{"id":158662,"date":"2025-11-20T10:32:08","date_gmt":"2025-11-20T10:32:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158662\/"},"modified":"2025-11-20T10:32:08","modified_gmt":"2025-11-20T10:32:08","slug":"investigacao-do-i3s-recebe-3-milhoes-de-euros-da-fundacao-la-caixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158662\/","title":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00e3o do i3S recebe 3 milh\u00f5es de euros da Funda\u00e7\u00e3o \u00abla Caixa\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<\/p>\n<p>Desenvolver <strong>novas terapias para doen\u00e7as neurol\u00f3gicas como o AVC, a epilepsia e a esclerose lateral amiotr\u00f3fica<\/strong>, criar um <strong>dispositivo implant\u00e1vel para tratar o glioblastoma<\/strong> e <strong>melhorar a avalia\u00e7\u00e3o do risco de desenvolver autismo<\/strong> s\u00e3o os principais objetivos dos <strong>tr\u00eas projetos<\/strong> liderados por investigadores do <strong>Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Universidade do Porto (i3S)<\/strong>, que acabam de ser distinguidos no \u00e2mbito do<strong> concurso de Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d<\/strong>. O financiamento total ascende a quase <strong>tr\u00eas milh\u00f5es de euros<\/strong>.<\/p>\n<p>As tr\u00eas propostas do i3S est\u00e3o entre um total de 34 projetos (portugueses e espanh\u00f3is) de investiga\u00e7\u00e3o biom\u00e9dica de excel\u00eancia, que v\u00e3o receber mais de 26 milh\u00f5es de euros. Nesta oitava edi\u00e7\u00e3o, foram apresentadas 714 propostas de investiga\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, cl\u00ednica e translacional, tendo sido selecionadas nove portuguesas e 25 espanholas.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito deste concurso, a Funda\u00e7\u00e3o \u201cla Caixa\u201d concede at\u00e9 500 mil euros a projetos com uma \u00fanica institui\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o envolvida e at\u00e9 um milh\u00e3o de euros a cons\u00f3rcios de investiga\u00e7\u00e3o formados por v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, como acontece com os projetos liderados por investigadores do i3S.<\/p>\n<p><strong>Uma nova forma de combater os danos cerebrais a partir do interior<\/strong><\/p>\n<p>Liderado por <strong>Ana Paula P\u00eago<\/strong>, l\u00edder do grupo \u00abNanoBiomaterials for Targeted Therapies\u00bb do i3S, o <strong>projeto \u00abMIND\u00bb<\/strong> foi financiado pela Funda\u00e7\u00e3o \u201cla Caixa\u201d e pela FCT com um milh\u00e3o de euros e vai focar-se nas doen\u00e7as neurol\u00f3gicas, como o acidente vascular cerebral (AVC), a epilepsia e a esclerose lateral amiotr\u00f3fica (ELA), que afetam milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, provocando frequentemente incapacidades a longo prazo ou mesmo a morte.<\/p>\n<p>Uma das principais causas do dano cerebral associado a estas doen\u00e7as, explica a investigadora do i3S, \u201c\u00e9 a acumula\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica que, em excesso, leva \u00e0 morte neuronal. Apesar de d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o, nenhum tratamento conseguiu at\u00e9 agora proteger eficazmente o c\u00e9rebro deste processo\u201d. Embora a maioria dos estudos se tenha centrado em formas de neuroprote\u00e7\u00e3o focando-se nos neur\u00f3nios, Ana Paula P\u00eago considera que a chave poder\u00e1 residir noutro tipo de c\u00e9lula cerebral: os astr\u00f3citos.<\/p>\n<p>Este projeto prop\u00f5e uma nova estrat\u00e9gia de prote\u00e7\u00e3o cerebral, que consiste em aumentar a efici\u00eancia dos astr\u00f3citos. Conforme explica Ana Paula P\u00eago, \u201cos astr\u00f3citos eliminam o excesso da subst\u00e2ncia qu\u00edmica nociva, mas durante um AVC ou outro evento neurol\u00f3gico agudo, n\u00e3o conseguem manter o equil\u00edbrio, o que leva \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de danos\u201d.<\/p>\n<p>Como tal, a equipa prop\u00f5e uma solu\u00e7\u00e3o inovadora: \u201cIntroduzir diretamente nos astr\u00f3citos instru\u00e7\u00f5es \u00fateis atrav\u00e9s de ARN mensageiro (mRNA) que d\u00e3o indica\u00e7\u00f5es \u00e0s c\u00e9lulas para produzir mais quantidade de uma prote\u00edna essencial para eliminar a subst\u00e2ncia qu\u00edmica t\u00f3xica\u201d. Para garantir a seguran\u00e7a e efic\u00e1cia do tratamento, os investigadores est\u00e3o a desenvolver pequenas part\u00edculas inteligentes capazes de libertar a sua carga apenas nas \u00e1reas danificadas do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O projeto, que ser\u00e1 desenvolvido em cons\u00f3rcio com os investigadores Francisco Campos, do Instituto de Investigaci\u00f3n Sanitaria de Santiago de Compostela (IDIS) (Espanha), e Ben Maoz, da Universidade de Telavive (Israel), inclui ainda o desenvolvimento de um modelo tridimensional (3D) relevante para mimetizar o c\u00e9rebro humano, que \u00abpermitir\u00e1 testar a terapia em condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas realistas, bem como a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de imagem avan\u00e7adas para monitorizar os efeitos do tratamento, que ser\u00e1 testado no contexto do AVC\u00bb, sublinha Ana Paula P\u00eago.<\/p>\n<p>Se alcan\u00e7ar os objetivos propostos, garante a cientista, \u00abesta abordagem poder\u00e1 abrir caminho a novas terapias, n\u00e3o s\u00f3 para o AVC, mas tamb\u00e9m para outras doen\u00e7as cerebrais com mecanismos semelhantes de dano neuronal\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Dispositivo implant\u00e1vel para administra\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos contra o glioblastoma<\/strong><\/p>\n<p>Financiado com 990 mil euros, o projeto liderado por <strong>Bruno Sarmento,<\/strong> em cons\u00f3rcio com os investigadores Bruno Costa, da Universidade do Minho, e \u00c1lvaro Mata, da Universidade de Nottingham (Reino Unido), vai centrar-se no tratamento do glioblastoma, o tipo de cancro cerebral mais letal em adultos. Os tratamentos atuais, que incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia e pouco t\u00eam evolu\u00eddo nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, apresentam resultados limitados devido \u00e0 resist\u00eancia do tumor e \u00e0 dificuldade em dirigir f\u00e1rmacos diretamente ao c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>A equipa pretende revolucionar o tratamento do glioblastoma atrav\u00e9s do desenvolvimento de um sistema terap\u00eautico implant\u00e1vel capaz de libertar mol\u00e9culas anticancer\u00edgenos diretamente no c\u00e9rebro ap\u00f3s a cirurgia de remo\u00e7\u00e3o do tumor. O sistema, explica Bruno Sarmento, \u201cfoi concebido para libertar, de forma controlada e gradual, uma combina\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos que combatem o cancro de forma mais eficaz e reduzem a necessidade de quimioterapia di\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>O projeto, adianta, \u201cenvolve o desenho de um novo tipo de implante, capaz de libertar f\u00e1rmacos quimioter\u00e1picos, inibidores da resist\u00eancia ao tratamento e sequ\u00eancias de ARN dirigidos especificamente \u00e0s c\u00e9lulas cancer\u00edgenas\u201d. \u00a0O objetivo, sublinha Bruno Sarmento, \u00e9 que \u201cesta estrat\u00e9gia inovadora melhore a efetividade dos f\u00e1rmacos, reduza os efeitos secund\u00e1rios e aumente a sobreviv\u00eancia e a qualidade de vida dos doentes\u201d.<\/p>\n<p>Para j\u00e1, os dados preliminares s\u00e3o promissores: \u201cO novo sistema demonstrou reduzir significativamente o crescimento tumoral em modelos laboratoriais. Os resultados esperados incluem maiores taxas de sobreviv\u00eancia, menores efeitos adversos e um novo padr\u00e3o de cuidados para doentes com glioblastoma\u201d, garante o l\u00edder do grupo \u00abNanomedicines &amp; Translational Drug Delivery\u00bb do i3S. Estes avan\u00e7os, adianta Bruno Sarmento, \u201cpoder\u00e3o ainda abrir caminho ao desenvolvimento de tratamentos semelhantes para outros tipos de tumores cerebrais, com impacto significativo na sa\u00fade p\u00fablica e nos custos dos sistemas de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Como pequenas altera\u00e7\u00f5es no ADN moldam o c\u00e9rebro em desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p>Sabe-se que o transtorno do espectro autista (TEA), que afeta aproximadamente uma em cada 44 crian\u00e7as, tem uma forte base gen\u00e9tica. No entanto, a maioria das altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas associadas ao TEA n\u00e3o se encontra propriamente nos genes, mas nas regi\u00f5es n\u00e3o codificantes do ADN que controlam a ativa\u00e7\u00e3o e inativa\u00e7\u00e3o dos genes. A equipa liderada pelo investigador do i3S <strong>Diogo Castro<\/strong> quer compreender como essas altera\u00e7\u00f5es influenciam o desenvolvimento cerebral com o objetivo de \u201cexplicar a origem do TEA e melhorar os m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o do risco de desenvolver este transtorno\u201d.<\/p>\n<p>Este projeto, financiado pela Funda\u00e7\u00e3o \u201cla Caixa\u201d em colabora\u00e7\u00e3o com a FCT com mais de 730 mil euros, visa descobrir o efeito dessas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas n\u00e3o codificantes no desenvolvimento do c\u00e9rebro, especialmente nas primeiras etapas, durante a forma\u00e7\u00e3o da estrutura cerebral.<\/p>\n<p>As equipas do cons\u00f3rcio, que inclui os investigadores Gaia Novarino, do Institute of Science and Technology Austria (ISTA) (\u00c1ustria), e Justin O\u2019Sullivan, do The Liggins Institute, University of Auckland (Nova Zel\u00e2ndia), v\u00e3o utilizar ferramentas avan\u00e7adas para analisar milhares de variantes gen\u00e9ticas e observar como elas influenciam a atividade gen\u00e9tica de c\u00e9lulas cerebrais humanas cultivadas em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, explica Diogo Castro, \u201cvamos utilizar ferramentas de intelig\u00eancia artificial para identificar quais das altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas associadas com o TEA t\u00eam um maior valor de progn\u00f3stico. Isto levar\u00e1 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um modelo que poder\u00e1 ajudar a prever quais as crian\u00e7as que est\u00e3o em risco de desenvolver TEA, permitindo assim um diagn\u00f3stico e interven\u00e7\u00e3o precoces\u201d.<\/p>\n<p>Para compreender como essas altera\u00e7\u00f5es afetam o desenvolvimento cerebral, os investigadores do projeto, \u201cv\u00e3o editar variantes gen\u00e9ticas espec\u00edficas em c\u00e9lulas estaminais e cultiv\u00e1-las em minic\u00e9rebros ou organoides. Isso permitir\u00e1 observar o efeito das altera\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o e no funcionamento do tecido cerebral\u201d. O projeto conta com a participa\u00e7\u00e3o de especialistas em desenvolvimento cerebral, gen\u00e9tica e ci\u00eancia de dados, estando como tal bem posicionado para enfrentar um desafio complexo.<\/p>\n<p><strong>Sobre o concurso de Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d de 2025<\/strong><\/p>\n<p>A cerim\u00f3nia de entrega dos pr\u00e9mios decorreu no dia 20 de novembro no <a href=\"https:\/\/cosmocaixa.org\/es\/cosmocaixa-barcelona\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Museu de Ci\u00eancia CosmoCaixa<\/a>. Segundo \u00c0ngel Font, subdiretor-geral de Investiga\u00e7\u00e3o e Bolsas da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d, \u00aba investiga\u00e7\u00e3o biom\u00e9dica \u00e9 uma das formas mais poderosas de melhorar a vida das pessoas. Os 34 projetos premiados abordam desafios muito diversos a partir de diferentes perspetivas, mas todos partilham tr\u00eas eixos fundamentais para avan\u00e7ar rumo a um futuro mais promissor para os doentes e as suas fam\u00edlias: colabora\u00e7\u00e3o, talento e inova\u00e7\u00e3o\u201d. De acordo com a Funda\u00e7\u00e3o la Caixa, os projetos portugueses deste ano sobressaem pelo seu car\u00e1cter inovador e elevado impacto social.<\/p>\n<p>Este ano, A Funda\u00e7\u00e3o la Caixa desenvolveu acordos com a <a href=\"https:\/\/www.breakthrought1d.org\/es\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Funda\u00e7\u00e3o Breakthrough T1D<\/a> e com a <a href=\"https:\/\/www.ffluzon.org\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Funda\u00e7\u00e3o Luz\u00f3n<\/a>, o que permitiu dar maior destaque ao financiamento de iniciativas centradas na diabetes tipo 1, com dois projetos financiados, e na esclerose lateral amiotr\u00f3fica (ELA), com um projeto financiado. O concurso conta ainda com a colabora\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.fct.pt\/en\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia<\/a> (FCT), que destinou 1,8 milh\u00f5es de euros para financiar tr\u00eas dos nove projetos portugueses premiados nesta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do programa em 2018, o montante total do concurso de Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o \u201dla Caixa\u201d ascende a 172,3 milh\u00f5es de euros para 234 projetos, dos quais 162 s\u00e3o liderados por equipas espanholas e 72 por grupos de investiga\u00e7\u00e3o portugueses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Desenvolver novas terapias para doen\u00e7as neurol\u00f3gicas como o AVC, a epilepsia e a esclerose lateral amiotr\u00f3fica, criar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":158663,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[33867,3987,33868,1207,33869,10660,33870,33871,116,7304,1173,537,32,33,117],"class_list":{"0":"post-158662","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ana-paula-pego","9":"tag-autismo","10":"tag-bruno-sarmento","11":"tag-cancro","12":"tag-diogo-castro","13":"tag-doencas-neurologicas","14":"tag-fundacao-la-caixa","15":"tag-glioblastoma","16":"tag-health","17":"tag-i3s","18":"tag-investigacao","19":"tag-neurociencias","20":"tag-portugal","21":"tag-pt","22":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115581573288582756","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=158662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158662\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/158663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=158662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=158662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=158662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}