{"id":14293,"date":"2025-08-03T14:24:45","date_gmt":"2025-08-03T14:24:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14293\/"},"modified":"2025-08-03T14:24:45","modified_gmt":"2025-08-03T14:24:45","slug":"os-soulevements-de-la-terre-e-o-livro-premieres-secousses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14293\/","title":{"rendered":"Os Soul\u00e8vements de la terre e o livro &#8220;Premi\u00e8res secousses&#8221;"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\">\u00abFazer descer a ecologia \u00e0 terra: por uma luta terra a terra\u00bb n\u00e3o \u00e9 apenas uma simples formula\u00e7\u00e3o\u00a0\u2014 \u00e9 uma linha pol\u00edtica. L\u00ea-se logo nas primeiras p\u00e1ginas do livro Premi\u00e8res secousses\u00a0[Primeirostremores], escrito pelo movimento franc\u00eas dos Soul\u00e8vements de la terre (doravante SDT)\u00a0e publicado pela editora francesa La Fabrique em abril de 2024, a sair a tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas pela Tigre de Papel em outubro. No in\u00edcio do livro, podemos\u00a0continuar a ler: \u00abTrazer a ecologia para a terra significa desistir da ideia de \u201csalvar o planeta\u201d. Esta\u00a0ambi\u00e7\u00e3o de super-her\u00f3is \u00e9 demasiado grande para n\u00f3s. A Terra n\u00e3o precisa de n\u00f3s. Ela precedeu-nos\u00a0e sobreviver-nos-\u00e1. Esta pretens\u00e3o \u00e9 t\u00e3o exagerada como as suas consequ\u00eancias s\u00e3o irris\u00f3rias. Esta\u00a0ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 muitas vezes reduzida ao apelo a um hipot\u00e9tico \u201cgoverno mundial\u201d para que tome\u00a0\u201cmedidas\u201d contra as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Tal como o c\u00e9u, o clima parece estar fora do nosso\u00a0alcance. Como um todo inacess\u00edvel, ele ergue-se acima de n\u00f3s e excede-nos. A primeira vaga do\u00a0\u201cmovimento clim\u00e1tico\u201d confrontou-nos com esta impot\u00eancia. [\u2026] Perante este impasse, n\u00f3s\u00a0apostamos numa ecologia terra a terra, enraizada nas lutas pelo acesso \u00e0 terra e nas lutas\u00a0territoriais\u00bb (p.\u00a015).<\/p>\n<p class=\"p1\">Os SDT s\u00e3o um movimento nascido em 2021 de uma assembleia na ZAD de Notre-Dame-des-Landes (Fran\u00e7a) na qual participaram duzentas pessoas de diferentes coletivos de agricultores,\u00a0ambientalistas, sindicais e aut\u00f3nomos. A assembleia reunia-se em torno de duas quest\u00f5es principais:\u00a0a artificializa\u00e7\u00e3o e a usurpa\u00e7\u00e3o de terras, analisadas nas suas dimens\u00f5es ecol\u00f3gicas e agr\u00edcolas, mas\u00a0tamb\u00e9m sociais e coloniais. Durante a assembleia, foi decidida uma primeira s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es a\u00a0realizar durante um per\u00edodo de seis meses em v\u00e1rias zonas onde estavam iminentes projetos de\u00a0usurpa\u00e7\u00e3o de terras. Os m\u00e9todos de a\u00e7\u00e3o foram rapidamente definidos: manifesta\u00e7\u00f5es, bloqueios,\u00a0ocupa\u00e7\u00f5es de terras e desarmamentos. Desde o in\u00edcio, a composi\u00e7\u00e3o est\u00e1 no centro da abordagem\u00a0organizacional dos SDT. Contrariando o fetichismo identit\u00e1rio, em que cada um fica confinado a\u00a0formas de a\u00e7\u00e3o convencionais: lobbying e recursos jur\u00eddicos, mobiliza\u00e7\u00e3o de massas ou confronto,\u00a0legalidade ou ilegalidade, acontecimento simb\u00f3lico ou sabotagem concreta. A composi\u00e7\u00e3o visa, por\u00a0um lado, a articula\u00e7\u00e3o de diferentes alavancas, de forma a unir for\u00e7as e a dar o melhor de cada uma\u00a0delas, agindo de forma h\u00edbrida, o que aumenta as chances de um desfecho vitorioso, e, por outro,\u00a0permite uma n\u00e3o dissocia\u00e7\u00e3o entre uns e outros e a vontade de n\u00e3o deixar que o Estado fa\u00e7a o\u00a0trabalho de separa\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio da\u00a0repress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">Em tr\u00eas anos, os SDT realizaram cerca de quarenta a\u00e7\u00f5es por toda a Fran\u00e7a em apoio \u00e0s lutas\u00a0locais: defesa de hortas comunit\u00e1rias periurbanas, lutas contra projetos rodovi\u00e1rios, contra as\u00a0infraestruturas de alta velocidade destruidoras de vales e montanhas (como o t\u00fanel Lyon-Turim) e\u00a0contra as ind\u00fastrias do bet\u00e3o, as suas pedreiras e cimenteiras. Desempenharam um papel ativo na\u00a0altera\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as numa s\u00e9rie de lutas locais: contra as megabacias de reten\u00e7\u00e3o h\u00eddrica\u00a0e contra a autoestrada A69 (Toulouse-Castres); e apoiaram uma s\u00e9rie de vit\u00f3rias de etapa:\u00a0impedindo a extens\u00e3o da pedreira da Lafarge em Saint-Colomban, travando o projeto de megabacia\u00a0em La Clusaz e bloqueando as obras no glaciar da Girose (Alpes). As estrat\u00e9gias t\u00eam sido\u00a0vitoriosas, a ponto de for\u00e7ar o Estado franc\u00eas a uma escalada de criminaliza\u00e7\u00e3o do movimento:\u00a0viol\u00eancia policial com recurso a armas de guerra, repress\u00e3o jur\u00eddica dos membros dos SDT,\u00a0acusa\u00e7\u00f5es de \u00abecoterrorismo\u00bb e a tentativa de dissolu\u00e7\u00e3o do movimento.\u00a0Os SDT s\u00e3o um movimento impulsionado pelo desejo de sair do sentimento de impasse e de\u00a0paralisia catastrofista, redescobrindo a confian\u00e7a e a alegria na a\u00e7\u00e3o direta coletiva. Um movimento\u00a0que considera que assumir um certo grau de ilegalidade, de desobedi\u00eancia e de conflitualidade \u00e9\u00a0hoje absolutamente necess\u00e1rio para preservar as terras e a \u00e1gua, mas que \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio atuar\u00a0paralelamente em v\u00e1rias outras frentes pol\u00edticas e jur\u00eddicas. Perante tais desafios, nenhuma alavanca\u00a0deve ser negligenciada; cada aliado \u00e9 t\u00e3o precioso como a an\u00e1lise ontol\u00f3gica dos nossos\u00a0inimigos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"imagecache-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/captura_de_ecra_2025-08-03_as_13.01.56.png\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"748\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">Premi\u00e8res secousses foi escrito a mais de dez m\u00e3os e revisto por dezenas de pessoas desde o\u00a0cora\u00e7\u00e3o do movimento \u2014 \u00e9 um balan\u00e7o de etapa destes tr\u00eas anos dos SDT. O livro formula as\u00a0quatro hip\u00f3teses pol\u00edticas dos SDT: o desarmamento do bet\u00e3o, o desmantelamento do complexo\u00a0agroindustrial, a reapropria\u00e7\u00e3o de terras e a constru\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o passo a passo. O\u00a0livro aborda tamb\u00e9m os paradoxos e as contradi\u00e7\u00f5es que atravessam o movimento, nomeadamente:\u00a0a voluntariedade ativista versus a vontade de ancorar o movimento a longo prazo, a elabora\u00e7\u00e3o\u00a0estrat\u00e9gica que implica a escolha da concentra\u00e7\u00e3o de for\u00e7as em determinados locais e a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s\u00a0din\u00e2micas horizontais e transversais do movimento. O livro elabora igualmente certas posi\u00e7\u00f5es\u00a0pol\u00edticas: sobre a natureza, a recusa da defesa reacion\u00e1ria da terra, a subsist\u00eancia, a rela\u00e7\u00e3o com o\u00a0Estado e a cat\u00e1strofe; e deseja alimentar o debate sobre o que poderiam ser formas de organiza\u00e7\u00e3o\u00a0revolucion\u00e1rias e redes de\u00a0resist\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"p1\">O livro est\u00e1 estruturado em torno das quatro hip\u00f3teses pol\u00edticas dos SDT. Cada parte apresenta a\u00a0hip\u00f3tese e aborda os seus pr\u00f3prios paradoxos, baseando-se em relatos de a\u00e7\u00f5es vividas, construindo\u00a0as palavras a partir dos gestos e evitando, assim, um discurso sem\u00a0ch\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">A primeira parte, desarmar o bet\u00e3o, introduz a necessidade do desarmamento face \u00e0\u00a0cumplicidade entre o Estado e as empresas. Por outras palavras, apela \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o coletiva para\u00a0travar as infraestruturas de devasta\u00e7\u00e3o, com base no legado hist\u00f3rico das lutas oper\u00e1rias e\u00a0ambientais. No livro constr\u00f3i-se uma sem\u00e2ntica em torno do termo desarmamento : \u00abO\u00a0\u201cdesarmamento\u201d tem a vantagem de explicitar numa s\u00f3 palavra o alcance \u00e9tico do gesto e a\u00a0natureza dos alvos. Constitui uma esp\u00e9cie de moral provis\u00f3ria para a a\u00e7\u00e3o: o que nos mata, temos\u00a0o direito de o desfazer. \u00c9 uma autodefesa primordial e os meios s\u00e3o inteiramente orientados para\u00a0um fim [\u2026]. O desarmamento provoca uma desloca\u00e7\u00e3o ao relegitimar a a\u00e7\u00e3o direta atrav\u00e9s da\u00a0nocividade evidente dos alvos a que se dirige\u00bb (p.\u00a053).\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">O objetivo, portanto, \u00e9 o desarmamento do bet\u00e3o, que \u00e9 um dos materiais mais nocivos do\u00a0planeta e est\u00e1 em constante expans\u00e3o, tendo as suas quantidades triplicado nos \u00faltimos vinte anos. A\u00a0corrida \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bet\u00e3o \u00e9 indissoci\u00e1vel da uniformiza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e da artificializa\u00e7\u00e3o da\u00a0terra. A \u00abnecessidade\u00bb de produzir bet\u00e3o serve de pretexto para o controlo colonial dos seus\u00a0promotores em todo o\u00a0mundo.<\/p>\n<p class=\"p1\">A segunda parte trata do desmantelamento do complexo agroindustrial, da organiza\u00e7\u00e3o contra os\u00a0sectores agroindustriais que devastam os organismos vivos (solo, \u00e1gua, biodiversidade), destroem o\u00a0campesinato e monopolizam os rendimentos dos agricultores, apanhados num impasse entre as\u00a0ind\u00fastrias a montante: fornecedores, vendedores de equipamentos agr\u00edcolas, empresas de sementes\u00a0industriais, vendedores de insumos e alimentos; e as ind\u00fastrias a jusante: cooperativas de recolhadistribui\u00e7\u00e3o,\u00a0supermercados e ind\u00fastrias agroalimentares. Estrategicamente, os SDT optam por\u00a0atacar certos sectores t\u00f3xicos e certos pontos espec\u00edficos de alguns sectores (por exemplo, a\u00a0inadapta\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, que permite manter um modelo para as megabacias, a\u00a0intensifica\u00e7\u00e3o dos fluxos de tr\u00e1fico para as autoestradas e para as plataformas log\u00edsticas), na\u00a0convic\u00e7\u00e3o de que concentrar as for\u00e7as \u00e9 mais eficaz do que dispers\u00e1-las por todo um conjunto de\u00a0lutas. \u00c9 por isso que optam por uma rela\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e conflituosa com o Estado e os lobbies\u00a0industriais. Por um lado, apoiando a exig\u00eancia de morat\u00f3rias e de reformas estruturais, \u00e0 imagem de\u00a0certas componentes sindicais do movimento que t\u00eam uma ancoragem jur\u00eddica, e, por outro, visando\u00a0a coconstru\u00e7\u00e3o de uma rede de resist\u00eancia a v\u00e1rios n\u00edveis (base de retaguarda log\u00edstica, jur\u00eddica,\u00a0material, de cuidados m\u00e9dicos e de abastecimento alimentar, entre\u00a0outros).<\/p>\n<p class=\"p1\">A terceira parte aborda a necessidade da reapropria\u00e7\u00e3o de terras, na qual se pode ler: \u00abNuma\u00a0altura em que Elon Musk est\u00e1 a colonizar os c\u00e9us, a terra \u2014 os seus usos e a sua partilha, como \u00e9\u00a0cuidada e trabalhada \u2014 \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica crucial. A terra d\u00e1-nos uma ader\u00eancia ao mundo. A\u00a0quest\u00e3o fundi\u00e1ria est\u00e1 na interse\u00e7\u00e3o entre a quest\u00e3o ecol\u00f3gica, a quest\u00e3o social e a quest\u00e3o\u00a0colonial.\u00bb Parar os grandes projetos infraestruturais de bet\u00e3o e desmantelar o complexo\u00a0agroindustrial abre a perspetiva da necessidade da reapropria\u00e7\u00e3o de terras e de uma reforma agr\u00e1ria\u00a0que arranque a terra e a \u00e1gua \u00e0 l\u00f3gica do mercado e as transforme em comuns, a fim de conciliar: a\u00a0defesa das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho dos agricultores, o favorecimento das instala\u00e7\u00f5es\u00a0camponesas, o cuidado da terra e dos seres vivos, a preserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, a constru\u00e7\u00e3o de uma\u00a0autonomia alimentar e o acesso de todos \u00e0 terra, \u00e0 \u00e1gua e a uma alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade. A\u00a0perspetiva geral \u00e9 a de uma economia de subsist\u00eancia, ou seja, a da produ\u00e7\u00e3o de bens essenciais\u00a0inseridos em rela\u00e7\u00f5es sociais desej\u00e1veis, em vez de uma sociedade organizada com vista \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u00a0de mercadorias. Esta perspetiva \u00e9 acompanhada de uma rejei\u00e7\u00e3o: a de uma defesa reacion\u00e1ria da\u00a0terra e da vida, encarnada em correntes que querem fronteiras herm\u00e9ticas entre na\u00e7\u00f5es e g\u00e9neros\u00a0(racismo\/transfobia\/homofobia). Defende-se seres vivos m\u00faltiplos e territ\u00f3rios\u00a0abertos!<\/p>\n<p class=\"p1\">A quarta parte do livro aborda a constru\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o passo a passo. Apesar de uma\u00a0desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es, em parte na sequ\u00eancia de exemplos de projetos\u00a0revolucion\u00e1rios infelizes e das suas recupera\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas; e depois de observar os limites de\u00a0um ativismo disperso, de a\u00e7\u00f5es e compromissos sem amanh\u00e3, sente-se a necessidade de uma forma\u00a0de organiza\u00e7\u00e3o coerente. A degrada\u00e7\u00e3o do clima, a amea\u00e7a fascista, o agravamento das\u00a0desigualdades e das aliena\u00e7\u00f5es causadas pelo imperialismo mercantil em todas as esferas da vida\u00a0tornam, mais do que nunca, necess\u00e1ria a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os organizacionais capazes de provocar\u00a0mudan\u00e7as emancipat\u00f3rias. Esta \u00faltima parte do livro pretende ser uma contribui\u00e7\u00e3o para o\u00a0debate<\/p>\n<p class=\"p1\">hist\u00f3rico sobre as modalidades de organiza\u00e7\u00e3o, essencial a qualquer perspetiva de transforma\u00e7\u00e3o\u00a0radical do\u00a0mundo.<\/p>\n<p class=\"p1\">Se o surgimento do movimento dos Soul\u00e8vements de la terre foi a melhor not\u00edcia dos \u00faltimos\u00a0anos no que diz respeito \u00e0s lutas ecol\u00f3gicas e ambientais, a publica\u00e7\u00e3o do livro que aqui abordamos\u00a0parece-nos um contributo essencial, com os recursos te\u00f3ricos, t\u00e1ticos e estrat\u00e9gicos que nos\u00a0apresenta, para as lutas ecol\u00f3gicas, agr\u00edcolas e sociais, transmitindo o gosto e a necessidade\u00a0absoluta da a\u00e7\u00e3o direta\u00a0coletiva.<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Soul\u00e8vements de la Terre\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/captura_de_ecra_2025-08-03_as_12.55.25.png\" alt=\"Soul\u00e8vements de la Terre\" width=\"590\" height=\"379\" \/>Soul\u00e8vements de la\u00a0Terre<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Pagelas:<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Os SDT s\u00e3o um movimento nascido em 2021 de uma assembleia na ZAD de Notre-Dame-des-Landes (Fran\u00e7a) na qual participaram duzentas pessoas de diferentes coletivos de agricultores,\u00a0ambientalistas, sindicais e\u00a0aut\u00f3nomos.<\/p>\n<p class=\"p1\">O livro est\u00e1 estruturado em torno das quatro hip\u00f3teses pol\u00edticas dos SDT. Cada parte apresenta a\u00a0hip\u00f3tese e aborda os seus pr\u00f3prios paradoxos, baseando-se em relatos de a\u00e7\u00f5es vividas, construindo\u00a0as palavras a partir dos gestos e evitando, assim, um discurso sem\u00a0ch\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">Se o surgimento do movimento dos Soul\u00e8vements de la terre foi a melhor not\u00edcia dos \u00faltimos anos\u00a0no que diz respeito \u00e0s lutas ecol\u00f3gicas e ambientais, a publica\u00e7\u00e3o do livro que aqui abordamos\u00a0parece-nos um contributo essencial, com os recursos te\u00f3ricos, t\u00e1ticos e estrat\u00e9gicos que nos\u00a0apresenta, para as lutas ecol\u00f3gicas, agr\u00edcolas e sociais, transmitindo o gosto e a necessidade\u00a0absoluta da a\u00e7\u00e3o direta\u00a0coletiva.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Umas amigas dos Soul\u00e8vements de la\u00a0terre<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Artigo originalmetne publicado no <strong>Mapa #42<\/strong>, julho 2024.<\/p>\n<p class=\"author\">\n\t\t\tpor <a href=\"https:\/\/www.buala.org\/pt\/autor\/varias\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">v\u00e1rias<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/www.buala.org\/pt\/a-ler\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A ler<\/a> | 2 Agosto 2025 | <a href=\"https:\/\/www.buala.org\/pt\/etiquetas\/ecologia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ecologia<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.buala.org\/pt\/etiquetas\/soulevements-de-la-terre\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Soul\u00e8vements de la terre<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.buala.org\/pt\/etiquetas\/terra\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Terra<\/a>\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00abFazer descer a ecologia \u00e0 terra: por uma luta terra a terra\u00bb n\u00e3o \u00e9 apenas uma simples formula\u00e7\u00e3o\u00a0\u2014&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14294,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[5774,169,5775,114,115,170,32,33,5776,1151],"class_list":{"0":"post-14293","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-a-ler","9":"tag-books","10":"tag-ecologia","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-livros","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-soulevements-de-la-terre","17":"tag-terra"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14293\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}