{"id":158001,"date":"2025-11-19T19:04:08","date_gmt":"2025-11-19T19:04:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158001\/"},"modified":"2025-11-19T19:04:08","modified_gmt":"2025-11-19T19:04:08","slug":"vulnerabilidade-no-whatsapp-expos-dados-de-35-mil-milhoes-de-contas-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158001\/","title":{"rendered":"Vulnerabilidade no WhatsApp exp\u00f4s dados de 3,5 mil milh\u00f5es de contas &#8211; Internet"},"content":{"rendered":"<p>Uma equipa de investigadores do curso de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de Viena, na \u00c1ustria, e da SBA Research descobriram uma <strong>vulnerabilidade no mecanismo de descoberta de contactos do WhatsApp, que permitia consultar informa\u00e7\u00f5es de mais de 3,5 mil milh\u00f5es de contas ativas em 245 pa\u00edses<\/strong>.<\/p>\n<p>N\u00e3o perca nenhuma not\u00edcia importante da atualidade de tecnologia e\u00a0<a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" data-stringify-link=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/\" data-sk=\"tooltip_parent\">acompanhe tudo em tek.sapo.pt<\/a><\/p>\n<p>A vulnerabilidade envolvia a<strong> aus\u00eancia de limites adequados no sistema que permite ao WhatsApp identificar outros utilizadores atrav\u00e9s dos n\u00fameros de telefone<\/strong> guardados no smartphone. Os investigadores, que publicaram as suas conclus\u00f5es num <a href=\"https:\/\/www.univie.ac.at\/en\/news\/detail\/forscherinnen-entdecken-grosse-sicherheitsluecke-in-whatsapp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">novo artigo<\/a>, verificaram que, <strong>ao ser explorada, a falha permitia consultar mais de 100 milh\u00f5es de contactos por hora<\/strong>.<\/p>\n<p>A vulnerabilidade dava <strong>acesso aos mesmos dados que s\u00e3o p\u00fablicos para qualquer pessoa que conhe\u00e7a o contacto de um utilizador, incluindo n\u00famero de telefone, bem como fotos e frases de perfil<\/strong>. Note-se que, uma vez que as conversas s\u00e3o encriptadas na app, o seu conte\u00fado n\u00e3o estava em risco.<\/p>\n<p>A partir destes pontos de dados, os investigadores conseguiram extrair informa\u00e7\u00e3o adicional, <strong>permitindo perceber qual era o sistema operativo usado, a idade da conta e o n\u00famero de dispositivos associados.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words\">No estudo, que decorreu entre dezembro de 2024 e abril de 2025, a equipa utilizou uma <strong> t\u00e9cnica de enumera\u00e7\u00e3o, que envolve testar um intervalo de n\u00fameros para encontrar as contas de utilizadores presentes na plataforma<\/strong>, um processo tamb\u00e9m conhecido como &#8220;scraping&#8221;.<\/p>\n<p>Utilizando uma biblioteca da Google com padr\u00f5es de n\u00fameros de telefone de v\u00e1rios pa\u00edses, geraram 63 mil milh\u00f5es de n\u00fameros poss\u00edveis distribu\u00eddos por 245 pa\u00edses, <strong>que foram utilizados para o &#8220;scraping&#8221; dos contactos dos utilizadores da plataforma.<\/strong><\/p>\n<p>A aus\u00eancia de limites <strong>permitiu reunir uma listagem de mais de 3.5 mil milh\u00f5es de utilizadores, um valor bastante acima dos dois mil milh\u00f5es anteriormente divulgados pela plataforma como sendo o n\u00famero oficial de utilizadores<\/strong>. A partir desta cole\u00e7\u00e3o de contactos, os investigadores conseguiram criar uma esp\u00e9cie de &#8220;censos&#8221; do WhatsApp, <strong>com detalhes sobre os n\u00fameros obtidos, como qual o pa\u00eds, o sistema operativo utilizado, fotos e frases de perfil.<\/strong><\/p>\n<p>Essa pesquisa permitiu identificar quais os mercados com maior n\u00famero de utilizadores, sendo <strong>a \u00cdndia o mercado dominante com 749 milh\u00f5es de utilizadores, seguido pela Indon\u00e9sia com 235 milh\u00f5es, e o Brasil com 206 milh\u00f5es<\/strong>. No caso do Brasil em concreto, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tecnologia\/noticia\/2025\/11\/19\/a-brecha-no-whatsapp-que-permitiu-descobrir-numeros-de-todos-os-usuarios-do-aplicativo.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">segundo revelou a Globo<\/a>, que teve acesso ao estudo, <strong>61% dos utilizadores brasileiros utilizam foto de perfil, e que 81.4% utiliza o Android como plataforma, e os restantes 18.6% iOS.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com <a href=\"https:\/\/github.com\/sbaresearch\/whatsapp-census\/blob\/main\/country-table.md\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">os dados<\/a> partilhados pelos investigadores, <strong>em Portugal, contam-se mais de 10 milh\u00f5es de contas, com 71,09% dos utilizadores em equipamentos Android e 28,91% em iOS.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os investigadores,<strong> a Meta foi avisada sobre os riscos desta situa\u00e7\u00e3o antes mesmo do in\u00edcio do estudo<\/strong>. Aparentemente a Meta ignorou o aviso, tendo apenas adotado medidas quando os investigadores anunciaram a publica\u00e7\u00e3o do mesmo, em setembro de 2025, um ano depois do contacto inicial. Desde ent\u00e3o, <strong>a Meta adotou medidas para corrigir a falha e mitigar os seus efeitos, incluindo restri\u00e7\u00f5es mais rigorosas na visibilidade de informa\u00e7\u00f5es de perfil.\u00a0<\/strong><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p>Assine a\u00a0<a href=\"https:\/\/teknoticias.us15.list-manage.com\/subscribe?u=9a06a5af5e9150806abc02bae&amp;id=ef9b27090d\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" data-stringify-link=\"https:\/\/teknoticias.us15.list-manage.com\/subscribe?u=9a06a5af5e9150806abc02bae&amp;id=ef9b27090d\" data-sk=\"tooltip_parent\">newsletter do TEK Not\u00edcias<\/a>\u00a0e receba todos os dias as principais not\u00edcias de tecnologia na sua caixa de correio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma equipa de investigadores do curso de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de Viena, na \u00c1ustria, e da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":158002,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-158001","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115577924039415747","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=158001"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158001\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/158002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=158001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=158001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=158001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}