{"id":14039,"date":"2025-08-03T10:24:12","date_gmt":"2025-08-03T10:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14039\/"},"modified":"2025-08-03T10:24:12","modified_gmt":"2025-08-03T10:24:12","slug":"palestina-como-se-reconhece-um-novo-estado-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14039\/","title":{"rendered":"Palestina. Como se reconhece um novo Estado? \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Palestina \u00e9 reconhecida como um Estado por 147 dos 193 pa\u00edses que pertencem \u00e0 ONU. No entanto, essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 muito menor quando se olha apenas para as principais alian\u00e7as pol\u00edticas, econ\u00f3micas e militares do mundo. Apenas 10 dos 27 Estados membros da<strong> Uni\u00e3o Europeia<\/strong> (UE) reconhecem o Estado da Palestina e, desse n\u00famero, seis pa\u00edses fizeram o reconhecimento antes de terem aderido ao bloco europeu. Dos outros quatro, destaca-se a decis\u00e3o de Espanha, Irlanda e Eslov\u00e9nia, feita no ano passado, j\u00e1 durante a ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza, iniciada depois dos ataques do 7 de Outubro de 2023.<\/p>\n<p>Entre os 32 pa\u00edses da <strong>NATO<\/strong>, apenas 14 reconhecem \u2014 aos nove pa\u00edses da UE que est\u00e3o em ambas as organiza\u00e7\u00f5es e reconhecem a Palestina, soma-se a Alb\u00e2nia, a Isl\u00e2ndia, o Montenegro, a Noruega e a Turquia. O n\u00famero \u00e9 mais significativo no <strong>G20<\/strong> \u2014 o grupo dos 19 pa\u00edses mais industrializados do mundo, mais a UE \u2014 em que metade do grupo reconhece. De fora, continuam os sete pa\u00edses do <strong>G7<\/strong> (nenhum membro reconhece), a Austr\u00e1lia e a Coreia do Sul. No entanto, este balan\u00e7o dever\u00e1 mudar em setembro, se Fran\u00e7a, Reino Unido e Canad\u00e1 \u2014 que integram simultaneamente a NATO, o G7 e, consequentemente, o G20 \u2014 reconhecerem a Palestina.<\/p>\n<p>Apesar de a maior parte dos Estados das Na\u00e7\u00f5es Unidas reconhecerem a Palestina, o seu estatuto n\u00e3o \u00e9 o de membro de pleno direito, mas o de <strong>observador permanente<\/strong>, o que permite participar nos trabalhos da ONU, mas sem o direito de votar nas decis\u00f5es e resolu\u00e7\u00f5es. O \u00fanico outro Estado com este estatuto \u00e9 o Vaticano.<\/p>\n<p>Para ser reconhecido como um Estado de pleno direito, um pa\u00eds <a href=\"https:\/\/news.un.org\/en\/story\/2024\/04\/1148351\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">tem de enviar uma candidatura<\/a> ao secret\u00e1rio-geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. A Palestina enviou esta candidatura em duas ocasi\u00f5es: em 2011 e novamente em abril do ano passado. O secret\u00e1rio-geral rev\u00ea a candidatura e envia-a para o Conselho de Seguran\u00e7a que, por sua vez, decide se esta deve ou n\u00e3o ser apreciada pela Assembleia Geral, o \u00f3rg\u00e3o que inclui todos os Estados-membros.<\/p>\n<p>Para um Estado se tornar membro de pleno direito precisa de nove votos a favor no 15 membros do Conselho de Seguran\u00e7a \u2014 e nenhum veto dos cinco Estados permanentes \u2014 e dois ter\u00e7os na Assembleia Geral. No entanto, a <a href=\"https:\/\/news.un.org\/en\/story\/2024\/04\/1148731\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">candidatura mais recente<\/a> da Palestina acabou <strong>vetada pelos Estados Unidos<\/strong>, um dos membros com assento permanente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Palestina \u00e9 reconhecida como um Estado por 147 dos 193 pa\u00edses que pertencem \u00e0 ONU. No entanto,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14040,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,311,15,16,14,25,26,21,22,4147,62,5529,12,13,19,20,431,302,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-14039","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-conflito-israelo-palestiniano","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-ministu00e9rio-dos-negu00f3cios-estrangeiros","19":"tag-mundo","20":"tag-nau00e7u00f5es-unidas","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-palestina","26":"tag-polu00edtica","27":"tag-principais-noticias","28":"tag-principaisnoticias","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14039\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}