{"id":132271,"date":"2025-10-30T08:09:05","date_gmt":"2025-10-30T08:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/132271\/"},"modified":"2025-10-30T08:09:05","modified_gmt":"2025-10-30T08:09:05","slug":"incidencia-do-cancro-do-pancreas-cresce-mas-investigacao-ja-permite-curas-iniciais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/132271\/","title":{"rendered":"Incid\u00eancia do cancro do p\u00e2ncreas cresce mas investiga\u00e7\u00e3o j\u00e1 permite curas iniciais"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\nEm declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, o diretor da Unidade de Cancro Digestivo na Funda\u00e7\u00e3o Champalimaud explicou que o cancro do p\u00e2ncreas tem aumentado cerca de 1% ao ano na popula\u00e7\u00e3o geral, mas entre adultos dos 40 aos 55 anos, o crescimento anual varia entre 4% e 7%.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Parece um n\u00famero baixo, mas \u00e9 um n\u00famero significativo. Pode vir a tornar-se, segundo algumas previs\u00f5es, na segunda causa de morte por cancro nos pa\u00edses industrializados dentro de cerca de 10 anos&#8221;, disse, no \u00e2mbito da 2.\u00aa Confer\u00eancia Internacional sobre o Cancro do P\u00e2ncreas que se realiza na Funda\u00e7\u00e3o Champalimaud, em Lisboa, at\u00e9 s\u00e1bado.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEmbora fatores como tabaco, \u00e1lcool e diabetes sejam conhecidos, o m\u00e9dico destacou a obesidade como vari\u00e1vel mais marcante. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Aquilo que varia de todos estes fatores de uma forma mais clara \u00e9 claramente a obesidade. N\u00e3o podemos dizer qual \u00e9 a raz\u00e3o, porque os estudos que permitem saber exatamente quais s\u00e3o os mecanismos para este aumento de risco s\u00e3o estudos dif\u00edceis, implicam muitos anos, mas (&#8230;) aquilo que mudou foi a obesidade. Se \u00e9 o fator determinante ou n\u00e3o, n\u00e3o podemos ter a certeza, mas \u00e9 preciso ter em aten\u00e7\u00e3o&#8221;, real\u00e7ou. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nDe acordo com Carlos Carvalho, apesar da elevada mortalidade, os avan\u00e7os na investiga\u00e7\u00e3o e tratamento do cancro do p\u00e2ncreas j\u00e1 permitem curas em casos iniciais, ressalvando que a Funda\u00e7\u00e3o Champalimaud tem refor\u00e7ado esfor\u00e7os para combater um dos tumores mais resistentes e agressivos.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;O cancro do p\u00e2ncreas \u00e9 um dos tumores mais dif\u00edceis em v\u00e1rios aspetos. Muitas vezes, aparece diagnosticado j\u00e1 numa forma muito avan\u00e7ada j\u00e1 com met\u00e1stases. Infelizmente, a cirurgia raramente \u00e9 poss\u00edvel.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nMesmo nos casos iniciais, a evolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e a resist\u00eancia aos tratamentos convencionais tornam o progn\u00f3stico desafiante.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Ainda n\u00e3o temos resultados como gostar\u00edamos, mas por todo o mundo come\u00e7am a surgir alguns medicamentos que s\u00e3o potencialmente muito \u00fateis. (&#8230;) Os avan\u00e7os existem e hoje j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel que um doente que tem um diagn\u00f3stico de um tumor do p\u00e2ncreas numa fase mais inicial e que consegue fazer quimioterapia e cirurgia. J\u00e1 h\u00e1 uma expectativa de que um ter\u00e7o ou metade destes doentes, possa ficar curado&#8221;, sublinhou.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nCarlos Carvalho vincou que o n\u00famero de doentes tratados com maior efic\u00e1cia &#8220;\u00e9 cada vez maior&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO oncologista refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da evolu\u00e7\u00e3o dos tratamentos contra o cancro do p\u00e2ncreas, lembrando que modificar comportamentos associados a fatores de risco como obesidade, tabaco e \u00e1lcool continua a ser um desafio.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Essa mudan\u00e7a \u00e9 desej\u00e1vel. \u00c9 muito importante falar nela, mas \u00e9 dif\u00edcil, porque n\u00e3o depende s\u00f3 da vontade. Depende do investimento, da mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de obter&#8221;, precisou. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO especialista lamentou ainda a inexist\u00eancia de rastreios eficazes para o cancro do p\u00e2ncreas, considerando que os m\u00e9todos atuais n\u00e3o s\u00e3o rent\u00e1veis nem suficientemente precisos para rastrear a popula\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAcreditando que mudan\u00e7as importantes podem surgir nos pr\u00f3ximos anos, Carlos Carvalho disse que a esperan\u00e7a reside na gen\u00e9tica molecular. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Essas mudan\u00e7as t\u00eam a ver com a possibilidade de tentar encontrar no sangue fragmentos do DNA dos tumores, que permitam fazer um diagn\u00f3stico mais precoce, sobretudo nas popula\u00e7\u00f5es, nos grupos da popula\u00e7\u00e3o, onde o risco \u00e9 maior&#8221;, como familiares diretos ou portadores de altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas conhecidas, observou.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, o diretor da Unidade de Cancro Digestivo na Funda\u00e7\u00e3o Champalimaud explicou que o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132272,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1207,30008,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-132271","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancro","9":"tag-champalimaud","10":"tag-health","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115462102242738659","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132271","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132271"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132271\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}