{"id":148215,"date":"2025-11-11T16:44:19","date_gmt":"2025-11-11T16:44:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/148215\/"},"modified":"2025-11-11T16:44:19","modified_gmt":"2025-11-11T16:44:19","slug":"uma-economia-como-a-portuguesa-devia-estar-a-crescer-3-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/148215\/","title":{"rendered":"&#8220;Uma economia como a portuguesa devia estar a crescer 3%&#8221; \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Um pa\u00eds que h\u00e1 quinze anos estava \u201cdoente\u201d e que hoje apresenta um excedente or\u00e7amental e previs\u00f5es de crescimento pode ser considerado um \u201cmilagre\u201d. Foi assim que o moderador alem\u00e3o da conversa com Miranda Sarmento na Web Summit apresentou Portugal. \u201cEstou a perguntar em nome de outro pa\u00eds\u201d, brincou. Para o ministro das Finan\u00e7as a resposta foi \u00f3bvia: \u201cA li\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos 15 anos \u00e9 que as reformas estruturais compensam\u201d.<\/p>\n<p>Miranda Sarmento lembrou, perante uma plateia cheia na \u201cGovernment Summit\u201d, o palco da Web Summit dedicado a temas mais pol\u00edticos, que h\u00e1 15 anos Portugal estava \u201cnuma posi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil\u201d, enfrentava uma recess\u00e3o, um d\u00e9fice elevado e altos n\u00edveis de desemprego. \u201cO que fizemos nesses anos dif\u00edceis foi apostar em reformas estruturais no trabalho, na produtividade, na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Vir\u00e1mos a nossa economia para \u00e1reas com mais valor, como a tecnologia, investimos muito em renov\u00e1veis, tamb\u00e9m apost\u00e1mos no turismo, n\u00e3o s\u00f3 em trazer mais turistas mas turistas que est\u00e3o a pagar mais pelos nossos servi\u00e7os\u201d, sublinhou.<\/p>\n<p>Apesar disso, Portugal ainda tem \u201cum caminho longo pela frente\u201d, na vis\u00e3o de Miranda Sarmento. \u201cGovernar \u00e9 como andar de bicicleta, n\u00e3o se pode parar\u201d. Para o ministro das Finan\u00e7as, o que est\u00e1 a acontecer \u00e9 uma \u201cmudan\u00e7a estrutural para uma economia mais inovadora, mais produtiva\u201d. E em pleno processo de aprecia\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento do Estado na especialidade, em que ainda \u00e9 poss\u00edvel aos partidos introduzirem as suas propostas no documento, destacou a mensagem que n\u00e3o se tem cansado de repetir nas \u00faltimas semanas: \u201c<strong>\u00c9 importante manter o excedente<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>\u201cTemos de continuar a reduzir a d\u00edvida p\u00fablica e manter o excedente\u201d. Al\u00e9m disso, \u201ctemos dois desafios principais nos pr\u00f3ximos anos\u201d, enumerou. Por um lado, resolver a falta de \u201ccapital humano\u201d. \u201cTemos de continuar a atrair pessoas, n\u00e3o s\u00f3 pessoas com qualifica\u00e7\u00f5es elevadas mas tamb\u00e9m para a <strong>ind\u00fastria, o turismo e a agricultura.<\/strong> Temos de atrair pessoas para trabalhar em todos os setores\u201d.<\/p>\n<p>O segundo desafio \u00e9 \u201creduzir a burocracia\u201d. Portugal tem <strong>investimentos privados em pipeline para os pr\u00f3ximos anos que representam mais de 20% do PIB, revelou o ministro das Finan\u00e7as,<\/strong> em \u00e1reas como tecnologia, energia e servi\u00e7os. \u201cH\u00e1 muitas multinacionais que est\u00e3o a mudar-se para Portugal e a instalar os seus centros de servi\u00e7os aqui, mas temos de reduzir a burocracia\u201d.<\/p>\n<p>Com estes dois desafios superados, e sem \u201cnovas tens\u00f5es pol\u00edticas e sociais\u201d, a produtividade pode dar um salto e \u201cem vez de termos uma economia a crescer 2%, o que n\u00e3o \u00e9 mau, podemos chegar aos 3%, no m\u00ednimo, que \u00e9 o que uma economia como a portuguesa, com o seu n\u00edvel de desenvolvimento, deveria estar a crescer\u201d.<\/p>\n<p>Questionado sobre o impacto dos \u201cfatores externos\u201d, como os conflitos internacionais e as tarifas, Miranda Sarmento acredita que, por um lado, \u201ca incerteza passou\u201d depois do acordo entre a Uni\u00e3o Europeia e os EUA. E que isso foi vis\u00edvel nas exporta\u00e7\u00f5es a partir de setembro. \u201cO primeiro semestre n\u00e3o foi muito bom por causa da incerteza. Mas o facto de termos chegado a um acordo, que n\u00e3o foi um acordo muito bom, porque as tarifas prejudicam os consumidores com rendimentos mais baixos, mas foi importante, fez com que os n\u00fameros das exporta\u00e7\u00f5es estejam a subir desde setembro\u201d.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o dos conflitos \u00e9 \u201cmais preocupante\u201d, para Miranda Sarmento. \u201cA Europa tem de se rearmar\u201d, defende o ministro das Finan\u00e7as, que acha errado o \u201cfoco\u201d nos n\u00fameros, ou seja, no objetivo europeu de aumentar para 3,5% do PIB o investimento em defesa em 10 anos. \u201cO que precisamos \u00e9 de perceber quem s\u00e3o os nossos amigos e inimigos. Qual \u00e9 o n\u00edvel de seguran\u00e7a e defesa que precisamos, qual o n\u00edvel que temos e como \u00e9 que vamos preencher essa diferen\u00e7a\u201d, e n\u00e3o \u201cgastar por gastar\u201d e \u201catirar dinheiro para cima dos problemas\u201d.<\/p>\n<p>Essa resposta deve ser \u201ccoordenada\u201d entre os pa\u00edses da UE, que t\u00eam uma \u201cenorme oportunidade\u201d para fazer crescer o papel da moeda \u00fanica. \u201cA Europa deve continuar a emitir d\u00edvida p\u00fablica em euros para continuar a financiar a defesa e as infraestruturas cr\u00edticas\u201d, assim como a transi\u00e7\u00e3o verde. \u201cIsso vai trazer enormes benef\u00edcios para a sociedade no geral e para as condi\u00e7\u00f5es de financiamento das pessoas\u201d, defende Miranda Sarmento.<\/p>\n<p>O ministro sublinhou ainda que <strong>\u201cpor raz\u00f5es \u00f3bvias\u201d um pa\u00eds como Portugal deve investir na Marinha e na For\u00e7a A\u00e9rea.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Miranda Sarmento rejeita que os EUA sejam \u201co inimigo\u201d (\u201csalvou a Europa em duas guerras\u201d), e acredita que \u201cainda tem o papel principal em termos de lideran\u00e7a global\u201d. \u201cSempre foram amigos e concorrentes, faz parte da nossa sociedade capitalista, acho que temos de fortalecer essa parceria e mostrar aos EUA que a Europa ainda \u00e9 o maior mercado do mundo\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a \u201cescala e velocidade\u201d de implementa\u00e7\u00e3o de tecnologias como a IA na Europa, (e depois de o <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/11\/10\/portugal-tem-todas-as-condicoes-para-se-tornar-lider-mundial-na-ia-diz-ministro-goncalo-matias-na-abertura-da-web-summit\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">fundador da Web Summit ter admitido na abertura da cimeira que a Europa est\u00e1 a ficar para tr\u00e1s<\/a>), Miranda Sarmento admitiu que \u201cnenhum pa\u00eds vai conseguir competir com os EUA ou a China\u201d, e que por isso a UE tem de ter uma \u201cabordagem comum\u201d sobre onde investir e como financiar estas tecnologias. O mais \u201cdif\u00edcil\u201d ser\u00e1 mesmo a rapidez, sublinha, porque \u201cas institui\u00e7\u00f5es europeias t\u00eam um prazo para tomar decis\u00f5es que \u00e0s vezes \u00e9 superior ao que seria eficaz e esperado\u201d. Ainda assim, o ministro v\u00ea a Comiss\u00e3o Europeia a assumir um \u201cgrande compromisso\u201d para reduzir a burocracia e a regula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um pa\u00eds que h\u00e1 quinze anos estava \u201cdoente\u201d e que hoje apresenta um excedente or\u00e7amental e previs\u00f5es de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148216,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,476,15,16,14,25,26,797,21,22,32372,12,13,19,20,17213,57,302,32,23,24,33,58,17,18,29,30,31,18123],"class_list":{"0":"post-148215","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-economia","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-lisboa","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-ministro-das-finanu00e7as","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-oru00e7amento-do-estado","25":"tag-pau00eds","26":"tag-polu00edtica","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-sociedade","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias","37":"tag-web-summit"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115532075018292481","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148215","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148215"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148215\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}