{"id":142004,"date":"2025-11-06T18:18:21","date_gmt":"2025-11-06T18:18:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/142004\/"},"modified":"2025-11-06T18:18:21","modified_gmt":"2025-11-06T18:18:21","slug":"guerra-na-ucrania-empresas-italianas-pagaram-cerca-de-mil-milhoes-de-dolares-em-impostos-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/142004\/","title":{"rendered":"Guerra na Ucr\u00e2nia: empresas italianas pagaram cerca de mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em impostos \u00e0 R\u00fassia"},"content":{"rendered":"<p>Os dados foram compilados pela <strong>Kse, a Escola de Economia de Kiev.<\/strong> Para o vice-diretor de desenvolvimento e respons\u00e1vel pelo projeto <a href=\"https:\/\/leave-russia.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\">&#8220;LeaveRussia&#8221; <\/a>, Andrii Onopriienko, ouvido pela Euronews, os impostos pagos pelas empresas italianas ativas na R\u00fassia valeram cerca de <strong>1,2 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares para os cofres do Kremlin, s\u00f3 no per\u00edodo de 2022 a 2024.<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de metade deste dinheiro, confirma Onopriienko, &#8220;foi investido em despesas militares para financiar a guerra contra a Ucr\u00e2nia&#8221;. A estimativa, segundo o instituto, \u00e9, portanto, de cerca de 400 milh\u00f5es de d\u00f3lares em contribui\u00e7\u00f5es pagas por empresas italianas a Moscovo todos os anos. Um valor em linha com os valores registados no per\u00edodo anterior ao in\u00edcio da guerra.<\/p>\n<p>Empresas italianas ainda a operar na R\u00fassia<\/p>\n<p>O site do projeto &#8220;LeaveRussia&#8221;, editado pelo KSE, foi criado com o objetivo de acompanhar as atividades das principais multinacionais que operam na R\u00fassia ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra. A base de dados, que pode ser consultada online, classifica as empresas de acordo com o seu pa\u00eds de origem, o setor em que operam e o seu &#8220;estatuto&#8221;. Ou seja, se ainda est\u00e3o comercialmente ativas no pa\u00eds, se suspenderam as opera\u00e7\u00f5es ou se deixaram a Federa\u00e7\u00e3o em consequ\u00eancia de san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 data, de acordo com os \u00faltimos dados atualizados fornecidos pela KSE e pela &#8220;LeaveRussia&#8221;, existem cerca de <strong>140 empresas italianas a operar na R\u00fassia.<\/strong> Destas, por\u00e9m, cerca de trinta j\u00e1 anunciaram que pretendem abandonar o pa\u00eds, enquanto cerca de 70 mant\u00eam um escrit\u00f3rio legal em territ\u00f3rio russo. As restantes empresas continuam, pelo contr\u00e1rio, a exportar para a R\u00fassia.<\/p>\n<p>A metodologia utilizada, tal como explicado no site da KSE, baseia-se em informa\u00e7\u00f5es recolhidas de v\u00e1rias fontes: desde as autoridades fiscais russas, a informa\u00e7\u00f5es financeiras dispon\u00edveis online, at\u00e9 ao acompanhamento dos comunicados de imprensa publicados por empresas individuais.<\/p>\n<p>Topo da lista EUA e Alemanha<\/p>\n<p><strong>Ferrero, Barilla, Calzedonia<\/strong> s\u00e3o alguns dos nomes dos grupos que, de acordo com a base de dados &#8220;LeaveRussia&#8221;, mantiveram atividades comerciais com a Federa\u00e7\u00e3o. Entre os que abandonaram a R\u00fassia &#8211; s\u00e3o mencionados oito grupos no total &#8211; contam-se a Enel, a Eni e a Moncler.<\/p>\n<p>No entanto, de acordo com os dados da &#8220;LeaveRussia&#8221;, a It\u00e1lia n\u00e3o se encontra entre os principais pa\u00edses do mundo no que diz respeito ao n\u00famero de empresas ainda ativas no pa\u00eds. Os <strong>Estados Unidos e a Alemanha<\/strong> encabe\u00e7am a lista, seguidos do Reino Unido.<\/p>\n<p>No entanto, It\u00e1lia est\u00e1 entre os pa\u00edses europeus com o maior n\u00famero de empresas ainda em atividade na R\u00fassia, de acordo com os \u00faltimos dados processados pela KSE relativos a setembro deste ano.<\/p>\n<p>San\u00e7\u00f5es e sa\u00edda de empresas do mercado russo: &#8220;Um quadro complexo&#8221;<\/p>\n<p>Para compreender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre as san\u00e7\u00f5es e as opera\u00e7\u00f5es das empresas italianas na Federa\u00e7\u00e3o Russa e porque \u00e9 que ainda h\u00e1 muitas que continuam a operar no pa\u00eds, fal\u00e1mos com <strong>Carolina Stefano<\/strong>, professora de hist\u00f3ria e pol\u00edtica russa na Universidade Luiss, em Roma.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, h\u00e1 <strong>uma zona cinzenta de com\u00e9rcio<\/strong> que existe para al\u00e9m dos dados recolhidos e que \u00e9 constitu\u00edda por empresas que sa\u00edram do mercado mas que conseguem passar por outros canais&#8221;, explica Stefano \u00e0 Euronews.<\/p>\n<p>&#8220;Neste caso, embora de uma forma reduzida, as empresas continuam a fazer neg\u00f3cios com a R\u00fassia, a um custo muito elevado. S\u00e3o <strong>transportes triangulares<\/strong> que est\u00e3o a aumentar em n\u00famero e que come\u00e7am a pesar na economia russa&#8221;.<\/p>\n<p>A professora explica ainda que, nalguns casos, nem todos os produtos s\u00e3o sancionados, o que permite que algumas empresas continuem a negociar com a R\u00fassia em plena legalidade. &#8220;Para al\u00e9m disso&#8221;, acrescentou, &#8220;o Kremlin tamb\u00e9m introduziu medidas que aumentaram os custos para aqueles que decidem abandonar o mercado russo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Aprova\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es: &#8220;Muitas empresas sentiram-se exclu\u00eddas&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Por \u00faltimo, h\u00e1 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o relacionada com o processo de decis\u00e3o que levou \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o dos pacotes de san\u00e7\u00f5es. Muitas empresas sentiram-se exclu\u00eddas nesta fase, dada a rapidez da diplomacia europeia&#8221;, explica Stefano.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sentiram parte desta iniciativa e tiveram um sentimento de injusti\u00e7a, especialmente se a prioridade de promover uma iniciativa europeia acabou por afetar pa\u00edses individuais de forma diferente&#8221;.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias para La Russa e a impossibilidade de regressar a &#8220;uma economia civilizada<\/p>\n<p>Num discurso publicado no <a href=\"https:\/\/carnegieendowment.org\/russia-eurasia\/politika\/2025\/09\/russia-economy-trap?lang=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\">site do Carnegie Russia Eurasia Centre, <\/a>Alexandra Prokopenko, antiga funcion\u00e1ria do Banco Central da R\u00fassia e atual investigadora do Carnegie, fala do peso que as san\u00e7\u00f5es tiveram at\u00e9 agora no pa\u00eds e, sobretudo, do facto de impedirem qualquer perspetiva de crescimento econ\u00f3mico. A raz\u00e3o pela qual, explica Prokopenko, &#8220;ser\u00e1 muito dif\u00edcil para o pa\u00eds passar de uma economia de guerra para um modelo de economia civilizada&#8221;.<\/p>\n<p>As causas s\u00e3o muitas: redu\u00e7\u00e3o da competitividade dos produtos civis e militares, procedimentos que se tornaram complexos e dispendiosos quando se recorre a intermedi\u00e1rios comerciais. E h\u00e1 tamb\u00e9m o colapso dos lucros do setor energ\u00e9tico. Em particular, o petr\u00f3leo e o g\u00e1s, que tamb\u00e9m \u00e9 afetado pelas san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Depois de 2022&#8243;, comenta Prokopenko,<strong>&#8220;a economia russa mudou radicalmente<\/strong>.<\/p>\n<p>As despesas relacionadas com o setor militar e da defesa duplicaram, passando de cerca de 4% para 8% do PIB.<\/p>\n<p>Atualmente, acrescenta Prokopenko, representam 40% do total do or\u00e7amento do Estado, um fen\u00f3meno que conduziu ao aumento da infla\u00e7\u00e3o face a uma capacidade de produ\u00e7\u00e3o industrial limitada e a uma redu\u00e7\u00e3o global das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os dados foram compilados pela Kse, a Escola de Economia de Kiev. 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