{"id":139393,"date":"2025-11-04T15:35:15","date_gmt":"2025-11-04T15:35:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/139393\/"},"modified":"2025-11-04T15:35:15","modified_gmt":"2025-11-04T15:35:15","slug":"a-regeneracao-neuronal-mais-proxima-do-que-nunca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/139393\/","title":{"rendered":"A regenera\u00e7\u00e3o neuronal, mais pr\u00f3xima do que nunca"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\">Assine a revista National Geographic agora por apenas <b>1\u20ac por m\u00eas<\/b>.<\/p>\n<p>&#8220;Fic\u00e1mos muito felizes ao verificar que um medicamento que funcionava em c\u00e9lulas cultivadas tamb\u00e9m se mostrava eficaz num <strong>modelo animal real de les\u00e3o medular<\/strong>&#8220;, afirmou <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=G-sPtm0AAAAJ&amp;hl=en\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Erna van Niekerk<\/a>, autora de um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09647-y\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo recentemente publicado na <\/a><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09647-y\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nature<\/a>\u00a0e cientista adjunta do Departamento de Neuroci\u00eancias da Faculdade de Medicina da Universidade da Calif\u00f3rnia. \u00c9 que passar da teoria \u00e0 realidade \u00e9 um passo muito complicado, no qual surgem novas vari\u00e1veis que n\u00e3o foram tidas em conta. Mas os investigadores tinham tudo bem planeado. &#8220;Isso nem sempre acontece no desenvolvimento de novos medicamentos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Na verdade, trata-se de uma raridade, pois<strong> dos milhares de medicamentos criados por s\u00edntese qu\u00edmica, apenas alguns conseguem passar nos testes de toxicidade<\/strong>. Embora no laborat\u00f3rio de Niekerk contassem com uma grande vantagem que h\u00e1 dez anos era impens\u00e1vel: o poder da tecnologia actual.<\/p>\n<p>Combinando a <strong>sequencia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica<\/strong>, m\u00e9todos avan\u00e7ados de cultura celular e, acima de tudo, a <strong>bioinform\u00e1tica<\/strong>, os investigadores conseguiram identificar uma mol\u00e9cula que permite regenerar os neur\u00f3nios adultos. Surpreendentemente, a mol\u00e9cula \u00e9 um<strong> antidiarreico chamado Tiorfan<\/strong>, que, se usado em condi\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas, pode activar os sistemas de regenera\u00e7\u00e3o das neur\u00f3nios.<\/p>\n<p>&#13;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/brain_c515f8be_230722161737_800x800.jpg\" alt=\"BRAIN\" class=\"image lazyload\"\/>UMA ESPERAN\u00c7A<\/p>\n<p>A principal raz\u00e3o pela qual as les\u00f5es medulares causam uma incapacidade permanente \u00e9 que <strong>os neur\u00f3nios s\u00e3o c\u00e9lulas que raramente se dividem<\/strong>. De facto, durante muito tempo, pensava-se que as neur\u00f3nios nunca se dividiam no c\u00e9rebro adulto, embora tenha sido comprovado que algumas regi\u00f5es apresentam produ\u00e7\u00e3o de neur\u00f3nios. Mas, em geral, as poucas divis\u00f5es que ocorrem significam que, <strong>quando uma conex\u00e3o \u00e9 quebrada, \u00e9 muito complexo que o tecido se recupere<\/strong>.<\/p>\n<p>Por isso, conseguir activar esses mecanismos representa <strong>um pequeno raio de esperan\u00e7a <\/strong>para milhares de pacientes que t\u00eam alguns dos seus membros paralisados devido a uma <strong>les\u00e3o medular<\/strong>.<\/p>\n<p>At\u00e9 ao momento, as <strong>experi\u00eancias realizadas em ratos com les\u00f5es <\/strong>deste tipo mostraram resultados muito promissores. Combinando enxertos de c\u00e9lulas precursoras de neur\u00f3nios com Tiorfan, estes investigadores conseguiram <strong>melhorias significativas na fun\u00e7\u00e3o das m\u00e3os<\/strong>. Al\u00e9m disso, detectaram que os neur\u00f3nios estavam a regenerar-se na \u00e1rea lesionada. Segundo as estimativas, essa terapia combinada poderia proporcionar <strong>at\u00e9 50% mais mobilidade<\/strong> do que a actual, o que pode significar uma enorme diferen\u00e7a para as pessoas que sofrem de paralisia.<\/p>\n<p>Por isso, os investigadores est\u00e3o ansiosos por dar o pr\u00f3ximo passo e testar esta tecnologia em <strong>ensaios cl\u00ednicos<\/strong>. &#8220;Trata-se de um tratamento potencialmente \u00fatil que poderia ter levado d\u00e9cadas a ser desenvolvido antes que estas tecnologias convergentes estivessem dispon\u00edveis&#8221;, explica Niekerk.<\/p>\n<p>&#13;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oms-recomenda-nao-expor-os-menores-de-2-anos-a-ecras_64b0b1a8_110051800_250618172957_800x800.webp.webp\" alt=\"OMS recomenda\u00a0n\u00e3o expor os menores de 2 anos a ecr\u00e3s\" class=\"image lazyload\"\/>\u00daTIL PARA O LABORAT\u00d3RIO<\/p>\n<p>A descoberta tamb\u00e9m pode ter um <strong>efeito bola de neve nos laborat\u00f3rios<\/strong>, o que pode acelerar as investiga\u00e7\u00f5es futuras. Um dos grandes problemas ao estudar o efeito dos medicamentos nas neur\u00f3nios \u00e9 que, para testar a sua toxicidade, \u00e9 necess\u00e1rio um<strong> grande n\u00famero de c\u00e9lulas em cultura<\/strong>. Mas, devido \u00e0 sua falta de divis\u00e3o, pode ser muito complicado atingir os n\u00fameros pretendidos.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/amostra-das-neuronios-cerebrais-humanos-que-conseguiram-cultivar-na-universidade-da-california-em-sa.webp\" alt=\"Amostra das neur\u00f3nios cerebrais humanos que conseguiram cultivar na Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego.\" class=\"lazyload\" width=\"800\" height=\"298\" data-aspectratio=\"800\/298\"\/>&#13;MARK H. TUSZYNSKI \/ UC SAN DIEGO HEALTH SCIENCES<\/p>\n<p>Amostra das neur\u00f3nios cerebrais humanos cultivados na Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Diego.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=bPiuv_UAAAAJ&amp;hl=en\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mark H. Tuszynski<\/a>, principal autor da investiga\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m j\u00e1 se pronunciou: &#8220;Neste estudo, conseguimos cultivar c\u00e9lulas cerebrais humanas adultas em grandes quantidades, o que representa uma nova e poderosa ferramenta para a descoberta de tratamentos para dist\u00farbios neurol\u00f3gicos. <strong>N\u00e3o se trata de c\u00e9lulas estaminais<\/strong>, mas sim de c\u00e9lulas cerebrais adultas que antes n\u00e3o era poss\u00edvel cultivar. A capacidade de cultivar c\u00e9lulas cerebrais adultas pode ser<strong> \u00fatil para testar novos medicamentos ou terapias gen\u00e9ticas <\/strong>para muitas doen\u00e7as cerebrais&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 importante esclarecer que <strong>esta descoberta n\u00e3o significa que devemos come\u00e7ar a consumir Tiorfan <\/strong>para proteger e regenerar os neur\u00f3nios. Por enquanto, as concentra\u00e7\u00f5es eficazes e seguras para o c\u00e9rebro humano permanecem desconhecidas. Como indica a Erna van Niekerk, &#8220;Estamos agora a trabalhar para optimizar o Tiorfan para futuros ensaios cl\u00ednicos, uma tarefa que \u00e9 simplificada pelo facto de o medicamento j\u00e1 ter sido utilizado com seguran\u00e7a em pessoas [como antidiarreico]&#8221;.<\/p>\n<p>Em suma, trata-se de uma investiga\u00e7\u00e3o muito promissora que tem muitas hip\u00f3teses de se tornar uma nova forma de abordar as paralisias que, actualmente, s\u00e3o incur\u00e1veis. <strong>Um modo de os neur\u00f3nios voltarem a reunir-se com partes do corpo <\/strong>que ficaram isoladas e de facilitar aos laborat\u00f3rios o estudo das doen\u00e7as neurol\u00f3gicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Assine a revista National Geographic agora por apenas 1\u20ac por m\u00eas. &#8220;Fic\u00e1mos muito felizes ao verificar que um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":139394,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[109,734,116,736,733,735,32,33,117,737],"class_list":{"0":"post-139393","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ciencia","9":"tag-geographic","10":"tag-health","11":"tag-historia","12":"tag-national","13":"tag-naturaleza","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-saude","17":"tag-viajes"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115492167770506501","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139393"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139393\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139394"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}