{"id":157186,"date":"2025-11-19T01:50:25","date_gmt":"2025-11-19T01:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/157186\/"},"modified":"2025-11-19T01:50:25","modified_gmt":"2025-11-19T01:50:25","slug":"algumas-pessoas-nunca-esquecem-uma-cara-agora-sabemos-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/157186\/","title":{"rendered":"Algumas pessoas nunca esquecem uma cara. Agora sabemos porqu\u00ea"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/www.freepik.com\/free-photo\/woman-camera-shape-with-hands_8726335.htm\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\">Freepik<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-617037\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/911af7aa209e00b49f3d6fd2afa92564-4-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Os chamados super-recognizers s\u00e3o excecionais a memorizar rostos. Mas qual \u00e9 o seu segredo?<\/strong><\/p>\n<p>Um novo estudo, conduzido por investigadores da University of New South Wales (UNSW), na Austr\u00e1lia, revela que as pessoas que nunca esquecem um rosto trabalham de forma \u201c<strong>mais inteligente<\/strong>, n\u00e3o mais intensa\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, concentram-se naturalmente nos<strong> tra\u00e7os faciais mais distintivos<\/strong> de cada pessoa.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 isto uma boa not\u00edcia para o resto de n\u00f3s, que gostar\u00edamos de evitar futuros embara\u00e7os causados por confundir algu\u00e9m que j\u00e1 conhecemos? Infelizmente, <strong>nem por isso<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cA sua aptid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo que se possa aprender como um truque\u201d, explica o psic\u00f3logo <strong>James Dunn<\/strong>, investigador da UNSW e autor principal do <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rspb.2025.2005\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a>, que foi publicado na Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. \u201c\u00c9 uma forma autom\u00e1tica e din\u00e2mica de captar <strong>aquilo que torna cada rosto \u00fanico<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Para perceber o que veem os super-recognizers, Dunn e a sua equipa recorreram a tecnologia de<strong> rastreio ocular<\/strong> para reconstruir a forma como diferentes pessoas observavam rostos desconhecidos.<\/p>\n<p>O estudo envolveu 37 super-recognizers e 68 participantes com capacidades comuns de reconhecimento facial, analisando <strong>onde e durante quanto tempo<\/strong> cada um fixava o olhar em fotografias exibidas num ecr\u00e3.<\/p>\n<p>Os autores do estudo introduziram depois esses dados em algoritmos de aprendizagem autom\u00e1tica treinados para reconhecer rostos. Estes algoritmos \u2014 redes neurais profundas \u2014 tinham a tarefa de determinar se duas imagens <strong>pertenciam ou n\u00e3o \u00e0 mesma pessoa<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201c<strong>A IA tornou-se altamente competente no reconhecimento facial<\/strong>\u201d, afirma Dunn, citado pelo <a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/some-people-never-forget-a-face-and-now-we-know-their-secret\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Science Alert<\/a>. \u201cO nosso objetivo era aproveitar isso para perceber quais os padr\u00f5es de olhar humano que fornecem mais informa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o nosso c\u00e9rebro desempenha um papel decisivo no processamento de informa\u00e7\u00e3o visual. Mas, quando os algoritmos recebiam dados de rastreio ocular dos super-recognizers,<strong> acertavam mais vezes<\/strong> na correspond\u00eancia entre rostos do que quando trabalhavam com dados de participantes com capacidades normais.<\/p>\n<p>\u201cEstes resultados sugerem que os fundamentos percetivos das diferen\u00e7as individuais na capacidade de reconhecer rostos podem ter origem nas etapas mais precoces do processamento visual \u2014 <strong>ao n\u00edvel da codifica\u00e7\u00e3o retiniana<\/strong>\u201d, escrevem Dunn e os colegas no artigo.<\/p>\n<p>O estudo aprofunda investiga\u00e7\u00f5es anteriores da mesma equipa, que mostraram que os super-recognizers transformam um rosto numa esp\u00e9cie de puzzle: dividem os rostos novos em partes, antes de o c\u00e9rebro as recompor numa imagem composta.<\/p>\n<p>Esta<strong> abordagem tipo puzzle<\/strong> contraria a ideia de que memorizar rostos com efic\u00e1cia depende sobretudo de <strong>olhar para o centro do rosto e v\u00ea-lo como um todo<\/strong>.<\/p>\n<p>A nova investiga\u00e7\u00e3o amplia essas conclus\u00f5es, sugerindo que os super-recognizers n\u00e3o recolhem apenas mais informa\u00e7\u00e3o do que o comum dos mortais \u2014 focam-se <strong>sobretudo nos elementos que transportam mais \u201cpistas\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201c<strong>\u00c9 como nas caricaturas:<\/strong> quando se exageram os tra\u00e7os mais distintivos de um rosto, <strong>torna-se mais f\u00e1cil reconhec\u00ea-lo<\/strong>\u201d, explica Dunn. \u201cOs super-recognizers parecem fazer isso de forma visual, sintonizam-se com os <strong>tra\u00e7os mais reveladores<\/strong> da identidade de uma pessoa.\u201d<\/p>\n<p>Esta linha de investiga\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ajudar a melhorar sistemas de reconhecimento facial, embora os autores sublinhem que, para j\u00e1, os <strong>humanos ainda t\u00eam vantagem<\/strong> sobre a IA, porque recorrem a outras pistas presentes nas intera\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Contudo, <strong>n\u00e3o devemos presumir que somos excecionais<\/strong>. H\u00e1 ind\u00edcios robustos de que existe uma forte base gen\u00e9tica para a capacidade de memorizar rostos com grande precis\u00e3o, mas o processamento da identidade facial tamb\u00e9m desempenha um papel essencial no comportamento social dos primatas, pelo que as ra\u00edzes biol\u00f3gicas desta aptid\u00e3o <strong>poder\u00e3o n\u00e3o ser exclusivamente humanas<\/strong>.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Freepik Os chamados super-recognizers s\u00e3o excecionais a memorizar rostos. 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