{"id":137898,"date":"2025-11-03T14:11:11","date_gmt":"2025-11-03T14:11:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/137898\/"},"modified":"2025-11-03T14:11:11","modified_gmt":"2025-11-03T14:11:11","slug":"preco-das-casas-154-mil-euros-acima-da-procura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/137898\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o das Casas 154 Mil Euros Acima da Procura"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o constitui novidade que o pre\u00e7o das casas atingiu n\u00edveis incomport\u00e1veis para a grande maioria dos portugueses. A informa\u00e7\u00e3o disponibilizada pelos organismos estat\u00edsticos nacionais e comunit\u00e1rios tem dado nota da valoriza\u00e7\u00e3o explosiva da habita\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, que est\u00e1 longe de ser acompanhada pelo aumento dos rendimentos da generalidade dos habitantes. Uma an\u00e1lise do Imovirtual, portal imobili\u00e1rio com mais de 252 mil an\u00fancios e seis milh\u00f5es de visitas mensais, confirma esse quadro. <strong>&#8220;Os dados revelam um desfasamento de 67% entre a oferta e a procura, com o pre\u00e7o m\u00e9dio anunciado das casas a rondar os 387 mil euros, enquanto os utilizadores procuram im\u00f3veis com um valor m\u00e9dio de 233 mil euros\u201d<\/strong>, diz Sylvia Bozzo, diretora de marketing da plataforma.<\/p>\n<p>Naturalmente \u00e9 nos distritos mais populosos e onde se sente uma maior press\u00e3o internacional que esse desfasamento \u00e9 maior. <strong>Em Lisboa, \u00e9 da ordem dos 90%<\/strong>, ou seja, a procura assenta em valores 90% abaixo da oferta. <strong>Em Faro, \u00e9 de 62%. E no Porto de 58%.<\/strong> Sylvia Bozzo exemplifica: &#8220;Em Lisboa, os im\u00f3veis s\u00e3o colocados no mercado por uma m\u00e9dia de 575 mil euros, mas os potenciais compradores procuram por valores na ordem dos 302.931 euros\u201d. Em Castelo Branco, a realidade \u00e9 diferente. Os potenciais compradores querem habita\u00e7\u00f5es por um pouco mais de 88 mil euros e os pre\u00e7os de venda rondam os 85 mil euros.\u00a0<\/p>\n<p><strong>No mercado de arrendamento, repete-se o cen\u00e1rio.<\/strong> O bar\u00f3metro do Imovirtual concluiu que h\u00e1 uma diferen\u00e7a de 49% entre os valores m\u00e9dios pesquisados no todo nacional e os pre\u00e7os exigidos pelos propriet\u00e1rios. <strong>Lisboa apresenta uma discrep\u00e2ncia de 67% &#8211; a maior do pa\u00eds -, com casas para arrendamento a 1733 euros, em m\u00e9dia, e os potenciais interessados a procurarem habita\u00e7\u00f5es por cerca de 1040 euros.<\/strong> As ofertas neste mercado continuam muito acima da capacidade ou inten\u00e7\u00e3o de pagamento dos eventuais arrendat\u00e1rios em Set\u00fabal (40% de desfasamento), no Porto (36%), em \u00c9vora (35%) e Faro (33%).<\/p>\n<p>Segundo Sylvia Bozzo, 67% dos visitantes do portal est\u00e3o \u00e0 procura de casa para comprar, mas a percentagem de pessoas interessadas em arrendar regista um ligeiro aumento de 1% face a 2024. A respons\u00e1vel admite que o elevado pre\u00e7o da habita\u00e7\u00e3o e dificuldades no acesso ao cr\u00e9dito est\u00e3o a conduzir os cidad\u00e3os para o arrendamento. Segundo afirma, este mercado est\u00e1 t\u00e3o aquecido que <strong>as casas ficam no m\u00e1ximo 18 dias na plataforma. Em Lisboa e Porto, o tempo de vida do an\u00fancio \u00e9 ainda menor.<\/strong><\/p>\n<p>Os \u00faltimos dados do Imovirtual d\u00e3o conta de uma <strong>oferta de pouco mais de 20.500 casas para arrendar em Lisboa, com 70% a apresentar um pre\u00e7o superior a 1251 euros.<\/strong> Recorde-se que atualmente o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional \u00e9 de 870 euros brutos e, segundo os \u00faltimos dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica, o sal\u00e1rio m\u00e9dio bruto \u00e9 de 1741 euros. <strong>No Porto, o mercado de arrendamento \u00e9 ainda menor, com cerca de 10.740 im\u00f3veis.<\/strong> Deste volume, 33% apresenta um pre\u00e7o acima dos 1251 euros mensais.<\/p>\n<p>\u00c9 conhecido que a procura por habita\u00e7\u00e3o est\u00e1 ao rubro e a oferta pouco adequada aos bolsos dos portugueses, fatores a que se acrescenta o cont\u00ednuo interesse internacional pelo pa\u00eds. No Imovirtual, 20% do tr\u00e1fego dos \u00faltimos tr\u00eas meses veio do estrangeiro, revela Sylvia Bosso. Para compara\u00e7\u00e3o, em 2022, pesava 18%. As origens do maior volume de pesquisas mant\u00eam-se igual: Fran\u00e7a, Su\u00ed\u00e7a, Brasil, Reino Unido, Espanha e Alemanha.<\/p>\n<p>Apesar do mercado imobili\u00e1rio apresentar uma din\u00e2mica de que n\u00e3o h\u00e1 registo &#8211; entre abril e junho deste ano foram compradas quase 43 mil casas, um aumento hom\u00f3logo de 15,5%, e os pre\u00e7os aumentaram 17,2% -, <strong>regista-se uma quebra na procura por terrenos<\/strong>. E a oferta apresenta um forte decr\u00e9scimo. Os dados do Imovirtual revelam que foram publicados perto de 139 mil an\u00fancios de terrenos para venda no segundo trimestre deste ano, uma quebra hom\u00f3loga de 22%. A procura caiu 2,9% nesse per\u00edodo. O pre\u00e7o m\u00e9dio por metro quadrado fixou-se nos 42 euros, refletindo um crescimento de 7,7% face ao primeiro trimestre de 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o constitui novidade que o pre\u00e7o das casas atingiu n\u00edveis incomport\u00e1veis para a grande maioria dos portugueses. 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