{"id":140404,"date":"2025-11-05T11:43:15","date_gmt":"2025-11-05T11:43:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/140404\/"},"modified":"2025-11-05T11:43:15","modified_gmt":"2025-11-05T11:43:15","slug":"maioria-dos-aterros-em-portugal-recebe-descargas-ilegais-que-prejudicam-o-clima-residuos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/140404\/","title":{"rendered":"Maioria dos aterros em Portugal recebe descargas ilegais que prejudicam o clima | Res\u00edduos"},"content":{"rendered":"<p>O combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em Portugal centra-se muito \u2013 e bem \u2013 na redu\u00e7\u00e3o do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis, mas tamb\u00e9m poderia ser feito atrav\u00e9s de uma gest\u00e3o correcta dos aterros nacionais. Ao enterrar res\u00edduos org\u00e2nicos que n\u00e3o foram previamente tratados, contrariando o que obrigam as regras nacionais e europeias, o pa\u00eds enviar\u00e1 para a atmosfera, a cada ano, at\u00e9 um milh\u00e3o de toneladas de gases com efeito de estufa que poderiam ser evitados com tratamento mec\u00e2nico e biol\u00f3gico (TMB).<\/p>\n<p>\u201cO principal problema dos aterros em Portugal \u00e9 a descarga de mat\u00e9ria org\u00e2nica sem que esses res\u00edduos sejam previamente tratados \u2013 o que constitui uma ilegalidade. A maioria dos aterros no pa\u00eds (28 de 31) est\u00e1 a incorrer nessa pr\u00e1tica, que \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 ilegal, mas tamb\u00e9m um atentado \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, ao ambiente e ao clima\u201d, afirma ao Azul <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/autor\/rui-berkemeier\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Rui Berkemeier<\/a>, engenheiro do ambiente e especialista da associa\u00e7\u00e3o ambientalista Zero na \u00e1rea dos res\u00edduos.<\/p>\n<p>A Zero apresenta nesta quarta-feira \u00e0 Comiss\u00e3o Europeia uma <a href=\"http:\/\/publico.pt\/n2153244\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">queixa contra o Estado portugu\u00eas<\/a> por estar a permitir, h\u00e1 mais uma d\u00e9cada, a descarga de mat\u00e9ria org\u00e2nica em aterros sem o tratamento pr\u00e9vio <a href=\"https:\/\/diariodarepublica.pt\/dr\/detalhe\/decreto-lei\/102-d-2020-150908012\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">obrigat\u00f3rio por lei<\/a>. A mat\u00e9ria org\u00e2nica n\u00e3o estabilizada ainda est\u00e1 activa biologicamente, ou seja, cont\u00e9m substratos que as bact\u00e9rias podem decompor em metano (CH4) e di\u00f3xido de carbono (CO2).<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/diariodarepublica.pt\/dr\/legislacao-consolidada\/decreto-lei\/2020-150908020\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Regime Jur\u00eddico<\/a> de Deposi\u00e7\u00e3o de Res\u00edduos em Aterro estabelece que o pr\u00e9-tratamento deve incluir n\u00e3o s\u00f3 uma selec\u00e7\u00e3o adequada dos diferentes tipos de res\u00edduos, mas tamb\u00e9m a estabiliza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica. Se respeitados, tais procedimentos obrigat\u00f3rios ajudariam a evitar emiss\u00f5es de gases que poluem a atmosfera e agravam a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cA n\u00edvel nacional constata-se que, em 2024, foram depositados em aterro sem pr\u00e9-tratamento adequado, nos termos da Directiva Aterro, cerca de 28% dos res\u00edduos geridos pelos Sistemas de Gest\u00e3o de Res\u00edduos Urbanos\u201d, refere a mais recente edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual de Res\u00edduos Urbanos, elaborado pela Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/agencia-portuguesa-ambiente\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">APA<\/a>).<\/p>\n<p>APA a par da situa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os dados presentes no <a href=\"https:\/\/apambiente.pt\/destaque2\/raru-2024-relatorio-anual-de-residuos-urbanos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">relat\u00f3rio de 2025<\/a> mostram que a APA, enquanto autoridade nacional para os res\u00edduos, est\u00e1 a par da situa\u00e7\u00e3o de incumprimento \u00e0 luz da Directiva Aterro. Apesar disso, a APA emitiu uma nota t\u00e9cnica, em Abril de 2022, na qual refere que s\u00f3 \u201ca partir de 1 de Janeiro de 2026\u201d passaria a ser de facto proibida a descarga de res\u00edduos sem pr\u00e9-tratamento. Em teoria, contudo, uma nota t\u00e9cnica da APA n\u00e3o se sobrep\u00f5e \u00e0s regras da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Azul<\/a> questionou, sem sucesso, a APA relativamente \u00e0 emiss\u00e3o da nota t\u00e9cnica que, apesar de referir a legisla\u00e7\u00e3o em vigor, contempla a possibilidade de incumprimento da mesma at\u00e9 Janeiro de 2026.<\/p>\n<p>\u201cO risco de multas avultadas \u2013 de centenas de milh\u00f5es de euros \u2013 \u00e9 muito elevado porque o que Portugal est\u00e1 a fazer nos aterros \u00e9 o mesmo que, no passado, a It\u00e1lia estava a fazer no aterro de Malagrotta\u201d, alerta Rui Berkemeier, referindo-se \u00e0 decis\u00e3o do Tribunal da Uni\u00e3o Europeia de 2014 que faz <a href=\"https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/PDF\/?uri=CELEX:62019CC0015\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">jurisprud\u00eancia<\/a> nessa mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o ou subida?<\/p>\n<p>A apesar de o relat\u00f3rio da APA destacar \u201cuma redu\u00e7\u00e3o significativa\u201d da taxa de deposi\u00e7\u00e3o em aterro de res\u00edduos sem pr\u00e9-tratamento em 2024 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior \u2013 uma queda de 36% para 28% \u2013, a descarga espec\u00edfica de mat\u00e9ria org\u00e2nica sem estabiliza\u00e7\u00e3o tem vindo sempre a aumentar em valores absolutos.<\/p>\n<p>Em 2021, foram registadas 106 mil toneladas lan\u00e7adas em aterros sem os cuidados exigidos por lei, valor que sobe para 145, 155 e 174 mil toneladas, respectivamente, nos anos de 2022, 2023 e 2024. Quanto maior a quantidade de mat\u00e9ria org\u00e2nica n\u00e3o estabilizada enviada para aterro, maior ser\u00e1 a emiss\u00e3o de metano para a atmosfera.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos rapidamente de corrigir esta situa\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o vamos acabar por pagar todos. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 garantir que todos os res\u00edduos, antes de serem descarregados nos aterros, sejam tratados de forma completa em unidades de Tratamento Mec\u00e2nico e Biol\u00f3gico (TMB)\u201d, defende Rui Berkemeier.<\/p>\n<p>Das cascas da laranja que comemos ao lanche \u00e0 comida que n\u00e3o foi vendida nos supermercados, toda a mat\u00e9ria org\u00e2nica que se decomp\u00f5e nos aterros \u00e9 uma fonte significativa de gases com efeito de estufa, especialmente o metano. O metano \u00e9 um poluente com um potencial de aquecimento global muito superior ao do di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p>Quase 60% de tudo o que os portugueses deitam fora termina em aterros. O sector dos res\u00edduos foi respons\u00e1vel em 2023 por 11% das emiss\u00f5es nacionais de gases com efeito de estufa, o que corresponde a <a href=\"https:\/\/apambiente.pt\/clima\/inventario-nacional-de-emissoes-por-fontes-e-remocao-por-sumidouros-de-poluentes-atmosfericos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">5,86 milh\u00f5es<\/a> de toneladas de CO2 equivalente. Este valor \u2013 que inclui poluentes oriundos n\u00e3o s\u00f3 dos aterros, mas tamb\u00e9m das incineradoras e do tratamento de \u00e1guas residuais \u2013 aumentou 26,8% desde 1990.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o TMB?<\/p>\n<p>As unidades de tratamento mec\u00e2nico e biol\u00f3gico (TMB) dos res\u00edduos podem funcionar de formas diferentes consoante o modelo ou a sofistica\u00e7\u00e3o dos equipamentos. H\u00e1 estruturas destinadas \u00e0 compostagem ou outras \u00e0 digest\u00e3o anaer\u00f3bia (ver infografia).<\/p>\n<p>            &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<\/p>\n<p>\u201cEssas infra-estruturas representam um investimento estruturante do pa\u00eds ao n\u00edvel da gest\u00e3o de res\u00edduos urbanos e uma aposta numa das op\u00e7\u00f5es mais elevadas ao n\u00edvel da hierarquia de gest\u00e3o de res\u00edduos \u2013 a reciclagem da frac\u00e7\u00e3o org\u00e2nica\u201d, explica Rui Dores, do Departamento de Ci\u00eancias e Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa, em resposta ao Azul.<\/p>\n<p>O processo de TMB come\u00e7a com o tratamento mec\u00e2nico dos res\u00edduos, atrav\u00e9s do qual o lixo \u00e9 separado em tr\u00eas partes diferentes: os materiais recicl\u00e1veis (pl\u00e1stico, metal, cart\u00e3o e vidro), a mat\u00e9ria org\u00e2nica e, por fim, uma frac\u00e7\u00e3o de rejeitados.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria org\u00e2nica, composta por restos de refei\u00e7\u00f5es ou vegetais, segue para o tratamento biol\u00f3gico. Esta etapa pode consistir na digest\u00e3o anaer\u00f3bia com produ\u00e7\u00e3o de biometano ou ent\u00e3o na compostagem, a exemplo do que ocorre nos modelos existentes em \u00c9vora (operados pela Gesamb) e em Beja (Resialentejo).<\/p>\n<p>\u201cAo inclu\u00edrem uma solu\u00e7\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, as unidades de TMB\/tratamento biol\u00f3gico promovem a biodegrada\u00e7\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o dessa frac\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos urbanos, gerando um produto designado composto, que pode ser adicionado ao solo enquanto correctivo agr\u00edcola, em substitui\u00e7\u00e3o de adubos ou fertilizantes qu\u00edmicos\u201d, acrescenta Rui Dores.<\/p>\n<p>Portugal possui 21 unidades de TMB atrav\u00e9s das quais, em 2023, foram desviadas de aterro quase meio milh\u00e3o de toneladas de res\u00edduos urbanos. O objectivo \u00e9 sempre reduzir ao m\u00e1ximo n\u00e3o s\u00f3 os res\u00edduos que s\u00e3o depositados nos aterros, mas tamb\u00e9m o impacto ambiental dessa deposi\u00e7\u00e3o. O desempenho de cada unidade de TMB pode, contudo, variar muito.<\/p>\n<p>Segundo Rui Berkemeier, h\u00e1 aterros que possuem TMB, mas onde n\u00e3o est\u00e1 a ser feito o tratamento completo dos res\u00edduos org\u00e2nicos enviados para as unidades \u2013 o que tamb\u00e9m infringe a legisla\u00e7\u00e3o. Por outro lado, h\u00e1 exemplos de sucesso, como o da Resialentejo, uma empresa intermunicipal cuja unidade de TMB consegue desviar 70% dos res\u00edduos indiferenciados do aterro.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda sistemas, como a Lipor e a Valorsul, que n\u00e3o possuem unidades de TMB, mas sim incineradoras. Trata-se de infra-estruturas onde o lixo \u00e9 queimado para produzir energia t\u00e9rmica, que pode ser convertida em electricidade \u2013 e da\u00ed a denomina\u00e7\u00e3o \u201cvaloriza\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d dos res\u00edduos.<\/p>\n<p>Plano aposta na incinera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030), o principal instrumento de pol\u00edtica energ\u00e9tica e clim\u00e1tica em Portugal, atribui a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es do sector dos res\u00edduos nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas precisamente \u201c\u00e0 entrada em funcionamento de um conjunto de infra-estruturas de tratamento biol\u00f3gico de res\u00edduos urbanos\u201d.<\/p>\n<p>O documento regista uma \u201credu\u00e7\u00e3o muito substancial das emiss\u00f5es de metano em aterros sanit\u00e1rios (na ordem dos 25% entre 2005 e 2020, ou seja, uma redu\u00e7\u00e3o absoluta de mais de 1,3 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente), como resultado do desvio de quantidades relevantes de biorres\u00edduos dos aterros sanit\u00e1rios\u201d. Agora, at\u00e9 2030, o PNEC 2030 faz o elogio da aposta da continuidade da aposta na valoriza\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, mencionando a incinera\u00e7\u00e3o como \u201cum meio complementar\u201d.<\/p>\n<p>Contrariando esta vis\u00e3o exposta no PNEC 2030, contudo, a proposta do novo plano de ac\u00e7\u00e3o TERRA (Transforma\u00e7\u00e3o Eficiente de Res\u00edduos em Recursos Ambientais) prev\u00ea um investimento significativo na valoriza\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica (mais de 1300 milh\u00f5es de euros), que \u00e9 um valor mais de tr\u00eas vezes maior do que o previsto para a valoriza\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. O plano TERRA n\u00e3o prev\u00ea cria\u00e7\u00e3o de novas TMB, promovendo apenas a optimiza\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia e da diminui\u00e7\u00e3o da indisponibilidade das unidades existentes.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Azul<\/a> questionou o Minist\u00e9rio do Ambiente e da Energia (Maen) relativamente ao facto de o plano TERRA parecer estar em desacordo com o PNEC 2030, que encoraja vivamente a redu\u00e7\u00e3o de biorres\u00edduos depositados em aterros atrav\u00e9s de sistemas de valoriza\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, mas n\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em Portugal centra-se muito \u2013 e bem \u2013 na redu\u00e7\u00e3o do uso de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":140405,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[16151,31187,785,27,28,2271,6391,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,542,32,23,24,33,6267,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-140404","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-agencia-portuguesa-do-ambiente","9":"tag-aterro-sanitario","10":"tag-azul","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-clima","14":"tag-cop30","15":"tag-featured-news","16":"tag-featurednews","17":"tag-headlines","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-main-news","21":"tag-mainnews","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-para-redes","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-residuos","32":"tag-sociedade","33":"tag-top-stories","34":"tag-topstories","35":"tag-ultimas","36":"tag-ultimas-noticias","37":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115496917675949947","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140404"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140404\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}