{"id":153686,"date":"2025-11-16T12:24:12","date_gmt":"2025-11-16T12:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/153686\/"},"modified":"2025-11-16T12:24:12","modified_gmt":"2025-11-16T12:24:12","slug":"o-futuro-sonhado-por-arquiteto-chines-morto-no-pantanal-15-11-2025-rede-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/153686\/","title":{"rendered":"O futuro sonhado por arquiteto chin\u00eas morto no Pantanal &#8211; 15\/11\/2025 &#8211; Rede Social"},"content":{"rendered":"<p>Ele vestia uma camisa vermelha e cal\u00e7a c\u00e1qui, o mesmo estilo descontra\u00eddo com o qual aparece em seus \u00faltimos registros com vida no<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/pantanal\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Pantanal<\/a>, a maior plan\u00edcie alagada do mundo.<\/p>\n<p>&#8220;Estou ansioso para retornar ao Brasil e finalmente visitar o Pantanal, um verdadeiro territ\u00f3rio-esponja&#8221;, disse <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2025\/09\/quem-era-o-chines-kongjian-yu-criador-das-cidades-esponja-que-morreu-em-acidente-aereo-no-brasil.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">o professor Kongjian Yu<\/a>, ent\u00e3o diretor da Escola de Arquitetura e Paisagismo da Universidade de Pequim, ao se despedir da equipe do document\u00e1rio &#8220;Smart Cities \u2013 as Cidades do Futuro&#8221;, em 28 de junho.<\/p>\n<p>Ele reservara a tarde de s\u00e1bado para a entrevista para o longo documental brasileiro, uma coprodu\u00e7\u00e3o da DNS Play Cinema e do Canal Azul, com lan\u00e7amento previsto para o primeiro semestre de 2026.<\/p>\n<p>Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do document\u00e1rio, o diretor F\u00e1bio Berringer, o produtor local, Filipe Porto, jornalista brasileiro radicado em Pequim, e o cinegrafista chin\u00eas Zhang QinZheng.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia mundial por ter criado <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2025\/09\/o-que-sao-as-cidades-esponja-criadas-pelo-arquiteto-chines-kongjian-yu-morto-em-acidente-de-aviao-no-pantanal.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">o conceito de cidade-esponja<\/a>, o professor se mostrou acess\u00edvel desde o primeiro contato por email. Sem tra\u00e7o de estrelismo, ele encarou com um sorriso no rosto as filmagens na sede da Turenscape, seu escrit\u00f3rio localizado no parque cient\u00edfico do campus.<\/p>\n<p>Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes \u00e0s intemp\u00e9ries clim\u00e1ticas. Pediu para regravar algumas passagens durante o papo em ingl\u00eas para tornar mais compreens\u00edvel seu pensamento.<\/p>\n<p>Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos mais emblem\u00e1ticos projetos urban\u00edsticos e paisag\u00edsticos entre os mil que levam sua assinatura em 250 cidades na China e no exterior.<\/p>\n<p>Didaticamente, ele foi mostrando os conceitos na pr\u00e1tica. Com entusiasmo, relatou que estava se preparando para retornar ao Brasil em setembro para participar da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/plastico\/2025\/09\/bienal-de-arquitetura-tera-museu-nas-dunas-parque-em-xangai-e-metro-de-paris.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Bienal de Arquitetura em S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n<p>A ida ao Pantanal fazia parte de document\u00e1rio que estava rodando pelo mundo. Sonho que <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2025\/09\/quem-era-o-chines-kongjian-yu-criador-das-cidades-esponja-que-morreu-em-acidente-aereo-no-brasil.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">findou em um acidente a\u00e9reo em 23 de setembro<\/a>, numa tentativa de pouso ao anoitecer em uma fazenda em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>A morte tr\u00e1gica do renomado arquiteto chin\u00eas aos 62 anos tira de cena um pensador que pregava a integra\u00e7\u00e3o cidade e natureza e a uni\u00e3o entre os saberes acad\u00eamico e ancestral. Um arquiteto nascido em um vilarejo da China que aprendeu, ao sabor das mon\u00e7\u00f5es, a respeitar a for\u00e7a das \u00e1guas.<\/p>\n<p>Aprendizado transposto para pranchetas e maquetes que incorporam seu mantra &#8220;a \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 inimiga&#8221;, ao propor interven\u00e7\u00f5es baseadas na natureza para evitar os impactos de enchentes de dimens\u00f5es diluvianas como as que devastaram o Rio Grande do Sul, em 2024.<\/p>\n<p>Quis o destino que a sua morte prematura ocorresse em um territ\u00f3rio que funciona como uma esponja natural, com altern\u00e2ncia de cheias e secas. Um sistema pr\u00f3prio de regula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica, a exemplo dos desenhados pelo professor.<\/p>\n<p>Entre seus cart\u00f5es de visita est\u00e3o os jardins flutuantes ao longo do rio Yongning em Taizhou, na China, e o parque florestal Benjakitti, na Tail\u00e2ndia.<\/p>\n<p><b>Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?<\/b> \u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o baseada na natureza para resolver problemas de inunda\u00e7\u00f5es e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. \u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o hol\u00edstica, que usa a paisagem natural para reter a \u00e1gua, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja \u00e9 a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 infraestrutura cinza convencional, constru\u00edda sobre um sistema de tubula\u00e7\u00f5es de concreto e de drenagem.<\/p>\n<p>Uma cidade-esponja abra\u00e7a a \u00e1gua, que n\u00e3o \u00e9 inimiga. \u00c9 um conceito de como usar a natureza para resolver m\u00faltiplos problemas, particularmente aqueles relacionados ao clima.<\/p>\n<p><b>Como aplicar esse conceito para prevenir e mitigar inunda\u00e7\u00f5es como as do Rio Grande do <\/b><b>Sul?<\/b> Em pa\u00edses coloniais como o Brasil, copiamos a infraestrutura de cidades desenvolvidas de pa\u00edses europeus, onde o clima \u00e9 bastante ameno e o padr\u00e3o de precipita\u00e7\u00e3o distribu\u00ed-se de forma uniforme. No Brasil, \u00e9 o oposto. Durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa, a cidade recebe muita \u00e1gua em um per\u00edodo curto de tempo. Al\u00e9m do que, o pa\u00eds j\u00e1 n\u00e3o conta como antes com a vasta paisagem natural coberta de \u00e1rvores e de grandes zonas \u00famidas, com rios e lagos. Com a agricultura mecanizada, limpa-se a vegeta\u00e7\u00e3o, nivela-se o solo, lagos desaparecem. S\u00e3o quil\u00f4metros e quil\u00f4metros de fazendas de soja, trigo, milho, sem nenhum lugar para a \u00e1gua. Enquanto isso, criam-se sistemas de drenagem e barragens.<\/p>\n<p>Em cidades como S\u00e3o Paulo n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para reter \u00e1gua durante a temporada de tempestades fortes. Dessa forma, toda a \u00e1gua \u00e9 despejada no rio e inunda a cidade. As barragens entram em colapso. Por isso, \u00e9 urgente para o Brasil adotar esse conceito de cidade-esponja. Ou melhor, planeta-esponja. N\u00e3o se trata apenas de \u00e1rea urbana, mas tamb\u00e9m da paisagem ao redor. \u00c9 a fazenda-esponja, o litoral-esponja, a cidade-esponja.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental criar zonas \u00famidas e manchas de floresta como solu\u00e7\u00e3o para reter o m\u00e1ximo poss\u00edvel de \u00e1gua. O que significa descanalizar, usar a pr\u00f3pria natureza para fazer essa reten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Como nasce o conceito? <\/b>Vem da cultura das mon\u00e7\u00f5es. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fen\u00f4meno atmosf\u00e9rico t\u00edpico do Sul e Sudeste asi\u00e1tico. Nasci em uma pequena vila na prov\u00edncia de Zhejiang, onde h\u00e1 tempestades fortes, durante a esta\u00e7\u00e3o das mon\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, desde muito jovem aprendi como reter a \u00e1gua no per\u00edodo de inunda\u00e7\u00f5es para reutiliz\u00e1-la na esta\u00e7\u00e3o seca. \u00c9 um conhecimento ancestral sobre como lidar com a altern\u00e2ncia de inunda\u00e7\u00f5es e secas provocadas pelas mon\u00e7\u00f5es, de forma a manter o equil\u00edbrio hidrol\u00f3gico. E assim temos uma paisagem sustent\u00e1vel e uma bacia hidrogr\u00e1fica sustent\u00e1vel.<\/p>\n<blockquote class=\"c-quote\">\n<p class=\"c-quote__content\">Uma cidade precisa dar espa\u00e7o suficiente \u00e0 natureza e criar infraestrutura baseada na \u00e1gua, que funcione como um sistema vivo. Assim teremos cidades que respiram, absorvem \u00e1gua e devolvem \u00e0 natureza o que dela recebem<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>Ent\u00e3o, o futuro tamb\u00e9m \u00e9 ancestral?<\/b> Sim. Temos que olhar para o passado, para a experi\u00eancia acumulada ao longo dos s\u00e9culos. Estamos falando de milhares de anos de coopera\u00e7\u00e3o com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. \u00c9 por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspira\u00e7\u00e3o para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudan\u00e7as clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Na China, nos \u00faltimos 40 anos, constru\u00edmos mais de 600 cidades muito rapidamente, mas esquecemos desse conhecimento ancestral para lidar com inunda\u00e7\u00e3o. Constru\u00edmos valas de concreto, sistemas de drenagem e de tubula\u00e7\u00e3o, seguindo o modelo europeu e americano. \u00c9 por isso que 60% das cidades chinesas falham, sofrem com inunda\u00e7\u00f5es hoje em dia, porque aquelas infraestruturas cinzas, feitas de concreto, tubos e bombas, n\u00e3o s\u00e3o resilientes. Agora o governo chin\u00eas passou a adotar a cidade-esponja como uma pol\u00edtica nacional. O que significa que cada cidade deve criar \u00e1reas \u00famidas para coletar e reciclar \u00e1gua das chuvas e recarregar o aqu\u00edfero.<\/p>\n<p>Uma cidade precisa dar espa\u00e7o suficiente \u00e0 natureza e criar infraestrutura baseada na \u00e1gua, que funcione como um sistema vivo. Assim teremos cidades que respiram, absorvem \u00e1gua e devolvem \u00e0 natureza o que dela recebem.<\/p>\n<p><b>Por que as chamadas cidades inteligentes s\u00e3o associadas somente \u00e0 tecnologia? <\/b>No sentido estrito, cidade inteligente \u00e9 dependente de big data e IA, mas a natureza \u00e9 igualmente inteligente. Em milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o, a natureza cria solu\u00e7\u00f5es inteligentes. Cidade-esponja \u00e9 um desses tipos de intelig\u00eancia. Ali\u00e1s, o conhecimento baseado na natureza e a tradi\u00e7\u00e3o ind\u00edgenas, por exemplo, tamb\u00e9m podem ser integrados \u00e0 tecnologia moderna como IA. Voc\u00ea pode criar uma cidade muito inteligente baseada em conhecimento ind\u00edgena para identificar onde ela \u00e9 mais vulner\u00e1vel a inunda\u00e7\u00f5es, por exemplo.<\/p>\n<p>Sistemas inteligentes n\u00e3o precisam ser de alta tecnologia. Em muitos casos, tecnologias industriais n\u00e3o s\u00e3o necessariamente inteligentes. Hoje as cidades s\u00e3o muito l\u00f3gicas, mas os sistemas el\u00e9tricos, de drenagem e de transporte dependem de tecnologias muito sens\u00edveis e que podem falhar.<\/p>\n<p><b>Estamos falando mais de uma cidade s\u00e1bia do que de uma cidade <\/b><b>inteligente?<\/b> Concordo. De combinar progresso tecnol\u00f3gico e sabedoria ancestral. A natureza \u00e9 muito mais s\u00e1bia do que qualquer um dos nossos sistemas projetados. Cidade \u00e9 o lugar onde as pessoas ganham a vida, produzem para sobreviver. Por isso, temos que criar um sistema natural sustent\u00e1vel. A \u00e1gua deve ser limpa. \u00c9 preciso ter biodiversidade, ar fresco, paisagens bonitas. Tudo isso melhora o conv\u00edvio social. Cuidar do ambiente na cidade deve ser parte da vida das pessoas. Se voc\u00ea entender que a natureza \u00e9 uma infraestrutura, aprender\u00e1 a conviver com ela e fazer um uso s\u00e1bio do que ela nos oferece.<\/p>\n<p><b>Como imagina que ser\u00e3o as cidades em 2050?<\/b> Cidade significa civiliza\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o daqui a 20 ou 50 anos, eu imagino que teremos outro tipo de civiliza\u00e7\u00e3o. Vivemos nessa que chamamos de civiliza\u00e7\u00e3o industrial, com cidades baseadas em grande infraestrutura e sistemas mec\u00e2nicos e el\u00e9tricos. Em nome de industrializa\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o, n\u00f3s praticamente destru\u00edmos o planeta inteiro. Cerca de 80% das zonas \u00famidas desapareceram. Destru\u00edmos as florestas. Nossas cidades se tornaram mais secas, quentes e polu\u00eddas. E o n\u00edvel do mar est\u00e1 subindo.<\/p>\n<p>Estamos agora entrando em outro tipo de civiliza\u00e7\u00e3o que, na China, chamamos de civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Ao combinarmos natureza, infraestrutura e intelig\u00eancia artificial como um sistema, criaremos outro tipo de cidade mais sustent\u00e1vel, habit\u00e1vel e eficiente. Por exemplo, com mais carros aut\u00f4nomos andando sem motoristas nas ruas poderemos abrir maiores espa\u00e7o para o verde e para a \u00e1gua porque n\u00e3o vamos precisar de tantos estacionamentos.<\/p>\n<p>A cidade do futuro ser\u00e1 baseada na natureza. Ao contr\u00e1rio do que fizemos nos \u00faltimos 300 anos, quando polu\u00edmos a maioria dos rios e solos. A cidade do futuro \u00e9 simplesmente uma vers\u00e3o atualizada da civiliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e da civiliza\u00e7\u00e3o industrial, integrada \u00e0 intelig\u00eancia artificial. Ent\u00e3o, ser\u00e1 mais eficiente e ecologicamente saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nas cidades do futuro, a natureza pode fornecer alimentos, ar fresco, \u00e1gua limpa. Ser\u00e1 poss\u00edvel cultivar frutas na rua, recolher a \u00e1gua do telhado, ter tanques de peixes em jardins comunit\u00e1rios. Tudo ser\u00e1 mais inteligente com o ser humano como parte desse sistema natural.<\/p>\n<p><b>Como seu trabalho pode contribuir para esse futuro? <\/b>Criando ecossistemas mais saud\u00e1veis, usando menos energia. Como designer e planejador de cidades-esponjas, posso remover concreto desnecess\u00e1rio ao longo dos cursos d&#8217;\u00e1gua, restaurar habitats naturais e usar a natureza para reciclar e reter \u00e1gua. Em todos os meus projetos, uso a \u00e1gua para criar ambientes mais produtivos e biodiversos. Criar cidades mais resilientes \u00e9 criar cidades mais frescas e certamente mais bonitas.<\/p>\n<p>A ideia de planeta-esponja \u00e9 de cura. E nesse processo, a \u00e1gua \u00e9 chave. Como se pode consertar o planeta? Fazendo uso inteligente da \u00e1gua para tornar as cidades e as paisagens mais porosas. Essa \u00e9 minha vis\u00e3o do futuro: restaurar e curar nosso planeta t\u00e3o degradado, entendendo que se pode transformar a superf\u00edcie global abra\u00e7ando a \u00e1gua. E, certamente, estou confiante porque constru\u00edmos mil projetos nos \u00faltimos 30 anos. Sabemos que funciona.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ele vestia uma camisa vermelha e cal\u00e7a c\u00e1qui, o mesmo estilo descontra\u00eddo com o qual aparece em seus&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":153687,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[304,207,205,206,203,201,202,367,358,2139,204,33121,114,115,236,3177,32,33,33122,3204],"class_list":{"0":"post-153686","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arquitetura","9":"tag-arte","10":"tag-arte-e-design","11":"tag-artedesign","12":"tag-arts","13":"tag-arts-and-design","14":"tag-artsanddesign","15":"tag-asia","16":"tag-china","17":"tag-chuva","18":"tag-design","19":"tag-enchentes-no-sul","20":"tag-entertainment","21":"tag-entretenimento","22":"tag-folha","23":"tag-meio-ambiente","24":"tag-portugal","25":"tag-pt","26":"tag-rio-grande-do-sul-estado","27":"tag-sustentabilidade"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115559364232180708","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153686"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153686\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/153687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}