{"id":15377,"date":"2025-08-04T11:02:11","date_gmt":"2025-08-04T11:02:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/15377\/"},"modified":"2025-08-04T11:02:11","modified_gmt":"2025-08-04T11:02:11","slug":"marinha-vigia-ameaca-russa-a-cabos-submarinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/15377\/","title":{"rendered":"Marinha vigia amea\u00e7a russa a cabos submarinos"},"content":{"rendered":"<p>No in\u00edcio de novembro de 2024, o Centro de Opera\u00e7\u00f5es Mar\u00edtimas da Marinha Portuguesa recebeu a informa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses aliados de que um navio russo estava a aproximar-se de \u00e1guas nacionais. Nas semanas anteriores tinha <strong>\u00abvagueado\u00bb <\/strong>em \u00e1guas brit\u00e2nicas, sobre infraestruturas submarinas cr\u00edticas. Tratava-se do Yantar, uma alegada embarca\u00e7\u00e3o cient\u00edfica pertencente \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa, mas que os Estados-membros da NATO e da Uni\u00e3o Europeia acreditam tratar-se de um navio espi\u00e3o ao servi\u00e7o da Glavnoye Upavlenie Glubokovodsk Issledovannii (GUGI) \u2013 Administra\u00e7\u00e3o Principal de Investiga\u00e7\u00e3o em \u00c1guas Profundas, em portugu\u00eas \u2013, um departamento secreto do minist\u00e9rio da Defesa Russo especializado em opera\u00e7\u00f5es subaqu\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Como faz sempre que navios russos entram em \u00e1guas de jurisdi\u00e7\u00e3o nacional, a Marinha acionou os meios necess\u00e1rios para o seu acompanhamento. O Navio Patrulha Oce\u00e2nico Sines, uma embarca\u00e7\u00e3o n\u00e3o combatente cuja prioridade \u00e9 exercer fun\u00e7\u00f5es de autoridade do Estado, foi mobilizado para acompanhar o Yantar na Zona Econ\u00f3mica Exclusiva (ZEE)_nacional.<\/p>\n<p>O objetivo era dissuadir o barco russo de realizar a\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o subaqu\u00e1tica sem autoriza\u00e7\u00e3o nacional. Uma preocupa\u00e7\u00e3o crescente dos pa\u00edses ocidentais, incluindo Portugal, desde a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, e que ficou expressa no Relat\u00f3rio Anual de Seguran\u00e7a Interna de 2024: <strong>\u00abAs amea\u00e7as com origem em atores estatais contra infraestruturas submersas, como os cabos submarinos de comunica\u00e7\u00f5es, t\u00eam sido avaliadas com prioridade, considerando o registo de atividade de reconhecimento sobre esse tipo de infraestrutura realizada no territ\u00f3rio nacional por navios estrangeiros.\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de a maioria dos danos em cabos submarinos serem acidentais, provocados por navios de pesca, tem havido casos em que se suspeita que os incidentes n\u00e3o ter\u00e3o sido inocentes. Foi o que aconteceu em outubro de 2023, quando o gasoduto Balticconector e dois cabos que ligam Est\u00f3nia, Finl\u00e2ndia e Su\u00e9cia foram danificados ap\u00f3s a passagem pela zona de um navio chin\u00eas e outro russo.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o do NRP Sines era impedir a\u00e7\u00f5es semelhantes em \u00e1guas nacionais. Mas ao contr\u00e1rio de outras ocasi\u00f5es, em que as miss\u00f5es duram poucos dias, a passagem do Yantar pela ZEE_portuguesa iria durar quase um m\u00eas, at\u00e9 \u00e0 noite de 24 de novembro. O que a embarca\u00e7\u00e3o, que transporta pequenos submarinos para explora\u00e7\u00e3o a grandes profundidades, fez em \u00e1guas de jurisdi\u00e7\u00e3o portuguesas? Ningu\u00e9m sabe ao certo. Todavia, esta foi apenas uma das 143 opera\u00e7\u00f5es de acompanhamento da Marinha a embarca\u00e7\u00f5es russas entre 2022 e o fim de 2024. E, de acordo com os dados cedidos ao Nascer do SOL, a tend\u00eancia tem sido crescente. No primeiro desses anos \u2013 o da invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia \u2013 foram seguidas 14 embarca\u00e7\u00f5es. No seguinte o n\u00famero aumentou para 46. Em 2024 foram 83. Dos 143, 31 eram navios de <strong>\u00abinvestiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u00bb<\/strong>: 6 em 2022, 11 em 2023 e 14 em 2024.<\/p>\n<p>Para acompanhar todas estas embarca\u00e7\u00f5es, explicou ao ao Nascer do SOL o porta-voz da Marinha, Ricardo S\u00e1 Granja, foram empenhadas <strong>\u00ab32 unidades navais de diferentes tipologias (fragatas, navios de patrulha oce\u00e2nico, lanchas de fiscaliza\u00e7\u00e3o costeira e lanchas de fiscaliza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida)\u00bb<\/strong>,um total de<strong> \u00ab5520 militares\u00bb <\/strong>que cumpriram <strong>\u00abcerca de 6450 horas de navega\u00e7\u00e3o por essas Unidades Navais\u00bb<\/strong>.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a crescente de navios russos em \u00e1guas nacionais obrigou tamb\u00e9m os militares portugueses a adaptarem-se. Todavia, garante Ricardo S\u00e1 Granja, n\u00e3o foi necess\u00e1rio implementar qualquer plano espec\u00edfico. <strong>\u00abA Marinha Portuguesa monitoriza as \u00e1guas sob soberania ou jurisdi\u00e7\u00e3o nacional, recorrendo a diversas ferramentas, t\u00e9cnicas e procedimentos que lhe permitem obter conhecimento situacional mar\u00edtimo e conhecimento das atividades que ocorrem nestas \u00e1reas mar\u00edtimas. Neste contexto, a Marinha adaptou os seus planos de emprego operacionais para fazer face a esta amea\u00e7a, considerando-se que eles s\u00e3o suficientemente abrangentes para o efeito\u00bb<\/strong>, explicou o porta-voz, acrescentando que tem havido sempre <strong>\u00abcobertura or\u00e7amental para a realiza\u00e7\u00e3o destas miss\u00f5es\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p>Ricardo S\u00e1 Granja esclareceu tamb\u00e9m que <strong>\u00abnas \u00e1guas de soberania, jurisdi\u00e7\u00e3o ou responsabilidade nacional, n\u00e3o se verificou qualquer tentativa de disrup\u00e7\u00e3o de cabos submarinos, considerando-se fundamental manter o acompanhamento da atividade naval nas nossas \u00e1guas, como efeito dissuasor de potenciais tentativas\u00bb<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Estruturas cr\u00edticas<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 muito que as \u00e1guas portuguesas s\u00e3o alvo de interesse estrat\u00e9gico por parte de pot\u00eancias mundiais. Em 2019, no n\u00famero 53 dos Cadernos Navais, uma publica\u00e7\u00e3o do Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos da Marinha, o ent\u00e3o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo escrevia que \u00ab<strong>de um ponto de vista geoestrat\u00e9gico, no espa\u00e7o aero-mar\u00edtimo portugu\u00eas circulam (\u2026) os grandes fluxos de dados que ligam a \u00c1frica ocidental e as Am\u00e9ricas \u00e0 Europa (por via de cabos submarinos com mais de 90% do tr\u00e1fego digital)\u00bb.<\/strong> Tamb\u00e9m por isso, acrescentava, <strong>\u00abas \u00e1guas portuguesas s\u00e3o naturalmente uma zona cobi\u00e7ada na perspetiva da capacidade de controlo das liga\u00e7\u00f5es do Atl\u00e2ntico ao Mediterr\u00e2neo e do Atl\u00e2ntico Sul \u00e0 Europa\u00bb<\/strong>.<\/p>\n<p>Essa import\u00e2ncia tem aumentado ao longo dos anos. Gra\u00e7as \u00e0 centralidade atl\u00e2ntica, Portugal \u00ab<strong>tem vindo a assumir uma import\u00e2ncia cada vez mais nevr\u00e1lgica nas rotas de cabos submarinos\u00bb<\/strong>,sendo o \u00fanico <strong>\u00abpa\u00eds do mundo com liga\u00e7\u00f5es diretas (\u2026) estabelecidas com todos os continentes, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da Ant\u00e1rtida\u00bb<\/strong>, salientou a consultora em Pol\u00edtica do Mar, In\u00eas Aguiar Branco, num artigo publicado o ano passado na revista Na\u00e7\u00e3o e Defesa.<\/p>\n<p>Os primeiros cabos de comunica\u00e7\u00f5es a passar por Portugal foram os do tel\u00e9grafo. Em 1870 a esta\u00e7\u00e3o de Carcavelos ligou o nosso pa\u00eds a Londres. Quatro anos depois foi feita a liga\u00e7\u00e3o ao Funchal e em 1893 a Ponta Delgada. A partir do final do s\u00e9culo XX estas infraestruturas n\u00e3o pararam de crescer, havendo, atualmente, 16 cabos com amarra\u00e7\u00e3o (o ponto em que chega a terra) em Portugal, espalhados por Sagres, Sines, Sesimbra, Seixal e Carcavelos (ver infografia). Alguns deles s\u00e3o dos mais importantes do mundo. \u00c9 o caso do EllaLink, o \u00fanico que liga diretamente a Europa \u00e0 Am\u00e9rica Latina (Brasil) ou o 2Africa, o maior do mundo. H\u00e1 mais cinco em constru\u00e7\u00e3o, segundo o site Submarine Cable Map. Um deles, o Nuvem, pertencente \u00e0 Google, vai ligar os Estados Unidos a Portugal, com passagem pelos A\u00e7ores.<\/p>\n<p>Um projeto fundamental para as comunica\u00e7\u00f5es nacionais dos pr\u00f3ximos 25 anos (o tempo de vida destas liga\u00e7\u00f5es) est\u00e1 a ser constru\u00eddo pelo Estado portugu\u00eas. Trata-se do novo anel CAM (Continente, A\u00e7ores, Madeira), que, de acordo com uma apresenta\u00e7\u00e3o da Infraestruturas de Portugal, pretende afirmar Portugal como uma <strong>\u00abplataforma Atl\u00e2ntica de amarra\u00e7\u00e3o de cabos\u00bb<\/strong>, ser a principal interliga\u00e7\u00e3o do <strong>\u00abAtl\u00e2ntico \u00e0 Europa\u00bb<\/strong> e uma <strong>\u00abalavanca para a rede europeia de datacenters e comunica\u00e7\u00f5es\u00bb<\/strong>. Custar\u00e1 154 milh\u00f5es de euros, conta com fundos comunit\u00e1rios e, para al\u00e9m das comunica\u00e7\u00f5es, ter\u00e1 tamb\u00e9m sensores de monitoriza\u00e7\u00e3o para dete\u00e7\u00e3o s\u00edsmica e clim\u00e1tica\/ambiental. Ou seja, servir\u00e1 ainda como primeiro sistema de alerta para sismos e tsunamis e ainda para medir a temperatura da \u00e1gua em trabalhos sobre altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Estes sensores chegaram a ser motivo de conversa com os aliados da NATO. Uma fonte militar explica ao Nascer do SOL que <strong>\u00abos americanos ficaram preocupados porque os novos sensores ser\u00e3o capazes de detetar a vibra\u00e7\u00e3o provocada pela passagem de um submarino. Esse tipo de informa\u00e7\u00e3o tem de ter alguma prote\u00e7\u00e3o. Quem estiver no ancoradouro, em Sines, poder\u00e1 aceder a esses dados que ser\u00e3o importantes num contexto de conflito\u00bb<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m por isso que a a\u00e7\u00e3o de navios como o Yantar causam particular preocupa\u00e7\u00e3o. A embarca\u00e7\u00e3o est\u00e1 ao servi\u00e7o da Glavnoye Upavlenie Glubokovodsk Issledovannii (GUGI), ou Administra\u00e7\u00e3o Principal de Investiga\u00e7\u00e3o em \u00c1guas Profundas, um departamento secreto do minist\u00e9rio da Defesa Russo especializado em opera\u00e7\u00f5es subaqu\u00e1ticas. Criada em 1975, a GUGI opera submarinos nucleares e navios de investiga\u00e7\u00e3o cuja miss\u00e3o principal \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o de infraestruturas subaqu\u00e1ticas, bem como opera\u00e7\u00f5es de reconhecimento e sabotagem. Intercetam cabos de comunica\u00e7\u00f5es, instalam sensores de movimentos para detetar submarinos advers\u00e1rios e recuperam destro\u00e7os do fundo do mar. Os seus membros s\u00e3o considerados for\u00e7as especiais de elite. J\u00e1 os respons\u00e1veis da GUGI operam de forma aut\u00f3noma em rela\u00e7\u00e3o aos outros ramos do ex\u00e9rcito russo e respondem diretamente ao ministro da Defesa. A organiza\u00e7\u00e3o tem quartel em S\u00e3o Petersburgo e base na ba\u00eda de Olenya, no mar de Barents.<\/p>\n<p>O Yantar foi lan\u00e7ado \u00e0 \u00e1gua em 2015 e inclui, entre o seu equipamento, submarinos de tr\u00eas lugares com capacidade para mergulhar a 6000 e 6500 metros. Nas opera\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia, uma das principais tarefas da marinha portuguesa \u00e9 garantir que esses equipamentos n\u00e3o entram em a\u00e7\u00e3o. <strong>\u00abAo contr\u00e1rio do que acontece nos b\u00e1lticos, em que a profundidade \u00e9 reduzida, a m\u00e9dia da profundidade das \u00e1guas na Zona Econ\u00f3mica Exclusiva nacional, onde assentam os cabos, \u00e9 de 1200 metros\u00bb<\/strong>, explica ao Nascer do SOL_o Contra-Almirante Nuno de Noronha Bragan\u00e7a, coordenador do Atlantic Centre .<\/p>\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o de resgate<\/strong><\/p>\n<p>Um exemplo dessas miss\u00f5es subaqu\u00e1ticas do Yantar ocorreu pouco depois da passagem por Portugal, em novembro de 2024. No m\u00eas seguinte, entre 19 e 22 de dezembro, o Centro de Opera\u00e7\u00f5es Mar\u00edtimas da Marinha monitorizou a passagem por \u00e1guas de jurisdi\u00e7\u00e3o nacional de v\u00e1rios navios russos, incluindo o Ursa Major, um cargueiro que transportava, alegadamente, material militar. Um dia depois, a 23 de dezembro, ao passar entre Espanha e a Arg\u00e9lia, tr\u00eas explos\u00f5es \u2013 que o governo russo diz terem sido ataques terroristas \u2013 afundaram o navio.<\/p>\n<p>Em janeiro o Yantar saiu do porto de Argel e foi detetado na zona do naufr\u00e1gio. Especialistas ouvidos na \u00e9poca pela Euronews acreditam que a embarca\u00e7\u00e3o do GUGI estaria a recolher provas do afundamento e, potencialmente, a <strong>\u00abrecuperar ou destruir\u00bb <\/strong>equipamento sens\u00edvel. A 17 de janeiro o Yantar deu por terminada a miss\u00e3o e iniciou o regresso \u00e0 sua base. Durante dois dias, at\u00e9 19 de janeiro, a Marinha Portuguesa, atrav\u00e9s da NRP D. Francisco de Almeida e do NRP Set\u00fabal, fez o <strong>\u00abacompanhamento pr\u00f3ximo de todos os movimentos deste navio-espi\u00e3o\u00bb<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c0 passagem pelo Canal da Mancha, o Yantar foi flanqueado pelo HMS Somerset. Para a marinha brit\u00e2nica, tratava-se de uma provoca\u00e7\u00e3o depois de, em novembro, antes da passagem por Portugal, a embarca\u00e7\u00e3o espi\u00e3 ter, como foi noticiado, vagueado sobre infraestruturas cr\u00edticas e s\u00f3 ter abandonado a regi\u00e3o ap\u00f3s receber um aviso de um submarino. Nesta segunda passagem, o secret\u00e1rio da Defesa brit\u00e2nico, John Healey, afirmou: <strong>\u00abA minha mensagem para o presidente Putin \u00e9 clara. Sabemos o que est\u00e1 a fazer e n\u00e3o nos intimidaremos de realizar a\u00e7\u00e3o robusta para proteger o Reino Unido\u00bb<\/strong>. Acrescentou ainda que o Reino Unido continuar\u00e1 a <strong>\u00abdenunciar a atividade maligna que Putin dirige, reprimindo a frota sombra russa para impedir o financiamento da sua invas\u00e3o ilegal da Ucr\u00e2nia\u00bb<\/strong>.<\/p>\n<p>A monitoriza\u00e7\u00e3o dessa frota sombra est\u00e1 tamb\u00e9m no centro da a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as portuguesas. <strong>\u00abA Marinha monitoriza os navios que possam ter o intuito de trasfegar crude, como forma de evas\u00e3o \u00e0s san\u00e7\u00f5es internacionais impostas \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa (atividade conhecida por bunkering). Por esse motivo e no cumprimento do direito que a Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito no Mar atribui aos estados costeiros, a Marinha desenvolve a\u00e7\u00f5es de monitoriza\u00e7\u00e3o e de dissuas\u00e3o que visam evitar eventuais a\u00e7\u00f5es nocivas ao meio ambiente, que possam ocorrer nos espa\u00e7os mar\u00edtimos nacionais\u00bb<\/strong>, explicou o porta-voz Ricardo S\u00e1 Granja.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos avisos p\u00fablicos a Putin, em junho o governo brit\u00e2nico deu um novo passo e decretou san\u00e7\u00f5es sobre a GUGI. O objetivo: <strong>\u00abproteger o Reino Unido de ataques a infraestruturas submarinas<\/strong>\u00bb.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sol.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/mapa.navios1_compressed.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1601\" height=\"1081\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/mapa.navios.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-844788\"\/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No in\u00edcio de novembro de 2024, o Centro de Opera\u00e7\u00f5es Mar\u00edtimas da Marinha Portuguesa recebeu a informa\u00e7\u00e3o dos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15378,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,6100,15,16,14,25,26,21,22,6101,62,12,13,19,20,23,24,839,6102,17,18,29,30,31,63,64,65,6103],"class_list":{"0":"post-15377","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-cabos-submarinos","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-ministerio-da-defesa","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-russia","27":"tag-submarinos","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-world","34":"tag-world-news","35":"tag-worldnews","36":"tag-yantar"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15377\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}