{"id":155221,"date":"2025-11-17T15:19:21","date_gmt":"2025-11-17T15:19:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/155221\/"},"modified":"2025-11-17T15:19:21","modified_gmt":"2025-11-17T15:19:21","slug":"a-doenca-da-i-guerra-mundial-que-ressuscitou-na-guerra-da-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/155221\/","title":{"rendered":"A doen\u00e7a da I Guerra Mundial que &#8220;ressuscitou&#8221; na guerra da Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/InvisibleBattalion\/photos\/pb.100068748760249.-2207520000\/1224999134671403\/?type=3\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\">The Invisible Battalion Project \/ Facebook<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-601125 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5f8dd196787ecb633f367e6007dad17b-783x450.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil na frente de batalha faz com que feridos esperem demasiado tempo por socorro, o que aumenta o risco de gangrena gasosa. Considerada letal, a infe\u00e7\u00e3o tinha sido erradicada na Europa antes da guerra.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Os soldados na linha da frente, como na guerra na Ucr\u00e2nia, t<strong>\u00eam de esperar por ajuda<\/strong> durante longos per\u00edodos, porque a evacua\u00e7\u00e3o e, consequentemente, o atendimento m\u00e9dico urgente, podem ser simplesmente imposs\u00edveis.<\/p>\n<p>Isso exp\u00f5e os combatentes ao risco de contrair <strong>gangrena gasosa<\/strong>, uma doen\u00e7a perigosa que se inicia no tecido morto e provoca a forma\u00e7\u00e3o de bolhas de g\u00e1s sob a pele.<\/p>\n<p>O que parece uma hist\u00f3ria de terror de guerras antigas est\u00e1 a tornar-se realidade na Ucr\u00e2nia. Segundo uma reportagem do jornal brit\u00e2nico <a href=\"https:\/\/www.telegraph.co.uk\/global-health\/terror-and-security\/gas-gangrene-ukraine-war-russia-trenches-europe\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">The Telegraph<\/a>, a <strong>gangrena gasosa est\u00e1 a espalhar-se pelo pa\u00eds<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cAprendemos sobre gangrena gasosa na escola, mas vemos isto agora na Ucr\u00e2nia porque os feridos n\u00e3o est\u00e3o a receber o atendimento adequado\u201d, disse Alex, um param\u00e9dico volunt\u00e1rio que trabalha na regi\u00e3o de Zapor\u00edjia, ao jornal. \u201cChegam ao hospital pessoas feridas h\u00e1 semanas, que estavam em salas de estabiliza\u00e7\u00e3o m\u00e9dica subterr\u00e2neas, onde eram <strong>mantidas vivas de forma improvisada<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o foi verificado de forma independente se a doen\u00e7a que se espalha entre os soldados ucranianos <strong>\u00e9 de facto gangrena gasosa<\/strong>. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que a frente de batalha \u00e9 de dif\u00edcil acesso devido aos frequentes ataques de drones russos.<\/p>\n<p>Os<strong> abastecimentos muitas vezes n\u00e3o chegam at\u00e9 \u00e0s tropas<\/strong>, ou chegam com enorme atraso. Novos soldados, por vezes, t\u00eam de caminhar quil\u00f3metros antes de atingirem as frentes de batalha, onde os feridos aguardam socorro.<\/p>\n<p>O que causa a gangrena gasosa<\/p>\n<p>A doen\u00e7a infecciosa t\u00f3xica destr\u00f3i rapidamente o tecido muscular. \u00c9 causada por bact\u00e9rias do g\u00e9nero Clostridium, naturalmente presentes, por exemplo, no solo ou no intestino humano, explica a <a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/doen%C3%A7a-da-1%C2%AA-guerra-mundial-assombra-soldados-ucranianos\/a-74731816\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Deutsch Welle<\/a>.<\/p>\n<p>Estas bact\u00e9rias n\u00e3o s\u00e3o necessariamente patog\u00e9nicas. Tornam-se perigosas apenas quando entram em tecidos com falta de oxig\u00e9nio, como ocorre em feridas profundas e complexas. O tecido morto, ou necr\u00f3tico, impede a cicatriza\u00e7\u00e3o da ferida, favorecendo a prolifera\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias Clostridium.<\/p>\n<p>A <strong>infe\u00e7\u00e3o espalha-se rapidamente<\/strong> em condi\u00e7\u00f5es como as encontradas nas trincheiras, onde existem muitos ferimentos e higiene prec\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para os afetados, a gangrena gasosa \u00e9 <strong>extremamente dolorosa<\/strong>. Formam-se bolhas de g\u00e1s sob a pele, que podem ser sentidas e ouvidas a crepitar ao apalpar a \u00e1rea em redor da ferida. Os m\u00fasculos afetados tornam-se vermelho-acinzentados e incham.<\/p>\n<p>Soldados infetados desenvolvem <strong>s\u00e9psis<\/strong>, o <strong>ritmo card\u00edaco acelera<\/strong>, surgem <strong>problemas circulat\u00f3rios e respirat\u00f3rios<\/strong> e, por fim, <strong>fal\u00eancia m\u00faltipla de \u00f3rg\u00e3os.<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com tratamento hospitalar, a cura n\u00e3o \u00e9 garantida ap\u00f3s o desenvolvimento da doen\u00e7a. Sem tratamento \u2014 por exemplo, devido a tempos de evacua\u00e7\u00e3o excessivamente longos \u2014, a<strong> taxa de mortalidade aproxima-se dos 100%.<\/strong><\/p>\n<p>O tecido afetado <strong>deve ser removido cirurgicamente<\/strong> o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Antibi\u00f3ticos potentes tamb\u00e9m devem ser administrados por via intravenosa. Para identificar os antibi\u00f3ticos mais adequados a cada paciente, realizam-se culturas microbiol\u00f3gicas e testam-se quanto \u00e0 resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Estes procedimentos<strong> exigem condi\u00e7\u00f5es de higiene impec\u00e1veis<\/strong> e s\u00f3 podem ser realizados em hospitais com laborat\u00f3rios, n\u00e3o em salas de tratamento improvisadas em abrigos antia\u00e9reos. Embora alguns antibi\u00f3ticos possam ser armazenados nesses abrigos, n\u00e3o existem alternativas caso haja resist\u00eancia a esses medicamentos.<\/p>\n<p>A gangrena gasosa era <strong>considerada praticamente erradicada<\/strong> na Europa devido aos avan\u00e7os da medicina, especialmente nos antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>Na I Guerra Mundial, muitos soldados feridos morreram da doen\u00e7a. Acredita-se que <strong>mais de 100 mil combatentes alem\u00e3es<\/strong> tenham sucumbido a esta infe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na altura, muitos militares feridos permaneciam longos per\u00edodos sem tratamento em trincheiras lamacentas, e os cuidados com os ferimentos e a higiene eram inexistentes.<\/p>\n<p>Na II Guerra Mundial, a gangrena gasosa era um problema muito menos significativo. Os<strong> antibi\u00f3ticos j\u00e1 estavam suficientemente difundidos<\/strong>, embora ainda n\u00e3o t\u00e3o comuns como atualmente \u2014 e, ao contr\u00e1rio do que acontece nos dias de hoje, nessa altura a <strong>resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos<\/strong> n\u00e3o era um problema significativo.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"The Invisible Battalion Project \/ Facebook Situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil na frente de batalha faz com que feridos esperem demasiado&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":155222,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,830,14,25,26,21,22,1208,62,12,13,19,20,23,24,117,896,17,18,840,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-155221","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-guerra","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-medicina","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-saude","27":"tag-saude-publica","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ucrania","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115565715120638955","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155221","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=155221"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155221\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/155222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=155221"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=155221"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=155221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}