{"id":15315,"date":"2025-08-04T10:13:09","date_gmt":"2025-08-04T10:13:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/15315\/"},"modified":"2025-08-04T10:13:09","modified_gmt":"2025-08-04T10:13:09","slug":"mocambique-estreia-primeiro-antirretroviral-contra-hiv-produzido-em-africa-healthnews","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/15315\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique estreia primeiro antirretroviral contra HIV produzido em \u00c1frica \u2013 HealthNews"},"content":{"rendered":"<p>Mo\u00e7ambique vai receber as primeiras doses de um antirretroviral de nova gera\u00e7\u00e3o e baixo custo contra infe\u00e7\u00e3o por HIV produzido pela primeira vez em \u00c1frica, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), que destaca o marco.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-311260\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754116087_98_transp.png\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\"\/><\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">De acordo com informa\u00e7\u00e3o da OMS consultada hoje pela Lusa, trata-se de uma parceria entre v\u00e1rios pa\u00edses e fabricantes, com o apoio do Fundo Global, que vai fazer a aquisi\u00e7\u00e3o do antirretroviral TLD produzido pelos laborat\u00f3rios da farmac\u00eautica Universal Corporation Ltd (UCL), do Qu\u00e9nia.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A UCL tornou-se em 2023 a primeira fabricante africana a receber a pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o da OMS para produzir TLD \u2013 dolutegravir, lamivudina e tenofovir, terapia antirretroviral de primeira linha, recomendada por aquela organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cA aquisi\u00e7\u00e3o do tratamento de primeira linha para o VIH fabricado em \u00c1frica pelo Fundo Global para Mo\u00e7ambique \u00e9 um grande marco para o refor\u00e7o dos sistemas de cadeia de abastecimento em \u00c1frica. Isto contribuir\u00e1 para melhores resultados de sa\u00fade para as pessoas que vivem com VIH que necessitam de fornecimentos ininterruptos de medicamentos\u201d, afirma Doherty, diretora dos VIH, hepatites e doen\u00e7as sexualmente transmitidas da OMS.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A aquisi\u00e7\u00e3o do medicamento em quantidades n\u00e3o especificadas para Mo\u00e7ambique, pelo Fundo Global, marca a primeira vez que o TLD \u00e9 fabricado em solo africano, mas a OMS alerta que \u201ca produ\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d: \u201cPara garantir cadeias de abastecimento sustent\u00e1veis e resilientes, s\u00e3o necess\u00e1rios facilitadores essenciais, tais como compromissos de mercado avan\u00e7ados, pol\u00edticas de compras justas e apoio t\u00e9cnico cont\u00ednuo. A OMS partilha a vis\u00e3o de um mundo onde cada regi\u00e3o tem a capacidade de garantir a sua pr\u00f3pria sa\u00fade. O TLD fabricado localmente \u00e9 um passo importante para este objetivo, mas s\u00e3o necess\u00e1rias mais a\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A organiza\u00e7\u00e3o defende igualmente que os fabricantes africanos \u201cdevem ser priorizados nas cadeias de abastecimento globais e deve ser garantido o acesso equitativo a tecnologias de sa\u00fade que cumpram os padr\u00f5es de qualidade, seguran\u00e7a e efic\u00e1cia\/desempenho\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Mais de 40% em cada 1.000 habitantes em Mo\u00e7ambique t\u00eam HIV\/Sida, mas o executivo mo\u00e7ambicano pretende reduzir essa incid\u00eancia para menos de metade, conforme previsto no Programa Quinquenal do Governo (PQV) 2025 \u2013 2029.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Segundo o documento, noticiado em maio pela Lusa, a estrat\u00e9gia parte de uma taxa de incid\u00eancia do HIV\/Sida de 43% por 1.000 habitantes. Contudo, no PQV \u00e9 definida a meta de baixar essa taxa de incid\u00eancia da doen\u00e7a para 13% por 1.000 habitantes at\u00e9 2029, com claro foco na juventude.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A OMS recorda que embora a \u00c1frica subsariana tenha a maior carga de VIH no mundo e abrigue quase 65% de todas as pessoas que vivem com a doen\u00e7a, o acesso ao tratamento do VIH em toda a regi\u00e3o africana, at\u00e9 agora, \u201cdependeu quase inteiramente da importa\u00e7\u00e3o de medicamentos e testes de diagn\u00f3stico vitais, fabricados a milhares de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cA produ\u00e7\u00e3o local de produtos de sa\u00fade com garantia de qualidade \u00e9 uma prioridade urgente. Com cada fabricante africano que cumpre as normas de pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o da OMS, aproximamo-nos de um sistema de sa\u00fade mais autossuficiente, resiliente e equitativo. A regulamenta\u00e7\u00e3o e a pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o apenas processos t\u00e9cnicos, s\u00e3o catalisadores para a soberania em sa\u00fade e o acesso oportuno a medicamentos e diagn\u00f3sticos que salvam vidas\u201d, afirma Rog\u00e9rio Gaspar, diretor de regulamenta\u00e7\u00e3o e pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o da OMS.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A Organiza\u00e7\u00e3o alerta tamb\u00e9m que o teste do VIH \u201c\u00e9 um servi\u00e7o de sa\u00fade essencial\u201d, mas que, \u201ccom as atuais altera\u00e7\u00f5es no financiamento dos doadores, muitos pa\u00edses enfrentam dificuldades financeiras, colocando os programas de testagem em risco\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Assim, a empresa nigeriana Codix Bio recebeu da OMS uma licen\u00e7a para fabricar testes r\u00e1pidos de diagn\u00f3stico (TDR) para VIH, o que \u201cmelhorar\u00e1 o acesso a testes de diagn\u00f3stico acess\u00edveis e ajudar\u00e1 a mitigar as interrup\u00e7\u00f5es nos servi\u00e7os de testagem\u201d.<\/p>\n<p>lusa\/HN<\/p>\n<p>Outros artigos com interesse:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mo\u00e7ambique vai receber as primeiras doses de um antirretroviral de nova gera\u00e7\u00e3o e baixo custo contra infe\u00e7\u00e3o por&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15316,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-15315","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15315","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15315"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15315\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}