{"id":14995,"date":"2025-08-04T01:28:49","date_gmt":"2025-08-04T01:28:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14995\/"},"modified":"2025-08-04T01:28:49","modified_gmt":"2025-08-04T01:28:49","slug":"estranhos-sinais-detetados-no-gelo-da-antartida-parecem-desafiar-as-leis-da-fisica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/14995\/","title":{"rendered":"Estranhos sinais detetados no gelo da Ant\u00e1rtida parecem desafiar as leis da f\u00edsica"},"content":{"rendered":"<p _d-id=\"8148\">Os cientistas est\u00e3o a tentar resolver um mist\u00e9rio que dura h\u00e1 uma d\u00e9cada &#8211; a identidade de sinais an\u00f3malos detetados por baixo do gelo na Ant\u00e1rtida.<\/p>\n<p _d-id=\"8158\">As estranhas ondas de r\u00e1dio surgiram durante a investiga\u00e7\u00e3o de outro fen\u00f3meno invulgar: part\u00edculas c\u00f3smicas de alta energia conhecidas como neutrinos. Chegando \u00e0 Terra vindos dos confins do cosmos, os neutrinos s\u00e3o muitas vezes chamados \u201cfantasmag\u00f3ricos\u201d porque s\u00e3o extremamente vol\u00e1teis, ou vaporosos, e podem atravessar qualquer tipo de mat\u00e9ria sem se alterarem.<\/p>\n<p _d-id=\"8160\">Ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, os investigadores realizaram v\u00e1rias experi\u00eancias utilizando vastas extens\u00f5es de \u00e1gua e gelo, concebidas para procurar neutrinos, que poderiam lan\u00e7ar luz sobre os misteriosos raios c\u00f3smicos, as part\u00edculas mais altamente energ\u00e9ticas do universo. Um desses projetos foi a Antarctic Impulsive Transient Antenna, ou ANITA, uma superantena da NASA, que sobrevoou a Ant\u00e1rtida entre 2006 e 2016.<\/p>\n<p _d-id=\"8162\">Foi durante essa busca\u00a0que a ANITA captou ondas de r\u00e1dio an\u00f3malas que n\u00e3o pareciam ser neutrinos.<\/p>\n<p _d-id=\"8164\">Os sinais vinham de baixo do horizonte, sugerindo que tinham passado por milhares de quil\u00f3metros de rocha antes de chegarem ao detetor. Mas as ondas de r\u00e1dio deveriam ter sido absorvidas pela rocha. A equipa do ANITA considerou que estes sinais an\u00f3malos n\u00e3o podiam ser explicados pelo conhecimento atual da f\u00edsica das part\u00edculas.<\/p>\n<p _d-id=\"8166\">Observa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises posteriores com outros instrumentos, incluindo uma recentemente efetuada pelo Observat\u00f3rio Pierre Auger na Argentina, n\u00e3o conseguiram encontrar os mesmos sinais. Os resultados da\u00a0Pierre Auger Collaboration, que re\u00fane mais de 500 cientistas de v\u00e1rios pa\u00edses,\u00a0foram publicados na revista <a href=\"https:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/PhysRevLett.134.121003\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Physical Review Letters<\/a> em mar\u00e7o.<\/p>\n<p _d-id=\"8169\">A origem dos sinais an\u00f3malos ainda n\u00e3o \u00e9 clara, diz a coautora do estudo Stephanie Wissel, professora associada de f\u00edsica, astronomia e astrof\u00edsica na Universidade Estatal da Pensilv\u00e2nia, Estados Unidos.<\/p>\n<p _d-id=\"8171\">\u201cO nosso novo estudo indica que tais sinais n\u00e3o foram observados por uma experi\u00eancia como o Observat\u00f3rio Pierre Auger\u201d, aponta Wissel. \u201cPor isso, n\u00e3o indica que haja nova f\u00edsica, mas sim mais informa\u00e7\u00e3o para acrescentar \u00e0 hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p _d-id=\"8173\">Detetores maiores e mais sens\u00edveis podem ser capazes de resolver o mist\u00e9rio ou, em \u00faltima an\u00e1lise, provar se os sinais an\u00f3malos foram um acaso, enquanto se continua a procurar os enigm\u00e1ticos neutrinos e as suas fontes, dizem os cientistas.<\/p>\n<p>A procura de neutrinos <\/p>\n<p _d-id=\"8177\">A dete\u00e7\u00e3o de neutrinos na Terra permite aos investigadores rastre\u00e1-los at\u00e9 \u00e0s suas fontes, que os cientistas acreditam serem principalmente os raios c\u00f3smicos que atingem a atmosfera do nosso planeta.<\/p>\n<p _d-id=\"8179\">Os raios c\u00f3smicos, as part\u00edculas mais energ\u00e9ticas do Universo, s\u00e3o constitu\u00eddos principalmente por prot\u00f5es ou n\u00facleos at\u00f3micos e s\u00e3o libertados por todo o Universo porque o que os produz \u00e9 um acelerador de part\u00edculas t\u00e3o potente que ultrapassa as capacidades do Grande Acelerador de Hadr\u00f5es. Os neutrinos podem ajudar os astr\u00f3nomos a compreender melhor os raios c\u00f3smicos e o que os lan\u00e7a no cosmos.<\/p>\n<p _d-id=\"8181\">Mas os neutrinos s\u00e3o dif\u00edceis de encontrar porque quase n\u00e3o t\u00eam massa e podem atravessar inalterados os ambientes mais extremos, como estrelas e gal\u00e1xias inteiras. No entanto, interagem com a \u00e1gua e o gelo.<\/p>\n<p _d-id=\"8183\">A ANITA foi concebida para procurar os neutrinos mais energ\u00e9ticos do Universo, a energias mais elevadas do que as que j\u00e1 foram detetadas, esclarece Justin Vandenbroucke, professor associado de f\u00edsica na Universidade de Wisconsin-Madison, EUA. As suas antenas de r\u00e1dio\u00a0procuram um pulso curto de ondas de r\u00e1dio produzido quando um neutrino colide com um \u00e1tomo no gelo da Ant\u00e1rtida, levando a uma chuva de part\u00edculas de baixa energia.<\/p>\n<p _d-id=\"8186\">Durante os seus voos, a ANITA encontrou fontes de part\u00edculas de alta energia provenientes do gelo, uma esp\u00e9cie de chuva de raios c\u00f3smicos ao contr\u00e1rio. O detetor tamb\u00e9m \u00e9 sens\u00edvel aos raios c\u00f3smicos de energia ultra-alta que caem sobre a Terra e criam uma explos\u00e3o de r\u00e1dio que atua como um feixe de ondas de r\u00e1dio.<\/p>\n<p _d-id=\"8188\">Quando a ANITA observa um raio c\u00f3smico, o feixe da lanterna \u00e9 na realidade uma explos\u00e3o de ondas de r\u00e1dio com a dura\u00e7\u00e3o de um nanossegundo, que pode ser mapeada como uma onda para mostrar como se reflete no gelo.<\/p>\n<p>Uma anomalia nos dados <\/p>\n<p _d-id=\"8192\">Por duas vezes, nos seus dados dos voos ANITA, a equipa original da experi\u00eancia detetou sinais que surgiam atrav\u00e9s do gelo num \u00e2ngulo muito mais acentuado do que o previsto por qualquer modelo, tornando imposs\u00edvel rastrear os sinais at\u00e9 \u00e0s suas fontes originais.<\/p>\n<p _d-id=\"8194\">\u201cAs ondas de r\u00e1dio que detet\u00e1mos h\u00e1 quase uma d\u00e9cada estavam em \u00e2ngulos muito acentuados, cerca de 30 graus abaixo da superf\u00edcie do gelo\u201d, indica Wissel.<\/p>\n<p _d-id=\"8196\">Os neutrinos podem viajar atrav\u00e9s de muita mat\u00e9ria, mas n\u00e3o atrav\u00e9s da Terra, acrescenta Vandenbroucke.<\/p>\n<p _d-id=\"15459\">\u201cEspera-se que cheguem de um ponto ligeiramente abaixo do horizonte, onde n\u00e3o h\u00e1 muita Terra para serem absorvidos\u201d, explica. &#8220;Os eventos an\u00f3malos da ANITA s\u00e3o intrigantes porque parecem vir de muito abaixo do horizonte, pelo que os neutrinos teriam de viajar atrav\u00e9s de grande parte da Terra. Isto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de acordo com o Modelo Padr\u00e3o da f\u00edsica de part\u00edculas.&#8221;<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Os instrumentos do ANITA foram concebidos para detetar ondas de r\u00e1dio provenientes de raios c\u00f3smicos que atingem a atmosfera. Stephanie Wissel\/Penn State\" height=\"750\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754270928_101_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Os instrumentos da ANITA foram concebidos para detetar ondas de r\u00e1dio provenientes de raios c\u00f3smicos que atingem a atmosfera. Stephanie Wissel\/Penn State <\/p>\n<p _d-id=\"15461\">A Pierre Auger Collaboration, que inclui centenas de cientistas de todo o mundo, analisou mais de uma d\u00e9cada de dados para tentar compreender os sinais an\u00f3malos detetados pela ANITA.<\/p>\n<p _d-id=\"15466\">A equipa tamb\u00e9m utilizou o seu observat\u00f3rio para tentar encontrar os mesmos sinais. O Observat\u00f3rio Auger \u00e9 um detetor h\u00edbrido que utiliza dois m\u00e9todos para encontrar e estudar os raios c\u00f3smicos. Um m\u00e9todo baseia-se na dete\u00e7\u00e3o de part\u00edculas de alta energia \u00e0 medida que interagem com a \u00e1gua em tanques na superf\u00edcie da Terra, e o outro m\u00e9todo segue as potenciais intera\u00e7\u00f5es com a luz ultravioleta no alto da atmosfera do nosso planeta.<\/p>\n<p _d-id=\"15468\">\u201cO Observat\u00f3rio Auger utiliza uma t\u00e9cnica muito diferente para observar chuvas de raios c\u00f3smicos de energia ultra-alta, usando o brilho secund\u00e1rio das part\u00edculas carregadas \u00e0 medida que atravessam a atmosfera para determinar a dire\u00e7\u00e3o do raio c\u00f3smico que o iniciou\u201d, observa Peter Gorham, professor de f\u00edsica na Universidade do Havai em M\u0101noa, EUA. \u201cUtilizando simula\u00e7\u00f5es em computador do que seria uma chuva de part\u00edculas se se tivesse comportado como os eventos an\u00f3malos da ANITA, podem gerar uma esp\u00e9cie de modelo para eventos semelhantes e depois procurar nos seus dados se aparece alguma coisa parecida.\u201d<\/p>\n<p _d-id=\"15470\">Gorham, que n\u00e3o esteve envolvido na nova investiga\u00e7\u00e3o, projetou a ANITA e conduziu outras investiga\u00e7\u00f5es para compreender melhor os sinais an\u00f3malos.<\/p>\n<p _d-id=\"15472\">Embora o Observat\u00f3rio Auger tenha sido concebido para medir as chuvas de part\u00edculas descendentes produzidas na atmosfera por raios c\u00f3smicos de energia ultra-alta, a equipa reformulou a sua an\u00e1lise de dados para procurar chuvas ascendentes, adianta Vandenbroucke, que n\u00e3o trabalhou no novo estudo, mas fez a sua revis\u00e3o antes da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p _d-id=\"15474\">\u201cO Auger tem uma enorme \u00e1rea de recolha para tais eventos, maior do que a ANITA\u201d, diz. \u201cSe os eventos an\u00f3malos da ANITA s\u00e3o produzidos por qualquer part\u00edcula que viaja atrav\u00e9s da Terra e depois produz chuvas ascendentes, ent\u00e3o o Auger deveria ter detetado muitas delas, e n\u00e3o detetou.\u201d<\/p>\n<p _d-id=\"15476\">Um <a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab791d\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estudo de acompanhamento separado<\/a>, utilizando a experi\u00eancia IceCube, que tem sensores embutidos nas profundezas do gelo ant\u00e1rtico, tamb\u00e9m procurou os sinais an\u00f3malos.<\/p>\n<p _d-id=\"15478\">\u201cComo o IceCube \u00e9 muito sens\u00edvel, se os eventos an\u00f3malos da ANITA fossem neutrinos, ent\u00e3o t\u00ea-los-\u00edamos detetado\u201d, garante Vandenbroucke, que liderou o grupo de trabalho IceCube Neutrino Sources entre 2019 e 2022.<\/p>\n<p _d-id=\"15480\">\u201c\u00c9 um problema interessante porque ainda n\u00e3o temos uma explica\u00e7\u00e3o para o que s\u00e3o essas anomalias, mas o que sabemos \u00e9 que muito provavelmente n\u00e3o representam neutrinos\u201d, afirma Wissel.<\/p>\n<p _d-id=\"15483\">Curiosamente, um tipo diferente de neutrino, chamado neutrino tau, \u00e9 uma hip\u00f3tese que alguns cientistas colocaram como causa dos sinais an\u00f3malos.<\/p>\n<p _d-id=\"15485\">Os neutrinos tau podem regenerar-se. Quando decaem a altas energias, produzem outro neutrino tau, bem como uma part\u00edcula chamada lept\u00e3o tau &#8211; semelhante a um eletr\u00e3o, mas muito mais pesado.<\/p>\n<p _d-id=\"15487\">Mas o que torna o cen\u00e1rio do neutrino tau muito improv\u00e1vel \u00e9 a inclina\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo ligado ao sinal, aponta Wissel.<\/p>\n<p _d-id=\"15489\">\u201cEspera-se que todos estes neutrinos tau estejam muito, muito perto do horizonte, talvez um a cinco graus abaixo do horizonte. Estes est\u00e3o 30 graus abaixo do horizonte. H\u00e1 demasiado material. Na verdade, perderiam bastante energia e n\u00e3o seriam detet\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n<p>O futuro da dete\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p _d-id=\"15493\">No fim de contas, Gorham e os outros cientistas n\u00e3o fazem ideia de qual \u00e9 a origem dos eventos an\u00f3malos da ANITA. At\u00e9 agora, nenhuma interpreta\u00e7\u00e3o corresponde aos sinais, o que faz com que os cientistas continuem a tentar resolver o mist\u00e9rio. No entanto, a resposta pode estar \u00e0 vista.<\/p>\n<p _d-id=\"15495\">Wissel est\u00e1 tamb\u00e9m a trabalhar num novo detetor, o Payload for Ultra-High Energy Observations ou PUEO, que ir\u00e1 sobrevoar a Ant\u00e1rtida durante um m\u00eas, a partir de dezembro. Maior e dez vezes mais sens\u00edvel do que a ANITA, o PUEO poder\u00e1 revelar mais informa\u00e7\u00f5es sobre o que est\u00e1 a causar os sinais an\u00f3malos detetados pela ANITA, acredita Wissel.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"A experi\u00eancia ANITA voou quatro vezes entre 2006 e 2016. Stephanie Wissel\/Penn State\" height=\"750\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754270929_144_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   A ANITA voou quatro vezes entre 2006 e 2016. Stephanie Wissel\/Penn State <\/p>\n<p _d-id=\"15498\">\u201cNeste momento, \u00e9 um destes mist\u00e9rios de longa data\u201d, assume Wissel. &#8220;Estou entusiasmado com o facto de, quando voarmos com o PUEO, termos uma melhor sensibilidade. Em princ\u00edpio, deveremos ser capazes de compreender melhor estas anomalias, o que contribuir\u00e1 muito para a compreens\u00e3o das nossas origens e, em \u00faltima an\u00e1lise, para a dete\u00e7\u00e3o de neutrinos no futuro.&#8221;<\/p>\n<p _d-id=\"15502\">Gorham diz que o PUEO, um acr\u00f3nimo que faz refer\u00eancia ao mocho havaiano, dever\u00e1 ter a sensibilidade necess\u00e1ria para captar muitos sinais an\u00f3malos e ajudar os cientistas a encontrar uma resposta.<\/p>\n<p _d-id=\"18988\">\u201cPor vezes, \u00e9 preciso voltar \u00e0 prancheta e descobrir o que s\u00e3o estas coisas\u201d, considera Wissel. \u201cO cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel \u00e9 que se trate de alguma f\u00edsica mundana que possa ser explicada, mas estamos a bater a todas as portas para tentar descobrir o que s\u00e3o.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os cientistas est\u00e3o a tentar resolver um mist\u00e9rio que dura h\u00e1 uma d\u00e9cada &#8211; a identidade de sinais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14996,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[609,836,3485,4850,611,27,109,107,108,607,608,333,832,604,135,610,476,121,301,830,603,570,831,833,62,1149,834,5991,13,835,602,52,32,33,105,103,104,5992,106,110,29,2077],"class_list":{"0":"post-14995","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-anita","11":"tag-antartida","12":"tag-ao-minuto","13":"tag-breaking-news","14":"tag-ciencia","15":"tag-ciencia-e-tecnologia","16":"tag-cienciaetecnologia","17":"tag-cnn","18":"tag-cnn-portugal","19":"tag-comentadores","20":"tag-costa","21":"tag-crime","22":"tag-desporto","23":"tag-direto","24":"tag-economia","25":"tag-fisica","26":"tag-governo","27":"tag-guerra","28":"tag-justica","29":"tag-live","30":"tag-mais-vistas","31":"tag-marcelo","32":"tag-mundo","33":"tag-nasa","34":"tag-negocios","35":"tag-neutrinos","36":"tag-noticias","37":"tag-opiniao","38":"tag-pais","39":"tag-politica","40":"tag-portugal","41":"tag-pt","42":"tag-science","43":"tag-science-and-technology","44":"tag-scienceandtechnology","45":"tag-sinais","46":"tag-technology","47":"tag-tecnologia","48":"tag-ultimas","49":"tag-universo"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}