{"id":149361,"date":"2025-11-12T14:43:52","date_gmt":"2025-11-12T14:43:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/149361\/"},"modified":"2025-11-12T14:43:52","modified_gmt":"2025-11-12T14:43:52","slug":"portugal-pode-crescer-mais-de-3-ao-ano-segundo-a-catolica-em-estudo-pedido-pela-euronext-e-aem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/149361\/","title":{"rendered":"Portugal pode crescer mais de 3% ao ano, segundo a Cat\u00f3lica em estudo pedido pela Euronext e AEM"},"content":{"rendered":"<p>        O futuro de Portugal que se pode perspectivar \u00e9 ser um dos campe\u00f5es da economia europeia, defendeu o Dean da Universidade Cat\u00f3lica. \u201cA nossa an\u00e1lise conclui que cada milh\u00e3o de euros investidos em I&amp;D em Portugal gera, em m\u00e9dia, 8 postos de trabalho qualificados, atrav\u00e9s dos efeitos diretos e indiretos na economia\u201d, disse Filipe Santos.    <\/p>\n<p>O Professor Filipe Santos, Dean da Cat\u00f3lica-Lisbon, apresentou os resultados do relat\u00f3rio: \u201cPortugal as a Prime Investment Destination: Infrastructure &amp; Innovation at the Core\u201d e que p\u00f5em Portugal como bem posicionado para ser ser um dos campe\u00f5es da economia europeia.<\/p>\n<p>As principais conclus\u00f5es \u00e9 que Portugal est\u00e1 a consolidar-se como um dos destinos de investimento mais competitivos da Europa, sustentando o seu desempenho econ\u00f3mico recente em transforma\u00e7\u00f5es estruturais de longo prazo.<\/p>\n<p>O pa\u00eds alia estabilidade macroecon\u00f3mica, capital humano altamente qualificado, infraestruturas energ\u00e9ticas e digitais avan\u00e7adas e um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o din\u00e2mico, que em conjunto refor\u00e7am a sua atratividade para o investimento global.<\/p>\n<p>\u201cUma economia, tipicamente, cresce por tr\u00eas fatores. Um fator \u00e9 quando se consegue incorporar conhecimento na economia de forma a aumentar a produtividade e isso ajuda em cerca de 1% ao ano. Por sermos um pa\u00eds atrativo para pessoas e talento, este valor de trabalho pode aumentar. A segunda parte \u00e9 quando se consegue aumentar o n\u00famero de pessoas que est\u00e3o empregadas e a terceira parte \u00e9 a intensidade do investimento. Da intensidade do investimento depende o impulso da economia portuguesa\u201d, defendeu Filipe Santos.<\/p>\n<p>\u201cO investimento est\u00e1 a recuperar, apesar de ser ainda t\u00edmido.\u00a0\u00a0O ponto aqui \u00e9 que n\u00f3s, com o potencial de desenvolvimento do capital humano que temos por ser um pa\u00eds atrativo para pessoas e talento, este 1% de conhecimento pode aumentar e se tivermos um aumento do investimento em Portugal, conseguimos tamb\u00e9m aumentar a intensidade do investimento, o que pode levar a economia a crescer de forma consistente e consolidada, acima de 3% nos pr\u00f3ximos anos\u201d, disse o Dean da Cat\u00f3lica numa apresenta\u00e7\u00e3o a jornalistas do estudo \u201cPortugal as a Prime Investment Destination: Infrastructure &amp; Innovation at the Core\u201d que vai ser apresentado hoje no Portugal Capital Markets Day 2025.<\/p>\n<p>O que vai de encontro ao que disse esta ter\u00e7a-feira o ministro de Estado e das Finan\u00e7as, Joaquim Miranda Sarmento, que defendeu que o Produto Interno Bruto (PIB) portugu\u00eas poder\u00e1 crescer 3% ao ano se se reduzir a burocracia e Portugal continuar a atrair m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel da Universidade Cat\u00f3lica diz que acha que isto \u00e9 poss\u00edvel porque \u201ch\u00e1 um conjunto de fatores estruturais e de capital humano e de ecossistema de inova\u00e7\u00e3o que permitem que haja essa transforma\u00e7\u00e3o da economia portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio foi desenvolvido pelo Centro de Estudos Aplicados Cat\u00f3lica Lisbon (UCP), a convite da Euronext e AEM, inserido como uma das a\u00e7\u00f5es do Portugal Capital Markets Day 2025, e d\u00e1 continuidade ao estudo publicado em 2024 sobre as tend\u00eancias estruturais da economia portuguesa, aprofundando agora os fatores cr\u00edticos que sustentam o seu posicionamento num contexto geopol\u00edtico em r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo analisa a evolu\u00e7\u00e3o destas duas dimens\u00f5es \u2014 Infraestrutura e Inova\u00e7\u00e3o \u2014 como pilares transversais de competitividade, destacando as \u00e1reas onde Portugal possui vantagens comparativas e oportunidades de investimento significativas.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise demonstra que o forte desempenho econ\u00f3mico registado entre 2022 e 2025 n\u00e3o \u00e9 circunstancial, mas resultado de motores sustent\u00e1veis de crescimento, como o refor\u00e7o do capital humano, a moderniza\u00e7\u00e3o das infraestruturas e a consolida\u00e7\u00e3o de um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o com impacto econ\u00f3mico e social duradouro.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio identifica ainda \u00e1reas de investimento emergentes, desde centros de I&amp;D e tecnologias avan\u00e7adas at\u00e9 energia, economia azul, log\u00edstica e manufatura de elevado valor acrescentado, refor\u00e7ando a vis\u00e3o de Portugal como um destino estrat\u00e9gico para investimento sustent\u00e1vel, inova\u00e7\u00e3o e talento global.<\/p>\n<p>Filipe Santos real\u00e7ou que o Governo \u201cest\u00e1 numa pol\u00edtica contra-c\u00edclica de poupan\u00e7a e de excedentes or\u00e7amentais, e isso \u00e9 quase o \u00fanico na economia europeia. Em 26 pa\u00edses, talvez haja tr\u00eas que t\u00eam excedente or\u00e7amental, Portugal \u00e9 um deles\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o Dean da Cat\u00f3lica, o que aconteceu \u00e9 que Portugal se tornou, a partir de 2021, 2022, atrativo para capital e talento. Para o economista \u201co fen\u00f3meno da imigra\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o necessariamente a imigra\u00e7\u00e3o de baixa qualifica\u00e7\u00e3o, tanto a de baixa qualifica\u00e7\u00e3o como a de elevada qualifica\u00e7\u00e3o, permitiu reverter o peso do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a in\u00e9rcia grande da economia portuguesa. A popula\u00e7\u00e3o e a popula\u00e7\u00e3o ativa estava a diminuir todos os anos, e isso puxa para baixo a economia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA partir de 2019, o saldo migrat\u00f3rio torna-se claramente positivo. Portanto, as pessoas que saem s\u00e3o muito menos do que as pessoas que chegam para serem residentes e para trabalharem\u201d, disse.<\/p>\n<p>Explicou ainda que a partir de certa altura, conseguiu inverter-se o crescimento da popula\u00e7\u00e3o, em vez de ser negativo, passou a ser positivo. Depois refor\u00e7ou-se \u00a0e todos os anos \u201cacrescentamos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o residente, cerca de 100 mil pessoas, 1% da popula\u00e7\u00e3o, a maior parte dos quais integra-se no mercado de trabalho\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, todos os anos, a economia cresce 1% s\u00f3 por termos mais pessoas a trabalhar, a consumir, a produzir, a criar riqueza. \u00a0Porqu\u00ea que isto \u00e9 bom e \u00e9 sustent\u00e1vel? Porque, ao contr\u00e1rio de muitos outros pa\u00edses, Portugal tem uma imigra\u00e7\u00e3o que, na sua grande maioria, \u00e9 pr\u00f3xima culturalmente, linguisticamente, religiosamente e tamb\u00e9m com elevada qualifica\u00e7\u00e3o. Ou seja, 50% da imigra\u00e7\u00e3o vem do Brasil ou de vem de pa\u00edses africanos de express\u00e3o portuguesa, portanto, muito f\u00e1cil de integrar no mercado de trabalho\u201d, defende o Dean da Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da popula\u00e7\u00e3o empregada em idade ativa revela que desde 2019 h\u00e1 dois pa\u00edses que se destacam acima de todos os outros, Espanha e Portugal. Ou seja, em 5 anos, pass\u00e1mos de uma base de 100 pessoas ativas para cerca de 106. Portanto cresceu 6% a popula\u00e7\u00e3o ativa, revela o estudo.<\/p>\n<p>\u201cHoje em dia, temos o desemprego a um baixo n\u00edvel recorde, temos 5,8% de desemprego. Temos o emprego no valor m\u00e1ximo de 5,3 milh\u00f5es de pessoas a trabalhar ativamente, a produzir, a pagar impostos, a pagar as contribui\u00e7\u00f5es sociais, o que tamb\u00e9m ajuda \u00e0s contas p\u00fablicas. O que permite que o Estado consolide a sua posi\u00e7\u00e3o, mantendo os apoios sociais\u201d, destaca Filipe Santos.<\/p>\n<p><strong>Portugal bem posicionado mesmo em contexto adverso<\/strong><\/p>\n<p>Filipe Santos falou do risco da pol\u00edtica tarif\u00e1ria da administra\u00e7\u00e3o Trump que pode prejudicar a economia portuguesa e europeia. \u201cNo entanto, da nossa an\u00e1lise, \u00a0o mercado americano representa apenas 7% das exporta\u00e7\u00f5es portuguesas. \u00a0Da nossa an\u00e1lise, se as tarifas no n\u00edvel forem um bocadinho acima do atual n\u00edvel, o impacto no\u00a0 PIB seria menos de 1% (de 0,1%). Obviamente haveria dor em alguns setores mais espec\u00edficos\u201d.<\/p>\n<p>Outro risco prende-se com \u201co aumento da incerteza geopol\u00edtica, se houver um escalar de conflito entre a Ucr\u00e2nia e a R\u00fassia, ou um arrefecimento das rela\u00e7\u00f5es com a China, pode haver um cen\u00e1rio onde as tens\u00f5es aumentem muito. Mas eu acho que, ironicamente, nesse cen\u00e1rio, Portugal sai beneficiado. Porque ser\u00e1 necess\u00e1rio muito mais investimento da Europa em defesa e autonomia estrat\u00e9gica; porque Portugal \u00e9 o local mais seguro da Europa, longe dos conflitos, uma ponte para a Am\u00e9rica e para a \u00c1frica e, portanto, no contexto atual, mesmo com um cen\u00e1rio de maior tens\u00e3o geopol\u00edtica, Portugal pode ser beneficiado\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>Portanto qual \u00e9 a raz\u00e3o para ser otimista? \u201cS\u00e3o as vantagens estruturais que a economia portuguesa desenvolveu nos \u00faltimos anos e que podem potenciar um ciclo de investimento produtivo e cria\u00e7\u00e3o de riqueza\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Quais as vantagens de Portugal (uma delas \u00e9 que temos energia barata)<\/strong><\/p>\n<p>O futuro est\u00e1 ligado \u00e0s vantagens que Portugal tem em energia\u00a0 renov\u00e1vel, em telecomunica\u00e7\u00f5es, em recursos naturais, em fontes de financiamento para a economia, em capital humano e em ecossistema de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s conseguimos ter 35% da energia a vir de fontes renov\u00e1veis, o que no contexto europeu \u00e9, de facto, singular. \u00a0A vantagem traduz-se numa redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da energia, especialmente para clientes industriais\u201d, defende. \u201cN\u00f3s temos um custo de energia abaixo da m\u00e9dia europeia neste momento e a economia digital, os centros de dados, a reindustrializa\u00e7\u00e3o faz-se com a energia barata. O facto de termos energia barata \u00e9 um fator competitivo important\u00edssimo neste processo de investimento que vai decorrer nos pr\u00f3ximos anos na Europa\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Portanto al\u00e9m da localiza\u00e7\u00e3o segura e estrat\u00e9gica, temos a energia barata. \u201cOutro elemento \u00e9 que hoje em dia a economia digital faz-se de conectividade, de telecomunica\u00e7\u00f5es e Portugal, fruto dos investimentos que foram feitos, tem uma situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m singular tanto no wireless, onde temos 100% do pa\u00eds coberto com 5G, como no broadband da fibr\u00f3tica, onde sempre fomos fortes e agora temos 90% e muito do pa\u00eds coberto. Portanto, em termos de conectividade, temos uma posi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m singular o que \u00e9 fundamental para a economia digital\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAo mesmo tempo, somos o ponto de interconex\u00e3o dos cabos submarinos que v\u00eam da Am\u00e9rica, da Am\u00e9rica Latina, de \u00c1frica, e h\u00e1 grandes investimentos em cabos submarinos que v\u00e3o desembarcar na costa portuguesa em Sines. O que faz com que sejamos um hub de conex\u00e3o para toda a Europa\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Aumento da produtividade agr\u00edcola e florestal<\/strong><\/p>\n<p>Filipe Santos numa longa apresenta\u00e7\u00e3o aos jornalista na sede da Euronext Lisbon falou tamb\u00e9m de uma transforma\u00e7\u00e3o que foi invis\u00edvel, mas que aconteceu na \u00faltima d\u00e9cada, referindo-se ao\u00a0aumento muito grande da produtividade agr\u00edcola e florestal.<\/p>\n<p>\u201cEm termos de recursos naturais, apesar de ter um pa\u00eds pequeno em dimens\u00e3o, temos caracter\u00edsticas \u00fanicas. Temos uma grande \u00e1rea florestal, com um tipo de \u00e1rvore muito competitiva, produtiva para a ind\u00fastria de pasta e papel e da\u00ed termos grandes empresas de pasta e papel, incluindo a Navigator, que \u00e9 um dos l\u00edderes mundiais neste setor e \u00e9 a empresa portuguesa com maior valor econ\u00f3mico acrescentado, porque tem a integra\u00e7\u00e3o vertical desde a floresta \u00e0 produ\u00e7\u00e3o eficiente e \u00e0 venda e marcas fortes\u201d, defendeu o Dean da Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>\u201cTemos a maior ind\u00fastria de corti\u00e7a do mundo, representamos 50% do mercado mundial de corti\u00e7a, com l\u00edderes mundiais como a Corti\u00e7a Amorim\u201d, referiu.<\/p>\n<p>\u201cSomos top 5 no mundo em exporta\u00e7\u00e3o de azeite e, obviamente, temos uma ind\u00fastria vin\u00edcola\u00a0 de vinhos, que t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o de qualidade pre\u00e7o, eu diria, \u00fanica no panorama mundial\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Filipe Santos atribui isto ao bom uso da \u00e1gua e lembra que o projeto do Alqueva foi transformador para o sul de Portugal, a \u00e1rea irrigada aumentou muito e a produtividade agr\u00edcola aumentou. \u201cDe notar que n\u00f3s temos um bom sistema de reservat\u00f3rios de \u00e1gua de albufeiras para todo o pa\u00eds. N\u00f3s, no pico do Ver\u00e3o, t\u00ednhamos a reserva de \u00e1gua acima de 70%, o que \u00e9 acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Temos uma Estrat\u00e9gia Nacional da \u00c1gua bem pensada que vai permitir que a \u00e1gua seja um recurso estrat\u00e9gico e n\u00e3o escasso para os pr\u00f3ximos anos para a economia portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>Uma outra nota, a \u00e1gua \u00e9 fundamental para a economia digital, para o arrefecimento dos centros de dados que precisam de espa\u00e7o, de energia e de \u00e1gua, lembrou.<\/p>\n<p>\u201cDepois \u00a0a chamada economia azul, \u00e9 um potencial ainda emergente, mas que vai criar novas oportunidades de investimentos. Temos ainda um setor de aquacultura que est\u00e1 em tremendo crescimento e que duplicou em menos de uma d\u00e9cada\u201d, sublinhou.<\/p>\n<p>\u201cTemos tamb\u00e9m as maiores reservas de l\u00edtio da Europa, 60 mil toneladas m\u00e9tricas, o que \u00e9 o maior da Europa e \u00e9 um componente essencial para a eletrifica\u00e7\u00e3o. Para a autonomia estrat\u00e9gica da Europa face ao resto do mundo estas reservas s\u00e3o fundamentais. Al\u00e9m tamb\u00e9m de termos alguns minerais essenciais\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>No financiamento, reconheceu que atravess\u00e1mos momentos dif\u00edceis que o nosso sistema banc\u00e1rio, mas que hoje em dia temos um \u201csistema banc\u00e1rio s\u00f3lido, dos mais s\u00f3lidos da Europa, que tem um r\u00e1cio de capital acima dos 20%, pelo que h\u00e1 capacidade de concess\u00e3o de cr\u00e9dito. Por outro lado somos muito avan\u00e7ados na quest\u00e3o dos sistemas de pagamento\u201d.<\/p>\n<p>Filipe Santos destacou que temos conseguido ter empresas muito inovadoras, \u201cpor exemplo, quem vai garantir a seguran\u00e7a do Eurodigital primeiramente, vai ser a portuguesa Feezai, o unic\u00f3rnio na \u00e1rea da Ciberseguran\u00e7a e IA\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos dois anos, atingimos a m\u00e9dia europeia em termos de poupan\u00e7a. Esta poupan\u00e7a vai para os bancos, vai para o mercado de capitais, e pode ser canalizada em investimentos e, portanto, em termos financeiros, temos condi\u00e7\u00f5es e, havendo tamb\u00e9m uma expans\u00e3o dos mercados de capitais como desejamos, h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para financiar e apoiar o crescimento da economia portuguesa\u201d, frisou ainda.<\/p>\n<p>Tudo isto para dizer que \u201ctodas estas condi\u00e7\u00f5es permitem projetos industriais de grande escala. Um deles \u00e9 o \u2018Hub\u2019 de Sines, um dos portos de \u00e1gua profunda maiores da Europa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFoi criado em Sines um Data Center que tem v\u00e1rias fases de implementa\u00e7\u00e3o, mas a primeira fase j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00edda e, ao operar, e pode ser um dos maiores da Europa. O investimento, na sua conclus\u00e3o, ser\u00e1 cerca de 3 bili\u00f5es de euros\u201d, disse referindo-se ao Start Campus.<\/p>\n<p>\u201cTemos agora a informa\u00e7\u00e3o de um contrato com uma empresa chinesa de produ\u00e7\u00e3o de baterias fotovoltaicas na zona de Sines.\u00a0Temos projetos de hidrog\u00e9nio verde da Repsol e da Galp. Temos todo um cluster industrial e energ\u00e9tico na \u00e1rea de Sines. Est\u00e1-se a criar aqui, digamos, um polo de desenvolvimento industrial da economia portuguesa\u201d, referiu.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia do capital humano<\/strong><\/p>\n<p>Mas uma economia n\u00e3o se desenvolve sem refor\u00e7ar o seu capital humano e sem ter incorpora\u00e7\u00e3o de conhecimento, defendeu.<\/p>\n<p>O investimento de qualifica\u00e7\u00e3o e do capital humano portugu\u00eas foi enorme nos \u00faltimos anos, sem igual, comparando com outros pa\u00edses, o que permite a converg\u00eancia e at\u00e9 a ultrapassagem de Portugal em rela\u00e7\u00e3o a alguns pa\u00edses, como a It\u00e1lia, em termos da qualifica\u00e7\u00e3o da sua for\u00e7a de trabalho. \u201cIsto \u00e9 muito importante para aquele 1% da incorpora\u00e7\u00e3o de conhecimento\u201d, revelou. \u201cTem havido um refor\u00e7o da dimens\u00e3o do ensino superior universit\u00e1rio em Portugal. Isto \u00e9 poss\u00edvel porque o setor universit\u00e1rio tem uma elevada qualidade\u00a0 e permite atrair alunos internacionais, cientistas internacionais, para trabalharem e produzirem em Portugal\u201d, o que permite contornar a crise demogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>O crescimento da economia vai-se fazer atrav\u00e9s da atra\u00e7\u00e3o de talento e da produtividade que esse talento tem na economia, defendeu.<\/p>\n<p>Por outro lado, \u201cestamos muito atrativos para os milion\u00e1rios\u201d do mundo. Uma consultora apontou que este ano \u00e9 esperado ascender a 1.400 os novos milion\u00e1rios que chegam a Portugal, \u00e9 a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o mundial\u201d.<\/p>\n<p>Disse tamb\u00e9m que \u201cPortugal hoje em dia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 Lisboa, \u00e9 multipolar, em termos de ecossistema de inova\u00e7\u00e3o o que \u00e9 importante para a consolida\u00e7\u00e3o do potencial de crescimento. Por exemplo, temos um cluster aeron\u00e1utico em \u00c9vora. Coimbra gerou a Critical Software, uma das maiores empresas de software nacionais com parcerias internacionais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO pa\u00eds tem hoje manufatura de elevada qualidade, s\u00f3 para dar um exemplo, os sapatos portugueses est\u00e3o no ranking dos segundo melhores do mundo, depois da It\u00e1lia\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Portugal est\u00e1 muito bem posicionado em \u00e1reas que v\u00e3o ser de forte crescimento no futuro, disse o economista.<\/p>\n<p><strong>Quatro oportunidades de investimento<\/strong><\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 quatro oportunidades de investimento que se destacam. Uma \u00e9 Sa\u00fade, Ind\u00fastria Farmac\u00eautica e Biotecnologia. Outra s\u00e3o os Centros de Compet\u00eancia das Empresas Multinacionais. Outra a Digital\/Cloud Industrie e outra ainda a \u00e1rea da Defesa e Drones\u201d, referiu.<\/p>\n<p>Na Sa\u00fade, Ind\u00fastria Farmac\u00eautica e Biotecnologia \u201ctemos centros de investiga\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia do melhor que se faz no mundo\u201d.<\/p>\n<p>Acrescentou que \u201ch\u00e1 cerca de 5 bili\u00f5es de euros de exporta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria farmac\u00eautica portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA nossa an\u00e1lise conclui que cada milh\u00e3o de euros investidos em I&amp;D em Portugal gera, em m\u00e9dia, 8 postos de trabalho qualificados, atrav\u00e9s dos efeitos diretos e indiretos na economia\u201d, disse Filipe Santos.<\/p>\n<p>\u201cTemos em Portugal centros de compet\u00eancia em servi\u00e7os de elevado valor acrescentado de multinacionais. Por exemplo o BNP Paribas foi o maior recrutador qualificado de Portugal nos \u00faltimos sete anos, tem 10 mil pessoas a trabalha em centros de compet\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Vai ser necess\u00e1rio um enorme investiment0 na Europa em Data Centers para a economia digital e todas as fases da cadeia de valor. Portugal est\u00e1 bem posicionado para ser um dos motores da economia digital na Europa, defendeu.<\/p>\n<p>\u201cFinalmente temos a defesa onde vai haver enormes investimentos. Temos algumas empresas de fornecimento de componentes, e temos um ind\u00fastria de metalomec\u00e2nica com enorme qualifica\u00e7\u00e3o. Temos empresas da \u00e1rea dos drones e da aeron\u00e1utica\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O futuro de Portugal que se pode perspectivar \u00e9 ser um dos campe\u00f5es da economia europeia, defendeu o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":149362,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,32569,33],"class_list":{"0":"post-149361","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-portugal-as-a-prime-investment-destination-infrastructure-innovation-at-the-core","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115537265557517470","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149361"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149361\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/149362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}