{"id":131117,"date":"2025-10-29T12:46:17","date_gmt":"2025-10-29T12:46:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/131117\/"},"modified":"2025-10-29T12:46:17","modified_gmt":"2025-10-29T12:46:17","slug":"de-irati-a-europa-braian-oliveira-leva-o-design-brasileiro-para-o-mercado-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/131117\/","title":{"rendered":"De Irati \u00e0 Europa, Braian Oliveira leva o design brasileiro para o mercado internacional"},"content":{"rendered":"<p>Leticia H. Pabis<\/p>\n<p>Na sua \u00faltima passagem pelo Brasil, o iratiense Braian Oliveira concedeu uma entrevista \u00e0 Folha de Irati e contou como construiu uma carreira que ultrapassou fronteiras. Autodidata, ele iniciou no design gr\u00e1fico de forma improvisada, quando ainda adolescente recebeu o convite inesperado para criar uma campanha do Dia dos Pais para a loja Nika Griff.<\/p>\n<p>Sem experi\u00eancia, mas movido pela curiosidade, produziu a primeira arte com poucos recursos, utilizando fotos impressas e recortes manuais. A pe\u00e7a seria publicada na Folha de Irati, o que marcou o in\u00edcio de uma trajet\u00f3ria que, anos depois, o levaria \u00e0 Europa. \u201cEu sempre gostei do desafio, fui l\u00e1, peguei meu skate, coloquei embaixo do bra\u00e7o desci na loja dela e falei que eu era designer gr\u00e1fico [\u2026] eu aprendi tudo do zero, sozinho, sem ningu\u00e9m,\u00a0s\u00f3 v\u00eddeo no Youtube, perguntando coisas para as pessoas nos f\u00f3runs\u201d, recorda.<\/p>\n<p>O trabalho deu certo. A pe\u00e7a foi publicada e elogiada, rendendo os primeiros convites profissionais. \u201cNo outro dia ela me ligou, e eu cobrei 70 centavos dela. Nunca mais vou esquecer na minha vida, foi o que eu gastei na impress\u00e3o de duas fotos, pra testar tamanho, medir\u201d, conta. A partir dali, Braian come\u00e7ou a se dedicar ao aprendizado das ferramentas digitais. Sem forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, aprendeu a editar, diagramar e criar identidades visuais assistindo a tutoriais e pesquisando em f\u00f3runs online.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o existia rede social na altura, n\u00e3o tinha site, n\u00e3o tinha nada, mas o processo de mudan\u00e7a foi muito fluido, igual est\u00e1 sendo agora. Por exemplo: intelig\u00eancia artificial. \u00c0s vezes as pessoas t\u00eam medo disso e para mim, na verdade, \u00e9 uma ferramenta que s\u00f3 tem a agregar no nosso dia a dia como designer, como criador de conte\u00fado, como Copyright. Nunca v\u00e3o acabar essas profiss\u00f5es, sempre vai precisar um temperinho humano para humanizar o neg\u00f3cio, para ficar apelativo\u201d, explica. Essa adapta\u00e7\u00e3o o ajudou a expandir o olhar sobre o design, compreendendo que a comunica\u00e7\u00e3o visual passava a ser mais imediata e interativa.<\/p>\n<p>Em 2014, Braian decidiu deixar o Brasil e seguir para Portugal para realizar um curso de Brand Design com dura\u00e7\u00e3o de dois meses, motivado pela vontade de aperfei\u00e7oar seu trabalho. \u201cVoltei para o Brasil\u00a0e sempre fiquei com aquela pulguinha atr\u00e1s da orelha\u00a0de querer voltar para l\u00e1, porque eu vi que l\u00e1 estava muito necessitado\u00a0de design. Por mais que as pessoas pensem que l\u00e1 \u00e9 super evolu\u00eddo,\u00a0o Brasil est\u00e1 \u2018anos luz\u2019 na frente em publicidade,\u00a0nosso jeito de comunicar \u00e9 extremamente agressivo\u00a0e l\u00e1 tem o jeitinho deles,\u00a0e eu achei que o pa\u00eds tinha bastante mercado\u201d, relata. Tr\u00eas anos depois, retornou ao pa\u00eds europeu com o objetivo de se estabelecer profissionalmente.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o foi simples. \u201cConcordo plenamente que o pa\u00eds \u00e9 extremamente xenof\u00f3bico, mas eu uso a xenofobia a meu favor. Quanto mais grossos eles forem comigo, mais gentil eu vou ser com eles. E foi assim que consegui conquistar os meus clientes, os portugueses, os africanos, desse meu jeito, tipo, \u2018boa pra\u00e7a\u2019. Eu engulo o sapo dando risada e bola para frente, vamos vencer, vamos fazer o neg\u00f3cio funcionar. Tento mostrar no dia a dia que n\u00e3o importa a nacionalidade, a cor ou a ra\u00e7a. O que importa \u00e9 o que a pessoa \u00e9 e o que ela faz ali, na hora\u201d, conta.<\/p>\n<p>Entre os trabalhos mais significativos, o designer destaca campanhas para empresas de avia\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00e3o de diamantes em Angola, al\u00e9m de projetos para o Instituto Portugu\u00eas de Qualidade (IPQ) e para a Secret\u00e1ria-geral da Economia de Portugal, al\u00e9m de designer da For\u00e7a A\u00e9rea Portuguesa. \u201cEu fui civil da For\u00e7a A\u00e9rea Portuguesa durante seis meses,\u00a0eu desenhava uma revista que se chamava\u00a0\u2018Mais Alto\u2019.\u00a0Foi um processo seletivo extremamente pesado por ser autodidata, por ser brasileiro e por n\u00e3o entender nada do avi\u00e3o. Fiquei expert em todas as naves\u00a0na frota a\u00e9rea que eles t\u00eam\u201d, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do design, Braian passou a se dedicar \u00e0 fotografia imobili\u00e1ria, identificando um nicho em expans\u00e3o no mercado portugu\u00eas. \u201cEu vi que as fotos eram todas muito ruins, e a\u00ed fui estudar fotografia para ter um diferencial a mais. Al\u00e9m do meu trabalho como designer, consegui extrair o melhor que cada im\u00f3vel tem para fazer a publicidade. E, com isso, j\u00e1 atendi tr\u00eas empresas bem legais em Portugal\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"785\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/MOCKUP-IMAGEM-DESTACADA-JORNAL-FOLHA-DE-IRATI-11-5-1024x785.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-87550\"  \/>Atualmente, Braian mescla trabalhos internacionais com empresas locais em seu portf\u00f3lio. Foto: Arquivo Pessoal\/ Divulga\u00e7\u00e3o Instagram.<\/p>\n<p>Sobre o processo criativo, ele diz que a inspira\u00e7\u00e3o surge de forma espont\u00e2nea. \u201c\u00c0s vezes, o cliente me passa o briefing e eu coloco vinte dias \u00fateis de prazo. S\u00f3 que, \u00e0s vezes, voc\u00ea entra no processo criativo e ele simplesmente n\u00e3o vai. Eu acho que \u00e9 algo muito fluido. Eu deixo fluir. Penso: \u2018n\u00e3o d\u00e1 para fazer agora\u2019, e saio. Vou tomar um sorvete, andar de skate, correr, vejo coisas diferentes, tomo um vinho e daqui a pouco parece que a ideia vem. A\u00ed eu saio correndo para anotar ou, \u00e0s vezes, acordo de noite com uma ideia e j\u00e1 vou para o computador trabalhar\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Atualmente, Braian trabalha com clientes em diferentes pa\u00edses da Europa e da \u00c1frica, conciliando projetos corporativos, institucionais e de conte\u00fado digital. \u201cEu me considero um n\u00f4made. Se eu ver que tem projetos muito grandes aqui que justifiquem a minha volta, com certeza eu vou voltar, se eu ver que tem projetos muito grandes que justifiquem eu morar em Paris, eu vou morar em Paris. Recentemente, apareceu um projeto e\u00a0a gente foi gravar conte\u00fado em Paris\u00a0para um cliente de Florian\u00f3polis, minha namorada como modelo\u00a0e criadora de conte\u00fado, e eu como videomaker\u00a0e diretor da cena\u201d, relata.<\/p>\n<p>Mesmo com a vida estabilizada fora do pa\u00eds, ele afirma que o Brasil segue como refer\u00eancia pessoal e afetiva. \u201cN\u00f3s, brasileiros, a gente pode estar com o cart\u00e3o de cr\u00e9dito estourado, mas t\u00e1 show de bola, vamos fazer um churrasco, tomar uma cerveja, eu acho que essa \u00e9 a magia do Brasil. Eu adoro isso. Sinto falta todos os dias da minha vida. Aqui \u00e9 minha casa, aqui est\u00e3o meus amigos, minha fam\u00edlia, minha filha. Eu adoro o Brasil e nunca vou falar mal do Brasil para ningu\u00e9m\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Leticia H. 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