{"id":153630,"date":"2025-11-16T10:40:10","date_gmt":"2025-11-16T10:40:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/153630\/"},"modified":"2025-11-16T10:40:10","modified_gmt":"2025-11-16T10:40:10","slug":"ugt-ameaca-nao-com-um-mas-com-dois-dias-de-greve-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/153630\/","title":{"rendered":"UGT amea\u00e7a n\u00e3o com um, mas com dois dias de greve geral"},"content":{"rendered":"<p>                O l\u00edder da UGT admitiu que a central sindical possa avan\u00e7ar para dois dias de greve em vez de apenas um caso o Governo se revele inflex\u00edvel nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as \u00e0s leis laborais.<\/p>\n<p><b>&#8220;A melhor coisa que poderia acontecer para a UGT n\u00e3o avan\u00e7ar para a greve \u00e9 que todos reflet\u00edssemos, se n\u00e3o era o momento, agora, de parar&#8221;<\/b>, afirmou M\u00e1rio Mour\u00e3o em entrevista \u00e0 A1 e ao Jornal de Neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Pegando no sinal de &#8220;pare, escute e olhe&#8221;, o dirigente da Uni\u00e3o Geral de Trabalhadores aconselhou o executivo a &#8220;parar, escutar e refletir&#8221;, para ver &#8220;at\u00e9 onde podemos ir&#8221; de &#8220;parte a parte&#8221; e, assim, retirando a proposta de altera\u00e7\u00e3o laboral, poder levar \u00e0 desist\u00eancia da greve geral marcada para 11 de dezembro, primeiro pela CGTP-In, a que se juntou depois a UGT.<\/p>\n<p>Questionado sobre o que ser\u00e1 preciso acontecer nas reuni\u00f5es marcadas para 19 de novembro e 10 de dezembro para a greve n\u00e3o acontecer, Mour\u00e3o foi taxativo que, se o executivo apresentar &#8220;uma folha&#8221; igual \u00e0 entregue recentemente, n\u00e3o haver\u00e1 outra alternativa: <b>&#8220;Se calhar o que n\u00f3s temos que pensar \u00e9 marcar dois dias de greve, em vez de ser s\u00f3 um&#8221;.<\/b><\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s, em cinco meses, n\u00e3o conseguimos produzir um documento que contemplasse as v\u00e1rias propostas. Acha que num m\u00eas, menos de um m\u00eas, n\u00f3s vamos conseguir isso? Eu tenho muitas d\u00favidas&#8221;, questionou e deu a resposta, o sindicalista.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nM\u00e1rio Mour\u00e3o disse que, na anterior reuni\u00e3o da Concerta\u00e7\u00e3o Social, percebeu que o Governo se preparava para levar a proposta, tal como estava, para a Assembleia da Rep\u00fablica, a n\u00e3o ser que a UGT se comprometesse a fazer um acordo.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Governo encostou UGT \u00e0 parede&#8221;&#13;\n<\/p>\n<p>\n<b>&#8220;O Governo encostou a UGT \u00e0 parede&#8221;<\/b>, considerou o secret\u00e1rio-geral da central sindical, que, ao ser confrontado com essa perspetiva, decidiu que estava na altura de avan\u00e7ar para a rua, esperando uma grande ades\u00e3o \u00e0 greve.<\/p>\n<p>Segundo Mour\u00e3o, a postura do Governo est\u00e1 a criar bloqueios na negocia\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o coletiva, dando como exemplo a EDP que, para a den\u00fancia de um acordo, numa reuni\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o, invocou j\u00e1 como fundamento o anteprojeto do Governo, como se fosse algo j\u00e1 assumido como uma lei.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/f15eb0dd568dcadcf15259503b9a1d1f_N.jpg\"\/><\/p>\n<p>\nO dirigente sindical lamentou que, ao contr\u00e1rio daquilo que o Governo disse quando come\u00e7aram a negociar, tenha definido linhas vermelhas, e considerou que, se a negocia\u00e7\u00e3o tivesse sido feita diretamente entre patr\u00f5es e sindicatos, provavelmente teriam chegado a acordos bilaterais.<\/p>\n<p>&#8220;O Governo deve ser um \u00e1rbitro aqui na Concerta\u00e7\u00e3o [Social], como \u00e9 na OIT [Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho]&#8221;, advogou, admitindo, no entanto, n\u00e3o ser poss\u00edvel isso acontecer, pois o executivo assume-se como &#8220;um parceiro e, portanto, tem os seus interesses&#8221; nesta proposta.<\/p>\n<p>Para M\u00e1rio Mour\u00e3o, <b>a atitude do Governo vai criar divis\u00f5es na Concerta\u00e7\u00e3o Social que deixar\u00e3o marcas para o futuro<\/b>, garantindo que a UGT, que sempre se mostrou dispon\u00edvel para o di\u00e1logo, ir\u00e1 proceder de forma diferente.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel sindical qualificou a proposta entregue na reuni\u00e3o de ter\u00e7a-feira pelo Governo como &#8220;in\u00f3cua&#8221; e disse que algumas altera\u00e7\u00f5es, como as referentes ao `outsourcing`, at\u00e9 s\u00e3o piores do que aquelas que estavam no documento inicial.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 o suficiente para que a UGT acredite que j\u00e1 h\u00e1 o ambiente negocial e de di\u00e1logo que a UGT pretende \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es&#8221;, afirmou Mour\u00e3o, apontando como uma das linhas vermelhas da central sindical o Banco de Horas individual.<\/p>\n<p>A greve geral foi anunciada no dia 8 pelo secret\u00e1rio-geral da CGTP, Tiago Oliveira, no final da marcha nacional contra o pacote laboral, que levou milhares de trabalhadores a descer a Avenida da Liberdade, em Lisboa, em protesto contra as altera\u00e7\u00f5es propostas pelo Governo de Lu\u00eds Montenegro.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, <b>a UGT aprovou por unanimidade a decis\u00e3o de avan\u00e7ar em converg\u00eancia com a CGTP<\/b>, incluindo, assim, o voto favor\u00e1vel dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD).<\/p>\n<p>Esta ser\u00e1 a primeira paralisa\u00e7\u00e3o a juntar as duas centrais sindicais, desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob interven\u00e7\u00e3o da `troika`.<\/p>\n<p>c\/ Lusa&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O l\u00edder da UGT admitiu que a central sindical possa avan\u00e7ar para dois dias de greve em vez&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":153631,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,420,421,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-153630","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-rtp","26":"tag-rtp-noticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115558955519112520","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153630"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153630\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/153631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}