{"id":1493,"date":"2025-07-25T20:04:25","date_gmt":"2025-07-25T20:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1493\/"},"modified":"2025-07-25T20:04:25","modified_gmt":"2025-07-25T20:04:25","slug":"menos-irs-em-2-meses-sim-mas-recebe-menos-em-2026-ou-paga-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1493\/","title":{"rendered":"Menos IRS em 2 meses? Sim, mas recebe menos em 2026 (ou paga mais)"},"content":{"rendered":"<p>As novas tabelas de reten\u00e7\u00e3o do IRS v\u00e3o, em regra, reduzir os reembolsos ou aumentar o valor a entregar pelos contribuintes na hora do acerto do imposto em 2026, mostram simula\u00e7\u00f5es da PwC.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a do que aconteceu em 2024, em que o imposto tamb\u00e9m baixou a meio do ano, o Governo ajusta as tabelas de reten\u00e7\u00e3o na fonte em agosto e setembro para compensar as reten\u00e7\u00f5es j\u00e1 efetuadas nos primeiros meses do ano com base numa vers\u00e3o do C\u00f3digo do IRS anterior ao desagravamento fiscal.<\/p>\n<p>Por isso, as taxas de reten\u00e7\u00e3o s\u00e3o especialmente mais baixas do que as aplicadas de janeiro a julho, havendo mesmo contribuintes que ficam isentos de descontar qualquer valor.<\/p>\n<p>Depois, em outubro, novembro e dezembro, voltam a mudar, para valores superiores aos de agosto e setembro, mas inferiores aos praticados nos primeiros sete meses de 2025.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es da PwC permitem ver como \u00e9 que a totalidade do valor retido ao longo de 2025 &#8211; com base nas tabelas de janeiro a julho, nas de agosto a setembro, e nas de outubro a dezembro &#8211; influencia o acerto final em 2026, relativo aos rendimentos de 2025.<\/p>\n<p>A partir desses c\u00e1lculos, \u00e9 poss\u00edvel verificar se no pr\u00f3ximo ano os reembolsos aumentam ou diminuem, se os contribuintes que j\u00e1 entregavam imposto ter\u00e3o de pagar um valor maior ou menor, e se h\u00e1 contribuintes a passar de uma situa\u00e7\u00e3o de reembolso para cobran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c0 Lusa, Joana Garrido, da equipa fiscal da PwC, explica que &#8220;a diminui\u00e7\u00e3o significativa&#8221; do valor retido em agosto e setembro &#8220;implicar\u00e1, em quase todos os casos analisados, uma diminui\u00e7\u00e3o do reembolso de IRS ou um aumento do IRS adicional a pagar&#8221; na entrega da declara\u00e7\u00e3o de IRS a efetuar em 2026, por compara\u00e7\u00e3o com o IRS de 2024.<\/p>\n<p>A fiscalista confirma que h\u00e1 uma aproxima\u00e7\u00e3o &#8220;cada vez&#8221; maior do IRS retido mensalmente ao imposto anual, o que diminui &#8220;as situa\u00e7\u00f5es em que ocorreriam reembolsos de IRS&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Quando observamos os n\u00edveis de rendimento acima de aproximadamente 3.000 euros, conseguimos verificar que, na grande maioria dos casos, ap\u00f3s a entrega da declara\u00e7\u00e3o anual de IRS, ocorrer\u00e1 o pagamento de um valor adicional de IRS por parte dos contribuintes, ao contr\u00e1rio do que sucedeu em 2024 [em que havia um reembolso]&#8221;, nota.<\/p>\n<p>Segundo Joana Garrido, este efeito decorre maioritariamente do facto de as taxas de reten\u00e7\u00e3o na fonte de agosto e setembro &#8220;serem significativamente inferiores \u00e0s que foram aplicadas nos meses de agosto e setembro de 2024&#8221; para os contribuintes &#8220;com n\u00edveis de rendimento at\u00e9 aproximadamente 20.000 euros&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com as simula\u00e7\u00f5es, um trabalhador por conta de outrem solteiro e sem filhos que ganhe 1.500 euros brutos ir\u00e1 pagar 2.354,73 euros de IRS sobre os rendimentos de 2025 (\u00e9 esse o valor real do IRS final). Como ao longo deste ano ir\u00e1 reter 2.228 euros, ter\u00e1 de entregar 126 euros ao Estado no acerto final, porque o montante descontado foi inferior ao imposto real. Relativamente ao IRS de 2024, j\u00e1 aconteceu o mesmo: reteve menos do que o imposto real a pagar, mas a diferen\u00e7a era menor, tendo sido chamado a entregar 91 euros no momento do acerto.<\/p>\n<p>Outros casos simulados mostram situa\u00e7\u00f5es id\u00eanticas, por exemplo, de trabalhadores solteiros e sem filhos que recebem 1.250, 1.750, 2.500, 3.000, 3.500 euros.<\/p>\n<p>No entanto, tamb\u00e9m h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que o acerto \u00e9 menor. Acontece com os trabalhadores solteiros e sem filhos que ganham 950 euros ou 2.000 euros.<\/p>\n<p>Quem ganha 5.000, 6.000 ou 7.000 euros mensais deixa de receber um reembolso e passa a ter de entregar IRS no momento do acerto, circunst\u00e2ncia que se passa quer com trabalhadores solteiros e sem filhos, quer com trabalhadores casados e sem filhos ou com dois filhos.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter em considera\u00e7\u00e3o que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, o valor das dedu\u00e7\u00f5es \u00e0 coleta pode ditar um resultado diferente, fazendo com que, em vez de pagar, um contribuinte continue a receber um reembolso.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es dizem respeito a casos abstratos e simples. No caso das dedu\u00e7\u00f5es, a PwC assume como pressuposto que &#8220;o contribuinte n\u00e3o tem quaisquer outras despesas dedut\u00edveis, para al\u00e9m das despesas gerais e familiares&#8221;, de 250 euros.<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com\/economia\/2827070\/irs-quem-ganha-1250-pagara-1-quem-ganha-3000-pagara-95\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Pens\u00f5es: Quem ganha 1.250\u20ac pagar\u00e1 1\u20ac, quem ganha 3.000\u20ac pagar\u00e1 95\u20ac<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As novas tabelas de reten\u00e7\u00e3o do IRS v\u00e3o, em regra, reduzir os reembolsos ou aumentar o valor a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1494,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-1493","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1493"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1493\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1494"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}