{"id":157896,"date":"2025-11-19T17:27:07","date_gmt":"2025-11-19T17:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/157896\/"},"modified":"2025-11-19T17:27:07","modified_gmt":"2025-11-19T17:27:07","slug":"estudo-revela-que-neandertais-e-antepassados-dos-macacos-beijavam-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/157896\/","title":{"rendered":"Estudo revela que neandertais e antepassados dos macacos beijavam-se"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A Universidade de Oxford, juntamente com o Instituto de Tecnologia da Fl\u00f3rida, realizou um estudo que visava desvendar o enigma evolutivo por tr\u00e1s do beijo, uma pr\u00e1tica que n\u00e3o apresenta benef\u00edcios \u00f3bvios para a sobreviv\u00eancia ou reprodu\u00e7\u00e3o e que at\u00e9 pode transmitir doen\u00e7as, mas que \u00e9 observada um pouco por todo o reino animal.<\/p>\n<p>Humanos, chimpanz\u00e9s e orangotangos partilham a pr\u00e1tica, o que sugere que o h\u00e1bito provenha da heran\u00e7a de um ancestral comum. Assim, para tentar datar o primeiro beijo, os cientistas combinaram observa\u00e7\u00f5es de comportamentos de primatas com dados evolutivos sobre as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>&#8220;Atrav\u00e9s destas informa\u00e7\u00f5es, implementamos um modelo de estudo que nos permite simular diferentes cen\u00e1rios evolutivos&#8221;, explicou Matilde Brindle, autora do estudo, que sugere que o primeiro beijo ter\u00e1 ocorrido h\u00e1 aproximadamente de 21,5 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">No \u00e2mbito da investiga\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1090513825001370?ref=pdf_download&amp;fr=RR-2&amp;rr=9a0ef885ca797e7d\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">publicada na revista cient\u00edfica &#8220;Evolution and Human Behaviour&#8221;<\/a>, os cientistas criaram uma defini\u00e7\u00e3o pouco rom\u00e2ntica sobre o ato para a poder estudar num contexto mais amplo: &#8220;contacto boca a boca n\u00e3o agressivo, que n\u00e3o envolve transfer\u00eancia de alimentos&#8221;. Com este conceito, os investigadores encontraram comportamentos compat\u00edveis em lobos, ursos polares e albatrozes.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 esp\u00e9cie humana, o estudo explica que neandertais e os nossos primos primatas provavelmente tamb\u00e9m trocavam beijos, dada a evid\u00eancia de que se reproduziram entre si e partilharam um micr\u00f3bio oral, um sinal de que trocavam saliva, muito tempo depois de as duas esp\u00e9cies terem divergido, h\u00e1 450 mil e 750 mil anos.<\/p>\n<p>Embora este estudo tenha identificado quando o beijo evoluiu, o porqu\u00ea de ter surgido e ter permanecido enquanto pr\u00e1tica continua um mist\u00e9rio. Diversas teorias apontam que pode ter surgido como um comportamento de limpeza m\u00fatua entre os ancestrais primatas ou como uma forma \u00edntima de avaliar a sa\u00fade e compatibilidade de um parceiro.<\/p>\n<p>Brindle acredita que este estudo pode abrir portas para resolver o enigma. &#8220;\u00c9 importante entendermos que \u00e9 algo que partilhamos com os nossos parentes n\u00e3o humanos&#8221;, explicou, citada pela emissora brit\u00e2nica &#8220;BBC&#8221;. &#8220;Dever\u00edamos estudar este comportamento e n\u00e3o descart\u00e1-lo s\u00f3 porque tem conota\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas entre os humanos.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Universidade de Oxford, juntamente com o Instituto de Tecnologia da Fl\u00f3rida, realizou um estudo que visava desvendar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":157897,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[1353,3440,6474,109,107,108,62,6951,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-157896","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-animais","9":"tag-antropologia","10":"tag-beijo","11":"tag-ciencia","12":"tag-ciencia-e-tecnologia","13":"tag-cienciaetecnologia","14":"tag-mundo","15":"tag-paleontologia","16":"tag-portugal","17":"tag-pt","18":"tag-science","19":"tag-science-and-technology","20":"tag-scienceandtechnology","21":"tag-technology","22":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115577542645172114","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157896","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=157896"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157896\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/157897"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=157896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=157896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=157896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}