{"id":156187,"date":"2025-11-18T08:44:08","date_gmt":"2025-11-18T08:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156187\/"},"modified":"2025-11-18T08:44:08","modified_gmt":"2025-11-18T08:44:08","slug":"startup-cria-escudo-para-proteger-astronautas-e-satelites-do-lixo-espacial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156187\/","title":{"rendered":"Startup cria escudo para proteger astronautas e sat\u00e9lites do lixo espacial"},"content":{"rendered":"<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">N\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m que grande parte da polui\u00e7\u00e3o que atinge a superf\u00edcie terrestre, os oceanos e a atmosfera vem de sistemas econ\u00f4micos que priorizam lucro de curto prazo sobre a sustentabilidade. Agora, essa triste realidade chegou tamb\u00e9m ao espa\u00e7o orbital, onde mais de 130 milh\u00f5es de peda\u00e7os de detritos orbitam a Terra.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">O pior \u00e9 que essa montanha de lixo espacial, que aumenta exponencialmente a cada dia, j\u00e1 que constela\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites \u2014 como a Starlink, da SpaceX \u2014 precisam ser constantemente ampliadas e renovadas. <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/lixo-espacial-pode-cair-em-areas-habitadas-entenda-os-riscos-reais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Muitas dessas espa\u00e7onaves acabam caindo de volta na Terra<\/a>, mas esse processo pode demorar at\u00e9 10 anos.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Como cerca de 90% desse tr\u00e1fego descontrolado se concentra na chamada LEO (\u00f3rbita baixa terrestre) \u2014 com altitudes entre 160 e 2 mil km acima da superf\u00edcie do planeta \u2014 <strong class=\"group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold\">a velocidade orbital dos objetos pode chegar a 7-8 km\/s<\/strong> (cerca de 28,8 mil km\/h), pois nessa regi\u00e3o quase n\u00e3o h\u00e1 arrasto atmosf\u00e9rico (resist\u00eancia do ar).<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Para proteger sat\u00e9lites e astronautas de impactos desses detritos em velocidades hipers\u00f4nicas \u2014 at\u00e9 20 vezes a velocidade do som \u2014 uma startup norte-americana chamada Atomic-6 est\u00e1 propondo uma solu\u00e7\u00e3o inovadora: as placas de blindagem Space Armor, feitas com um comp\u00f3sito de pol\u00edmero desenvolvido por processo de fabrica\u00e7\u00e3o confidencial.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A empresa garante que sua tecnologia \u00e9 mais leve, mais fina e mais eficaz do que os sistemas de blindagem tradicionais. Nesse sentido, o grande diferencial dos novos \u201cescudos\u201d \u00e9 n\u00e3o bloquear nem distorcer os sinais das ondas eletromagn\u00e9ticas usadas em comunica\u00e7\u00f5es (r\u00e1dio, Wi-Fi, radar e sat\u00e9lite).<\/p>\n<p>Risco das colis\u00f5es hipers\u00f4nicas e necessidade de novas prote\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Na LEO, tanto os detritos espaciais (peda\u00e7os de sat\u00e9lites quebrados, parafusos, fragmentos de pintura) quanto as espa\u00e7onaves ativas (como um sat\u00e9lite Starlink de 260 kg ou uma esta\u00e7\u00e3o espacial) se movem a velocidades hipers\u00f4nicas. Isso faz com que at\u00e9 um parafuso milim\u00e9trico acumule uma energia cin\u00e9tica imensa, devido \u00e0 sua alt\u00edssima velocidade.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Por isso, esse pedacinho de metal invis\u00edvel a olho nu pode colidir de frente com um sat\u00e9lite. Um impacto desse tipo pode perfurar tanques de combust\u00edvel (causando vazamentos ou explos\u00f5es), rasgar partes estruturais da nave, danificar baterias e circuitos el\u00e9tricos, <strong class=\"group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold\">e at\u00e9 mesmo comprometer sistemas de suporte \u00e0 vida, no caso de ve\u00edculos tripulados<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Visto que empresas aeroespaciais \u2014 como a SpaceX e o Projeto Kuiper, da Amazon \u2014 projetam o envio de mais de 100 mil novas espa\u00e7onaves at\u00e9 2030, em compara\u00e7\u00e3o com cerca de 10 mil atualmente em \u00f3rbita, ag\u00eancias reguladoras t\u00eam exigido refor\u00e7os na prote\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, para evitar a cria\u00e7\u00e3o de mais detritos no espa\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Isso demanda a cria\u00e7\u00e3o de novos materiais e escudos espaciais, pois a forma de blindagem mais usada atualmente \u2014 os escudos Whipple, inventados em 1947 \u2014 apesar de pesados e espessos, n\u00e3o bloqueiam fragmentos maiores que 1 cm e, por serem feitos de metais opacos \u00e0 radiofrequ\u00eancia, <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/satelite-abandonado-emite-sinal-de-radio-poderoso-e-intriga-cientistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">bloqueiam sinais de r\u00e1dio e comunica\u00e7\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Al\u00e9m disso, sua composi\u00e7\u00e3o met\u00e1lica gera um problema cr\u00edtico: ao sofrer impactos, fragmentam-se de forma violenta, lan\u00e7ando destro\u00e7os secund\u00e1rios ao espa\u00e7o \u2014 muitas vezes maiores que o proj\u00e9til original \u2014 que amea\u00e7am outros sat\u00e9lites e podem danificar o pr\u00f3prio sistema que deveriam proteger.<\/p>\n<p>Como comprar uma placa Space Armor na Atomic-6?<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/homens-segurando-placas-blindadas-com-marcas-de-impactos.jpg\" alt=\"Space Armor \u00e9 o primeiro escudo orbital contra detritos que permite a passagem de radiofrequ\u00eancia \u2022 Atomic-6\/Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"849\" height=\"477\" class=\"flex size-full object-cover\" loading=\"lazy\"\/>Space Armor \u00e9 o primeiro escudo orbital contra detritos que permite a passagem de radiofrequ\u00eancia \u2022 Atomic-6\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Em um comunicado oficial, a Atomic-6 apresenta as placas Space Armor como \u201co primeiro escudo orbital contra detritos perme\u00e1vel a radiofrequ\u00eancia (RF), capaz de resistir a impactos e permitindo comunica\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio essenciais para a miss\u00e3o, de e para o sat\u00e9lite que protegem\u201d. Al\u00e9m disso, elas n\u00e3o quebram nem se estilha\u00e7am quando atingidas por detritos.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Desenvolvido ao longo de um ano e meio de pesquisas e testes, o produto foi fabricado com um comp\u00f3sito polim\u00e9rico secreto que mistura fibras e resinas em propor\u00e7\u00f5es n\u00e3o divulgadas. Autoadesivas, as placas medem 30 cm por 30 cm e 2,5 cm de espessura, podendo ser fabricadas sob encomenda em tamanhos de at\u00e9 1 m por 1 m.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">As placas blindadas s\u00e3o oferecidas pela empresa de Atlanta (EUA) em duas vers\u00f5es escal\u00e1veis, cada uma dispon\u00edvel em configura\u00e7\u00e3o perme\u00e1vel ou bloqueadora de radiofrequ\u00eancia \u2014 ou seja, que permite ou bloqueia a passagem de ondas, conforme a necessidade da miss\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A primeira vers\u00e3o \u2014 a Space Armor Lite \u2014 \u00e9 mais leve e foi criada para proteger sat\u00e9lites contra micropeda\u00e7os de lixo espacial com at\u00e9 3 mm de di\u00e2metro, que, embora n\u00e3o rastre\u00e1veis por radares e sensores terrestres, representam mais de 90% de todos os fragmentos existentes na \u00f3rbita baixa (LEO).<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Mais encorpada, a Space Armor Max foi desenvolvida <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/lixo-espacial-pode-causar-proxima-crise-ambiental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">para suportar impactos de detritos quatro vezes maiores do que os impedidos pela vers\u00e3o Lite<\/a>: 12,5 mm de di\u00e2metro. Mais resistente, essa vers\u00e3o \u00e9 voltada especificamente \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de ambientes habitados no espa\u00e7o, como esta\u00e7\u00f5es espaciais ou bases orbitais.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Embora a Atomic-6 esteja aceitando pedidos de cota\u00e7\u00e3o para suas placas Space Armor, n\u00e3o h\u00e1 pre\u00e7os p\u00fablicos divulgados no site nem nos comunicados. Ou seja, a empresa s\u00f3 fornece os valores mediante demanda e negocia\u00e7\u00e3o. Esse tipo de sistema \u00e9 estimado pela NASA <strong class=\"group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold\">entre US$ 50 mil e US$ 100 mil por metro quadrado<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m que grande parte da polui\u00e7\u00e3o que atinge a superf\u00edcie terrestre, os oceanos e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":156188,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-156187","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115569824061756102","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156187\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/156188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=156187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=156187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}