{"id":133108,"date":"2025-10-30T20:37:20","date_gmt":"2025-10-30T20:37:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/133108\/"},"modified":"2025-10-30T20:37:20","modified_gmt":"2025-10-30T20:37:20","slug":"a-extincao-das-especies-esta-a-extinguir-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/133108\/","title":{"rendered":"A extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies est\u00e1 a extinguir-se"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/geoliv\/32111927127\/sizes\/l\/\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\">Geoff Livingston \/ Flickr <\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-346102\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/54a37b2a756ac287efeb34f419d16a46-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">O mico-le\u00e3o-dourado, uma esp\u00e9cie quase extinta, vive na Mata Atl\u00e2ntica do Brasil, a milhares de quil\u00f3metros da Amaz\u00f3nia<\/p>\n<p><strong>Segundo um estudo que analisou 500 anos de dados, as taxas de extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o a aumentar vertiginosamente, como muitos acreditam. Os investigadores descobriram que a perda de esp\u00e9cies atingiu o pico h\u00e1 cerca de um s\u00e9culo, diminuiu desde ent\u00e3o, e n\u00e3o est\u00e1 relacionada com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Importantes estudos conduzidos nas \u00faltimas d\u00e9cadas sugerem que o nosso planeta est\u00e1 a atravessar <strong>outra extin\u00e7\u00e3o em massa<\/strong>, com base na extrapola\u00e7\u00e3o para o futuro das extin\u00e7\u00f5es verificadas dos \u00faltimos 500 anos, e na ideia de que as <strong>taxas de extin\u00e7\u00e3o<\/strong> est\u00e3o a <strong>acelerar<\/strong> <strong>rapidamente<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, um novo estudo, conduzido por investigadores da Universidade do Arizona, revela que as extin\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies de plantas, artr\u00f3podes e vertebrados terrestres registadas ao longo dos \u00faltimos 500 anos <strong>atingiram o pico h\u00e1 cerca de 100 anos<\/strong> \u2014 e t\u00eam vindo a diminuir desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>No novo estudo, os investigadores descobriram tamb\u00e9m que a maior parte das extin\u00e7\u00f5es que fundamentam estas previs\u00f5es foram causadas principalmente por <strong>esp\u00e9cies invasoras em ilhas<\/strong>, e n\u00e3o constituem a amea\u00e7a actual mais importante, que \u00e9 a <strong>destrui\u00e7\u00e3o de habitats naturais<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo os autores do <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rspb.2025.1717\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a>, recentemente publicado na Proceedings of the Royal Society of London, as alega\u00e7\u00f5es de uma extin\u00e7\u00e3o em massa actual podem assentar em <strong>pressupostos fr\u00e1geis, ao projetar dados de extin\u00e7\u00f5es passadas<\/strong> para o futuro, ignorando diferen\u00e7as nos fatores que impulsionam extin\u00e7\u00f5es no passado, no presente e no futuro.<\/p>\n<p>O estudo, conduzido por <strong>Kristen Saban<\/strong> e <strong>John Wiens<\/strong>, \u00e9 o primeiro a analisar taxas, padr\u00f5es e causas de <strong>extin\u00e7\u00f5es<\/strong> <strong>recentes<\/strong> em esp\u00e9cies vegetais e animais. Na sua pesquisa, os dois investigadores analisaram estas taxas especificamente em 912 esp\u00e9cies de plantas e animais que se extinguiram ao longo dos \u00faltimos 500 anos. No total, dados de <strong>quase 2 milh\u00f5es de esp\u00e9cies<\/strong> foram inclu\u00eddos na an\u00e1lise.<\/p>\n<p>\u201cDescobrimos que as <strong>causas dessas extin\u00e7\u00f5es recentes eram muito diferentes<\/strong> das amea\u00e7as que as esp\u00e9cies enfrentam atualmente\u201d, afirma Wiens em <a href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/news\/extinction-rates-have-slowed-across-many-plant-and-animal-groups-study-shows\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">comunicado<\/a> da U.Arizona.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Isto torna problem\u00e1tico extrapolar estes padr\u00f5es<\/strong> de extin\u00e7\u00e3o passados para o futuro, porque os fatores impulsionadores est\u00e3o a mudar rapidamente, em particular no que respeita \u00e0<strong> perda de habitat e \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong>\u201c, acrescenta o investigador.<\/p>\n<p>Segundo Saban e Wiens, a informa\u00e7\u00e3o mais direta sobre perdas de esp\u00e9cies prov\u00e9m de extin\u00e7\u00f5es recentes ao longo dos \u00faltimos cinco s\u00e9culos. Contudo, estudos que extrapolam estes padr\u00f5es para o futuro assumem geralmente que <strong>extin\u00e7\u00f5es recentes permitem prever o risco actual<\/strong> de extin\u00e7\u00e3o e s\u00e3o homog\u00e9neas entre grupos, ao longo do tempo e entre ambientes.<\/p>\n<p>\u201cPara nossa surpresa, extin\u00e7\u00f5es passadas <strong>s\u00e3o formas fracas e pouco fi\u00e1veis<\/strong> de prever o risco actual que qualquer grupo espec\u00edfico de animais ou plantas enfrenta\u201d, diz Saban.<\/p>\n<p>As <strong>taxas de extin\u00e7\u00e3o variaram fortemente entre grupos<\/strong>, e as extin\u00e7\u00f5es foram mais frequentes entre moluscos, como carac\u00f3is e mexilh\u00f5es, e vertebrados, mas relativamente raras entre plantas e artr\u00f3podes.<\/p>\n<p>A <strong>maioria das extin\u00e7\u00f5es ocorreu em esp\u00e9cies confinadas a ilhas isoladas<\/strong>, como as Ilhas do Havai. Nos continentes, a maioria das extin\u00e7\u00f5es verificou-se em <strong>habitats de \u00e1gua doce<\/strong>.<\/p>\n<p>As extin\u00e7\u00f5es registadas em ambientes insulares estiveram mais frequentemente <strong>relacionadas com esp\u00e9cies invasoras<\/strong>, mas a perda de habitat foi a causa mais importante (e amea\u00e7a actual) nas regi\u00f5es continentais.Nas ilhas, muitas esp\u00e9cies pareceram<strong> extinguir-se devido a predadores e competidores<\/strong> trazidos pelos humanos, como ratos, porcos e cabras.<\/p>\n<p>De forma algo inesperada, os investigadores descobriram que nos \u00faltimos 200 anos <strong>n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de aumento de extin\u00e7\u00f5es<\/strong> devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o significa que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas n\u00e3o sejam uma amea\u00e7a\u201d, disse Wiens. \u201cSignifica apenas que extin\u00e7\u00f5es passadas n\u00e3o refletem amea\u00e7as atuais e futuras.\u201d<\/p>\n<p>Saban n\u00e3o quer que o estudo \u201cseja <strong>interpretado como uma carta branca<\/strong>\u201d para sugerir que a atividade humana n\u00e3o apresenta uma amea\u00e7a significativa e urgente para muitas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>\u201c<strong>A perda de biodiversidade \u00e9 um problema enorme neste momento<\/strong>, e penso que ainda n\u00e3o vimos os tipos de efeitos que poder\u00e1 ter\u201d, disse. \u201cMas \u00e9 importante que falemos sobre isso com precis\u00e3o, <strong>que a nossa ci\u00eancia seja rigorosa<\/strong> na forma como conseguimos detalhar essas perdas e prevenir futuras.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO nosso estudo mostra que as taxas de extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o a acelerar em dire\u00e7\u00e3o ao presente, como muitos afirmam, mas <strong>atingiram o pico h\u00e1 muitas d\u00e9cadas<\/strong>\u201c, diz Wiens.<\/p>\n<p>Em alguns grupos, como artr\u00f3podes e plantas e vertebrados terrestres, as taxas de extin\u00e7\u00e3o <strong>diminu\u00edram efetivamente ao longo dos \u00faltimos 100 anos<\/strong>, nomeadamente desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, acrescenta o investigador.<\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es para o decl\u00ednio das taxas de extin\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 que muitas pessoas est\u00e3o a <strong>trabalhar arduamente para evitar que esp\u00e9cies se extingam<\/strong>. E temos evid\u00eancia de outros estudos de que investir dinheiro na conserva\u00e7\u00e3o de facto funciona\u201d, conclui o investigador.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_971_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_512_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862235_242_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Geoff Livingston \/ Flickr O mico-le\u00e3o-dourado, uma esp\u00e9cie quase extinta, vive na Mata Atl\u00e2ntica do Brasil, a milhares&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":133109,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[964,2780,27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-133108","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-ambiente","9":"tag-biodiversidade","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias","31":"tag-world","32":"tag-world-news","33":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115465043790300783","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=133108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133108\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/133109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=133108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=133108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}