{"id":156270,"date":"2025-11-18T10:19:13","date_gmt":"2025-11-18T10:19:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156270\/"},"modified":"2025-11-18T10:19:13","modified_gmt":"2025-11-18T10:19:13","slug":"incrivel-historia-de-operario-irlandes-enterrado-vivo-num-caixao-durante-61-dias-contada-em-documentario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156270\/","title":{"rendered":"Incr\u00edvel hist\u00f3ria de oper\u00e1rio irland\u00eas enterrado vivo num caix\u00e3o durante 61 dias contada em document\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Mick Meaney fez manchetes por todo o mundo ao bater, em 1968, um recorde mundial inusitado: maior tempo de perman\u00eancia enterrado vivo num caix\u00e3o. <\/p>\n<p>Numa altura em que atravessava dificuldades financeiras, este oper\u00e1rio irland\u00eas acreditava que, se permanecesse debaixo da terra num caix\u00e3o durante mais tempo do que qualquer outra pessoa, o mundo se lembraria do seu nome. <\/p>\n<p>A 21 de fevereiro desse ano, curiosos e equipas de reportagem seguiram o seu caix\u00e3o, com 1,90 m de comprimento e 76 cm de largura e forrado com espuma, em prociss\u00e3o pelas ruas de Kilburn, o cora\u00e7\u00e3o da comunidade de imigrantes irlandeses em Londres, enquanto Meaney era enterrado numa vala num estaleiro de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O caix\u00e3o foi sepultado na terra, apenas com um tubo para a entrada de ar e por onde se desciam alimentos e l\u00edquidos.<\/p>\n<p>Meaney concretizou o objetivo de bater o recorde mundial e conquistar fama, mas tamb\u00e9m acreditava que esse feito lhe pudesse render dinheiro, o que n\u00e3o se concretizou.<\/p>\n<p>A proeza e as suas comoventes consequ\u00eancias v\u00e3o ser agora contadas num document\u00e1rio que ser\u00e1 exibido no canal de televis\u00e3o em l\u00edngua irlandesa TG4 a 26 de novembro. Intitulado Beo Faoin bhF\u00f3d (Enterrado Vivo), o filme j\u00e1 foi exibido em festivais. Realizado por Daire Collins, concilia entrevistas a familiares e amigos de Meaney com imagens de arquivo.<\/p>\n<p>\u201cO meu pai era um orgulhoso homem de Tipperary. Era mais um irland\u00eas, aqueles que hoje s\u00e3o chamados de irlandeses esquecidos, que l\u00e1 trabalhavam com picareta e p\u00e1 e enviavam o dinheiro para as suas fam\u00edlias. Os tempos eram dif\u00edceis naquela \u00e9poca&#8221;, afirmou a filha de Mick Meaney, Mary, no document\u00e1rio.<\/p>\n<p>Meaney, um robusto homem que sonhava ser campe\u00e3o de boxe, acabou a escavar t\u00faneis em Londres ap\u00f3s sofrer um acidente que o deixou debaixo de escombros. <\/p>\n<p>Antes dele, o recorde permanecia a um norte-americano, um texano chamado Bill White, que esteve enterrado vivo durante 55 dias.<\/p>\n<p>Para bater esse recorde, Meaney, ent\u00e3o com 33 anos, contou com a ajuda de Michael &#8220;Butty&#8221; Sugrue, um artista de circo que se tornou propriet\u00e1rio de um bar e empres\u00e1rio na comunidade irlandesa de Londres. <\/p>\n<p>Um cami\u00e3o transportou o caix\u00e3o at\u00e9 um terreno pertencente a um empreiteiro, Mick Keane, que cedeu parte do local para a proeza. Um al\u00e7ap\u00e3o que dava acesso a uma cavidade debaixo do caix\u00e3o, ligeiramente maior que um caix\u00e3o comum, servia de casa de banho.<\/p>\n<p>&#8220;Dormi muito bem ontem \u00e0 noite&#8221;, disse Meaney, atrav\u00e9s de um telefone instalado dentro do caix\u00e3o, a um apresentador de um telejornal no seu segundo dia enterrado. No subsolo, estabeleceu uma rotina: acordar \u00e0s 7h, fazer exerc\u00edcio compat\u00edvel com o confinamento, aplicar pomada no corpo, comer, ler livros e jornais e falar com pessoas ao telefone.<\/p>\n<p>O interesse pelo desafio de Meaney foi desvanecendo com o passar das semanas, numa altura em que a guerra do Vietname e o assassinato de Martin Luther King dominavam as aten\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>O caix\u00e3o foi desenterrado e transportado em cima de um cami\u00e3o passados 61 dias, a 22 de abril, tendo passado por multid\u00f5es em festa at\u00e9 chegar a um pub. Quando a tampa foi retirada, Meaney, com \u00f3culos escuros para proteger os olhos e a barba, sorriu. &#8220;Gostaria de continuar por mais cem dias. Estou encantado por ser o campe\u00e3o do mundo&#8221;, disse \u00e0 empresa.<\/p>\n<p>Meaney julgava que ap\u00f3s sair do caix\u00e3o iria em digress\u00e3o mundial e teria um patroc\u00ednio da Gillette, mas tal nunca se concretizou. &#8220;Em todas as \u00e1reas da vida, h\u00e1 pessoas que simplesmente te usam como vampiro&#8221;, afirmou Mary Meaney, contando que o pai voltou \u00e0 Irlanda &#8220;sem sequer o valor de uma garrafa de leite no bolso&#8221;.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, nenhum representante do livro dos recordes do Guinness  registou o feito de Meaney. E, tamb\u00e9m em 1968, uma ex-freira chamada Emma Smith deixou-se enterrar debaixo de um parque de divers\u00f5es em Skegness durante 101 dias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mick Meaney fez manchetes por todo o mundo ao bater, em 1968, um recorde mundial inusitado: maior tempo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":156271,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[114,115,33565,32,33,25827],"class_list":{"0":"post-156270","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-entretenimento","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-mick-meaney","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-republica-da-irlanda"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115570197444629641","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156270\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/156271"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=156270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=156270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}