{"id":139535,"date":"2025-11-04T17:39:14","date_gmt":"2025-11-04T17:39:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/139535\/"},"modified":"2025-11-04T17:39:14","modified_gmt":"2025-11-04T17:39:14","slug":"maioria-dos-imigrantes-sao-do-paquistao-india-e-bangladesh-nao-e-bem-assim-parcialmente-falso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/139535\/","title":{"rendered":"Maioria dos imigrantes s\u00e3o do Paquist\u00e3o, \u00cdndia e Bangladesh? N\u00e3o \u00e9 bem assim | Parcialmente Falso"},"content":{"rendered":"<p>A frase<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Nos pa\u00edses de onde, neste momento, h\u00e1 mais imigrantes em Portugal, que s\u00e3o o Paquist\u00e3o, a \u00cdndia e o Bangladesh, os estrangeiros n\u00e3o podem votar. E n\u00e3o se esque\u00e7am que s\u00e3o pa\u00edses que n\u00e3o concedem a dupla nacionalidade. Se queres ter a nacionalidade deles, pois tens de abdicar da tua&#8221;.<\/p>\n<p>\u2014\u200b Uma utilizadora do X, em resposta \u00e0 deputada do Chega, Cristina Rodrigues<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O contexto<\/p>\n<p>Na semana em que o Parlamento aprovou a nova <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/28\/politica\/noticia\/lei-nacionalidade-aprovada-votos-favor-direita-2152493\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Lei da Nacionalidade<\/a>, o tema acabou por ganhar destaque tamb\u00e9m nas redes sociais. Da esquerda \u00e0 direita, todas as for\u00e7as pol\u00edticas partilharam as respectivas opini\u00f5es, mas o espa\u00e7o de coment\u00e1rio online faz-se tamb\u00e9m de pessoas singulares e p\u00e1ginas desconhecidas dedicadas ao coment\u00e1rio pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Foi o caso de uma utilizadora do X, antigo Twitter, que divulgou um v\u00eddeo com mais de 10 mil visualiza\u00e7\u00f5es, centenas de coment\u00e1rios e dezenas de reposts, ou seja, com um alcance consider\u00e1vel apesar do n\u00famero modesto de pessoas que seguem o perfil de forma recorrente (mais de 5700).<\/p>\n<p>O v\u00eddeo em causa \u00e9 composto por dois outros v\u00eddeos. O primeiro com a deputada do Chega Cristina Rodrigues, que questiona os seus seguidores sobre a possibilidade de dar o direito de voto aos imigrantes em Portugal. A deputada diz que a Ag\u00eancia para a Integra\u00e7\u00e3o, Migra\u00e7\u00f5es e Asilo (AIMA) convocou os imigrantes em territ\u00f3rio nacional para votar nas \u00faltimas <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/eleicoes-autarquicas\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas<\/a> e questiona a opini\u00e3o dos seus seguidores sobre esta alegada ac\u00e7\u00e3o. O <a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@xany79\/video\/7533259324559215894\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">segundo v\u00eddeo<\/a> surge em resposta \u00e0 deputada, feito por uma apoiante do Chega para o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/tiktok\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Tik Tok<\/a>. A montagem final, que junta os dois v\u00eddeos, est\u00e1 espalhada por v\u00e1rias contas de diferentes redes sociais.<\/p>\n<p>Ao longo de mais de dois minutos, a apoiante do Chega argumenta que os imigrantes n\u00e3o podem ter <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/07\/publico-brasil\/noticia\/aima-convoca-imigrantes-residencia-portugal-votarem-eleicoes-municipais-2139350\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">direito ao voto<\/a> em Portugal quando, nos seus pa\u00edses de origem, os estrangeiros n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o podem votar, como n\u00e3o t\u00eam a possibilidade de acumular duas nacionalidades, ou seja, se querem ter a nacionalidade do pa\u00eds para onde se mudaram, t\u00eam de abdicar da nacionalidade do seu pa\u00eds de origem. No meio desta argumenta\u00e7\u00e3o afian\u00e7a que, entre os <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/16\/sociedade\/noticia\/85-15-milhoes-imigrantes-estao-idade-activa-indianos-ja-sao-segunda-nacionalidade-2151047\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mais de 1,5 milh\u00f5es de estrangeiros<\/a> em Portugal, os pa\u00edses de origem com maior representatividade s\u00e3o o Paquist\u00e3o, a \u00cdndia e o Bangladesh.<\/p>\n<p>Os factos<\/p>\n<p>A frase proferida pela simpatizante do Chega \u00e9 desmentida em parte pelos dados presentes no <a href=\"https:\/\/aima.gov.pt\/pt\/a-aima\/relatorios-de-migracoes-e-asilo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u00faltimo relat\u00f3rio<\/a> da Ag\u00eancia para a Integra\u00e7\u00e3o, Migra\u00e7\u00f5es e Asilo <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/16\/sociedade\/noticia\/85-15-milhoes-imigrantes-estao-idade-activa-indianos-ja-sao-segunda-nacionalidade-2151047\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">divulgado<\/a> em meados de Outubro.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio revelou que, em 2024, ano ao qual reportam os dados, viviam em Portugal 1.543.697 cidad\u00e3os estrangeiros, com t\u00edtulo de resid\u00eancia v\u00e1lido, processo de regulariza\u00e7\u00e3o em curso ou autoriza\u00e7\u00f5es emitidas por regimes espec\u00edficos.<\/p>\n<p>No que \u00e0s nacionalidades diz respeito, o Brasil \u00e9, como j\u00e1 tem vindo a acontecer nos anos anteriores, a nacionalidade com maior comunidade imigrante, representando 31,4% do n\u00famero total (484.596). Segue-se a \u00cdndia, que de facto surge em segundo lugar como referido nas redes sociais mas com uma grande diferen\u00e7a quanto ao n\u00famero de pessoas com esta origem. S\u00e3o 98.616, o que se traduz numa percentagem de 7,4%. Em terceiro lugar surge Angola, com 92.348 pessoas em Portugal vindas deste pa\u00eds, ou seja, esta nacionalidade representa 6,9% da popula\u00e7\u00e3o imigrante.<\/p>\n<p>A lista, apresentada no <a href=\"https:\/\/aima.gov.pt\/pt\/a-aima\/relatorios-de-migracoes-e-asilo\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">relat\u00f3rio da AIMA<\/a>, continua com pa\u00edses como Ucr\u00e2nia (79.232 pessoas), Cabo Verde (65.507), Bangladesh (55.199), It\u00e1lia (40.021), China (30.734), Fran\u00e7a (29.009), Espanha (22.130) e Estados Unidos (19.258).<\/p>\n<p>Assim, os pa\u00edses mais representados entre os cidad\u00e3os estrangeiros em Portugal s\u00e3o o Brasil, a \u00cdndia e Angola, com percentagens do total muito diferentes. Dos pa\u00edses referidos nas redes sociais, tamb\u00e9m figura o Bangladesh mas com pouco mais de 55 mil pessoas, o que \u00e9, em compara\u00e7\u00e3o com o Brasil, um n\u00famero muito reduzido. O Paquist\u00e3o nem sequer surge na lista divulgada pela AIMA.<\/p>\n<p>O veredicto<\/p>\n<p>\u00c9 parcialmente falso o que se diz nas redes sociais sobre as nacionalidades mais representadas entre a popula\u00e7\u00e3o imigrante. N\u00e3o s\u00e3o o Paquist\u00e3o, a \u00cdndia e o Bangladesh, mas sim o Brasil, a \u00cdndia e Angola.<\/p>\n<p>            <script async src=\"\/\/www.tiktok.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A frase &#8220;Nos pa\u00edses de onde, neste momento, h\u00e1 mais imigrantes em Portugal, que s\u00e3o o Paquist\u00e3o, a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":139536,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[995,1964,8566,27,28,2745,1735,15,16,14,1481,2426,25,26,1765,21,22,62,15579,12,13,19,20,4119,31073,4532,23,24,1733,58,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-139535","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-abre-conteudo","9":"tag-aima","10":"tag-bangladesh","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-desinformacao","14":"tag-emif2025","15":"tag-featured-news","16":"tag-featurednews","17":"tag-headlines","18":"tag-imigracao","19":"tag-india","20":"tag-latest-news","21":"tag-latestnews","22":"tag-lei-da-nacionalidade","23":"tag-main-news","24":"tag-mainnews","25":"tag-mundo","26":"tag-nacionalidade","27":"tag-news","28":"tag-noticias","29":"tag-noticias-principais","30":"tag-noticiasprincipais","31":"tag-paquistao","32":"tag-parcialmente-falso","33":"tag-parlamento","34":"tag-principais-noticias","35":"tag-principaisnoticias","36":"tag-prova-dos-factos","37":"tag-sociedade","38":"tag-top-stories","39":"tag-topstories","40":"tag-ultimas","41":"tag-ultimas-noticias","42":"tag-ultimasnoticias","43":"tag-world","44":"tag-world-news","45":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139535"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139535\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}