{"id":137835,"date":"2025-11-03T13:12:21","date_gmt":"2025-11-03T13:12:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/137835\/"},"modified":"2025-11-03T13:12:21","modified_gmt":"2025-11-03T13:12:21","slug":"imigracao-em-portugal-cai-2-peso-de-medicos-estrangeiros-abaixo-da-media-da-ocde-imigracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/137835\/","title":{"rendered":"Imigra\u00e7\u00e3o em Portugal cai 2%, peso de m\u00e9dicos estrangeiros abaixo da m\u00e9dia da OCDE | Imigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de imigrantes em Portugal diminuiu 2% entre 2023 e 2024, com uma quebra de quase 50% nos reagrupamentos familiares, mas um aumento de 9% nas entradas para trabalhar.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE), que re\u00fane 38 pa\u00edses, em 2024, Portugal recebeu 138.000 novos <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/31\/publico-brasil\/noticia\/falta-trabalhadores-imigrantes-empresas-limpeza-ja-rejeitam-clientes-2152893\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">imigrantes<\/a> a longo prazo ou permanentes (incluindo mudan\u00e7as de estatuto e livre circula\u00e7\u00e3o), o que representa uma descida de 1,9% em compara\u00e7\u00e3o com 2023. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>&#8220;Este n\u00famero inclui 28% de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/09\/17\/sociedade\/reportagem\/imigrantes-contribuem-pais-economia-retratados-criminosos-2147502\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">imigrantes<\/a> que beneficiam de livre circula\u00e7\u00e3o, 44% de migrantes laborais e 14% de familiares (incluindo familiares acompanhantes)&#8221;, l\u00ea-se no relat\u00f3rio, que analisa a evolu\u00e7\u00e3o dos fluxos migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o de longo prazo, e na compara\u00e7\u00e3o entre 2023 e 2024, a OCDE refere que em Portugal houve um aumento de 9% no n\u00famero de imigrantes que entraram no pa\u00eds para trabalhar, ao mesmo tempo que se registou uma descida de 46% em rela\u00e7\u00e3o aos casos de reagrupamento familiar.<\/p>\n<p>Por outro lado, foram emitidas cerca de 9000 autoriza\u00e7\u00f5es a estudantes internacionais do ensino superior em 2024.<\/p>\n<p>M\u00e9dicos estrangeiros s\u00e3o 14%<\/p>\n<p>Num cap\u00edtulo que analisa especificamente o sector da sa\u00fade, l\u00ea-se que &#8220;o n\u00famero total de m\u00e9dicos e enfermeiros migrantes nos pa\u00edses da OCDE cresceu significativamente nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, superando o crescimento geral do emprego nestas profiss\u00f5es&#8221;, o que n\u00e3o \u00e9 de estranhar, tendo em conta que &#8220;a escassez de profissionais de sa\u00fade se tornou um desafio cr\u00edtico nos pa\u00edses da OCDE, impulsionada pelo envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, pelo aumento das necessidades de cuidados e pela crescente procura de servi\u00e7os m\u00e9dicos&#8221;.<\/p>\n<p>Na OCDE, o n\u00famero total de m\u00e9dicos nascidos no estrangeiro aumentou 86% em 20 anos. Eles representavam em 2021 cerca de 28% dos profissionais no activo no conjunto dos pa\u00edses analisados, contra 21% no in\u00edcio dos anos 2000. Cerca de um em cada cinco m\u00e9dicos e enfermeiros migrantes nos pa\u00edses da OCDE \u00e9 origin\u00e1rio de outro pa\u00eds do Espa\u00e7o Econ\u00f3mico Europeu.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>&#8220;As pol\u00edticas de migra\u00e7\u00e3o est\u00e3o a evoluir para facilitar o recrutamento internacional no sector da sa\u00fade&#8221;, l\u00ea-se no relat\u00f3rio<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p>Em Portugal, tamb\u00e9m se observa um crescimento do n\u00famero absoluto de m\u00e9dicos estrangeiros (de 4552 para 6162, uma subida de 35%). Mas o seu peso no universo dos cl\u00ednicos a trabalhar baixou: eram 19,7% em 2000 e s\u00e3o hoje 14,1% do total dos profissionais no activo, de acordo com a OCDE. Que distingue Portugal como um dos pa\u00edses onde a capacidade de formar m\u00e9dicos internamente mais tem aumentado, o que se reflecte nestes dados.<\/p>\n<p>\u200bOs maiores aumentos em n\u00fameros absolutos de profissionais de sa\u00fade migrantes foram registados nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Estes tr\u00eas pa\u00edses continuam a ser os principais destinos de m\u00e9dicos e enfermeiros nascidos ou formados no estrangeiro, acolhendo a maioria dos profissionais de sa\u00fade migrantes na OCDE. No Reino Unido, por exemplo, os m\u00e9dicos estrangeiros s\u00e3o mais de 40% do total.<\/p>\n<p>\u200b&#8221;As pol\u00edticas de migra\u00e7\u00e3o est\u00e3o a evoluir para facilitar o recrutamento internacional no sector da sa\u00fade&#8221;, l\u00ea-se no relat\u00f3rio. &#8220;No entanto, os principais pa\u00edses de destino devem continuar a envidar esfor\u00e7os para aumentar a forma\u00e7\u00e3o e melhorar a reten\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, de forma a reduzir as car\u00eancias internas e a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho.&#8221;<\/p>\n<p>Emigra\u00e7\u00e3o portuguesa<\/p>\n<p>A OCDE refere ainda, sobre Portugal, que em 2023, &#8220;foram registados 73.000 destacamentos intracomunit\u00e1rios, um aumento de 29% em rela\u00e7\u00e3o a 2022&#8221;, sendo que &#8220;estes trabalhadores destacados t\u00eam, geralmente, contratos de curta dura\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O Brasil, Angola e Cabo Verde foram as tr\u00eas principais nacionalidades dos rec\u00e9m-chegados e entre os 15 principais pa\u00edses de origem, o Brasil registou o maior aumento nos fluxos para Portugal em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Quanto ao n\u00famero de requerentes de asilo, aumentou 2,9% em 2024, atingindo cerca de 2700. A maioria destas pessoas era proveniente do Senegal (400), da G\u00e2mbia (300) e da Col\u00f4mbia (300).<\/p>\n<p>A emigra\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os portugueses para pa\u00edses da OCDE aumentou 4% em 2023, para 61.000, sendo que aproximadamente 21% deste grupo emigrou para a Su\u00ed\u00e7a, 19% para Espanha e 12% para Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Na informa\u00e7\u00e3o sobre Portugal, a OCDE faz refer\u00eancia \u00e0s recentes altera\u00e7\u00f5es legislativas no pa\u00eds, desde logo a aprova\u00e7\u00e3o do Plano de Ac\u00e7\u00e3o para a Migra\u00e7\u00e3o, em Junho de 2024, em que uma das &#8220;principais medidas \u00e9 a revoga\u00e7\u00e3o do mecanismo de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/06\/03\/sociedade\/noticia\/governo-muda-lei-obriga-imigrantes-visto-trabalho-entrar-portugal-2092718\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">manifesta\u00e7\u00e3o de interesse<\/a>, atrav\u00e9s do qual os nacionais de pa\u00edses terceiros, residentes irregularmente em Portugal, podiam solicitar uma autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia para trabalhar ou exercer uma actividade independente&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O n\u00famero de imigrantes em Portugal diminuiu 2% entre 2023 e 2024, com uma quebra de quase 50%&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137836,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,5777,1764,15,16,14,1481,25,26,21,22,12,13,19,20,16214,32,23,24,33,117,58,17,18,29,30,31,636],"class_list":{"0":"post-137835","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-demografia","11":"tag-emigracao","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-imigracao","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-ocde","25":"tag-portugal","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-saude","30":"tag-sociedade","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias","36":"tag-uniao-europeia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115485943071691830","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137835"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137835\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}