{"id":133229,"date":"2025-10-30T22:33:09","date_gmt":"2025-10-30T22:33:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/133229\/"},"modified":"2025-10-30T22:33:09","modified_gmt":"2025-10-30T22:33:09","slug":"mama-a-bohemian-rhapsody-faz-50-anos-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/133229\/","title":{"rendered":"Mam\u00e3, a \u201cBohemian Rhapsody\u201d faz 50 anos \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Sim, Bohemian Rhapsody era t\u00e3o complicada de gravar como parece. Segundo o produtor Roy Thomas Baker, falecido em abril deste ano, foi a loucura total, mas uma em que n\u00e3o paravam de rir de cada vez que acrescentavam mais uma parte. Sentado ao mesmo piano C. Bechstein em que Paul McCartney ter\u00e1 gravado Hey Jude, Freddie Mercury conduzia as opera\u00e7\u00f5es, acrescentava mais um \u201cGalileo\u201d, mais uma ideia. Limitados pela tecnologia de ent\u00e3o aos gravadores de 24 pistas, foram necess\u00e1rias muitas misturas, muito corta-e-cola, muitos overdubs, diferentes s\u00edtios e diferentes equipamentos para gravar diferentes sec\u00e7\u00f5es, mas, no fim, estava feita a obra (t\u00e3o complexa que, na verdade, nunca a conseguiriam tocar ao vivo na \u00edntegra, com a parte da \u00f3pera a ter de ser sempre assegurada por um playback \u2013 assumido).<\/p>\n<p>Lan\u00e7ada em single a 31 de outubro de 1975, levando no lado B I\u2019m in Love with My Car, depressa faria desaparecer os receios da EMI: chega a n\u00famero um do top de vendas do Reino Unido e por l\u00e1 fica durante nove semanas, coisa que n\u00e3o se (ou)via desde o Diana\u00a0de Paul Anka, 18 longos anos antes. Por l\u00e1 passa o Natal, vende um milh\u00e3o de c\u00f3pias naqueles dois breves derradeiros meses de \u201875 e s\u00f3 \u00e9 destronada j\u00e1 no ano novo, curiosamente por Mamma Mia, dos Abba (bem que Mercury canta \u201cOh, mamma mia, let me go\u201d. E ela, pelos vistos, deixou). Com o tempo, tornar-se-ia na \u00fanica can\u00e7\u00e3o de sempre a passar dois Natais na lideran\u00e7a do top brit\u00e2nico, quando, depois da morte de Mercury em novembro de 1991, regressasse ao topo das vendas e por l\u00e1 ficasse mais cinco semanas, num total de 14, s\u00f3 igualado ou ultrapassado por cinco outras can\u00e7\u00f5es ao longo da hist\u00f3ria: I Believe, de Frankie Laine, 18 semanas em 1953, (Everything I Do) I Do It For You, de Bryan Adams, 16 semanas em 1991, Love is All Around, dos Wet Wet Wet, 15 semanas em 1994, One Dance, de Drake, 15 semana sem 2016, e Shape of You, de Ed Sheeran, em 2017.<\/p>\n<p>Teve nova vida em 1992, quando Mike Myers insistiu em lev\u00e1-la para dentro de Wayne\u2019s World\u00a0e transform\u00e1-la no momento mais memor\u00e1vel do filme, transplantando-a diretamente para a gera\u00e7\u00e3o MTV enquanto, com Dana Carvey e os amigos, a curtiam ao ritmo do headbanging t\u00edpico dos metaleiros de fim de s\u00e9culo:<\/p>\n<p>E ainda outra quando, em 2018, deu nome ao filme de Bryan Singer, protagonizado por Rami Malek, que ganharia quatro \u00f3scares e se tornaria o biopic musical mais rent\u00e1vel de sempre: qualquer coisa como mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em receitas de bilheteira globais (e j\u00e1 agora, em que, numa boa piscadela de olho \u00e0 hist\u00f3ria, Mike Myers encarna o executivo da EMI que fica chocado com a dura\u00e7\u00e3o da faixa e garante que jamais os mi\u00fados sacudir\u00e3o a cabe\u00e7a ao som daquilo):<\/p>\n<p>Um n\u00famero incont\u00e1vel de artistas aventurou-se a toc\u00e1-la e reinterpret\u00e1-la ao longo de meio s\u00e9culo, incluindo os Marretas, cuja vers\u00e3o de 2009 conta at\u00e9 hoje com o modesto n\u00famero de 192 milh\u00f5es de views no YouTube:<\/p>\n<p>Bohemian Rhapsody\u00a0\u00e9 hoje o terceiro single mais vendido da hist\u00f3ria do Reino Unido, s\u00f3 batido pela vers\u00e3o de Candle in the Wind\u00a0lan\u00e7ada por Elton John depois da morte da princesa Diana, e Do They Know it\u2019s Christmas, do projeto solid\u00e1rio Band Aid. Mas muito mais do que isso: \u00e9 a can\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX mais ouvida de sempre nas plataformas de streaming (quase 3 mil milh\u00f5es de audi\u00e7\u00f5es s\u00f3 no Spotify) e o mais antigo videoclip a ultrapassar o milhar de milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es no YouTube (hoje, \u00e0 beira dos dois mil milh\u00f5es). Em 2012, os leitores da Rolling Stone elegeram-na como a melhor performance vocal da hist\u00f3ria do rock \u2013 e h\u00e1 v\u00eddeos de Kanye West nessa admir\u00e1vel internet a provar isso mesmo.<\/p>\n<p>Quer isto dizer que, ultrapassados os receios da EMI, Bohemian Rhapsody\u00a0foi um caso de aclama\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea? Oh, n\u00e3o. Nada disso. N\u00e3o se esque\u00e7a dos cr\u00edticos. J\u00e1 havia cr\u00edticos em 1975.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sim, Bohemian Rhapsody era t\u00e3o complicada de gravar como parece. 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