{"id":152693,"date":"2025-11-15T11:59:23","date_gmt":"2025-11-15T11:59:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/152693\/"},"modified":"2025-11-15T11:59:23","modified_gmt":"2025-11-15T11:59:23","slug":"bdf-entrevista-trabalho-domestico-retrata-como-brasil-se-desfez-da-escravidao-diz-cineasta-karol-maia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/152693\/","title":{"rendered":"&#8211; BdF Entrevista \u2018Trabalho dom\u00e9stico retrata como Brasil se desfez da escravid\u00e3o\u2019, diz cineasta Karol Maia"},"content":{"rendered":"<p>O <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/04\/29\/ha-mais-trabalhadoras-domesticas-na-informalidade-hoje-do-que-havia-antes-da-lei-observa-economista\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">trabalho dom\u00e9stico<\/a> \u00e9 uma das atividades mais antigas e desvalorizadas do pa\u00eds, e tamb\u00e9m um espelho da estrutura de desigualdade que persiste desde a escravid\u00e3o. \u201cO trabalho dom\u00e9stico no Brasil \u00e9 um retrato muito claro de como o Brasil se desfez da escravid\u00e3o. As pessoas negras deixaram de ser escravizadas no papel, mas, e na pr\u00e1tica? As pessoas ficaram sem ter o que fazer\u201d, afirma a cineasta Karol Maia, filha de uma ex-trabalhadora dom\u00e9stica e diretora do document\u00e1rio Aqui N\u00e3o Entra Luz, vencedor de dois pr\u00eamios no Festival de Bras\u00edlia de 2025.<\/p>\n<p>Ao <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/programas\/brasil-de-fato-entrevista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">BdF Entrevista<\/a>, da\u00a0<strong>R\u00e1dio Brasil de Fato<\/strong>, ela explica que o filme amplifica as vozes de mulheres de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds e parte da sua experi\u00eancia pessoal, que cresceu acompanhando o trabalho da m\u00e3e. \u201cO t\u00edtulo do filme \u00e9 uma refer\u00eancia ao quarto de empregada, um espa\u00e7o que geralmente \u00e9 constru\u00eddo para n\u00e3o receber luz\u201d, conta. \u201cMas, durante esses anos fazendo o filme, eu fui descobrindo muitas brechas de entrada de luz e, com certeza, as trabalhadoras dom\u00e9sticas que est\u00e3o presentes no filme s\u00e3o a maior luz poss\u00edvel que o filme poderia ter\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o nasceu de uma pesquisa sobre a arquitetura e a heran\u00e7a escravocrata, realizada em quatro estados: Rio de Janeiro, Maranh\u00e3o, Bahia e Minas Gerais. \u201cMeu primeiro impulso foi pesquisar a arquitetura do Brasil, pensando nas din\u00e2micas de moradia das pessoas escravizadas e das empregadas dom\u00e9sticas no Brasil de hoje\u201d, diz. \u201cMas eu acho que o espa\u00e7o foi um ponto de partida, e na real eu estava falando sobre pessoas\u201d, observa.<\/p>\n<p>Maia afirma que, com o tempo, entendeu que o filme tamb\u00e9m era uma forma de revisitar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e de reafirmar o papel pol\u00edtico da sua trajet\u00f3ria. \u201cEu sou parte de uma gera\u00e7\u00e3o que teve acesso ao Prouni [Programa Universidade para Todos], a primeira da fam\u00edlia a se formar na universidade. O fato de ser eu dirigindo o filme, ser a minha hist\u00f3ria, j\u00e1 \u00e9 um dado pol\u00edtico\u201d, analisa.<\/p>\n<p>As personagens retratadas, diz ela, \u201cn\u00e3o se deixaram ser vistas como v\u00edtimas\u201d. \u201cElas conseguiram criar suas estrat\u00e9gias de ag\u00eancia, autodefesa e dignidade dentro das casas onde trabalhavam. Acho isso muito poderoso\u201d, afirma. <\/p>\n<p>Para a diretora, o longa \u00e9 tamb\u00e9m um convite \u00e0 a\u00e7\u00e3o. \u201cMudar o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 uma atitude individual. Quando voc\u00ea decide pagar melhor ou se interessar pela hist\u00f3ria da mulher que limpa sua casa, voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 colaborando para mudar esse cen\u00e1rio\u201d, pontua.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio continua circulando em festivais e ser\u00e1 lan\u00e7ado nos cinemas em 2026. \u201cSemana que vem, estreamos internacionalmente na Holanda, no IDFA [Festival Internacional de Document\u00e1rios de Amsterd\u00e3]. Em paralelo a isso, vamos lan\u00e7ar uma campanha de impacto para provocar conversas dif\u00edceis, necess\u00e1rias\u201d, anuncia Maia. Atualiza\u00e7\u00f5es sobre o filme s\u00e3o publicadas na conta <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/aquinaoentraluz\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">@aquinaoentraluz<\/a>, no Instagram.<\/p>\n<p>Para ouvir e assistir<\/p>\n<p>O\u00a0BdF Entrevista\u00a0vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre \u00e0s 21h, na\u00a0<strong>R\u00e1dio Brasil de Fato<\/strong>,\u00a0<strong>98.9 FM<\/strong>\u00a0na Grande S\u00e3o Paulo. No\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@brasildefato\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">YouTube do\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong><\/a>\u00a0o programa \u00e9 veiculado \u00e0s 19h.<\/p>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O trabalho dom\u00e9stico \u00e9 uma das atividades mais antigas e desvalorizadas do pa\u00eds, e tamb\u00e9m um espelho da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":152694,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[114,115,147,148,146,32,33],"class_list":{"0":"post-152693","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-film","11":"tag-filmes","12":"tag-movies","13":"tag-portugal","14":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115553603832762546","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152693\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}