{"id":134678,"date":"2025-10-31T22:38:16","date_gmt":"2025-10-31T22:38:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/134678\/"},"modified":"2025-10-31T22:38:16","modified_gmt":"2025-10-31T22:38:16","slug":"governo-corta-mais-de-200-milhoes-em-medicamentos-e-material-de-consumo-clinico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/134678\/","title":{"rendered":"Governo corta mais de 200 milh\u00f5es em medicamentos e material de consumo cl\u00ednico"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A nota explicativa, a que a Lusa teve acesso, estima para 2026 uma redu\u00e7\u00e3o de 208 milh\u00f5es de euros (-6%) nas compras de medicamentos e material de consumo cl\u00ednico, em linha com a varia\u00e7\u00e3o de 10% considerada no OE2026.<\/p>\n<p>Refere tamb\u00e9m que o aumento do consumo de medicamentos e material de consumo cl\u00ednico no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS) registado em 2025 reflete o crescimento da atividade assistencial, nomeadamente a atividade cir\u00fargica, o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a introdu\u00e7\u00e3o de terapias inovadoras, especialmente em \u00e1reas como oncologia, infecciologia e doen\u00e7as cr\u00f3nicas.<\/p>\n<p>Contactado pela Lusa, o especialista em economia da sa\u00fade Pedro Pita Barros disse n\u00e3o ser claro como se compatibiliza o corte previsto com o aumento da atividade assistencial.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">&#8220;Significa que s\u00f3 \u00e9 compat\u00edvel ter esse corte com aumento de atividade e aumento de utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos e outras coisas, se houver uma redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os aos quais compram&#8221;, disse o especialista, acrescentando: &#8220;Se eu vou gastar menos, mas vou consumir mais, ent\u00e3o tem de ser o pre\u00e7o que tem de baixar o suficiente para compensar&#8221;.<\/p>\n<p>Pita Barros admite que alguma parte da poupan\u00e7a de 10% que o OE2026 imp\u00f5e em bens e servi\u00e7os possa estar na transfer\u00eancia de despesa em tarefeiros, que se pretende baixar e pode em termos de despesa transferir-se para as despesas com pessoal, que sobem 717,8 milh\u00f5es de euros (total de 7.767,3 milh\u00f5es) em 2026, face ao or\u00e7amento de 2025 (7.049 milh\u00f5es), e 368,9 milh\u00f5es (+5%) face \u00e0 estimativa de 2025 para este agrupamento (7 398,4 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Considera &#8220;duvidoso&#8221; que o corte de 10% seja justificado apenas com esta transfer\u00eancia de valores, admitindo que ter\u00e1 de haver &#8220;alguma compress\u00e3o de pre\u00e7os&#8221;. &#8220;\u00c9 preciso depois explicar como \u00e9 que esperam ter menores pre\u00e7os m\u00e9dios no que consomem. Ou tenho pre\u00e7os mais baixos, ou mudo para medicamentos mais baratos&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">&#8220;O palpite que fica sempre \u00e9 que foi decidido de uma forma arbitr\u00e1ria, que era bom ter esta poupan\u00e7a, mas depois logo se v\u00ea como \u00e9 que a vamos alcan\u00e7ar&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Or\u00e7amento parece &#8220;fic\u00e7\u00e3o&#8221;<\/p>\n<p>O especialista disse que o or\u00e7amento para a sa\u00fade lhe parece mais &#8220;uma fic\u00e7\u00e3o&#8221;, questionando como vai ser distribu\u00eddo no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;Era importante perceber se as receitas esperadas para o SNS compensam a despesa que vai ser feita no SNS&#8221;, afirmou, sublinhando: &#8220;Se est\u00e3o a usar a despesa prevista para 2025 como base para o acr\u00e9scimo para 2026, e n\u00e3o a despesa efetiva previs\u00edvel, estamos a entrar outra vez com aquela velha discuss\u00e3o da subor\u00e7amenta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">O especialista em Economia da Sa\u00fade referiu ainda n\u00e3o ser claro na nota explicativa de onde prov\u00eam as receitas pr\u00f3prias de 1.289,5 milh\u00f5es de euros previstas: &#8220;Creio que a \u00fanica coisa que podemos assumir \u00e9 que receitas pr\u00f3prias v\u00e3o ser transfer\u00eancias que v\u00e3o ter que ser feitas pelo Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as, as inje\u00e7\u00f5es habituais de capital&#8221;.<\/p>\n<p>A nota explicativa refere, quanto \u00e0 receita do SNS, que depois de em 2025 ter diminu\u00eddo 3,4% (-562 milh\u00f5es de euros) face ao valor inicialmente previsto, em 2026 vai aumentar 6,2% (+996 milh\u00f5es). Esta evolu\u00e7\u00e3o resulta, essencialmente, do comportamento das transfer\u00eancias do Or\u00e7amento de Estado para o Programa Or\u00e7amental da Sa\u00fade, que se espera que aumentem +384 milh\u00f5es de euros (+2,7%) em 2025 face \u00e0 estimativa inicial e +472 milh\u00f5es (+3,2%) em 2026 face \u00e0 execu\u00e7\u00e3o estimada de 2025.<\/p>\n<p>Na evolu\u00e7\u00e3o da receita quanto aos impostos, contribui\u00e7\u00f5es e taxas (inclui taxas moderadoras, receita de jogos sociais e taxas recebidas pelo INEM), prev\u00ea-se que esta rubrica cres\u00e7a +32 milh\u00f5es de euros (+9,7%) em 2026.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 despesa do SNS, depois de aumentar 3,4% (+572 milh\u00f5es) em 2025 face ao valor inicialmente previsto, em 2026 vai subir 4,5% (+777 milh\u00f5es) comparativamente ao per\u00edodo hom\u00f3logo. As despesas com pessoal dever\u00e3o crescer 5,2% (+375 milh\u00f5es) em 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A nota explicativa, a que a Lusa teve acesso, estima para 2026 uma redu\u00e7\u00e3o de 208 milh\u00f5es de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":134679,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,15,16,301,14,25,26,21,22,619,12,13,19,20,18658,32,23,24,33,117,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-134678","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-governo","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-nacional","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-oe2026","24":"tag-portugal","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-pt","28":"tag-saude","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115471181808064850","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134678\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}