{"id":135481,"date":"2025-11-01T15:16:07","date_gmt":"2025-11-01T15:16:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/135481\/"},"modified":"2025-11-01T15:16:07","modified_gmt":"2025-11-01T15:16:07","slug":"amamentar-reduz-o-risco-de-cancros-de-mama-agressivos-conclui-estudo-oncologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/135481\/","title":{"rendered":"Amamentar reduz o risco de cancros de mama agressivos, conclui estudo oncol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">&#8220;Mulheres que tiveram filhos e amamentaram t\u00eam mais c\u00e9lulas T [gl\u00f3bulos brancos com um papel essencial no sistema imunit\u00e1rio na elimina\u00e7\u00e3o de agentes estranhos ao corpo ou c\u00e9lulas anormais, que provocam o cancro] no tecido mam\u00e1rio quando comparadas com mulheres que n\u00e3o tiveram filhos, e esses efeitos permanecem por d\u00e9cadas&#8221;, podendo estender-se at\u00e9 50 anos de perman\u00eancia. A frase \u00e9 da oncologista australiana Sherene Loi, do Peter MacCallum Cancer Centre, e que liderou o estudo que conclui que quem amamenta tem risco menor de desenvolver cancros de mama agressivos e menos 5% de ser diagnosticada com os triplos-negativos.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, publicada na revista internacional Nature e que foi apresentada no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia M\u00e9dica, em Berlim, na Alemanha, incluiu tr\u00eas etapas. Numa primeira fase, a equipa analisou uma amostra de 260 mulheres saud\u00e1veis \u200b\u200bque tinham sido submetidas a mastectomias preventivas ou redu\u00e7\u00f5es mam\u00e1rias &#8211; algumas das quais com risco normal de cancro da mama, outras elevado &#8211; e compararam a contagem de c\u00e9lulas T no tecido mam\u00e1rio removido de mulheres com e sem filhos.<\/p>\n<p>Numa segunda etapa do estudo, Loi e a equipa usaram modelos de ratas de laborat\u00f3rio para perceber se a gravidez e a amamenta\u00e7\u00e3o protegiam contra o cancro da mama. Para tal, criaram tr\u00eas grupos: as que nunca tiveram filhos, as que tiveram com desmame imediato e as que passaram por um ciclo completo de lacta\u00e7\u00e3o. Nesta fase, os investigadores, descreve a revista Nature em <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-025-03419-4\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">comunicado<\/a>, &#8220;descobriram que os tumores eram menores nas que amamentaram e que estes animais tamb\u00e9m tinham mais c\u00e9lulas T nos tumores do que os ratos aos quais foram removidos precocemente os filhos&#8221;. &#8220;A imunidade estava tanto na mama como no sistema. Portanto, a lacta\u00e7\u00e3o altera realmente a imunidade de todo o corpo nestes modelos de ratos&#8221;, confirmou Sherene Loi, citada na mesma nota de imprensa.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Por fim, na terceira e \u00faltima fase da investiga\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s an\u00e1lise de mais de mil mulheres que tinham sido diagnosticadas com cancro de mama triplo-negativo, uma das formas mais agressivas da doen\u00e7a, o estudo concluiu que &#8220;as que amamentaram tiveram melhores taxas de sobreviv\u00eancia &#8211; e os tumores continham mais c\u00e9lulas T &#8211; do que aquelas que n\u00e3o o fizeram&#8221;.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09713-5\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estudo<\/a> n\u00e3o determina o tempo m\u00ednimo de amamenta\u00e7\u00e3o para confirmar a redu\u00e7\u00e3o do risco, mas vinca que &#8220;amamentar um pouco \u00e9 melhor do que nada&#8221;. Os investigadores creem que estas conclus\u00f5es possam contribuir para o desenvolvimento de novas estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e de novos tratamentos contra o cancro de mama triplo-negativo.<\/p>\n<p>Em Portugal, a amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 tema, mas por quest\u00f5es laborais, com o objetivo de limitar o prazo m\u00e1ximo de dispensa laboral que as mulheres disp\u00f5em para o efeito e que, segundo o <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/delas\/artigo\/o-que-se-esta-a-passar-com-as-promessas-da-ad-para-as-mulheres-na-campanha-eleitoral\/17856539\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">governo de Montenegro<\/a>, deve esgotar-se ao fim de dois anos, de acordo com proposta de revis\u00e3o do pacote laboral.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">A <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/nacional\/artigo\/ministra-do-trabalho-ha-criancas-amamentadas-ate-a-primaria-para-as-maes-terem-horario-reduzido\/17856919\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">ministra do Trabalho Ros\u00e1rio Palma Ramalho<\/a> rejeita que a limita\u00e7\u00e3o agora proposta seja qualquer <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/nacional\/artigo\/mulheres-continuam-a-denunciar-que-sao-impedidas-de-usufruir-da-licenca-de-amamentacao\/17857516\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">ataque \u00e0s mulheres<\/a> e ao direito \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o, defendendo &#8220;uma calibra\u00e7\u00e3o&#8221; por considerar que o atual regime &#8220;n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Sem limite de tempo uma trabalhadora ao abrigo desse Estatuto trabalha seis horas por dia e recebe oito, (&#8230;) menos uma semana por m\u00eas e recebe o m\u00eas inteiro. E manter isso ilimitadamente n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel, nem do ponto de vista da pr\u00f3pria amamenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 disso que estamos a falar e n\u00e3o de nenhum ataque&#8221;, argumentou, na ter\u00e7a-feira, 28 de outubro, para acrescentar que Portugal &#8220;tem o segundo regime mais favor\u00e1vel da Europa&#8221;, apenas atr\u00e1s de It\u00e1lia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Mulheres que tiveram filhos e amamentaram t\u00eam mais c\u00e9lulas T [gl\u00f3bulos brancos com um papel essencial no sistema&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":135482,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[5362,30423,20491,1347,116,30424,18425,2623,32,33,117],"class_list":{"0":"post-135481","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-amamentacao","9":"tag-cancro-de-mama","10":"tag-delas","11":"tag-estudo","12":"tag-health","13":"tag-maria-rosario-da-palma-ramalho","14":"tag-ministra-do-trabalho","15":"tag-mulheres","16":"tag-portugal","17":"tag-pt","18":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115475105914940495","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135481","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135481"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135481\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135482"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}