{"id":141706,"date":"2025-11-06T13:31:07","date_gmt":"2025-11-06T13:31:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/141706\/"},"modified":"2025-11-06T13:31:07","modified_gmt":"2025-11-06T13:31:07","slug":"cop30-no-brasil-ainda-e-possivel-limitar-a-15oc-o-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/141706\/","title":{"rendered":"COP30 no Brasil. Ainda \u00e9 poss\u00edvel limitar a 1,5\u00baC o aquecimento global?"},"content":{"rendered":"<p>                <b>Devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o insuficiente dos governos nos \u00faltimos anos, \u201c\u00e9 muito prov\u00e1vel que o mundo atinja um aquecimento de 1,5\u00b0C no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2030\u201d. <\/b><\/p>\n<p>\u201cIsso significa que o mundo est\u00e1 a caminhar para um per\u00edodo em que vai ultrapassar o limite de 1,5\u00b0C estabelecido pelo Acordo de Paris\u201d, de acordo com o <a href=\"https:\/\/climateanalytics.org\/publications\/rescuing-1-5c\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estudo da Climate Analytics<\/a>, que revela \u201ccomo limitar essa ultrapassagem de 1,5\u00b0C ao n\u00edvel mais baixo poss\u00edvel e trazer o aquecimento de volta para bem abaixo de 1,5\u00b0C at\u00e9 2100, considerando a ambi\u00e7\u00e3o mais elevada que poderia ser assumida pelos pa\u00edses, a partir de 2025\u201d.<\/p>\n<p>As metas dos governantes a n\u00edvel mundial s\u00e3o inadequadas e t\u00eam de ser revistas rapidamente, alerta o relat\u00f3rio, divulgado no mesmo dia em que a cidade amaz\u00f3nica brasileira de Bel\u00e9m acolhe cerca de 60 chefes de Estado e de Governo para discutir o combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e demonstrar o que est\u00e3o dispostos a fazer.<\/p>\n<p><b>\u201cOs altos riscos e os danos de se ultrapassar a meta de 1,5\u00b0C j\u00e1 foram amplamente comprovados pela comunidade cient\u00edfica. As pol\u00edticas p\u00fablicas precisam agora de se concentrar em limitar tanto a magnitude quanto a dura\u00e7\u00e3o dessa ultrapassagem, para trazer o aquecimento de volta para limites abaixo de 1,5\u00b0C antes de 2100\u201d<\/b>.Novas medidas e esfor\u00e7os redobrados<br \/>&#13;<br \/>\nOs autores do estudo Novas evid\u00eancias sobre a ambi\u00e7\u00e3o m\u00e1xima poss\u00edvel para cumprir o Acordo de Paris advertem que, ultrapassado o limite estabelecido de 1,5\u00baC, n\u00e3o vale a pena mudar as metas do Acordo de Paris. <b>Tem de se \u201credobrar os esfor\u00e7os para implement\u00e1-las\u201d.<\/b><\/p>\n<p>\u201cO limite de 1,5\u00b0C foi escolhido por um bom motivo\u201d, esclarecem os autores do estudo.<b> \u201cDez anos ap\u00f3s o Acordo de Paris, a ci\u00eancia \u00e9 mais clara do que nunca: 1,5\u00b0C \u00e9 o limite planet\u00e1rio al\u00e9m do qual os impactos clim\u00e1ticos se intensificam e correm o risco de desencadear danos catastr\u00f3ficos\u201d.<\/b><\/p>\n<p>H\u00e1 dez anos, a comunidade cient\u00edfica reconheceu que \u201ca antiga meta de 2\u00baC defendida pela comunidade internacional n\u00e3o era um n\u00edvel seguro de aquecimento e refor\u00e7ou a meta de temperatura\u201d o aquecimento global abaixo, limitando-o a 1,5\u00baC. Esta meta, recorda o relat\u00f3rio, exige que se atinjam emiss\u00f5es l\u00edquidas zero de Gases de Efeito Estufa a n\u00edvel global na segunda metade do s\u00e9culo XXI. <\/p>\n<p><b>Reduzir as emiss\u00f5es \u00e9, sublinha, \u201cessencial para reduzir as temperaturas globais\u201d.<\/b> E o limite de 1,5\u00baC do Acordo de Paris, embora esteja em risco de ser ultrapassado, continua v\u00e1lido.<b> \u00c9 uma meta que \u201cserve de b\u00fassola, orientando a ambi\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o do mundo para evitar\u201d que seja ultrapassada, assim como \u201cos impactos catastr\u00f3ficos que isso acarretaria\u201d.<\/b><\/p>\n<p>O mundo n\u00e3o tem conseguido reduzir as emiss\u00f5es, \u201cfazendo com que as temperaturas globais se aproximassem rapidamente do limite de 1,5\u00b0C\u201d. No entanto, <b>\u201cnos \u00faltimos cinco anos, as energias renov\u00e1veis e outras tecnologias de carbono zero tiveram uma redu\u00e7\u00e3o substancial de custos, tornando-se muito mais competitivas do que o previsto e permitindo uma implementa\u00e7\u00e3o em larga escala mais r\u00e1pida\u201d.<\/b>&#13;<br \/>\n\u201cMaior Ambi\u00e7\u00e3o Poss\u00edvel\u201d<br \/>&#13;<br \/>\nNum cen\u00e1rio a que os autores do estudo chamaram de \u201cMaior Ambi\u00e7\u00e3o Poss\u00edvel\u201d, os especialistas indicam que h\u00e1 como garantir que o aquecimento atinja o limiar de 1,7\u00baC antes de 2050 e depois reduza para 1,5\u00baC at\u00e9 ao final do s\u00e9culo. <b>O plano do Climate Analytics visa a elimina\u00e7\u00e3o gradual dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias de remo\u00e7\u00e3o de carbono para reduzir o di\u00f3xido de carbono da atmosfera.<\/b><\/p>\n<p>Este plano, segundo os mesmos advertem, n\u00e3o apaga o risco de ultrapassarmos o limite estabelecido no Acordo de Paris, nem impede o risco de degelo de parte da Gronel\u00e2ndia ou de a floresta amaz\u00f3nica se tornar numa fonte de liberta\u00e7\u00e3o de carbono para a atmosfera.<br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\n\u201cUltrapassar o limite de 1,5\u00b0C \u00e9 um fracasso pol\u00edtico lament\u00e1vel e trar\u00e1 danos maiores, al\u00e9m do risco de pontos de inflex\u00e3o que poderiam ter sido evitados. Mas este roteiro mostra que ainda est\u00e1 ao nosso alcance reduzir o aquecimento para bem menos de 1,5\u00b0C at\u00e9 2100\u201d<\/b>, afirmou Bill Hare, diretor executivo do grupo Climate Analytics, citado pelo Guardian.<br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\n\u201cDevemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para limitar o tempo que passamos acima desse limite de seguran\u00e7a, a fim de minimizar o risco de danos clim\u00e1ticos irrevers\u00edveis e a devasta\u00e7\u00e3o que seria causada pela ultrapassagem dos pontos de inflex\u00e3o\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Adotado em 2015, o Acordo de Paris compromete os seus signat\u00e1rios a reduzirem emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa, para que o aquecimento global n\u00e3o ultrapasse o limite de 1,5 graus Celsius (\u00b0C) acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, esperando-se agora que, dez anos depois, os pa\u00edses lancem novas Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDC) para os pr\u00f3ximos 10 anos.<\/p>\n<p>De acordo com os c\u00e1lculos do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Ambiente (UNEP, na sigla em ingl\u00eas) divulgados na ter\u00e7a-feira, o aquecimento da Terra dever\u00e1 atingir este s\u00e9culo entre 2,3 e 2,5 \u00b0C acima dos n\u00edveis da era pr\u00e9-industrial se os pa\u00edses implementarem planos clim\u00e1ticos previstos at\u00e9 agora.&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o insuficiente dos governos nos \u00faltimos anos, \u201c\u00e9 muito prov\u00e1vel que o mundo atinja um aquecimento&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141707,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[17718,27,28,2271,6391,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-141706","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-acordo-de-paris","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-clima","12":"tag-cop30","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115503004732003290","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141706"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141706\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141707"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}