{"id":132535,"date":"2025-10-30T12:57:11","date_gmt":"2025-10-30T12:57:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/132535\/"},"modified":"2025-10-30T12:57:11","modified_gmt":"2025-10-30T12:57:11","slug":"cabelos-brancos-podem-ser-defesa-contra-cancro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/132535\/","title":{"rendered":"Cabelos Brancos Podem Ser Defesa Contra Cancro"},"content":{"rendered":"<p>Ter cabelos brancos pode afinal ser um bom sinal. De acordo com uma <a aria-label=\"content\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41556-025-01769-9\" rel=\"nofollow noopener\">nova investiga\u00e7\u00e3o<\/a> conduzida por cientistas da Universidade de T\u00f3quio, e publicada na revista Nature Cell Biology, o aparecimento de cabelos grisalhos pode indicar que o corpo est\u00e1 a proteger-se de um potencial cancro.<\/p>\n<p><strong>O novo estudo concentra-se especificamente no melanoma, um tipo de cancro agressivo encontrado predominantemente na pele,<\/strong> onde se origina nos melan\u00f3citos \u2013 c\u00e9lulas especializadas da pele que geram melanina, o pigmento respons\u00e1vel pela cor da pele e do cabelo.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas do corpo est\u00e3o constantemente expostas a fatores que danificam o ADN, conhecidos como \u201cagress\u00f5es genot\u00f3xicas\u201d. No caso da pele, essa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior devido ao contacto direto com o ambiente. Esse tipo de dano pode contribuir tanto para o envelhecimento celular como para o desenvolvimento de cancro.<\/p>\n<p><strong>Os investigadores concentraram-se ent\u00e3o nos melan\u00f3citos (c\u00e9lulas que produzem melanina, respons\u00e1vel pela cor da pele e do cabelo) e nas suas c\u00e9lulas-m\u00e3e, localizadas nos fol\u00edculos capilares. Quando essas c\u00e9lulas sofrem uma rutura grave no ADN, o corpo ativa um mecanismo de seguran\u00e7a: as c\u00e9lulas danificadas deixam de se regenerar e acabam por desaparecer. O resultado vis\u00edvel \u00e9 o cabelo a ficar branco, verificaram os cientistas nas experi\u00eancias realizadas em ratinhos<\/strong>.<\/p>\n<p>Este processo, conhecido como <strong>\u201cseno-diferencia\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>, depende da ativa\u00e7\u00e3o de um conjunto de genes de defesa celular, o chamado caminho p53-p21, que ajuda a impedir que c\u00e9lulas com ADN danificado continuem a multiplicar-se.<\/p>\n<p>Quando a defesa falha<\/p>\n<p>Contudo, nem todos os tipos de dano provocam esta rea\u00e7\u00e3o. <strong>Quando os investigadores expuseram a pele dos ratos a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta B (UVB) e a um potente carcinog\u00e9neo chamado DMBA, o comportamento das c\u00e9lulas foi o oposto<\/strong>: em vez de se \u201creformarem\u201d e desaparecerem, continuaram a dividir-se, mesmo estando danificadas.<\/p>\n<p>Esse processo \u00e9 alimentado por uma mol\u00e9cula chamada SCF (fator de c\u00e9lulas estaminais), que ajuda a guiar os melan\u00f3citos, mas tamb\u00e9m impede a seno-diferencia\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, isso faz com que c\u00e9lulas potencialmente perigosas continuem vivas e aumentem o risco de desenvolver <strong>melanoma<\/strong>, um tipo agressivo de cancro de pele.<\/p>\n<p>Duas respostas poss\u00edveis<\/p>\n<p>\u201cEstas descobertas mostram que a mesma popula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas estaminais pode seguir caminhos completamente opostos &#8211; o da exaust\u00e3o ou o da expans\u00e3o &#8211; dependendo do tipo de stress e do ambiente celular\u201d, explicou <strong>Emi Nishimura<\/strong>, bi\u00f3loga e autora principal do estudo.<\/p>\n<p><strong>Segundo a investigadora, isto muda a forma como entendemos os cabelos brancos e o melanoma: n\u00e3o s\u00e3o fen\u00f3menos separados, mas sim dois resultados diferentes de como as c\u00e9lulas reagem ao stress gen\u00e9tico.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ter cabelos brancos pode afinal ser um bom sinal. 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