperada\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>\u00a0e o terceiro\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-3-ele-nao-e-meu-irmao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.]<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-4-portugal-nao-e-moscovo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>        <img src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/770-a-eleicao-mais-louca-de-sempre-playicon.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" width=\"770\" height=\"433\"\/>    <\/p>\n<p><\/a><\/p>\n<p>No domingo passado, o Livre anunciou que, at\u00e9 ao final de outubro, ia realizar um debate interno \u201ccom urg\u00eancia\u201d para debater o seu apoio para as presidenciais. Dois dias depois, antes de estar marcada a data para a Assembleia onde seria abordado o assunto, o deputado e membro da dire\u00e7\u00e3o Jorge Pinto antecipou-se \u00e0 discuss\u00e3o e <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/10\/22\/presidenciais-deputado-do-livre-jorge-pinto-sera-candidato-a-belem\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">anunciou a sua candidatura presidencial<\/a>.<\/p>\n<p>Jorge Pinto avan\u00e7ou sem ter garantido o respaldo do partido, sendo que o \u201ccalend\u00e1rio e <strong>metodologia<\/strong> do processo de decis\u00e3o para apoio\u201d ainda estavam por decidir. Com a sua entrada na corrida, alterou-se o teor da discuss\u00e3o que o partido tinha agendado. Uma das op\u00e7\u00f5es em cima da mesa passou a ser<strong> apoiar de imediato<\/strong> o deputado do partido, deixando de lado a consulta aos membros e simpatizantes (vulgo prim\u00e1rias), que s\u00e3o uma imagem de marca do Livre e foram prometidas ao longo dos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>No entanto, o pr\u00f3prio Jorge Pinto mostrou-se a favor de referendar o seu nome. \u201cDisse presente, e agora <strong>desejo ser validado por todos<\/strong> os meus camaradas de Partido, apesar de esta ser uma candidatura que quer mobilizar muito mais que os membros, apoiantes e eleitores do Livre\u201d, afirmou o deputado, sem se pronunciar sobre se devia ser um entre v\u00e1rios nomes a ir a votos ou ser a \u00fanica alternativa apresentada aos membros e simpatizantes do Livre.<\/p>\n<p>Essa era a outra quest\u00e3o que a Assembleia do Livre precisava de definir esta segunda-feira: em caso de referendo interno, que nomes incluir como poss\u00edveis candidatos a ser apoiados pelo Livre. Durante o ver\u00e3o, o mesmo Jorge Pinto sugeria que o candidato comunista, <strong>Ant\u00f3nio Filipe<\/strong>, podia ser um dos referendados internamente. Contudo, nessa altura, o partido ainda estava \u201cansiosamente \u00e0 espera\u201d do aparecimento de um candidato que agregasse a\u00a0esquerda. Esse nome acabou por n\u00e3o surgir, tal como as <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/rui-tavares-il-hoje-em-dia-nao-serve-para-nada-queremos-ver-liberais-pelo-retrovisor-e-morder-as-canelas-ao-chega\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">prim\u00e1rias \u00e0 esquerda<\/a> propostas por Rui Tavares, e ganhou for\u00e7a a perspetiva de ter de incluir nas prim\u00e1rias candidatos presidenciais que militam noutros partidos.<\/p>\n<p>Por outro lado, as presidenciais de 2026 s\u00e3o as primeiras desde que o Livre ganhou o estatuto de <strong>maior partido parlamentar \u00e0 esquerda do PS<\/strong> e isso criou resist\u00eancia em referendar internamente Catarina Martins e Ant\u00f3nio Filipe sem apresentar um nome pr\u00f3prio. Al\u00e9m disso, tanto em 2016 como em 2021, o partido n\u00e3o tinha nenhum militante que se tivesse chegado \u00e0 frente na corrida a Bel\u00e9m. Ainda assim, houve quem internamente levantasse d\u00favidas sobre a forma que o partido geriu este dossi\u00ea.<\/p>\n<p>Ricardo S\u00e1 Fernandes disse ao Observador que preferia \u201cque o partido tivesse organizado um debate interno sobre a quest\u00e3o das presidenciais antes que um dos membros da sua dire\u00e7\u00e3o, e deputado, tivesse apresentado a sua candidatura\u201d. O antigo membro da comiss\u00e3o de \u00c9tica do Livre avan\u00e7ou tamb\u00e9m que vai apoiar Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, que considera ser o \u00fanico candidato \u00e0 esquerda \u201cque ainda tem hip\u00f3tese\u201c de chegar \u00e0 segunda volta ou mesmo ganhar as presidenciais, e disse que \u201cteria defendido\u201d o seu nome internamente, se tivesse tido oportunidade para tal.<\/p>\n<p>Com esta decis\u00e3o o Livre faz uma pequena altera\u00e7\u00e3o \u00e0 estrat\u00e9gia seguida nas duas anteriores elei\u00e7\u00f5es presidenciais realizadas desde a sua funda\u00e7\u00e3o. Nas duas anteriores, em vez de pedir aos votantes para escrever os nomes dos candidatos que queiram apoiar (caso n\u00e3o sejam Jorge Pinto), o partido apresentava hip\u00f3teses concretas de nomes.<\/p>\n<p>Em 2016, 80% dos votantes foram a favor de que o Livre declarasse o apoio a um candidato e, entre esses, 87% votaram no apoio a Ant\u00f3nio Sampaio da N\u00f3voa. As outras op\u00e7\u00f5es apresentadas eram todas de pessoas que tinham anunciado candidaturas independentes \u00e0s elei\u00e7\u00f5es: Paulo Morais (teve 7,1% dos votos nas prim\u00e1rias), Henrique Neto (4%), Gra\u00e7a Castanho (0,3%) e C\u00e2ndido Ferreira (0,2%). Em 2021, 91% dos votantes eram a favor de apoiar algu\u00e9m nas presidenciais e, entre esses, 89% votaram em Ana Gomes. A \u00fanica alternativa que recebeu uma vota\u00e7\u00e3o expressiva foi Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda, que recebeu 10% nessas prim\u00e1rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Livre optou por uma solu\u00e7\u00e3o h\u00edbrida para o referendo interno sobre presidenciais. 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