{"id":151608,"date":"2025-11-14T11:32:08","date_gmt":"2025-11-14T11:32:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/151608\/"},"modified":"2025-11-14T11:32:08","modified_gmt":"2025-11-14T11:32:08","slug":"prefiro-ser-conhecido-como-um-senhor-que-trabalha-em-televisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/151608\/","title":{"rendered":"Prefiro ser conhecido como um senhor que trabalha em televis\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;2050 \u2013 25 Anos do Terramoto de Lisboa&#8221; \u00e9 o nome da primeira s\u00e9rie de fic\u00e7\u00e3o em \u00e1udio da r\u00e1dio Comercial, lan\u00e7ada recentemente. No \u00e2mbito da estreia do projeto, o Fama ao Minuto conversou com um dos protagonistas deste projeto que conta com um elenco de luxo.\u00a0<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de fic\u00e7\u00e3o, produzida em parceira com o Quake &#8211; Museu do Terramoto, ganha voz com nomes como Afonso Pimentel, Gabriela Barros, Pedro Teixeira ou J\u00falio Isidro. Satisfeito por fazer parte deste elenco, o veterano comunicador contou-nos em entrevista como correu esta experi\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00falio Isidro, que recusa o t\u00edtulo de &#8220;senhor televis\u00e3o&#8221;, deixou-nos claro que a r\u00e1dio \u00e9 um dos seus dois amores e mostrou-se orgulhoso por fazer parte desta s\u00e9rie de fic\u00e7\u00e3o em \u00e1udio, escrita por Patr\u00edcia Reis, que o fez recuar ao tempo das radionovelas.\u00a0<\/p>\n<p>Aceitou imediatamente o convite para fazer parte deste projeto?<\/p>\n<p>Sem d\u00favida! O terramoto de 1755 n\u00e3o foi apenas um facto hist\u00f3rico. 270 anos depois deve continuar a ser um motivo da nossa aten\u00e7\u00e3o j\u00e1 que a sua repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre uma possibilidade.<\/p>\n<p>Fazer parte de um formato &#8211; s\u00e9rie de fic\u00e7\u00e3o em \u00e1udio &#8211; que teve enorme sucesso durante uma determinada \u00e9poca em Portugal f\u00e1-lo recuar no tempo?<\/p>\n<p>Sou do tempo do romance &#8220;A coxinha do Tide&#8221;, que as minhas av\u00f3s ouviam atentamente. A radionovela foi tamb\u00e9m uma forma de teatro radiof\u00f3nico que deu a conhecer grandes autores e pe\u00e7as interpretadas pela nata dos nossos atores. Recuei ao tempo das r\u00e1dios comerciais e tamb\u00e9m da Emissora Nacional, no chamado teatro invis\u00edvel. Era cultura o que se ouvia.<\/p>\n<p>Como foi para algu\u00e9m t\u00e3o habituado a estar diante das c\u00e2maras, atuar usado apenas a voz?<\/p>\n<p>\u00c9 o que fa\u00e7o mais. Se os espectadores me conhecem a cara, a minha voz \u00e9 tamb\u00e9m a minha imagem de marca. Tenho muitos anos de r\u00e1dio a contar e descrever imagens. Durante uma hora mudei o registo para essa forma de comunica\u00e7\u00e3o que vive sobretudo dos sons.<\/p>\n<p>Teve oportunidade de cruzar-se com o restante elenco, como correu a experi\u00eancia e intera\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/p>\n<p>Do elenco, s\u00f3 me cruzei com um jovem que fazia o papel de jornalista e a intera\u00e7\u00e3o foi excelente.<\/p>\n<p>As radionovelas tiveram grande popularidade em Portugal entre 1950 e 1970, nos dias de hoje com o formato podcast \u00e9 poss\u00edvel fazer com que as pessoas voltem a interessar-se por este formato?<\/p>\n<p>Em vez de ouvirem num aparelho de r\u00e1dio, ouvem agora no computador, no iPad ou no telem\u00f3vel. Ouvir e imaginar atrav\u00e9s da palavra \u00e9 um exerc\u00edcio muito salutar para estimular a imagina\u00e7\u00e3o e construir as nossas pr\u00f3prias hist\u00f3rias. Espero que as pessoas venham a gostar, estranham e depois entranham.<\/p>\n<p>Durante as grava\u00e7\u00f5es, deu por si a pensar &#8220;e se de facto existir&#8221; um novo terramoto em Lisboa? \u00c9 uma tem\u00e1tica que o preocupa particularmente?<\/p>\n<p>Na interpreta\u00e7\u00e3o vesti o papel de um historiador. Como disse, sei que Portugal assenta numa falha tect\u00f3nica e n\u00e3o est\u00e1 livre de outro sismo. O que me preocupa \u00e9 saber se as novas constru\u00e7\u00f5es s\u00e3o mesmo antis\u00edsmicas e se as pessoas est\u00e3o informadas e preparadas para uma muito indesej\u00e1vel r\u00e9plica de 1755.<\/p>\n<p>\u00c9 conhecido como &#8220;o senhor televis\u00e3o&#8221;, mas a r\u00e1dio tem igualmente um lugar especial no seu cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Prefiro ser conhecido como um &#8220;senhor que trabalha em televis\u00e3o&#8221;. 65 anos \u00e0 frente das c\u00e2maras, 57 anos atr\u00e1s de microfones de r\u00e1dio, obrigam-me a concluir que tenho dois amores. Mas um \u00e9 mais forte do que o outro: a r\u00e1dio onde posso criar mundos de intera\u00e7\u00e3o apenas dependendo de mim. E depois, n\u00e3o tenho de me maquilhar.<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com\/fama\/2874941\/nao-quero-ser-apresentadora-mas-para-dar-voz-ao-justo-estou-disponivel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">&#8220;N\u00e3o quero ser apresentadora, mas para dar voz ao justo estou dispon\u00edvel&#8221;<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;2050 \u2013 25 Anos do Terramoto de Lisboa&#8221; \u00e9 o nome da primeira s\u00e9rie de fic\u00e7\u00e3o em \u00e1udio&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":151609,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[141],"tags":[114,115,149,150,32,33],"class_list":{"0":"post-151608","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-musica","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-music","11":"tag-musica","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115547835336054809","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151608\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/151609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}