{"id":151935,"date":"2025-11-14T17:37:10","date_gmt":"2025-11-14T17:37:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/151935\/"},"modified":"2025-11-14T17:37:10","modified_gmt":"2025-11-14T17:37:10","slug":"mocambique-com-diagnosticos-de-turberculose-acima-de-80-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/151935\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique com diagn\u00f3sticos de turberculose acima de 80% \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Mo\u00e7ambique alcan\u00e7ou n\u00edveis de diagn\u00f3stico da tuberculose acima de 80% em 2024, verificando-se confirma\u00e7\u00e3o bacteriol\u00f3gica da doen\u00e7a em metade das notifica\u00e7\u00f5es,\u00a0mas registou falhas na cobertura da tuberculose multirresistente,\u00a0segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>De acordo com \u201cRelat\u00f3rio Global de Tuberculose 2025\u201d, divulgado pela\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS),\u00a0<strong>Mo\u00e7ambique est\u00e1 entre os tr\u00eas pa\u00edses com elevada carga de tuberculose<\/strong>\u00a0multirresistente aos antibi\u00f3ticos\u00a0que n\u00e3o atingiram 50% na cobertura de diagn\u00f3stico da doen\u00e7a em 2024, com um n\u00edvel de abrang\u00eancia de 31%, lista que partilha\u00a0com a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, com 35%.<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses africanos com o mesmo problema, o documento enumera a\u00a0Som\u00e1lia, \u00c1frica do Sul, Angola, Z\u00e2mbia e Zimbabu\u00e9.<\/p>\n<p>Segundo o documento, apesar do\u00a0impasse, Mo\u00e7ambique est\u00e1\u00a0tamb\u00e9m entre\u00a0os pa\u00edses que, \u201cpara al\u00e9m do que seria esperado\u201d, registaram uma\u00a0<strong>redu\u00e7\u00e3o na ordem dos 5% em novas\u00a0notifica\u00e7\u00f5es no primeiro semestre de\u00a02025<\/strong>, o que, reitera-se, \u201csugere\u00a0um panorama misto que exigir\u00e1 uma aten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua\u201d. Uma lista que tamb\u00e9m inclui\u00a0Qu\u00e9nia\u00a0e\u00a0Uganda.<\/p>\n<p>As notifica\u00e7\u00f5es de casos da doen\u00e7a entre a\u00a0maioria dos pa\u00edses com elevada carga de tuberculose, ca\u00edram em 2020 e, posteriormente, recuperaram para o n\u00edvel pr\u00e9-pandemia (2019) ou que o ultrapassaram mesmo, mas a Rep\u00fablica Centro-Africana, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e a Nig\u00e9ria registaram um\u00a0aumento das notifica\u00e7\u00f5es\u00a0ao longo do per\u00edodo de 2019 a 2024, descreve-se.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, o n\u00famero de pessoas rec\u00e9m-diagnosticadas e a\u00a0percentagem de casos da doen\u00e7a\u00a0oficialmente notificados\u00a0em rela\u00e7\u00e3o\u00a0ao n\u00famero estimado de pessoas que desenvolveram a infe\u00e7\u00e3o ultrapassou\u00a080% em alguns pa\u00edses como a\u00a0Eti\u00f3pia, Qu\u00e9nia, Mo\u00e7ambique, Uganda e Z\u00e2mbia.<\/p>\n<p>\u201cEm Mo\u00e7ambique, em particular, o sobrediagn\u00f3stico pode ter inflacionado artificialmente os dados de notifica\u00e7\u00e3o, dado que a propor\u00e7\u00e3o de casos notificados diagnosticados com base na confirma\u00e7\u00e3o bacteriol\u00f3gica em 2024 foi de apenas 50%\u201d, explica-se.<\/p>\n<p>Acresce ainda que\u00a0Angola,\u00a0Nig\u00e9ria, Serra Leoa e Uganda contam com\u00a0percentagens elevadas\u00a0de\u00a0popula\u00e7\u00f5es\u00a0que enfrentam despesas de sa\u00fade \u201ccatastr\u00f3ficas\u201d, contudo,\u00a0a Nig\u00e9ria e a \u00c1frica do Sul s\u00e3o dois exemplos dos pa\u00edses que aumentaram o financiamento interno para o seu combate \u00e0 tuberculose, para \u201cmitigar a perda de financiamento internacional dos doadores\u201d.<\/p>\n<p>Regionalmente, a percentagem de pessoas tratadas para a tuberculose multirresistente com regimes de seis meses aumentou substancialmente entre 2023 e 2024: \u201c<strong>as percentagens em 2024 foram mais elevadas na regi\u00e3o africana da OMS (45%) e na regi\u00e3o do mediterr\u00e2neo oriental (57%)<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia da ONU, \u00c1frica tamb\u00e9m est\u00e1 entre\u00a0as seis regi\u00f5es que registaram\u00a0melhorias \u201cconstantes\u201d no diagn\u00f3stico\u00a0da\u00a0tuberculose pulmonar entre 2020 e 2024, tendo passado de 65% para 70%, com uma\u00a0cobertura\u00a0da doen\u00e7a em pessoas com VIH de 89% e com a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade em 46% em 10 anos, apesar de ainda ser a\u00a0quarta principal causa de morte no continente.<\/p>\n<p>Refere-se ainda que\u00a0o n\u00famero estimado de mortes causadas pela doen\u00e7a no continente tem diminu\u00eddo ano ap\u00f3s ano desde 2011: \u201cv\u00e1rios pa\u00edses com elevada carga de tuberculose na regi\u00e3o africana da OMS alcan\u00e7aram redu\u00e7\u00f5es de 50% ou mais, como o Qu\u00e9nia, Nig\u00e9ria, Uganda, Tanz\u00e2nia e Z\u00e2mbia\u201d, citou.<\/p>\n<p>A tuberculose, causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, continua a ser um grande problema de sa\u00fade p\u00fablica global e o progresso na sua redu\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito aqu\u00e9m das metas de 2030.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mo\u00e7ambique alcan\u00e7ou n\u00edveis de diagn\u00f3stico da tuberculose acima de 80% em 2024, verificando-se confirma\u00e7\u00e3o bacteriol\u00f3gica da doen\u00e7a 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