{"id":156436,"date":"2025-11-18T13:12:21","date_gmt":"2025-11-18T13:12:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156436\/"},"modified":"2025-11-18T13:12:21","modified_gmt":"2025-11-18T13:12:21","slug":"talento-senior-deve-ser-valorizado-pelas-empresas-e-improvavel-que-consigamos-manter-a-competitividade-porque-o-cenario-demografico-e-alarmante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/156436\/","title":{"rendered":"Talento s\u00e9nior deve ser valorizado pelas empresas. &#8220;\u00c9 improv\u00e1vel que consigamos manter a competitividade, porque o cen\u00e1rio demogr\u00e1fico \u00e9 alarmante&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\t                A empresa de recrutamento portuguesa Randstad realizou um estudo sobre o mercado de trabalho depois dos 55 e a conclus\u00e3o \u00e9 preocupante: um em cada cinco trabalhadores portugueses tem entre 55 e 64 anos, e por cada dez que saem do mercado de trabalho apenas entram sete<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">A popula\u00e7\u00e3o portuguesa \u00e9 uma das mais envelhecidas da Uni\u00e3o Europeia e \u00e0 nossa frente s\u00f3 a It\u00e1lia. De acordo com a Pordata, por cada 100 jovens h\u00e1 mais de 190 idosos. Um\u00a0estudo da empresa de recrutamento portuguesa <a href=\"https:\/\/www.randstad.pt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Randstad<\/a>\u00a0divulgado esta ter\u00e7a-feira aponta para que, em 2050, quase metade da popula\u00e7\u00e3o portuguesa tenha mais de 55 anos. E isso mostra que \u00e9 preciso mudar a mentalidade das empresas portuguesas e apostar na contrata\u00e7\u00e3o e na requalifica\u00e7\u00e3o do talento s\u00e9nior, fundamental para a sustentabilidade da economia nacional.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 ineg\u00e1vel que o nosso pa\u00eds tem uma popula\u00e7\u00e3o mais envelhecida e isso traduz-se naquilo que vai ser a popula\u00e7\u00e3o ativa. A reforma antecipada desta m\u00e3o de obra seria uma grande perda de know-how. \u00c9 altamente improv\u00e1vel que consigamos manter a competitividade a longo prazo, se n\u00e3o valorizarmos o talento s\u00e9nior, porque o cen\u00e1rio demogr\u00e1fico \u00e9 alarmante\u201d, diz \u00e0 CNN Portugal \u00c9rica Pereira, diretora da Randstad.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a popula\u00e7\u00e3o entre os 55 e os 64 anos representa, atualmente, 24% da popula\u00e7\u00e3o empregada e 19,6% da popula\u00e7\u00e3o ativa. A taxa de atividade desta faixa et\u00e1ria \u00e9 de 71,4% e a taxa de emprego \u00e9 de 67,6%, 11 pontos percentuais acima da popula\u00e7\u00e3o geral. A taxa de desemprego \u00e9 de 5%, 1,4 pontos percentuais inferior \u00e0 m\u00e9dia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O crescimento da popula\u00e7\u00e3o s\u00e9nior ativa tem subido em m\u00e9dia 4,8% ao ano, entre 2014 e 2024. Por outro lado, continua a ser nos seniores que o desemprego de longa dura\u00e7\u00e3o \u00e9 mais preocupante: um em cada quatro desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o tem mais de 55 anos.<\/p>\n<p>O idadismo ainda \u00e9 uma realidade <\/p>\n<p>E isso acontece, explica \u00c9rica Pereira, porque ainda h\u00e1 resist\u00eancia das empresas em contratar m\u00e3o de obra s\u00e9nior. \u201cDo ponto de vista de recrutamento, continuamos, infelizmente, a ter empresas que est\u00e3o a apostar no rejuvenescimento das suas equipas. Apesar de sabermos que \u00e9 ilegal excluir algu\u00e9m com base na idade, ainda h\u00e1 empresas que nos pedem, para determinados projetos, pessoas mais jovens\u201d, revela a respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c9rica Pereira defende que ainda h\u00e1 um grande preconceito a derrubar em rela\u00e7\u00e3o aos trabalhadores mais velhos. As empresas continuam a achar que \u201cos trabalhadores seniores n\u00e3o se v\u00e3o adaptar tecnologicamente, v\u00e3o ter v\u00edcios e v\u00e3o ser menos capazes de se adaptarem a novos m\u00e9todos de trabalho\u201d. Al\u00e9m disso, os l\u00edderes das empresas ainda acham que a m\u00e3o de obra s\u00e9nior vai ficar mais cara, \u201cporque v\u00e3o ter de pagar sal\u00e1rios mais elevados e ter mais custos de sa\u00fade\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>\u201cMuitas empresas ainda t\u00eam o tal preconceito de que a forma\u00e7\u00e3o deve ser para o talento mais jovem, numa \u00f3tica de investimento a longo prazo. De que me adianta investir na forma\u00e7\u00e3o de um trabalhador que daqui a dez anos est\u00e1 fora do mercado? Ainda continua a ser este o pensamento de muitas empresas\u201d, acrescenta \u00c9rica Pereira.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel da Randstad vai ainda mais longe: \u201cEm Portugal, h\u00e1 um longo caminho ainda pela frente, para ser entendido por parte das empresas, que t\u00eam de mudar. E tem de haver uma coordena\u00e7\u00e3o entre as empresas, o Estado e a sociedade.\u201d<\/p>\n<p>\u201cVai ter de existir uma simultaneidade e interdepend\u00eancia destes tr\u00eas fatores: empresas, Estado e sociedade. Sendo que a mudan\u00e7a cultural vai ser decisiva no sucesso dos outros dois fatores\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>\u00c9rica Pereira adianta que \u201calgumas empresas e multinacionais j\u00e1 empregam algumas m\u00e9tricas na estrat\u00e9gia de recursos humanos, mas muitas ainda n\u00e3o perceberam o desafio\u201d. \u201cA velocidade desta mudan\u00e7a \u00e9 muito lenta em rela\u00e7\u00e3o ao envelhecimento populacional. Tem de se criar medidas de incentivos fiscais para as empresas e as empresas t\u00eam de adotar medidas como promo\u00e7\u00e3o das aprendizagens m\u00fatuas, trabalho flex\u00edvel e wellbeing, pol\u00edticas de forma\u00e7\u00e3o para a inclus\u00e3o para os l\u00edderes ou benef\u00edcios ajustados ao trabalhador e \u00e0 sua realidade\u201d, defende.<\/p>\n<p>Os &#8220;mimimis&#8221; da Gera\u00e7\u00e3o Z <\/p>\n<p>Um estudo levado a cabo pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.intelligent.com\/1-in-6-companies-are-hesitant-to-hire-recent-college-graduates\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Intelligent.com,<\/a> divulgado em setembro, mostra que muitas empresas norte-americanas despediram trabalhadores da Gera\u00e7\u00e3o Z poucos meses ap\u00f3s contrat\u00e1-los e que h\u00e1 muitos empres\u00e1rios hesitantes em contratar rec\u00e9m-formados devido a preocupa\u00e7\u00f5es com a sua \u00e9tica de trabalho, habilidades de comunica\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para o cargo.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, seis em cada dez empregadores afirmaram ter dispensado rec\u00e9m-formados este ano, enquanto um em cada sete afirmou que est\u00e1 inclinado a evitar a contrata\u00e7\u00e3o de rec\u00e9m-formados no pr\u00f3ximo ano. A investiga\u00e7\u00e3o mostra que as empresas se est\u00e3o a virar de novo para o talento s\u00e9nior, porque come\u00e7am a n\u00e3o ter \u201cpaci\u00eancia\u201d para lidar com as exig\u00eancias da Gera\u00e7\u00e3o Z, que quer melhor equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional e valoriza mais a sa\u00fade f\u00edsica e mental e, para isso, exige maior flexibilidade laboral e maior estabilidade.<\/p>\n<p>\u00c9rica Pereira diz que, em Portugal, essa realidade ainda n\u00e3o se verifica. \u201cPelo menos n\u00e3o \u00e9 essa a justifica\u00e7\u00e3o apresentada pelas empresas para contratarem talento s\u00e9nior\u201d, assegura.<\/p>\n<p>\u201cEu contrato pelas compet\u00eancias t\u00e9cnicas e despe\u00e7o pelas compet\u00eancias comportamentais. Pode ser muito bom do ponto de vista t\u00e9cnico, mas se criar mau ambiente de trabalho, desmotiva os outros, n\u00e3o acrescenta valor. Fazemos isto para fora e para dentro. Fazemos isto quando contratamos para a Randstad ou para os nossos clientes\u201d, garante.<\/p>\n<p>\u00c9rica Pereira considera tamb\u00e9m que \u201cas exig\u00eancias e falta de compromisso que s\u00e3o apontados \u00e0 Gera\u00e7\u00e3o Z s\u00e3o, na verdade, uma nova \u00e9tica de trabalho\u201d. N\u00e3o s\u00e3o apenas os chamados \u2018mimimis\u2019, como muitos gostam de lhes chamar.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel da Randstad considera mesmo que a ideia de que os jovens s\u00e3o uns \u201cprivilegiados\u201d no mundo do trabalho n\u00e3o \u00e9 exatamente uma realidade. \u201cEsta luta por um contrato sem termo e por melhores sal\u00e1rios e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho tamb\u00e9m existe por parte dos jovens. Temos uma imagem de que \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o privilegiada, que acaba por ser um contraste com a realidade de instabilidade e precariedade que existe para os mais jovens. \u00c9 a gera\u00e7\u00e3o que mais se depara com falsos recibos verdes, contratos a termo, precariedade\u201d, defende.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o os jovens que \u201cest\u00e3o a redefinir a rela\u00e7\u00e3o entre o trabalhador e o trabalho em si\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A empresa de recrutamento portuguesa Randstad realizou um estudo sobre o mercado de trabalho depois dos 55 e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":156437,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[609,836,611,27,88,607,608,333,832,604,135,610,476,89,90,16479,301,830,603,570,831,833,62,834,13,835,602,52,32,33,33608,4700,33607,18565,849,29],"class_list":{"0":"post-156436","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-business","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-economy","22":"tag-empresas","23":"tag-geracao-z","24":"tag-governo","25":"tag-guerra","26":"tag-justica","27":"tag-live","28":"tag-mais-vistas","29":"tag-marcelo","30":"tag-mundo","31":"tag-negocios","32":"tag-noticias","33":"tag-opiniao","34":"tag-pais","35":"tag-politica","36":"tag-portugal","37":"tag-pt","38":"tag-randstad","39":"tag-randstad-research","40":"tag-talento-senior","41":"tag-trabalhadores","42":"tag-trabalho","43":"tag-ultimas"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156436"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156436\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/156437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=156436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=156436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}