{"id":156218,"date":"2025-11-18T09:15:10","date_gmt":"2025-11-18T09:15:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156218\/"},"modified":"2025-11-18T09:15:10","modified_gmt":"2025-11-18T09:15:10","slug":"fosseis-magneticos-podem-revelar-sistema-de-gps-interno-18-11-2025-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156218\/","title":{"rendered":"F\u00f3sseis magn\u00e9ticos podem revelar &#8216;sistema de GPS interno&#8217; &#8211; 18\/11\/2025 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>F\u00f3sseis microsc\u00f3picos encontrados em sedimentos no fundo do oceano Atl\u00e2ntico podem representar componentes de um &#8220;sistema GPS&#8221; interno de uma antiga criatura marinha que utilizavam o campo magn\u00e9tico da Terra para navegar longas dist\u00e2ncias. A hip\u00f3tese consta de um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-025-02721-3\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo <\/a>que saiu recentemente no peri\u00f3dico <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/commsenv\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Communications Earth &amp; Environment<\/a>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores disseram que os f\u00f3sseis, que s\u00e3o cerca de 50 vezes menores de um fio de cabelo humano, s\u00e3o feitos de um mineral de ferro fortemente magn\u00e9tico chamado magnetita. Eles suspeitam que essas part\u00edculas j\u00e1 foram parte de um organismo marinho, embora sua identidade permane\u00e7a misteriosa.<\/p>\n<p>Cientistas recuperaram v\u00e1rios desses f\u00f3sseis cuja data\u00e7\u00e3o \u00e9 de at\u00e9 97 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Por\u00e9m, h\u00e1 um debate se eles t\u00eam origem biol\u00f3gica ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora se acredite que alguns <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/animais\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">animais<\/a> migrat\u00f3rios, entre os quais aves, peixes e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2025\/06\/mariposas-recorrem-as-estrelas-para-se-guiar-em-longas-distancias.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">insetos<\/a>, usem o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2025\/02\/tartaruga-usa-campo-magnetico-da-terra-para-criar-mapa-de-lugares-favoritos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">campo magn\u00e9tico da Terra<\/a> para navegar, como eles conseguem fazer isso ainda \u00e9 uma quest\u00e3o sem resposta. Uma hip\u00f3tese \u00e9 que part\u00edculas de magnetita dentro de seus corpos se alinhem com o campo magn\u00e9tico da Terra, semelhante ao que ocorre com uma agulha de b\u00fassola.<\/p>\n<p>Identificar a criatura \u00e0 qual os f\u00f3sseis podem ter pertencido \u00e9 um desafio, pois eles n\u00e3o estavam associados a quaisquer outros restos corporais.<\/p>\n<p>Faria sentido, segundo pesquisadores, se eles viessem de um animal migrat\u00f3rio comum o suficiente para ter deixado abundantes restos f\u00f3sseis. Enguias s\u00e3o uma possibilidade, segundo Harrison.<\/p>\n<p>&#8220;As enguias s\u00e3o apenas um exemplo de um organismo marinho migrat\u00f3rio, famoso por ter que navegar duas vezes atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico. Suas larvas s\u00e3o transportadas por correntes oce\u00e2nicas associadas ao sistema da Corrente do Golfo, desde os locais de reprodu\u00e7\u00e3o no mar dos Sarga\u00e7os at\u00e9 habitats costeiros e de \u00e1gua doce, do norte da \u00c1frica at\u00e9 a Escandin\u00e1via. Depois de uma d\u00e9cada ou mais, os adultos em fase de matura\u00e7\u00e3o migram de volta para o mar dos Sarga\u00e7os, desovam e morrem&#8221;, explicou Harrison.<\/p>\n<p>O organismo respons\u00e1vel pelos f\u00f3sseis de magnetita tamb\u00e9m pode ter sido simplesmente um tipo de micr\u00f3bio. Essas part\u00edculas se parecem muito com os f\u00f3sseis de magnetita chamados magnetossomos produzidos por certas bact\u00e9rias, embora os magnetossomos sejam em torno de 20 vezes menores.<\/p>\n<p>Certas bact\u00e9rias aqu\u00e1ticas possuem uma forma de magnetorrecep\u00e7\u00e3o decorrente de cadeias de magnetossomos dentro desses organismos unicelulares que lhes permitem se alinhar com o campo magn\u00e9tico da Terra, ajudando-as a navegar at\u00e9 sua profundidade de \u00e1gua preferida.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 fortes evid\u00eancias sugerindo que muitos outros organismos \u2014incluindo mam\u00edferos, aves, anf\u00edbios, r\u00e9pteis e insetos\u2014 possuem capacidades de navega\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica. O que permanece desconhecido \u00e9 como eles fazem isso&#8221;, disse o f\u00edsico e col\u00edder do estudo Sergio Valencia, do instituto de pesquisa Helmholtz-Zentrum Berlim, na Alemanha.<\/p>\n<p>&#8220;Um grande desafio \u00e9 que, se part\u00edculas magn\u00e9ticas existem nesses animais, elas s\u00e3o extremamente pequenas e esparsas, tornando-as muito dif\u00edceis de localizar dentro do organismo inteiro&#8221;, disse Valencia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como funcionaria esse &#8220;sistema de GPS&#8221; biol\u00f3gico?<\/p>\n<p>&#8220;Se essas part\u00edculas fossem de fato parte de um organismo vivo, uma possibilidade \u00e9 que elas estivessem conectadas a c\u00e9lulas magnetorreceptivas, atuando como sensores magn\u00e9ticos. Conforme a part\u00edcula se reorientasse com o campo magn\u00e9tico da Terra, ela poderia ter gerado um sinal mec\u00e2nico ou el\u00e9trico que o organismo usava para detectar a intensidade e dire\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica&#8221;, afirmou Valencia.<\/p>\n<p>&#8220;Dessa forma, o organismo poderia ter tido um &#8216;sentido&#8217; magn\u00e9tico \u2014an\u00e1logo ao nosso sentido de vis\u00e3o, que capta a distribui\u00e7\u00e3o de luz\u2014, permitindo-lhe navegar com seguran\u00e7a em seu ambiente usando a for\u00e7a e dire\u00e7\u00e3o locais do campo magn\u00e9tico do planeta como guia&#8221;, explicou o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"F\u00f3sseis microsc\u00f3picos encontrados em sedimentos no fundo do oceano Atl\u00e2ntico podem representar componentes de um &#8220;sistema GPS&#8221; interno&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":156219,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[1353,219,4614,109,107,108,236,9421,9420,3536,32,33,105,103,104,106,110,3062],"class_list":{"0":"post-156218","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-animais","9":"tag-bichos","10":"tag-biologia","11":"tag-ciencia","12":"tag-ciencia-e-tecnologia","13":"tag-cienciaetecnologia","14":"tag-folha","15":"tag-fosseis","16":"tag-fossil","17":"tag-pesquisa-cientifica","18":"tag-portugal","19":"tag-pt","20":"tag-science","21":"tag-science-and-technology","22":"tag-scienceandtechnology","23":"tag-technology","24":"tag-tecnologia","25":"tag-universidade"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115569945661887094","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156218"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156218\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/156219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=156218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=156218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}