{"id":14021,"date":"2025-08-03T10:05:09","date_gmt":"2025-08-03T10:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14021\/"},"modified":"2025-08-03T10:05:09","modified_gmt":"2025-08-03T10:05:09","slug":"eram-os-unicos-assistentes-de-bordo-portugueses-no-catar-um-telefonema-por-engano-juntou-os-para-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14021\/","title":{"rendered":"Eram os \u00fanicos assistentes de bordo portugueses no Catar. Um telefonema por engano juntou-os para sempre"},"content":{"rendered":"<p>\t                AMOR POR ACASO || Natacha e Hugo n\u00e3o sabiam na altura mas eram os \u00fanicos tripulantes de cabine portugueses no Catar. Um dia, um telefonema por engano mudou tudo<\/p>\n<p>Encontrou o amor num cruzeiro? Fez uma grande amizade numa viagem? A sua hist\u00f3ria \u00e9 especial, partilhe-a connosco atrav\u00e9s do e-mail amorporacaso@cnnportugal.pt<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Quando Natacha atendeu o telefone naquele dia em abril de 2006, n\u00e3o imaginava que do outro lado estaria o futuro marido.<\/p>\n<p>Hugo tinha acabado de chegar a Doha, onde iria come\u00e7ar o curso de tripulante de cabina para trabalhar na Qatar Airways. Em Portugal, j\u00e1 tinha trabalhado noutra companhia a\u00e9rea, mas aos 28 anos ambicionava mais. \u201cEu fui para o Catar com esp\u00edrito de aventura\u201d, conta \u00e0 CNN Portugal. \u201cTinha acabado de sair da companhia a\u00e9rea onde estava e continuava com aquela vontade de trabalhar na avia\u00e7\u00e3o e de voar.\u201d<\/p>\n<p>Natacha mudara-se de Portugal para o Catar um ano antes, para cumprir o mesmo sonho. Afinal, o pai era piloto na Qatar Airways e j\u00e1 l\u00e1 estava \u201ch\u00e1 muitos anos\u201d. Depois de ter sido \u201crejeitada\u201d na primeira vez que se candidatou, \u00e0 segunda conseguiu entrar na companhia a\u00e9rea. Tinha 21 anos.<\/p>\n<p>Assim que chegou ao Catar, Hugo tentou contactar um piloto com quem tinha feito amizade anos antes, quando ainda trabalhava em Portugal. Dirigiu-se ao seguran\u00e7a do pr\u00e9dio onde viviam os tripulantes. \u201cAgora n\u00e3o sei como \u00e9 que \u00e9, mas na altura havia pr\u00e9dios para tripulantes masculinos e pr\u00e9dios para tripulantes femininas. S\u00e3o muito rigorosos com isso\u201d, conta. \u201cDisse-lhe que andava \u00e0 procura de um piloto, portugu\u00eas.\u201d<\/p>\n<p>Bastou essa descri\u00e7\u00e3o para o seguran\u00e7a adivinhar, pelo menos assim pensou, de quem estaria a falar. Afinal, \u201cna altura, havia pouqu\u00edssimos portugueses\u201d a trabalhar na avia\u00e7\u00e3o em Doha. \u201cPassado um ou dois dias, n\u00e3o me recordo ao certo, o seguran\u00e7a veio ter comigo e disse-me: \u2018Tenho aqui o contacto, n\u00e3o \u00e9 do piloto mas \u00e9 da filha\u2019.\u201d<\/p>\n<p>Hugo estranhou. \u201cEste piloto de quem eu estava \u00e0 procura era um piloto novo, estava l\u00e1 h\u00e1 um ano ou coisa assim, eu sabia que ele n\u00e3o tinha filhos nem filhas. Pelo menos, quero dizer, uma filha que pudesse atender o telefone. Se tivesse, seria eventualmente um beb\u00e9\u201d, diz, entre risos.<\/p>\n<p>Ainda assim, telefonou para o n\u00famero que lhe deram. Do outro lado, atendeu uma voz feminina, com um sotaque familiar. Disse-lhe que queria falar com o seu amigo Frederico.\u00a0<\/p>\n<p>O nome desvendou a familiaridade. \u201cAre you portuguese?\u201d, perguntou Natacha. O desconforto inicial deu lugar \u00e0 estupefa\u00e7\u00e3o. \u201cUm portugu\u00eas? No Catar? O que est\u00e1s aqui a fazer?\u201d, lembra-se de ter questionado.<\/p>\n<p>Hugo explicou que estava ali para come\u00e7ar o curso de tripulante de cabina. \u201cQue engra\u00e7ado, eu estou a termin\u00e1-lo\u201d, respondeu Natacha. Foi ent\u00e3o que lhe perguntou se tinha a certeza que procurava um Frederico e n\u00e3o um Carlos &#8211; o nome do seu pai.<\/p>\n<p>\u201cEle disse que n\u00e3o e riu-se quando percebeu o motivo da confus\u00e3o: o seguran\u00e7a do pr\u00e9dio tinha-lhe dado o meu n\u00famero pensando que ele procurava o meu pai, tamb\u00e9m piloto e portugu\u00eas.\u201d<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9ramos os \u00fanicos portugueses&#8221; <\/p>\n<p>Nessa semana falaram \u201ctodos os dias\u201d por telefone &#8211; ora sobre o curso, para tirar d\u00favidas sobre os exames, etc. \u201c\u00c9ramos os primeiros tripulantes de cabina portugueses no Catar. J\u00e1 estavam l\u00e1 alguns pilotos, um deles era o pai da Natacha, mas tripulantes de cabina \u00e9ramos os \u00fanicos.\u201d<\/p>\n<p>Resolveram ent\u00e3o marcar uma hora para se encontrarem no edif\u00edcio onde tinham a forma\u00e7\u00e3o. \u201cLembro-me perfeitamente de ela estar numa porta ao fundo, eu chego, olho para ela, ela olha para mim. N\u00e3o tinha bem a certeza se ela tinha ar de portuguesa, porque ela tinha um estilo um bocado diferente, apesar de estar formal, de fato e gravata e cabelo apanhado.\u201d<\/p>\n<p>Depois desse primeiro encontro, decidiram marcar outro, desta vez fora das instala\u00e7\u00f5es. \u201cEu estava com medo e levei uma amiga\u201d, recorda Natacha, entre risos. \u201cA partir da\u00ed, come\u00e7\u00e1mos a encontrar-nos com muita regularidade. Sempre que t\u00ednhamos possibilidade, \u00edamos jantar fora\u201d, acrescenta Hugo.<\/p>\n<p>Certo dia, num desses encontros, Natacha surpreende-o oferecendo-lhe um bilhete. \u201cDizia: &#8216;queres namorar comigo?\u2019 E depois dois quadrados desenhados com a op\u00e7\u00e3o de sim ou n\u00e3o\u201d, recorda Hugo, que admite que n\u00e3o estava \u00e0 espera.\u00a0<\/p>\n<p>Afinal, tinham passado tr\u00eas semanas desde aquele telefonema por engano. \u201cA minha ideia n\u00e3o era essa. Eu n\u00e3o queria estar a atirar-me assim logo de cabe\u00e7a, e ela provavelmente pensava o mesmo\u201d, confessa.<\/p>\n<p>\u201cEu estava caidinha\u201d, corrige Natacha, com um largo sorriso nos l\u00e1bios.<\/p>\n<p>Foi assim, naquele 26 de abril de 2006, que come\u00e7aram a namorar. Natacha lembra-se de receber um telefonema do pai poucos dias depois. \u201cEle ligou-me e perguntou: \u2018Ent\u00e3o namoras com um portugu\u00eas chamado Hugo e n\u00e3o me dizes nada?\u201d<\/p>\n<p>\u201cO mundo da avia\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pequenino\u201d, explica. \u201c\u00c9ramos os \u00fanicos portugueses\u201d, recorda Hugo. \u201cToda a gente sabia que se falassem de um portugu\u00eas e de uma portuguesa era eu e a Natacha.\u201d<\/p>\n<p>Um voo &#8220;surpresa&#8221; <\/p>\n<p>Natacha resolveu convidar Hugo para ir l\u00e1 a casa conhecer o pai, n\u00e3o sem antes pedir autoriza\u00e7\u00e3o. \u201cEu lembro-me que pedi ao meu pai se podias ir l\u00e1 a casa e ele disse \u2018claro que sim\u2019 e desligou o telefone\u201d, conta. \u201cDois minutos depois, o meu pai telefona-me e diz: \u2018Olha Natacha, o Hugo \u00e9 muito bem-vindo mas n\u00e3o quero que tu tragas o Hugo hoje e depois daqui a uma ou duas semanas conheceste n\u00e3o sei quem e n\u00e3o pode ser. Portanto \u00e9 assim: se achares que esta rela\u00e7\u00e3o vai durar, ele vai, se n\u00e3o, ele vem noutro dia. E eu disse &#8216;est\u00e1 bem&#8217;. Virei-me para o Hugo e disse: &#8216;o meu pai convidou-te&#8217;\u201d, lembra, entre risos.<\/p>\n<p>Natacha n\u00e3o sabia explicar, mas n\u00e3o tinha d\u00favidas de que passaria o resto da vida ao lado de Hugo. Os anos que se seguiram colocaram-nos \u00e0 prova.<\/p>\n<p>Certo dia, com a data do seu anivers\u00e1rio a aproximar-se, Natacha fez um pedido ao pai: queria voar com ele. \u201cMas tu sabes que isso \u00e9 proibido\u201d, respondeu-lhe o pai. Ela insistiu: nunca tinham feito um voo juntos e sabia que um dia mais tarde iria querer guardar essa recorda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando saiu a escala dos voos, fui ver os nomes. Vejo o nome do meu pai, mas n\u00e3o estava \u00e0 espera de ver o nome do Hugo. O meu pai pediu para colocarem tamb\u00e9m o nome dele. Foi uma surpresa.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO pai dela era um comandante \u00e0 antiga, era carism\u00e1tico, toda a gente gostava dele. Na avia\u00e7\u00e3o, por vezes h\u00e1 pilotos e comandantes que s\u00e3o intrag\u00e1veis, mas depois h\u00e1 outros que s\u00e3o impec\u00e1veis. O pai dela era assim\u201d, descreve Hugo, explicando que talvez tenha sido por isso que aquele voo foi poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cLembro-me que n\u00e3o dormi nessa noite, o pick-up era \u00e0s 06:00 e eu estava acordad\u00edssima de t\u00e3o ansiosa e contente que estava\u201d, recorda Natacha.<\/p>\n<p>\u201cFoi o \u00fanico voo que fiz com o meu pai.\u201d<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"O dia em que Natacha (a segunda da direita) voou com o pai (o primeiro da direita) e com o ent\u00e3o namorado (o segundo da direita). &quot;O que ningu\u00e9m sabia era que \u00e9ramos fam\u00edlia.&quot;\" height=\"750\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754215508_302_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   O dia em que Natacha (a segunda da direita) voou com o pai (o primeiro da direita) e com o ent\u00e3o namorado (o segundo da direita). &#8220;O que ningu\u00e9m sabia era que \u00e9ramos fam\u00edlia.&#8221; <\/p>\n<p>Em 2008 voltaram a Portugal. Entretanto, Natacha teve uma oportunidade para ir trabalhar para outra companhia a\u00e9rea nos Emirados \u00c1rabes Unidos. \u201cFui sozinha para Abu Dhabi e fiquei l\u00e1 a viver sete anos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cFoi uma altura dif\u00edcil para n\u00f3s\u201d, admite Natacha. Dois anos depois, Hugo conseguiu arranjar emprego em Abu Dhabi como vendedor numa empresa de autom\u00f3veis, mas confessa que n\u00e3o se sentia \u201crealizado a n\u00edvel profissional\u201d. Cerca de um ano e meio depois, voltou para Portugal.<\/p>\n<p>Apesar da dist\u00e2ncia, conseguiam sempre arranjar forma de estarem juntos, fosse onde fosse. \u201cViamo-nos constantemente, ou porque ela vinha para a Europa &#8211; para Madrid, Roma, Londres &#8211; ou porque eu ia ter com ela a Abu Dhabi.\u201d<\/p>\n<p>\u201cComo est\u00e1vamos sempre a encontrar-nos em s\u00edtios diferentes, parecia que est\u00e1vamos sempre em lua de mel\u201d, lembra Hugo. \u201cCada vez que nos v\u00edamos um ao outro era uma coisa arrebatadora.\u201d<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"&quot;A dist\u00e2ncia aumentava ainda mais a vontade de nos vermos um ao outro.&quot; Natacha e Hugo faziam de tudo para se encontrarem, fosse onde fosse. &quot;No m\u00e1ximo, pass\u00e1mos um m\u00eas longe um do outro.&quot;\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754215509_713_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   &#8220;A dist\u00e2ncia aumentava ainda mais a vontade de nos vermos um ao outro&#8221;. Natacha e Hugo faziam de tudo para se encontrarem, fosse onde fosse. &#8220;No m\u00e1ximo, pass\u00e1mos um m\u00eas longe um do outro.&#8221; <\/p>\n<p>O pedido de casamento surgiu numa dessas viagens, em Mil\u00e3o, em dezembro de 2014. \u201cEu arranquei de Portugal j\u00e1 com a alian\u00e7a no bolso\u201d, recorda Hugo. \u201cEu tinha umas ideias para o pedido, mas os s\u00edtios onde eu queria ir ou estavam fechados ou n\u00e3o permitiam.\u201d Quando estavam a passear pela Piazza del Duomo, Hugo dirigiu-se a um grupo de turistas para lhes pedir uma fotografia. \u201cV\u00e3o fazer de conta que v\u00e3o fotografar, mas eu vou p\u00f4r isto a gravar e vou pedi-la em casamento\u201d, lembra-se de os ter instru\u00eddo. E assim foi.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o do ano seguinte, casaram-se pelo civil na embaixada em Abu Dhabi e, um ano depois, reuniram a fam\u00edlia e amigos numa cerim\u00f3nia na praia em Phuket, na Tail\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Em 2020, sete anos depois de se ter mudado para Abu Dhabi, Natacha perdeu o emprego por causa da covid-19. \u201cEu estava t\u00e3o bem l\u00e1, foi um dos melhores s\u00edtios onde j\u00e1 vivi\u201d, confessa.<\/p>\n<p>\u201cAli\u00e1s, n\u00f3s ainda gostar\u00edamos de eventualmente voltar para os Emirados \u00c1rabes Unidos\u201d, aponta Hugo. \u201cEu nem pensava duas vezes\u201d, complementa Natacha.<\/p>\n<p>Mas \u201ch\u00e1 males que v\u00eam por bem\u201d, acrescenta Hugo. Nessa altura, regressaram a Portugal e cumpriram um sonho: foram pais. Optaram pela fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro, devido a alguns problemas de fertilidade. \u201cCome\u00e7\u00e1mos os tratamentos e sab\u00edamos que as probabilidades de engravidar \u00e0 primeira tentativa eram poucas, mas conseguimos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cFoi quase um milagre quando, ao fim de tr\u00eas meses, ouvimos o batimento do beb\u00e9\u201d, recorda Hugo.<\/p>\n<p>Um novo come\u00e7o <\/p>\n<p>Na altura, ainda n\u00e3o sabiam qual seria o pr\u00f3ximo destino. Sabiam que n\u00e3o queriam ficar em Portugal. \u201cQuer\u00edamos ir para a \u00c1sia, mas por causa da covid-19 t\u00ednhamos receio\u201d, diz Hugo. \u201cAt\u00e9 me lembro de abrir um mapa e perguntar: qual \u00e9 um pa\u00eds na Europa, desenvolvido, com bons ordenados e onde eu possa fazer alguma coisa?\u201d<\/p>\n<p>A resposta emergiu no centro: a Su\u00ed\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>Com Natacha ainda gr\u00e1vida, a ideia era que Hugo viajasse primeiro para a Su\u00ed\u00e7a e organizasse tudo antes de se mudarem definitivamente. \u201cS\u00f3 que eu andava a engonhar, a engonhar, porque estava sempre com coisas para fazer em Portugal, at\u00e9 que um dia, estamos a andar de carro, e ela ia agarrada ao telem\u00f3vel, que nem era costume.\u201d<\/p>\n<p>\u201cVirou-se para mim e disse-me: \u2018J\u00e1 est\u00e1. J\u00e1 te comprei a passagem para a Su\u00ed\u00e7a, vais no dia tal, voltas no dia tal, ficas em casa de X, ela empresta-te o carro, tens tudo pronto\u2019\u201d, conta Hugo.\u00a0<\/p>\n<p>Nessa noite, Hugo, que j\u00e1 tinha experi\u00eancia como professor de surf, enviou o curr\u00edculo para trabalhar numa piscina de ondas que sabia que tinha acabado de abrir na Su\u00ed\u00e7a. \u201cNo dia seguinte, apanhei o avi\u00e3o e quando aterrei tinha uma resposta deles a dizer que gostavam muito de me conhecer.\u201d<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois, come\u00e7ou a trabalhar. Entretanto, Nicole nasceu. \u201cAo princ\u00edpio ainda fui [para Portugal] e voltei algumas vezes, mas custava-me imenso deix\u00e1-las, eu sou doido por elas.\u201d<\/p>\n<p>Hoje, vivem os dois na Su\u00ed\u00e7a, com as duas filhas &#8211; depois de Nicole, nasceu Naomi. Natacha abriu entretanto um neg\u00f3cio, <a href=\"https:\/\/l.instagram.com\/?u=http%3A%2F%2Fwww.neonkids.store%2F%3Ffbclid%3DPAZXh0bgNhZW0CMTEAAae9kKZn5OGn8hcJGjmouFVdSdlhVYkoyPHG6fWynVjKG-OgPJqnxGAv_kDipw_aem_vW5F8wxTnqvLKkT3gS_3mA&amp;e=AT0YXvRL7JQtiRuZIu5KYVSQubBaShysnKkr_-kAhwYYztt1XDDoFiEcidYFNro7GVzzz5FSMeFW-mOBzicyY8Frq5AA195yuqa3\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">NeonKids<\/a>, uma loja de fatos de banho para crian\u00e7as. Apesar de estar sediada na Su\u00ed\u00e7a, cada venda reverte um valor simb\u00f3lico para a associa\u00e7\u00e3o Acreditar &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos de Crian\u00e7as com Cancro, em homenagem ao pai.<\/p>\n<p>Apesar de j\u00e1 n\u00e3o trabalharem no setor que outrora os juntou por acaso, continuam com a mesma \u201cpaix\u00e3o pela avia\u00e7\u00e3o\u201d. Ali\u00e1s, \u201cvivemos mesmo ao lado de um aeroporto\u201d, revelam. \u201cConseguimos ver a pista, vemos a torre de controlo, conseguimos ver uma parte dos avi\u00f5es a descolar e a aterrar.\u201d<\/p>\n<p>Vinte anos depois daquele telefonema por engano, e ap\u00f3s v\u00e1rios desafios superados, continuam lado a lado, tal como Natacha soubera desde in\u00edcio. \u201cMuitas vezes perguntam-me: \u2018Acreditas no destino?\u2019 A minha resposta \u00e9 \u2018sim\u2019. Eu pr\u00f3pria n\u00e3o acreditava, at\u00e9 conhecer o meu marido.\u201d<\/p>\n<p>Encontrou o amor num cruzeiro? Fez uma grande amizade numa viagem? A sua hist\u00f3ria \u00e9 especial, partilhe-a connosco atrav\u00e9s do e-mail amorporacaso@cnnportugal.pt<\/p>\n<p>\t            <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"AMOR POR ACASO || Natacha e Hugo n\u00e3o sabiam na altura mas eram os \u00fanicos tripulantes de cabine&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14022,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[5696,609,2227,836,611,5699,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,5698,15,16,301,830,14,5695,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,1364,52,32,23,24,5694,5697,17,18,5700,29,30,31,1080,63,64,65],"class_list":{"0":"post-14021","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-abu-dhabi","9":"tag-alerta","10":"tag-amor-por-acaso","11":"tag-analise","12":"tag-ao-minuto","13":"tag-assistentes-de-bordo","14":"tag-breaking-news","15":"tag-breakingnews","16":"tag-cnn","17":"tag-cnn-portugal","18":"tag-comentadores","19":"tag-costa","20":"tag-crime","21":"tag-desporto","22":"tag-direto","23":"tag-economia","24":"tag-emirados-arabes-unidos","25":"tag-featured-news","26":"tag-featurednews","27":"tag-governo","28":"tag-guerra","29":"tag-headlines","30":"tag-historias-de-amor","31":"tag-justica","32":"tag-latest-news","33":"tag-latestnews","34":"tag-live","35":"tag-main-news","36":"tag-mainnews","37":"tag-mais-vistas","38":"tag-marcelo","39":"tag-mundo","40":"tag-negocios","41":"tag-news","42":"tag-noticias","43":"tag-noticias-principais","44":"tag-noticiasprincipais","45":"tag-opiniao","46":"tag-pais","47":"tag-pilotos","48":"tag-politica","49":"tag-portugal","50":"tag-principais-noticias","51":"tag-principaisnoticias","52":"tag-qatar-airways","53":"tag-suica","54":"tag-top-stories","55":"tag-topstories","56":"tag-tripulante-de-cabine","57":"tag-ultimas","58":"tag-ultimas-noticias","59":"tag-ultimasnoticias","60":"tag-viagens","61":"tag-world","62":"tag-world-news","63":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14021"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14021\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}