{"id":158692,"date":"2025-11-20T11:02:11","date_gmt":"2025-11-20T11:02:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158692\/"},"modified":"2025-11-20T11:02:11","modified_gmt":"2025-11-20T11:02:11","slug":"o-feiticeiro-de-woke-e-as-bruxas-inclusivas-voltam-a-atacar-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/158692\/","title":{"rendered":"O Feiticeiro de Woke e as bruxas inclusivas voltam a atacar \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Quem sofreu <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2024\/12\/03\/wicked-o-feiticeiro-de-oz-foi-transformado-no-feiticeiro-woke\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">o primeiro Wicked<\/a>, de Jon M. Chu, baseado no musical da Broadway que por sua vez adapta o livro de Gregory Maguire, Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West (1995), uma vers\u00e3o revisionista e iconoclasta de O Feiticeiro de Oz, contada do ponto de vista de Elphaba, a Bruxa M\u00e1 do Oeste (interpretada pela atriz negra Cynthia Erivo), que aqui \u00e9 boazinha, v\u00edtima da intoler\u00e2ncia, dos preconceitos e da incompreens\u00e3o dos que a rodeiam,<strong> j\u00e1 sabe com o que pode contar na parte 2, Wicked: Pelo Bem, que conclui a hist\u00f3ria. A continua\u00e7\u00e3o da cerrada desconstru\u00e7\u00e3o da Terra de Oz tal como L. Frank Baum a criou nos seus livros e Victor Fleming a filmou em O Feiticeiro de Oz, adaptada com todo o desvelo \u00e0 ideologia woke.<\/strong><\/p>\n<p><strong>[Veja o \u201ctrailer\u201d de \u201cWicked: Pelo Bem\u201d:]<\/strong><\/p>\n<p><strong>Agora refugiada na floresta, Elphaba continua a combater pela liberdade dos animais de Oz que est\u00e3o a ser silenciados, enquanto procura revelar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o a verdade sobre o oportunista e ditatorial Feiticeiro (Jeff Goldblum, completamente desperdi\u00e7ado), secundado pela sua alma danada, Madame Morrible (Michelle Yeo). Esta procura controlar Glinda (Ariana Grande), agora a bruxa boa protetora de Oz,<\/strong> que vive luxuosamente no Castelo de Esmeralda e vai casar-se com o Pr\u00edncipe Fiyero (o canastr\u00edssimo Jonathan Bailey). Mas n\u00e3o s\u00f3 Glinda continua a estimar a sua amizade dos tempos da universidade com Elphaba\u00a0e quer ser mediadora entre ela e o Feiticeiro, como Fiyero se mostra relutante em casar.<\/p>\n<p><strong>O enredo de Wicked: Pelo Bem \u00e9 dinamizado pela chegada de Dorothy, cuja casa \u00e9 trazida por um tornado criado, com inten\u00e7\u00f5es mal\u00e9ficas, pela magia de Madame Morrible. E vai ser usada para que o filme continue a virar do avesso e a desfigurar as premissas, os valores e a mensagem da hist\u00f3ria original de O Feiticeiro de Oz.<\/strong> Mostrando que, afinal, Dorothy, o Homem de Lata e o Le\u00e3o Medroso foram manipulados pelo Feiticeiro para se ver livre de Elphaba; e criando uma (ris\u00edvel) hist\u00f3ria alternativa para a origem do Homem de Palha, bem como fazendo cair do c\u00e9u aos trambolh\u00f5es uma \u201crevela\u00e7\u00e3o\u201d final sobre a verdadeira origem familiar da bruxa m\u00e1 que afinal \u00e9 boazinha, e que \u00e9 de fazer o espectador mais tolerante deitar as m\u00e3os \u00e0 cabe\u00e7a. L. Frank Baum deve estar a dar triplos mortais na tumba.<\/p>\n<p><strong>[Veja uma entrevista com o realizador e o elenco:]<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jon M. Chu reitera e acentua, neste segundo filme, al\u00e9m do vi\u00e9s ideol\u00f3gico, os defeitos cinematogr\u00e1ficos e os aleij\u00f5es narrativos do primeiro.<\/strong> Os momentos musicais s\u00e3o desgarrados e desta vez n\u00e3o h\u00e1 mesmo uma s\u00f3 melodia que fique por uns minutos que seja no ouvido. E a realiza\u00e7\u00e3o continua impessoal e dependente de efeitos digitais que, por mais elaborados e dispendiosos, n\u00e3o conseguem criar a necess\u00e1ria atmosfera fant\u00e1stica e a sensa\u00e7\u00e3o de maravilhoso, deixando apenas uma forte e permanente impress\u00e3o de artificialidade. <strong>Chu tenta mesmo, na abertura da fita, quando Elphaba ataca a equipa de constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Tijolos Amarelos, fabricar uma \u201csequ\u00eancia Marvel\u201d e dar estofo de super-hero\u00edna \u00e0 bruxa, o que, felizmente \u2014 e pelo menos \u2014 n\u00e3o tem continuidade (era s\u00f3 o que nos faltava, uma Bruxa M\u00e1 do Oeste vers\u00e3o Vingadores).<\/strong><\/p>\n<p>Tal como \u2014 esperemos \u2014 n\u00e3o ter\u00e1 mais continua\u00e7\u00f5es este deplor\u00e1vel Feiticeiro de Woke, a Terra de Oz for\u00e7ada e pirosamente multicultural, e as suas bruxas inclusivas. <strong>N\u00e3o vale a pena gastar mais massa com tais pastel\u00f5es sa\u00eddos do forno da Hollywood mais aplicada na promo\u00e7\u00e3o do wokismo. Valha-nos Santa Judy Garland.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quem sofreu o primeiro Wicked, de Jon M. 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