{"id":144371,"date":"2025-11-08T16:18:08","date_gmt":"2025-11-08T16:18:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/144371\/"},"modified":"2025-11-08T16:18:08","modified_gmt":"2025-11-08T16:18:08","slug":"as-apps-de-encontros-estao-em-declinio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/144371\/","title":{"rendered":"as apps de encontros est\u00e3o em decl\u00ednio"},"content":{"rendered":"<p>        As aplica\u00e7\u00f5es de encontros (dating apps nessa l\u00edngua franca que \u00e9 o ingl\u00eas) chegaram ao mercado como solu\u00e7\u00e3o para encontrar o par perfeito, mas a realidade mostra que a promessa nem sempre se cumpre.    <\/p>\n<p>Os sinais s\u00e3o vis\u00edveis tanto nos mercados financeiros como nos ecr\u00e3s dos utilizadores: as a\u00e7\u00f5es da Bumble e da Match Group (propriet\u00e1ria do Tinder) ca\u00edram e o n\u00famero de inscritos ativos diminuiu.<br \/>De acordo com dados da Sensor Tower, citados pela revista \u201cThe Economist\u201d, os encontros online parecem estar a perder o encanto. Os n\u00fameros falam por si: no ano passado, as aplica\u00e7\u00f5es deste segmento foram descarregadas 237 milh\u00f5es de vezes, uma queda em rela\u00e7\u00e3o aos 287 milh\u00f5es em 2020.<br \/>Tamb\u00e9m o n\u00famero de pessoas que utilizam estas apps pelo menos uma vez por m\u00eas diminuiu de 154 milh\u00f5es em 2021 para 137 milh\u00f5es em 2024. Segundo a revista, os utilizadores est\u00e3o desiludidos, gastam menos dinheiro nestas aplica\u00e7\u00f5es e passaram a privilegiar os encontros presenciais.<\/p>\n<p>Um recente working paper escrito por tr\u00eas economistas, Yujung Hwang, Aureo de Paula e Fanzhu Yang, tenta esclarecer se as dating apps nos tornam mais seletivos. Como nas redes sociais, existem for\u00e7as em ambas as dire\u00e7\u00f5es: algumas permitem que as pessoas filtrem o quem veem por categorias como religi\u00e3o e n\u00edvel de escolaridade. Esses filtros, explicam os autores, podem contribuir para uma maior polariza\u00e7\u00e3o, levando as pessoas a namorar apenas indiv\u00edduos semelhantes.<\/p>\n<p>No entanto, o paradigma pode estar prestes a mudar. Depois do swipe, chegou a era da Intelig\u00eancia Artificial. Um exemplo. A startup japonesa Loverse AI est\u00e1 a revolucionar o conceito de romance ao substituir perfis reais por avatares gerados por IA, criando intera\u00e7\u00f5es virtuais que pouco se distinguem das intera\u00e7\u00f5es humanas. Sem necessidade de valida\u00e7\u00e3o de identidade ou exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, estas apps prometem liga\u00e7\u00f5es profundas, seguras e altamente envolventes com parceiros que n\u00e3o existem.<\/p>\n<p>\u201cA IA n\u00e3o est\u00e1 a substituir a intimidade. Apenas d\u00e1 uma certa vantagem aos solteiros\u201d, diz Amanda Gesselman, psic\u00f3loga do Instituto Kinsey. \u201cPara uma gera\u00e7\u00e3o sobrecarregada com tantas op\u00e7\u00f5es, ferramentas que tragam clareza e agilidade s\u00e3o mais do que bem\u2013vindas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Para enfrentar perda de clientes, o Tinder, o Grindr, o Bumble e o Hinge t\u00eam vindo a testar funcionalidades como concierges a sugerir locais de encontro, roupa a usar e desbloqueadores de conversa. A nova tend\u00eancia pode passar, tamb\u00e9m, por substituir escolhas r\u00e1pidas baseadas em fotografias por perfis constru\u00eddos com dados emocionais, abrindo espa\u00e7o a liga\u00e7\u00f5es mais verdadeiras.<br \/>Ali\u00e1s, esta \u00e9 uma ideia que tem vindo a ser defendida pela fundadora do Bumble. Whitney Wolfe Herd passou quase toda a sua vida profissional no neg\u00f3cio de encontros e defende que a IA pode desempenhar o papel de cupido nos dias de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As aplica\u00e7\u00f5es de encontros (dating apps nessa l\u00edngua franca que \u00e9 o ingl\u00eas) chegaram ao mercado como solu\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":143306,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[3877,109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-144371","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-app","9":"tag-ciencia","10":"tag-ciencia-e-tecnologia","11":"tag-cienciaetecnologia","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-science","15":"tag-science-and-technology","16":"tag-scienceandtechnology","17":"tag-technology","18":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115514985886184074","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144371","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144371"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144371\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/143306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}