{"id":139053,"date":"2025-11-04T10:21:15","date_gmt":"2025-11-04T10:21:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/139053\/"},"modified":"2025-11-04T10:21:15","modified_gmt":"2025-11-04T10:21:15","slug":"autocarros-chineses-concedem-acesso-remoto-secreto-a-china-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/139053\/","title":{"rendered":"Autocarros chineses concedem acesso remoto secreto \u00e0 China \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Os ve\u00edculos modernos est\u00e3o cada vez mais conectados, no interesse dos construtores, mas igualmente para melhorar e facilitar a experi\u00eancia ao volante dos seus propriet\u00e1rios. \u00c9 esta conectividade que permite a actualiza\u00e7\u00e3o de software \u00e0 dist\u00e2ncia, adquirir ou desligar equipamento e usufruir de um sistema de infoentretenimento mais funcional, com dados mais actuais, seja em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o dos combust\u00edveis, seja para encontrar o caminho mais curto para chegar ao destino, evitando filas ou acidentes. <strong>Mas essa conectividade n\u00e3o se deve virar contra o propriet\u00e1rio, como acontece com os autocarros que a Noruega adquiriu a construtores chineses.<\/strong><\/p>\n<p>Os noruegueses s\u00e3o o povo que aderiu mais rapidamente e em for\u00e7a aos autom\u00f3veis el\u00e9ctricos. Da\u00ed que n\u00e3o seja de estranhar que tenham optado tamb\u00e9m por autocarros alimentados exclusivamente por bateria, visando n\u00e3o emitir gases poluentes ou t\u00f3xicos, especialmente no centro das grandes cidades. Apesar de existirem fornecedores como a CaetanoBus, em Gaia, que fabrica ve\u00edculos pesados para o transporte de passageiros el\u00e9ctricos alimentados por bateria e outros capazes de produzir a energia a bordo atrav\u00e9s de fuel cells a hidrog\u00e9nio, <strong>a Noruega optou por adquirir uma s\u00e9rie de autocarros \u00e0 Yutong, um dos muitos construtores chineses, com a elevada probabilidade do pre\u00e7o mais reduzido ter sido determinante.<\/strong><\/p>\n<p>Os autocarros da Yutong integraram a frota da Ruter, o maior operador de transportes p\u00fablicos do pa\u00eds n\u00f3rdico e durante uns testes de rotina, destinados a avaliar a ciberseguran\u00e7a dos ve\u00edculos el\u00e9ctricos em quest\u00e3o, os t\u00e9cnicos da empresa de transportes avaliaram em simult\u00e2neo um dos ve\u00edculos pesados chineses e outro produzido na Holanda. E, no processo, <strong>descobriram que no sistema do construtor chin\u00eas estava um cart\u00e3o SIM, segundo os noruegueses, dissimulado.<\/strong> E, para adensar a trama, o cart\u00e3o era de origem romena.<\/p>\n<p>Confrontada a Yutong, a empresa explicou que o sistema dos seus autocarros recorre ao cart\u00e3o SIM para permitir actualiza\u00e7\u00f5es de software e fazer correr programas que permitam despistar eventuais avarias, como seria de esperar. <strong>O problema \u00e9 que os chineses admitiram igualmente que o sistema que est\u00e1 instalado permite que a Yutong pare o autocarro remotamente ou at\u00e9 o impe\u00e7a de funcionar.<\/strong> Op\u00e7\u00f5es que, provavelmente, os noruegueses gostariam de ter tido conhecimento\u00a0antes da aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O CEO da Ruter,\u00a0Bernt Reitan Jenssen, esclareceu que <strong>os testes visavam determinar a exist\u00eancia de vulnerabilidades<\/strong> nos ve\u00edculos el\u00e9ctricos, algo que a Uni\u00e3o Europeia obriga a todos os ve\u00edculos ligeiros que s\u00e3o comercializados nos pa\u00edses da Uni\u00e3o, tendo a incapacidade de evitar ciberataques levado j\u00e1 ao an\u00fancio da retirada do mercado de v\u00e1rios modelos, como por exemplo os Porsche Cayman e Boxster.<\/p>\n<p>Jenssen reconheceu que n\u00e3o foi encontrada\u00a0qualquer prova de actividade maliciosa, mas a descoberta levou a que a posi\u00e7\u00e3o da empresa tenha evolu\u00eddo \u201cde preocupa\u00e7\u00e3o para conhecimento real\u201d do problema. Isto levou \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de <strong>novas diretivas, refor\u00e7ando as medidas de protec\u00e7\u00e3o para assegurar um controlo total da Noruega<\/strong> e dos noruegueses. A solu\u00e7\u00e3o encontrada passa pela cria\u00e7\u00e3o de firewalls, isolando os autocarros de sistemas de armazenamentos externos, o que ser\u00e1 conseguido com a ajuda das autoridades norueguesas, com o ministro local dos Transportes a afirmar que \u00e9 preciso garantir que o sector dos transportes p\u00fablicos esteja exposto a um risco menor.<\/p>\n<p>De recordar que a Noruega tem <strong>mais de 1300 autocarros el\u00e9ctricos em funcionamento e, entre esses, cerca de 850 s\u00e3o fabricados pela Yutong<\/strong>. S\u00f3 em Oslo e Akershus h\u00e1 mais de 300 destes ve\u00edculos a operar, todos eles de forma independente e j\u00e1 sem o cart\u00e3o SIM. Tudo indica, assim, que os noruegueses est\u00e3o apostados em manter os seus transportes p\u00fablicos longe do controlo chin\u00eas.<\/p>\n<p>Em jeito de curiosidade, em 2022, no nosso pa\u00eds, foram registados 52 autocarros el\u00e9ctricos, n\u00famero que subiu para 364 em 2023. E embora se desconhe\u00e7am os dados espec\u00edficos relativos a 2024 e a 2025 em Portugal, sabe-se que, na primeira metade de 2025, as vendas de autocarros el\u00e9ctricos na Europa subiram 41% face ao ano anterior, em que se registaram 7.779 unidades, o que configura o melhor ano de sempre, ainda antes de at\u00e9 serem divulgados os dados totais de 2025. O youtuber Louis Rossmann conta a hist\u00f3ria abaixo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os ve\u00edculos modernos est\u00e3o cada vez mais conectados, no interesse dos construtores, mas igualmente para melhorar e facilitar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":139054,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[260,2702,88,27606,89,6515,90,32,33,2004],"class_list":{"0":"post-139053","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-atualidade","9":"tag-auto","10":"tag-business","11":"tag-curiosidades-auto","12":"tag-economy","13":"tag-elu00e9tricos","14":"tag-empresas","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-seguranu00e7a"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115490932861586424","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139053\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}